terça-feira, setembro 18, 2007

883.ª etapa


ATÉ QUANDO RESISTIRÁ (ESTA) UCI?

Aproveitando o segundo dia de descanso da Vuelta os organizadores das Três Grandes reuniram-se – uma vez mais – para tentarem desenhar uma plataforma de entendimento com a UCI.

Mas já há um prazo fixo para que se chegue, de facto, a acordos concretos.
É o próximo dia 21. Até lá, o Estado Maior da UCI tem que decidir o que é melhor para o ciclismo; o que, em princípio, deveria ser a sua principal preocupação.

“Estamos a procurar um caminho que solucione o problema do ProTour e continuamos a dialogar com a UCI. Temos propostas concretas, mas a UCI terá de responder até ao dia 21 de Setembro, de imediato daremos a nossa resposta. A verdade é que a situação do Ciclismo profissional é preocupante”, disse, citado pelo TodoCiclismo, Victor Cordero, o patrão da Vuelta, o director executivo da Unipublic, um dos três grandes organizadores.

Ainda sobra, contudo, uma data, a de 23 de Outubro, quando toda a família do Ciclismo se vai juntar à mesma mesa mas, como diz Victor Cordero, “se da reunião desse dia não saírem soluções… é porque não há soluções”.

A verdade, e como eu aqui tenho vindo a defender – eu, que até cheguei a pensar o contrário (mas só os burros não mudam de opinião!) – é que, com a política do papel pardo (que absorve toda a humidade à sua volta) a UCI, melhor dizendo… os quadros superiores da UCI, à imagem, aliás – que não se fiquem a rir – de todas as outras grandes federações internacionais, desde há uns tempos a esta parte que deixaram de se sentir satisfeitos com as mordomias que já haviam ganho, para começarem a sonhar com indústrias das quais seriam os intocáveis tycons.

Ora, isso não pode ser.
Não cabe sequer nos seus estatutos.
A UCI é a união das federações nacionais que, por sua vez, são a congregação das associações regionais que têm como principal – para não dizer único – objectivo… a promoção da modalidade. Neste caso, o Ciclismo.
Por isso pedem dinheiro às autarquias, às Câmaras, ao Governo… Para quê?
Para que, na cúpula duas dúzias (bem aviadas) de senhores queiram ser os Eclestones do Ciclismo?
Mas a Fórmula 1 vive da iniciativa privada… não de subsídios, pior ainda… dos orçamentos dos Estados.
Heiiiiiiiiiiiii!...
Não nos queiram comer por parvos!

segunda-feira, setembro 17, 2007

882.ª etapa


É TAMBÉM POR ISTO
QUE GOSTO DO CICLISMO.
PORQUE HÁ HOMENS ASSIM!

A propósito da DUJA-Tavira. A equipa algarvia esteve a semana passada envolvida em duas frentes, na Bulgária e na Grã-Bretanha. A leste, o colectivo algarvio triunfou por equipas, desiderato que esteve quase a acontecer também por terras de Sua Majestade. Terminaram na quarta posição quando - creio não estar enganado - lideravam à partida para a última tirada.

A informação que fui tendo acerca da corrida teve sempre a mesma procedência, era clara e sucinta. Sem ir aos pormenores, provavelmente porque ciente de que não haveria espaço para mais nos jornais.

Mas hoje recebi no meu correio electrónico uma mensagem de um dos elementos da equipa - um corredor - a assumir a responsabilidade e isso e a sua coragem, e sensibilidade, tocaram-me.

Responsável! Acha-se ele que, afinal de contas apenas furou a quatro quilómetros da chegada. Como se alguém fosse responsável por sofrer um furo! Claro que não é.
E tenho a certeza de que na equipa ninguém o considera assim.
Considera-se ele.
Porque, dada a ocorrência, toda a equipa - com a excepção do Martin Garrido - ficou para trás para tentar recolá-lo ao pelotão. O que, devido à velocidade a que se correram os últimos quilómetros... se tornou impossível, malgrado o esforço.
E foi por isto que a DUJA-Tavira perdeu o primeiro lugar.

Foi um incidente de corrida - e ainda bem que foi apenas um furo - mas este Homem, este grande Profissional, sente-se amargurado por, por culpa sua, a equipa ter deixado de ganhar a classificação colectiva.
É de Homem!

Curiosamente, ao longo dos muitos anos que já tenho de Ciclismo, vivi situações extremamente opostas. Reclamações ou queixinhas.
Por parte de DDs, porque "tive um homem em fuga tanto tempo e só escreveste uma linha"; porque "fomos quem mais trabalhou e nem falaste nisso"; porque "como somos pequeninos ninguém fala da nossa equipa..."

Até de corredores. Mais ou menos no msmo tom.
Porque "só entrevistam o vencedor da etapa"...
Até vivi um caso curioso - com uma das grandes figuras do nosso Ciclismo actual - em que o Corredor em causa, numa prova de cinco dias que não lhe correu de feição, embora tenha ganho a derradeira tirada, quando os jornalistas se acercaram dele para recolher o seu depoimento se virou, sem esconder o (momentâneo ataque de... mau feitio - o que até nem é costume nele), atirou com um: "Pois! Nos outros dias ninguém falou comigo e hoje já vêm todos!..."

O que nunca me tinha acontecido foi que um Corredor me confessasse que era o culpado por a equipa ter falhado o seu principal objectivo, naquele dia.

É também por isto que gosto do Ciclismo. Porque há Homens assim.

881.ª etapa


DUJA-TAVIRA VENCEU
(COLECTIVAMENTE)
A VOLTA À BULGÁRIA

Correu-se ontem a 9.ª e última etapa da Volta à Bulgária, um percurso de 83 quilómetros entre Troian e Teteven.
A DUJA-Tavira terminou no primeiro lugar da classificação geral por equipas, contabilizando um tempo de 99.43.20 horas, à frente da Mike-Itália que somou mais 40 segundos.

Na derradeira etapa, o vencedor foi R. Konstantinov, com o tempo de 1.58.09 horas.
Nélio Simão foi o primeiro da DUJA-Tavira a cortar a meta, na 8.ª posição, com o tempo de 1.58.26 horas, seguiu-se Luís Silva, na 25.ª posição, com 1.59.11 horas. Daniel Petrov, Luís Bartolomeu e David Livramento, chegaram nas 33.ª, 34.ª e 41.ª posições, respectivamente, todos com o mesmo tempo de Luís Silva.

Na classificação geral individual, o vencedor foi Evgeni Gerganov (Bourgas), totalizando 33.13.59 horas. Luís Silva manteve a 4.ª posição, a 33 segundos do primeiro; Daniel Petrov, na 5.ª posição, ficou a 44 segundos; Nélio Simão, 9.º, ficou a 2.22 minutos; Luís Bartolomeu seguiu-se-lhe no 27.º posto a 34.53 minutos e, finalmente, David Livramento foi 31.º, a 49.22 minutos de Gerganov.

Na classificação geral das metas volantes Luís Bartolomeu foi segundo.


(Obrigado Ana Luísa)

880.ª etapa


GRANDE PRÉMIO VINHOS DA ESTREMADURA
JUVENTUDE DEU LUTA AOS CONSAGRADOS


Não foi por falta de tempo, não foi por má vontade, não foi por falta de informação – obrigado PGM/Carlos Raleiras –, foi mesmo por… falta de disposição. Há dias assim!

Ao fim da tarde ia sempre ver quem tinha ganho, li o que foi possível na CS mas… fui adiando os artigos aqui. Não o fiz no primeiro nem no segundo dia, depois achei que um, final, no domingo, resumiria tudo. Mas nem isso.

Mas mais vale tarde do que nunca. Cá está ele.

Filipe Cardoso ganhou a sua primeira prova por etapas, enquanto profissional, e deu mais um triunfo à Liberty Seguros, com mais dois ou três corredores a merecerem destaque. Primeiro, Cláudio Faria que deu sempre luta e andou sempre em cima do jovem feirense; depois para os sub-23 Bruno Sancho (Benfica) – que ganhou a primeira etapa – mas também para Tiago Pais e Samuel Coelho (Feira), Hélder Marques (Fonotel), Luís Moreira (Casativa) e Bruno Saraiva (Mortágua) que fizeram lugares entre os primeiros dez, correndo juntamente com os profissionais.

Entre os mais velhos, Nuno Marta (Madeinox) só uma vez não ficou nos primeiros cinco, o mesmo acontecendo com Bruno Neves (LA-MSS-Maia) que até ganhou uma etapa. E, claro, para o Manuel Cardoso (Riberalves-Boavista) que venceu duas. A quinta foi ganha pelo José Rodrigues, do Vitória-ASC.

Mas aqui ficam as classificações

Geral Final
1.º, Filipe Cardoso (LSE), 13.45.17 horas
2.º, Cláudio Faria (MAI), a 7 s
3.º, José Rodrigues (ASC), a 10 s
4.º, Nuno Marta (MAD), a 14 s
5.º, Bruno Neves (MAI), a 17 s
6.º, Pedro Costa (ASC), a 20 s
7.º, Tiago Machado (RIB), m.t.
8.º, Pedro Soeiro (BHL), m.t.
9.º, Celestino Pinho (BHL), a 22 s
10.º, Micael Isidoro (ASC), m.t.

Equipas
1.ª, Barbot-Halcon
2.ª, Vitória-ASC
3.ª, Riberalves-Boavista

Pontos
1.º, Cláudio Faria (MAI)
2.º, Nuno Marta (MAD)
3.º, Bruno Neves (MAI)

Montanha
1.º, José Rodrigues (ASC)
2.º, Jacek Morajko (RIB)
3.º, Tiago Machado (RIB)

Juventude
1.º, Tiago Machado (RIB)
2.º, Bruno Saraiva (CAS)
3.º, Fábio Ferreira (CAP)


1.ª etapa
Marinha Grande-Marinha Grande, 125,7 km
1.º, Bruno Sancho (SLB), 2.39.55 horas
2.º, Nuno Marta (MAD), m.t.
3.º, Marco Cunha (MAD), m.t.
4.º, Tiago Pais (SMF), m.t.
5.º, Samuel Coelho (SMF), m.t.
6.º, Hélder Marques (FON), m.t.
7.º, Luís Moreira (MOR), m.t.
8.º, José Martins (ASC), m.t.
9.º, Jorge Ferraz (BHL), m.t.
10.º, Pedro Costa (ASC), m.t.


2.ª etapa
Alcobaça-Alcobaça, 142,2 km
1.º, Manuel Cardoso (RIB), 3.32.21 horas
2.º, Cláudio Faria (MAI), m.t.
3.º, Filipe Cardoso (LSE), m.t.
4.º, Bruno Neves (MAI), m.t.
5.º, Nuno Marta (MAD), m.t.
6.º, Pedro Soeiro (BHL), m.t.
7.º, Pedro Costa (ASC), m.t.
8.º, César Quitério (LSE), m.t.
9.º, Pedro Lopes (SLB), m.t.
10.º, Samuel Coelho (SMF), m.t.


3.ª etapa
Bombarral-Bombarral, 144,1 km
1.º, Manuel Cardoso (RIB), 3.32.56 horas
2.º, Cláudio Faria (MAI), m.t.
3.º, Bruno Sancho (SLB), m.t.
4.º, Nuno Marta (MAD), m.t.
5.º, Bruno Neves (MAI), m.t.
6.º, Pedro Soeiro (BHL), m.t.
7.º, Samuel Coelho (SMF), m.t.
8.º, Bruno Saraiva (CAS), m.t.
9.º, Célio Sousa (RIB), m.t.
10.º, Celestino Pinho (BHL), m.t.


4.ª etapa
Alenquer-Alenquer, 104,5 km
1.º, Bruno Neves (MAI), 2.32.17 horas
2.º, Bruno Sancho (SLB), m.t.
3.º, Nuno Marta (MAD), m.t.
4.º, Cláudio Faria (MAI), m.t.
5.º, Filipe Cardoso (LSE), m.t.
6.º, Pedro Soeiro (BHL), m.t.
7.º, Pedro Costa (ASC), m.t.
8.º, Luís Moreira (MOR), m.t.
9.º, José Rodrigues (ASC), m.t.
10.º, Bruno Saraiva (CAS), m.t.


5.ª etapa
Circuito de Alenquer, 60 km
1.º, José Rodrigues (ASC), 1.28.12 horas
2.º, Pedro Costa (ASC), m.t.
3.º, Gustavo Rodriguez (FRM), m.t.
4.º, Bruno Neves (MAI), m.t.
5.º, Pedro Soeiro (BHL), m.t.
6.º, Cláudio Faria (MAI), m.t.
7.º, Tiago Machado (RIB), m.t.
8.º, Celestino Pinho (BHL), m.t.
9.º, Nuno Marta (MAD), m.t.
10.º, Samuel Coelho (SMF), m.t.


(Todas as fotos são da PAD/JLS)

sábado, setembro 15, 2007

879.ª etapa


O IMPAGÁVEL COMPLEXO DO… TAMANHO!

Porque preciso do computador para outras coisas, só uma vez, até hoje e no decurso desta edição da Vuelta, recorri à internet para, através da TVE2 ver algumas imagens da corrida espanhola. De resto, contento-me com a transmissão da EuroSport.

Em mensagens (de correio electrónico) trocadas recentemente com o Paulo Martins tive oportunidade de lhe dizer que, de facto, hoje em dia já não tenho tantos motivos para criticar os comentários que ele e o Luís Pissarra vão fazendo, embora continue a pensar que há um insubstituível “trabalho de casa” que é preciso não descurar.

Por exemplo: não me falem na terrível subida em pavée na etapa de Ávila. Perguntaram ao Sérgio Paulinho o que achava e o pobre, que nunca esteve em Ávila, gaguejou. Claro.

A etapa de Ávila, na passagem junto ao pano sul das muralhas deixa por pouco mais de 800 metros a estrada/avenida alcatroada - que segue paralela, por baixo - para subir... 4 ou cinco metros (não chega à altura de um prédio de dois andares) em piso empedrado, é verdade - e depois retomar a mesma estrada/avenida frente à porta principal do velho burgo e da igreja de Santa Teresa, percorrer mais 300 metros, virar à esquerda e entrar na curta recta da meta. Acho que fiz esta etapa em todas as sete Vueltas que cobri...

E estas informações são importantes, até porque têm responsabilidades na formação de novos adeptos ou, dizendo de outra forma, de adeptos mais novos. Que ainda não dominam, nem regulamentos, nem opções tomadas pelas equipas durante as corridas.
Mas já estiveram pior.

Contudo, venho aqui hoje, pela primeira vez este ano – pelo menos directamente – rebater uma situação e chamar a atenção para outra.

Comecemos por esta.
Hoje tiveram, como já referi, como convidado o Sérgio Paulinho.
Tentaram – e aí consigo vislumbrar um clarão de… veia jornalístico – “sacar” ao Sérgio qualquer coisa sobre o seu futuro. É evidente que não tiraram nada. O Sérgio irá para uma equipa ProTour, uma das três (ou quatro) que alimentará sempre o objectivo de vencer qualquer uma das três grandes e… mais não pode dizer.

É evidente que mais não pode dizer porque nada se sabe ainda que futuro espera a Astana no meio da “guerra” entre a facção suíça e os petro-euros injectados directamente e em exclusivo pelo governo do Kazaquistão. Que ainda tem problemas a resolver com a UCI.
Não me chamem já maluco, pois podem vir a ter de morder a língua, mas uma generosa… contribuição para os cofres das caves de Aigle até pode conseguir o impensável “milagre” de ver todas as suas figuras disponíveis, pelo menos, para a segunda parte da temporada.

E tirando esta hipótese… o Sérgio não tem mais nada. A não ser voltar à equipa de onde saiu há dois anos.

Mas com o que eu queria mesmo “embirrar” aqui era com a fixação do Pissarra em relação aos contra-relógios. Principalmente aos contra-relógios destas grandes provas de três semanas.

Mas em que raio de resultados – sim! resultados concretos – ele se escuda para dizer que o crono de 20 quilómetros de Collado de Villalba, na véspera do terminus da corrida em Madrid, é “curto para fazer diferenças”?

Diferenças entre quem?
O primeiro e o último? Mas a quem é que isso interessa? É que, caro Luís Pissarra, não percas os resultados do crono de Saragoça, guarda-os até à 20.ª etapa e depois compara as diferenças de tempos entre os… 15 ou 20 primeiros. Que são os que interessam. Vais ter uma enorme surpresa.

E depois, os comentadores não iniciados deveria, pelo menos isso, conceder o benefício da dúvida aos organizadores, ainda por cima a quem já organiza a Vuelta há mais de 25 anos. Eles devem saber o que estão a fazer.
E sabes, por acaso sabes, que corredores como… Perico Delgado, Abraham Olano, Melcior Mauri, por exemplo… integram a estrutura da organização como… consultores? E quem melhor do que estas estrelas pode avalizar o traçado de uma corrida? Já repararam como melhorou a Volta a Portugal desde que o seu Director-técnico passou a ser um ex-Corredor?

Queriam o quê? Outro crono de 50 km ao fim de 19 etapas? Vá lá… nem sempre o Tour pode servir de exemplo.

O tamanho do último crono não conta para nada. Vai ganhá-lo o mesmo corredor que o ganharia se ele tivesse 40, 50 ou 100 quilómetros e com as distâncias equivalentes, em termos de tempo.

Até por isso eu, há dois ou três artigos atrás “pedia” ao Joaquim Gomes que, em vez de um crono com 40 ou 45 quilómetros, a próxima edição da Volta a Portugal pudesse ter dois… É que… o que conta é como o(s) atleta(s) se encontra NESSE dia. Não a quilometragem.
No caso da Volta a Portugal… dividir o crono único em dois traria a mais valia de não chegar estar muito bem num determinado dia, que até tem sido o último da corrida. Estar bem, quando pela frente ainda faltasse, por exemplo, subir a Senhora da Graça e voltar a estar bem, ok, condescendo… no último dia… isso sim, dava-nos um corredor regular. E é sempre o mais regular que vence uma corrida por etapas com mais do que cinco dias.

878.ª etapa


GRANDE PRÉMIO DA EXTREMADURA

Em relação ao que ficou escrito na etapa 875...

Li o Regulamento Particular da prova, que não precisa ser exautivo, podendo remeter para o RGTC as partes sobre as quais este é soberano.

Fui ao sítio da FPC e não registei nenhuma alteração em relação ao que aqui já tinha escrito pelo que, das duas uma: se houve alterações, a página não foi actualizada.

Como é o único elemento de apoio que tenho - e partindo do princípio que, tendo havido alterações, estariam lá... não vejo qualquer irregularidade na aceitação desta equipa do Benfica.

Se houve alterações... se alguém sabe delas e as pode mostrar - ou enviar-me - então voltarei ao assunto.

Assim, e tanto quanto me é possível saber, não existem irregularidades.

Está tudo conforme o RGTC.

(Mandendo-se a figura criada expressamente para que a equipa Liberty Seguros pudesse participar nas provas nacionais no ano em que foi Continental Profissional.)

877.ª etapa


VOLTA À FRANÇA DO FUTURO
(TAÇA DO MUNDO DAS NAÇÕES)
José Mendes (em 19.º) foi o melhor português


Com a etapa corrida entre Craponne-sur-Arzon e Saint-Flour, na distância de 148 quilómetros, concluiu-se a 44.ª edição da Volta à França do Futuro, derradeira competição da Taça das Nações de Sub-23.

O último corredor a colocar-se em evidência foi o ucraniano Oleg Opryshko que, protagonizando uma fuga solitária de 68 quilómetros, cortou a linha de chegada isolado com o tempo de 3.47.42 horas, com o italiano Dario Cataldo - vencedor das classificações da montanha e dos pontos - a 38 segundos e o alemão Tony Martin, a 40.

O camisola amarela, Bauke Mollema, entrou no primeiro grupo, a 42 segundos do vencedor, garantindo, deste modo, o seu triunfo na competição.

Em relação aos portugueses, destaque uma vez mais para Nélson Rocha, a mostrar-se muito activo no trabalho na frente do pelotão, cedendo depois quando se percebeu que os esforços do grosso da coluna para apanhar os fugitivos era infrutífero.

Deste modo, Rui Costa, na 20.ª posição, foi o melhor luso na etapa, a 56 segundos do vencedor, enquanto José Mendes, com o mesmo tempo, foi 27.º e Nélson Rocha cortou a meta no 45.º posto, a 1.40 minutos.
Defendendo muito bem a sua posição, o holandês Mollema garantiu a vitória na prova.

Classificação Geral Individual, final
1.º, Bauke Mollema (Holanda), 35.14.04 horas
2.º, Tony Martin (Alemanha), a 44 s
3.º, Andre Steesen (Dinamarca), a 55 s
19.º, José Mendes (Portugal), a 9.53 m
22.º, Rui Costa (Portugal), a 11.41 m
35.º, Nélson Rocha (Portugal), a 16.36 m

Em termos colectivos, venceu a Dinamarca, enquanto Portugal terminou na 10.ª posição.
No computo geral, e para a Taça das Nações, a Eslovénia defendeu muito bem a sua condição de líder à partida e concluiu como vencedora enquanto Portugal perdeu três lugares com a prova francesa.

Classificação Final
1.ª, Eslovénia, 108 pontos
2.ª, França, 106
3.ª, Dinamarca, 102
4.ª, Holanda, 79
5.ª, Federação Russa, 73
6.ª, Portugal, 71

876.ª etapa


MARTÍN GARRIDO FOI 4.º
NA GERAL FINAL DA VOLTA À GRÃ-BRETANHA

Terminou hoje a Volta à Grã-Bretanha, com a realização da 6.ª etapa, que uniu Dumfries a Glasgow. Martín Garrido (DUJA-Tavira) foi o mais rápido da tirada (entre os elementos da turma algarvia), concluindo os 156,5 km na 7.ª posição, a 17 segundos do vencedor, Paul Manning, da selecção britânica. Garrido foi também o mais bem classificado da equipa lusa, na Geral Individual, terminando a prova na 4.ª posição, a 12 segundos do vencedor, o francês Romain Feillu (Agritubel).

David Blanco, terminou a tirada no 39.º posto, a 40 segundos do vencedor, e na Geral ficou-se pelo 10.º posto, a 24 segundos de Feillu.

Na classificação por equipas, a DUJA-Tavira ficou no 4.º lugar, a 3.29 minutos da espanhola Fuerteventura-Canárias.

Vidal Fitas, director-desportivo da DUJA-Tavira, mostrou-se satisfeito com os resultados obtidos, já que "entre um rol de outros bons corredores é muito positivo ter dois ciclistas do Tavira nos 10 primeiros lugares da classificação geral, o que contribui também para uma maior projecção internacional, da equipa e do Ciclismo português".

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Entretanto, correu-se hoje a etapa rainha da Volta à Bulgária. Um percurso de 140 quilómetros, entre Gabrovo e Troian, que contemplou duas contagens de montanha de 1.ª categoria.

Uma etapa difícil em que um grupo de nove corredores chegou isolado à meta, grupo esse onde estavam Daniel Petrov (4.º na etapa) e Luís Silva (8.º), com o mesmo tempo do vencedor. Nélio Simão chegaria no 17.º posto, a 1.50 minutos, David Livramento no 21.º, a 13.51 minutos e, finalmente, Luís Bartolomeu no 53.º, a 30.42 minutos do primeiro classificado.

Na classificação Geral Individual, a liderança continua a pertencer a Evgeni Gerganov (Bourgas), agora com um tempo de 31.14.48 horas, com Luís Silva na 4.ª posição, a 33 segundos e Daniel Petrov na 5.ª posição, a 44 segundos. Nélio Simão é 9.º e está a 3.07 minutos, Luís Bartolomeu é 27.º, a 34.53 minutos e, finalmente, David Livramento é 31.º a 49.22 minutos.

Na classificação geral das metas volantes Luís Bartolomeu desceu para o 2.º lugar na tabela, com 12 pontos, atrás de Valentin Iglinskyi (Selecção do Cazaquistão).

Amanhã corre-se a 9.ª e última etapa da volta à Bulgária, a ligação entre Troian e Teteven, na distância de 83 quilómetros.


Texto (editado) de Ana Luísa de Jesús
Foto cedida pela DUJA-Tavira

sexta-feira, setembro 14, 2007

875.ª etapa


REGULAMENTOS...
ESSA COISA DESCONHECIDA!...

Este artigo obriga-me a um preâmbulo.

Existe na rede web um sítio, português, dedicado ao Ciclismo que - e eu entendo isso - dispõe de um Fórum (significado universal = local de discussão) que os seus Administradores não conseguem, naturalmente porque não podem - não têm 24 horas sobre 24 para se dedicarem a ele - controlar.

Acontece que, façam o favor de acreditar e mim, por vezes se torna difícil manter a urbanidade num local onde todos falam e muito poucos têm razão.

Esse Fórum NUNCA foi um espaço onde se discutisse com a seriedade mínima o Ciclismo português - coisa que o sítio podia perfeitamente albergar.

E nunca o foi, nem nunca o será, porque as pessoas que para ele colaboram (?) não querem.

É um sítio onde a esmagadora maioria apenas revela em público que... nada sabe de Ciclismo. Para além de que se pratica usando uma bicicleta.
Calma!... não comecem já a atirar pedras. Deixem acabar.

A verdade é que ao mínimo desvio em relação a uma questionável linha de rumo, quem quer que pise o risco torna-se um alvo a abater.
Mesmo quem, potencialmente, podesse ser uma mais valia para o sítio. (Modéstia à parte!)

Eu sei que o meu nome gera anti-corpos.
Mas questiono-me.
Se o sítio tivesse conseguido cimentar-se num patamar (que seria elevado) no qual a grande maioria dos agentes ligados à modalidade se sentisse à vontade para lá deixar as suas opiniões, seria que iríamos assistir a um qualquer "ass hole" papaguear assininas asneiras contra... sei lá!, o presidente da FPC? O presidente da APCP?
Se estes, para sustentarem as suas mensagens recorressem aos... regulamentos?

E o sítio poderia, se fosse mais SÉRIO, contar com a participação - a cara descoberta - de muitas mais pessoas ligadas por laços muito mais fortes à modalidade.
Mas quem se atreve?
Só eu.

Por isso fui, pela segunda vez... banido!

Só acontece comigo.

E acontece comigo exactamente por isso.
Porque desde a primeira hora que lá apareci a dar a cara.
A empenhar o meu nome.

Mas a Administração do espaço acha que aquilo está melhor assim.
Entregue a apaixonados adeptos - isso eu não ponho em causa - mas perfeitamente obtusos no que respeita a forma como a modalidade é regida.

Eu, se fizesse parte de um Fórum sobre... sei lá! Horseball... copiava para um caderninho cada passagem dos regulamentos da modalidade que fossem utilizados. Porque, e antes de mais, se tinha aderido ao Fórum era porque queria aprender o que não sabia.

Ok, eu reagi mal. Mais uma vez.
Que raio de feitio!...

Não me arrependo, só tenho pena que a Administração daquele espaço me tenha negado a possibilidade de pedir desculpa a quem - feliz da vida, "banhando-se" num charco de ignorância - se está nas tintas para o que está regulamentado. Vão lá só para estarem entretidos e, de facto, não têm que aturar os meus "maus bofes".
E eu queria pedir-lhes desculpa.
Se têm o que querem, se estão satisfeitos, se do Ciclismo não lhes interessa mais nada...
Imagine-se o sítio da CP (Comboios de Portugal) - desculpem lá, eu não tenho carta não sei conduzir, não tenho carro... e ando de comboio - e alguém a atrever-se a transcrever a passagem das regras de utilização do serviço que... obriga todos os passageiros a terem, ou passe, ou bilhete válido.
E um - ou mais do que um - utilizador a cairem-me em cima. Bramindo contra essa heresia...
Mesmo que forçado, foi isso que aconteceu.

Eu tive a "pouca vergonha" de citar os regulamentos e... e abreviando, foi-me coertada a possibilidade de me explicar. De me defender...

Por isso, e só por isso - e só esta vez - eu pego numa questão, que achei tão pertinente que me dei ao trabalho de ir folhear as quase 400 páginas do RGTC da FPC para elucidar uma pessoa - das muito poucas que por lá andam - que eu sei gostar do Ciclismo.

Ok... ele poderia tê-lo feito. Não o fez e a questão ficou no ar.
Deixo aqui, documentalmente, a explicação.

Que não posso deixar "lá" porque... isso me está interdito.
===========
Mas não deixo de registar a falta de memória das pessoas.
Em 2004, quando a LA-Liberty Seguros, depois de se ter inscrito como Profissional Continental, ficando impedida de correr as provas .12 em Portugal, correu-as todas recorrendo à escapatória da... "equipa mista" na qual intregrou, à vez, UM, SÓ UM, corredor sub-23.
Das equipas de Santa Maria da Feira, Pombal e Cartaxo.
Os outros SETE eram elementos do seu plantel... CONTINENTAL PROFISSIONAL.
Ninguém se lembra disso?

874.ª etapa


VOLTA A FRANÇA DO FUTURO:
PORTUGUESES SUPORTAM DUREZA

Os três elementos da equipa portuguesa de Sub- 23 que estão a disputar a Volta à França do Futuro suportaram bastante bem a dureza da penúltima etapa corrida entre Chomelix e Craponne-sur-Arzon, na distância de 148 quilómetros, que inclui várias contagens de montanha, entre as quais três (!) de primeira categoria, com José Mendes e Rui Costa a entrarem no pelotão e Nélson Rocha a ceder 41 segundos para os seus colegas de equipa.

Como seria de esperar, a dureza do percurso acabou por ditar as suas leis, com 13 elementos a destacarem-se ligeiramente do pelotão, mas acabando por não aguentar o ritmo dos mais fortes, tendo esse grupo chegado bastante fragmentado à meta.

O vencedor foi o russo Ivan Rovny, que gastou 3. 56.31 horass, à média de 37,545 km/hora, com o camisola amarela a entrar na segunda posição, a 34 segundos, e o noruguês Edvald Boasson a ser terceiro, a 42 segundos.

Os três corredores nacionais terminaram nas seguintes posições: 20.º, José Mendes, a 1.24 minutos; 27.º, Rui Costa, m.t.; 38.º, Nélson Rocha, a 2.05 minutos.

Com a excelente posição conseguida na tirada, o holandês Mollema aumentou ligeiramente o seu avanço e parece de pedral e cal para garantir o sucesso nesta importante competição.

É esta a Classificação Geral Individual:
1.º, Bauke Mollema (Holanda), 31.25.40 horas
2.º, Tony Martin (Alemanha), a 50 s
3.º, Andre Steesen (Dinamarca), a 55 s
20.º, José Mendes (Portugal), a 9.39 minutos
24.º, Rui Costa (Portugal), a 11.27 m
35.º, Nélson Rocha (Portugal), a 15.38 m

Amanhã corre-se a última etapa da prova, entre Craponne-sur-Arzon e Saint-Flour, na distância de 148 quilómetros, com uma contagem de montanha de primeira categoria, uma de segunda e cinco de terceira, estas coincidentes com a chegada, uma vez que o pelotão terá de cumprir um circuito final com cinco passagens pela meta.

873.ª etapa


DAVID BLANCO MUITO PERTO DA LIDERANÇA

David Blanco continua muito perto do líder da Volta à Grã-Bretanha, o seu compatriota Adrian Palomares (Fuerteventura-Canárias), já que só UM segundo os separa. Hoje, Blanco cortou a linha da meta na 11.ª posição, com o tempo de 4.02.42 horas, enquanto que o vencedor, Alexander Serov (Tinkoff), que chegou isolado, contabilizou um total de 4.00.53 horas.

Apesar desta tirada ter tido três contagens de montanha (de 2.ª categoria), o sprinter da formação algarvia, Martín Garrido esteve muito bem, e voltou a ser o mais rápido da formação portuguesa ao chegar na 5.ª posição, a 1.47 minutos de Serov. Garrido sobe um lugar na tabela da classificação geral individual, ocupando agora o 5.º posto, e diminuindo para 12 segundos, a diferença em relação ao líder da prova.

A equipa da DUJA-Tavira mantém-se no 2.º lugar no que respeita à classificação geral por equipas, a 47 segundos do topo, encabeçado pela espanhola Fuerteventura-Canárias.

Amanhã corre-se a derradeira decisiva etapa que ligará Dumfries a Glasgow (três metas-volantes e três contagens de montanha de 3.ª categoria) na distância de 156,5 km.
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VOLTA À BULGÁRIA
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Na Volta à Bulgária cumpriu-se hoje a 7.ª etapa, 170 km que ligaram Razgrad a Gabrovo.
David Livramento esteve em fuga durante grande parte do percurso, tendo ganho uma das duas metas volantes, e terminando a etapa na 4.ª posição. Daniel Petrov, terminou em 9.º lugar, Nélio Simão, Luís Bartolomeu e Luís Silva terminariam, respectivamente, em 17.º, 31.º e 41.º, todos com o mesmo tempo do vencedor, Mart Ojavee (Chocolate Kalev).

Na classificação geral individual, a camisola amarela segue no corpo de Evgeni Gerganov (Burgas), agora com um tempo de 27.09.02 horas.
Também Luís Silva segue na 4.ª posição a 33 segundos do líder, Daniel Petrov é 8.º, a 44 segundos, Nélio Simão 15.º, a 3.03 minutos, Luís Bartolomeu 17.º a 5.57 minitos e, finalmente, David Livramento é 36.º e tem 37.17 minutos de diferença para Gerganov.
Luís Bartolomeu segue líder da classificaçõa das Metas Volantes e, colectivamente, a DUJA-Tavira recuperou o primeiro lugar.
Amanhã disputa-se a etapa rainha da prova, a ligação entre Gabrovo e Troian, com duas contagens de montanha de 1.ª categoria, e um total de 140 quilómetros.

quinta-feira, setembro 13, 2007

872.ª etapa


BENFICA DÁ IMPORTANTE PASSO EM FRENTE

Confirmaram-se as notícias que, desde há alguns dias, davam Cândido Barbosa como reforço para o Benfica, em 2008. Ao mesmo tempo, os encarnados juntam à equipa Ruben Plaza, um espanhol que conhecemos, primeiro, por ter ganho
, em 2005, o Grande Prémio da Costa Azul, depois de ter vencido a segunda etapa que gerou, então, bastante polémica.

Queixaram-se diversos directores desportivos de falta de informação em relação à vantagem que este Valenciano (de Alcoi) – que, como curiosidade, só festeja o aniversário… de quatro em quatro anos; pois… nasceu a 29 de Fevereiro no ano de 1980 – de 27 anos de idade, traria, na etapa que terminou no Seixal. A verdade é que os minutos que conquistou foram suficientes para gerir a corrida e sagrar-se vencedor final, em Santiago do Cacém.

Mas a imagem mais viva que dele guardo respeita à 20.ª etapa da Vuelta, nesse mesmo ano quando, no último crono da prova – que ligou Guadalajara a Alcalá de Henares (a cidade natal de Miguel Cervantes, um dos maiores nomes da literatura hispânica, autor do Don Quijote de La Mancha) – gastou 41.31 minutos para percorrer os 38,9 quilómetros à média estonteante de… 56,218 km/hora. Mas ainda havia uma outra surpresa guardada, nesse dia 17 de Setembro. O segundo classificado no crono foi… Roberto Heras com… o mesmo tempo. Heras ganhou no dia seguinte a sua quarta Vuelta que depois perdeu na secretaria devido a ter acusado EPO na etapa que terminara no alto de Pajares, sensivelmente uma semana antes. A mais épica etapa a que eu já assisti.

Mas é claro que Plaza não tem nada a ver com esta parte final da história e, mantendo-me fiel (sê-lo-ei sempre) às minhas convicções, recuso liminarmente conexões mais perniciosas. Ruben Plaza foi corredor da Comunitat Valenciana, o médico que trabalhava com a formação de Vicente Belda era Eufimiano Fuentes e, é mais do que evidente que o seu nome – como o de todos os outros que integravam aquela formação – contará, inevitavelmente, de listas encontradas na posse do médico. Não! Por aí não vou.

O que é certo é que o Benfica, para o ano, terá nas suas fileiras um contra-relogista de topo. À priori… e para já, o mais forte na prova contra o relógio que integrará equipas portuguesas. Claro que é bom… Ainda por cima, Rubén Plaza passa bem a média montanha – em Portugal não temos outra, apesar do estatuto da Torre – e um excelente rolador, como provou no tal Grande Prémio da Costa Azul, há dois anos.

E depois temos o Cândido Barbosa. Campeão nacional de contra-relógio, campeão nacional – em título – de fundo, o Corredor português mais completo e… um ídolo do povo.
Parece-me um casamento perfeito.

Ok… Orlando Rodrigues passa a ter três homens capazes de ganhar a Volta. É um problema? Claro que não. Não ter ninguém é que seria um problema.
Mas não vou desdizer-me.

Vai ser precisa uma gestão meticulosa do plantel. Principalmente na Volta. Terá o Zé Azevedo renunciado ao seu principal objectivo e que o levou a voltar a Portugal? Não creio.
Então… se o objectivo do Cândido é exactamente o mesmo… como gerir isso?

O Manel Zeferino, em 2002, por exemplo, partiu com o Fabian Jeker como candidato principal, viu o Joan Horrach chegar à camisola amarela na etapa da Senhora da Graça e ganhou a Volta com Claus Möller, no último dia, no crono final, em Sintra. Mau, mau… é não ter ninguém para ganhar a Volta!

E o Benfica – principalmente a JLSports/PAD – numa jogada de mestre sairá para a próxima edição da Volta com os dois Corredores que o público português mais admira… isto quando os principais adversários terão de apresentar como candidatos… corredores estrangeiros. Não que sejamos xenófobos, mas adivinha-se o que vai acontecer.

O Cândido é um rapaz com uma personalidade bem vincada, mas o Orlando conhece-o bastante bem. Foram companheiros na Banesto e depois na LA-Pecol. Provavelmente, mais ninguém o conhecerá tão bem. De certeza que saberá potenciar as suas qualidades. Não esquecendo o compromisso que haverá com o Zé Azevedo. E pode acontecer que o Zé tenha chegado à conclusão que já não voltou a tempo para juntar a Volta ao seu palmarés.
Conhecendo-o, como julgo que conheço, terá sido o primeiro a dar o aval à contratação do Cândido.

Entretanto, e sem falsas modéstias, começa a esboçar-se aquilo que há alguns meses eu aqui defendi, em relação à necessidade da total reestruturação do Ciclismo português.

Criando duas ou três equipas fortes, com os melhores corredores, equipas que se inscrevam como Continentais Profissionais e representem o nome de Portugal além fronteiras.

É mau para as equipas pequenas?
Não o será se essa reestruturação for levada a cabo. Até ao fim e sem receios.

A Liberty Seguros já contratou um homem – Isidro Nozal – que andou duas semanas de amarelo na Vuelta. O Benfica junta na mesma equipa os dois melhores Corredores portugueses da última década…
Da Maia sabemos que faz parte dos seus planos inscrever-se também como Continental Profissional – o que não sei, ainda, se acontecerá com a Liberty, mas seria bom que acontecesse.

As outras equipas, reunidas num conjunto de formações mais homogéneo terão as corridas domésticas para fazer o seu calendário. E a Volta, claro.

O Ciclismo português não tem nada a perder. Antes pelo contrário.

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Entretanto, não sei se o meu amigo Joaquim Gomes vem aqui de quando em vez, mas outros virão e poderiam passar-lhe a sugestão.

Com especialistas como David Blanco, Martin Garrido, Ricardo Martins, Cândido Barbosa, Isidro Nozal, Rubén Plaza, Cândido Barbosa e Tiago Machado, por exemplo… Joaquim, desiste de uma das etapas para encher e, malgrado já haver um prólogo… tenta colocar dois contra-relógios na Volta de 2008. Em vez de um de quase 50 quilómetros… dá-nos dois, um com um pouco mais de 20 e outro com um pouco mais de 30. O povo quer espectáculo. Quer ver luta. Quer ver os atletas a superarem-se.

quarta-feira, setembro 12, 2007

871.ª etapa


SERÁ QUE NOS FALTA MESMO
O TAL “BOCADINHO… ASSIM!”?

Introdução
Vem este artigo a propósito de duas coisas. Uma real, observável e inegável; outra mais subjectiva. Mas ambas ligadas por um nome em concreto. Cândido Barbosa. Por – outra vez – duas razões. O Cândido foi, de facto, o mais forte candidato português à vitória na Volta nos últimos três anos. Não conseguiu os seus objectivos. Não diria que falhou porque acho que não é verdade. Pior, seria injusto. Depois porque a equipa que representou nas últimas três temporadas anunciou que não lhe renovaria o contrato tudo indicando que, em 2008, a aposta de Américo Silva se centrará no homem quem fez segundo e terceiro (alternando, curiosamente, as posições com o próprio Cândido), o espanhol Hector Guerra. E já contratou outro peso pesado, Isidro Nozal. Outro espanhol. Entretanto, a Maia – com diversas designações ao longo dos anos – ganhou quatro das sete últimas edições da prova. Sempre com estrangeiros.

Será que aos corredores portugueses ainda falta mesmo o tal “bocadinho… assim!”, como diz um conhecido anúncio de televisão?

Desenvolvimento

Parte 1
Aparentemente falta ao Corredor português, e desde há uns anos a esta parte, qualquer coisinha ainda para poder ganhar a Volta. O quê?

Mas, antes disso, atente-se a este facto: este ano apenas terminaram – para além do Cândido, que foi segundo – mais dois portugueses no top-ten. José Azevedo, do Benfica, em sexto; e Pedro Cardoso, da LA-MSS-Maia, em décimo.

O ano passado, para além do terceiro lugar do Cândido ainda tivemos o João Cabreira, em quarto; o Bruno Pires, em sétimo (ambos da Maia-Milaneza); o Carlos Pinho, Barbot-Halcon, em oitavo; Ricardo Mestre (DUJA-Tavira), nono e Rui Sousa, Liberty Seguros, em décimo.
Seis lusos nos primeiros dez. Em 2007 esse número baixou para metade.

E volto à dispensa do Cândido, por parte da Liberty Seguros e a antecipável aposta da equipa, para o ano, seja em Guerra seja no mais velho dos manos Nozal numa aproximação evidente à política seguida – e com resultados extraordinários – pela Maia que sempre apostou em algum dos seus corredores estrangeiros.

E se Fabian Jeker (quando a cabeça andava limpa) era um corredor poderosíssimo, e se Claus Möller um atleta regularíssimo e dos nomes mais importantes que já passaram pelo nosso pelotão foram escolhas… pacíficas, sem querer, de maneira nenhuma, ser depreciativo… não havia portugueses ao nível de um David Bernabéu ou de um Xavier Tondo?

Parece que não, porque o Manuel Zeferino já demonstrou urbi et orbi que sabe o que faz.

Parte 2
Mas a questão não se põe apenas nestes últimos casos.
Repare-se, a DUJA-Tavira escolheu um estrangeiro para tentar ganhar a Volta, este ano e o Benfica ganhou a edição de 1999 também com um espanhol.
Depois disso, e nos últimos DEZ anos estão apenas dois nomes de corredores portugueses no registo dos vencedores e, ainda assim…

Bem, quanto ao triunfo de Vítor Gamito, em 2000, ele era, de facto, a grande – senão única – opção assumida pela Porta da Ravessa. Já vinha – cito de memória – com quatro segundos lugares, os anos somavam-se e era quase o tudo-ou-nada para o Corredor lisboeta, mas a verdade é que esse triunfo só foi desenhado numa etapa com uma história ainda para contar.
No seu livro biográfico Vítor Gamito conta parte dessa história.
Sinceramente – e nunca calhou falar disso com o Vítor – todos os que assistíamos à etapa ligámos aquele tal gesto brusco de arrancar o rádio que o ligava ao carro e deitá-lo para a valeta, ao mesmo tempo que, a partir daí sim, arrancou de forma imparável até à Torre pode ter tido como motivo outra estória que não a da falha nas comunicações.

E eu arrisco: ou uma grande indecisão, no carro, onde se levava demasiado tempo a dar indicações (o tal silêncio-rádio), ou uma outra estratégia que não agradou a Vítor que, cortando o cordão umbilical ao carro, assumiu por sua conta e risco as decisões finais e… saiu vencedor.

Curiosamente, três anos depois a Volta haveria de se resolver exactamente no mesmo local, mas também o triunfo de Nuno Ribeiro (LA-Pecol) tem uma história que nem todos saberão.

Na verdade, a grande – provavelmente única, à partida – aposta da equipa da Charneca era… o russo Andrei Zintchenko. E ao Nuno estava reservado o papel de fiel escudeiro, na subida para a Torre. O que aconteceu foi que o russo furou completamente das pernas e, peito ao vento, o jovem corredor do Sobrado (Valongo) fez quase como o Vítor, em 2000. Foi por ali acima não dando hipóteses a ninguém.

Ganhou a etapa, vestiu de amarelo e conservou o primeiro lugar até Viseu onde ainda teve forças para resistir ao derradeiro ataque de Claus Möller (Maia), no contra-relógio, Möller que, por acaso, era quem ia de amarelo, em 2000, quando o Gamito ganhou na Torre.

E pronto… nos últimos DEZ ANOS só constam estes dois nomes de corredores portugueses na lista dos vencedores da Volta a Portugal.

Parte 3
Mas, já que tenho espalhada toda a papelada aqui à minha volta, cavemos um pouco mais fundo. Nos últimos VINTE ANOSMAIS QUATRO PORTUGUESES GANHARAM A VOLTA.

Joaquim Gomes, em 1989, pela Sicasal, e em 1993, pelo Boavista; Fernando Carvalho, em 1990, pelo Feirense; Jorge Silva, em 1991, pela Sicasal (e remonta a 1991 a última vez que três edições consecutivas da Volta foram ganhas por corredores portugueses); e depois em 1994 e 1995 aconteceram as vitórias de Orlando Rodrigues mas… ao serviço de uma equipa espanhola, a Artiach.
Em 20 anos, oito vitórias portuguesas apenas, em termos individuais, claro!

Por curiosidade, a 50.ª edição da Volta – exactamente a primeira deste bloco das 20 últimas – foi apenas a terceira ganha por um estrangeiro, o inglês Cayn Theakston, do Louletano-Vale de Lobo. Antes dele só o belga Antoine Houbrechts (Flandria), em 1967; e o espanhol Jesus Manzaneque, das Caves Messias, seis anos depois, tinham tirado portugueses do primeiro lugar. E no caso de Manzaneque até nem foi ele o consagrado como vencedor no final da prova, mas sim Joaquim Agostinho, mais tarde desclassificado.

Em 49 edições da Volta a Portugal apenas dois estrangeiros haviam vencido... nas últimas 20 somaram-se-lhes mais 12.
Curiosamente, num espaço de tempo em que o Ciclismo português evoluiu claramente.

Ok… destes 12 triunfos de corredores estrangeiros, nos últimos 20 anos, sete foram conseguidos com eles integrados em formações nacionais, e aqui voltamos ao princípio… o que é que falta aos portugueses? Será o tal “bocadinho… assim?”.

Já gora, apenas por curiosidade e sem querer comparar os níveis das competições, nos últimos 20 anos o Giro foi ganho por 13 italianos – há 11 anos consecutivos que vencem corredores da casa –; e em Espanha estão como nós, nas últimas 20 edições só ganharam espanhóis por oito vezes. Terminada a edição presente, o colombiano Lucho Herrera (ganhou em 1987) sairá da lista mas, para já, ainda é um não espanhol quem lidera a corrida deste ano e é apontado por todos como o principal favorito pelo que tudo deverá ficar na mesma.

E o Tour? Pois é!
A última vitória de um francês na sua corrida data de… 1985.

Já passaram 22 anos desde que Bérnard Hinault ganhou aquele que foi o seu quinto Tour. Depois disso… a azia. Principalmente em relação aos estadunidenses que ganharam 9… ou dez (falta ainda saber quem é o vencedor da edição do ano passado) das últimas 20 edições.

segunda-feira, setembro 10, 2007

870.ª etapa


DUAS SEMANAS SÃO... DUAS SEMANAS
UNS MISERÁVEIS 15 DIAS. NEM MAIS UM

Aqui, no VeloLuso, adiantei, há cerca de um mês e de fonte que julgo segura, que a Volta a Portugal 2008 terminará na zona da Bairrada.

Um jornal desportivo, à falta de melhor, ficou satisfeito com as declarações da PAD e desmentiu-me. Adiantando que, segundo a Organização, "dentro de duas semanas se saberá onde termina a Volta".

Passaram mais duas semanas para além dessas duas.

Nem que seja para que o mesmo jornal acorde da sua letargia, aqui estou a lembrar que já lá vão... QUATRO semanas.

O engraçado é que, mais do que tentarem informar os seguidores do Ciclismo, em geral, se preocuparam em tentar desmentir o que eu aqui tinha escrito e agora... embora esteja a chover, fazem o contrário do caracol. Meteram os corninhos para dentro.

Já passaram DUAS semanas mais... duas.
Provam ou não que eu estou errado?

Ou já passou a dor de corno por terem deixado escapar a informação em primeira mão?

869.ª etapa


NOVIDADES!... QUEM AS TEM NÃO AS DIZ OU…
ENTROU TUDO, DE CORPO E ALMA NO DEFESO?


Um pouco menos de um mês passado sobre o fim da 69.ª Volta a Portugal, com os tradicionais circuitos já cumpridos e quando falta apenas uma prova por etapas para que se encerre a temporada nacional, o que se sabe, em termos de transferências para a época que se segue é isto:

- O Cândido Barbosa não renovará com a Liberty Seguros;
- A formação da Charneca da Malveira (Milharado) vai contar com Isidro Nozal (Karpin-Galicia) e Manuel Cardoso (Boavista);
- Como é óbvio, a equipa do professor José Santos perde Manuel Cardoso, mas recupera para o pelotão nacional Bruno Lima, que este ano correu na espanhola Viña Magna.

Só isto!

É evidente que a mim me causa arrepios de frio saber que Cândido Barbosa está sem equipa. E não valem as tentativas de adivinhar para onde vai.
Cada um escolheu a sua.

O que tira a carapuça a quem joga com… palpites.

Vai para o Benfica?
Mas quem é que acredita nisso? Então a João Lagos Sports, primeira parceira no conjunto encarnado… pagava ao Cândido e não tentava, de imediato, recuperar dinheiro em publicidade, anunciando publicamente que passava a ter nas suas linhas o Corredor que o Povo Português mais admira?
Não. A João Lagos Sports não cometeria um erro desses.

Vai para a Maia? Então… quando a equipa precisa de um reforço no orçamento porque quer passar a Continental Profissional, quando a Câmara da Maia desinvestiu até chegar ao zero, quando a Milaneza reduziu a menos de um quarto a sua participação na equipa, repito, quando a formação maiata precisa urgentemente de mais um patrocinador forte… não usava a contratação do Cândido como trunfo?

Vai para a DUJA? Francamente... A equipa de Tavira fez um esforço enorme para contratar David Blanco que custa quase tanto como o resto do plantel. O Cândido não custaria menos que o galego…
Um investimento destes tinha que ser de imediato posto a render.

Já teria havido uma informação concreta por parte da equipa.

E a verdade é que, em pleno Setembro, quando já não há impedimentos legais em se assumirem transferências… estariam aquelas equipas à espera de quê?

De entre as possibilidades de que eu já aqui falei, no VeloLuso, só uma equipa teria razões para adiar essa informação. Porque ainda está em competição, e não é uma competição qualquer… é a Vuelta.

Terá o Cândido saído da Liberty Seguros sem ter ainda definido o seu futuro?
Não digo que não.
A empresa anunciou que ele não faria parte do seu projecto para o ano de 2008. Ficou no ar que o próprio Cândido faria sair um comunicado pessoal, mas isso ainda não aconteceu. Digo eu. Porque senão, com a papinha feita, os jornais já o teriam transformado em notícia.

Então… qual é o destino do Cândido Barbosa?
Como também já aqui escrevi, ELE há-de saber.

E tendo como certos os quês e porquês antes enunciados… sobra mesmo apenas uma possibilidade.

O que me custa é a sazonalidade que ultrapassou o próprio calendário da modalidade para ser assumido pelos próprios media.

Acabou a Volta, acabaram (quase) as notícias de Ciclismo.
Mas porquê?
Ainda por cima, quando quem está em praça – perdoem-me a imagem mercantilista – é… apenas o corredor português mais mediático.

Outro exemplo… um jogador de futebol é presente a uma intervenção cirúrgica para desencravar uma unha do pé. Isto dá, pelo menos, meia página em qualquer jornal desportivo.

E como é que está a evoluir o estado de saúde de Joaquim Andrade?
Caramba! Não é um corredor qualquer.
Mas não sabemos de nada.

Vou mandar um e-mail à sua irmã e amanhã conto ter aqui notícias.

Embora nunca tenha sido propósito meu substituir os media institucionalizados.

Mas quem julga que eu já fui longe de mais, que se prepare. Porque breve, breve… a MINHA OPINIÃO – sem que deixe de ter apenas o peso que tem – não poupará ninguém.

868.ª etapa


QUEM É QUE NÃO PERCEBE
QUE O MANEL ZEFERINO
É UM DOS MELHORES TÉCNICOS NACIONAIS?


O artigo anterior, onde destaco dois técnicos – e faltou-me ainda um, o cubano Juan Diaz, que fez do nosso Voleibol o que Melnychuk fez no basquete e Tomaz Morais ao râguebi – sendo pertinente, porque actual, serviu também para lançar este artigo.

Que retoma os trilhos do Ciclismo.

Já li todo o número 3 do Jornal Ciclismo. Já tinha dito que interrompera após a leitura da entrevista com Manuel Zeferino e é o próprio Manel que me serve de mote.

O que mais precisará este verdadeiro condutor de homens fazer – recordo que ganhou, como técnico, quatro das últimas sete edições da Volta – para ser olhado pelos media como um treinador ao nível de um qualquer… Mourinho?

Volto a dizer que nada me move contra o setubalense. Acontece que fui, atempadamente, vacinado contra a febre do futebol. Há mais desporto para além do futebol e prefiro mover-me nessa espécie de… dark sido of the moon do desporto em Portugal onde o futebol – malgrado todas as suspeitas de que não se livra, assim do pé para a mão, parece ser intocável por parte dos media.

Manuel Zeferino – e por isso, eu, Sócio n.º 237 do CNID, só me posso rir a propósito de algumas nomeações (por acaso, este ano e apesar de manter religiosamente as minhas quotas em dia, não recebi o boletim de voto) – é um dos dois ou três técnicos a trabalhar em Portugal (está bem… juntemos-lhe o Mourinho – e porque não o Manuel José?) – que merecia um reconhecimento que lhe é devido. E ao rir-me, faço-o porque sei que ele próprio se está completamente nas tintas para esses folclores onde mandam os lobbies.

Manuel Zeferino já ganhou muita coisa com equipas que eram, teoricamente, obrigadas a ganhar, tal a sua superioridade (não é isso o que sempre aconteceu com Mourinho?), mas também já ganhou à frente de conjuntos que, olhados com olhos isentos, ninguém daria nada por eles. Mas ganhou.

Os célebres mind games de Mourinho já entraram para a história; a capacidade que Tomaz Morais tem para incutir uma ambição para além daquilo que o racional incute nos seus comandados também já foi reconhecida.

O que Valentyn Melnychuk – ou Juan Diaz – e o Manel Zeferino conseguiram fazer parece-me – e é apenas a minha opinião, que tem o peso que tem (muito pouco) – não fica, em nada, atrás daquilo que Morais ou Mourinho conseguiram.

O segundo – sinceramente – não é comparável, e chamo, de novo, aqui a frase do mestre Mário Wilson. Com a matéria prima que tinha (teve) à disposição… mal era que não tivesse conseguido o que conseguiu.

Morais é um grande treinador. Mas trabalha numa área onde não será tão difícil assim trabalhar. Basta ter qualidades de comando e ele têm-nas. Não é creditável ao técnico a enorme vontade que o grupo que comanda põe, só por si. Quantas vezes vimos os milionários praticantes do chuto na bola a cantar em plenos pulmões o Hino Nacional, mais… com as lágrimas a escorrer-lhes rosto abaixo? Nenhuma. Não nos últimos 60 anos.

Foi uma imagem que, creio, não terá passado despercebida a ninguém que assistiu ao jogo com a Escócia. Aqueles 15 homens que alinharam de início choraram a cantar o Hino Nacional. Foi tocante. Fizeram-me chorar também.

Como chorei em 2000, quando o Zé Azevedo ganhou no alto do Viso, na Volta às Astúrias e, uns meses mais tarde, quando Andrei Zintchenko ganhou no alto dos Lagos de Covadonga. Ou em 2001 quando Claus Möller ganhou no alto de Aitana…

Como chorei quando, ainda antes da própria realização, percebi que Fran Perez se enganara no caminho e corria… em direcção contrária à da meta, na Volta à Romandia. Ou quando, no dia seguinte ele voltou a estar super e voltou a ganhar a etapa. Ou quando David Bernabéu ganhou a última etapa do Paris-Nice, com Fabien Jeker a fazer segundo. Corredores da Maia. Dirigidos por Manuel Zeferino.

E que NINGUÉM se atreva a recordar-me que o Fran Perez acabou apanhado nas malhas do doping. Eu sei. Aliás, não sei se muitos mais saberão tão bem quanto eu.

Mas isso é outro assunto e não cabe aqui.

O que eu queria dizer é que Manuel Zeferino já merecia ser reconhecido – pela pseuda Associação de Jornalistas Desportivos (*) – pelo menos como candidato a técnico do ano.

(*) – escrevi pseuda porque, de facto… o CNID perdeu o caminho correcto algures lá atrás e não tem feito o mínimo esforço para o emendar.

E, hoje em dia, alberga jornalistas profissionais, farmacêuticos, monitores de escolas de condução, padeiros e tudo o que se apresente com vontade de pagar as quotas.
Quando devia – mesmo que oficiosamente – ser uma associação de Classe.
O que, definitivamente, hoje em dia não é.
Querem apostar que eu consigo fazer o meu gato sócio do CNID?
É tão fácil…

Mas rouba toda a credibilidade a esta associação que já teve como presidente o grande Vítor Santos.

867.ª etapa


DUAS [QUE SÃO QUATRO] HOMENAGENS,
UMA GRANDE SAUDADE E UM ABRAÇO DE PARABÉNS


Somos um País pequeno e não o é só em quilómetros quadrados, como sabemos.
Somos um País onde só “cabe” um Mourinho. Embora, por mim, me sinta tentado a desviar-me para a impagável sabedoria popular: Mais vale cair em graça do seu ser engraçado!

E jamais esquecerei o que um dos maiores corações – porque os homens também se medem pela capacidade dos seus corações –, dizia eu, um dos maiores corações do eixo-do-futebol, o Velho Capitão Mário Wilson um dia disse: “Com esta equipa (para o caso não interessa qual era) corre-se sempre o risco de se ser campeão…”

Mas este artigo serve para fazer cinco homenagens e mandar um forte abraço a uma sexta pessoa.

APLAUDO, daqui, a Selecção Nacional de Basquetebol que, de “eliminada” por um jornal espanhol - que, ainda na primeira fase, não esperou pelo fim do jogo da sua selecção com a Croácia e, assumindo como inquestionável a vitória de Espanha, “mandou” Portugal para casa -, está à beira do sonho de chegar aos quartos-de-final do Campeonato da Europa de basquetebol.

Ao mesmo tempo, junto a justa homenagem ao Seleccionador Nacional, Valentyn Melnychuk, o homem que revolucionou o basquetebol nacional, pelo menos a nível da Selecção. Arrancando-nos das nossa habitual condição de coitadinhos para conduzir Portugal até limites que, não há muitos anos, ninguém se atrevia a sonhar sequer.

Pelo meio, não me esqueço do meu querido amigo Vítor Hugo. Grande traição, a que vida lhe fez. Ele que respirava basquetebol, que vivia e sentia a modalidade, ele que tantas vezes acompanhou a Selecção, acompanhando a evolução trazida por Melnychuk – de quem já era particular amigo –, ele não viveu o suficiente para assistir a este ponto alto do basquete nacional.
Ainda há-de haver pessoas que se lembram de si Vítor… eu curvo-me ante a sua memória.

APLAUDO, daqui, a Selecção Nacional de Rugby e o seu técnico, Tomaz Morais. Este – sem que com isto pretenda (longe de mim tal ideia) beliscar sequer as qualidades que todos lhe reconhecem – ainda mereceu ser comparado a… Mourinho.

Portugal, onde a modalidade ainda é amadora, logrou chegar ao Campeonato do Mundo. Já se estreou e até foi português o MOM (man of the match). Provavelmente não vamos ganhar nenhum jogo, mas é impossível que se exija isso a este grupo, por mais valoroso que seja.
E é.

Pelo meio, daqui mando um grande abraço ao meu amigo e companheiro de redacção, António Aguilar, cujo filho – com o mesmo nome – faz parte desta Selecção que já fez história.

866.ª etapa


O QUE NÃO SOUBEMOS...

Só hoje, passados dois dias, percebi porque é que Oscar Pereiro (Caisse d'Épargne) fez um tão mau crono, no sábado, em Saragoça. Talvez ninguém esperasse muito do galego, que até já tinha caído numa das primeiras tiradas, mas há ainda uma outra e nova informação. Vi há pouco na TVE2.

A verdade é que Pereiro... falhou o seu momento de saída para a estrada.
Acontece. Culpa de quem?
Os corredores, momentos antes de subirem ao palanque de saída costumam rolar por ali perto, até que são chamados para subir ao palanque.

Ele não ouviu. Não ouviu ele nem ninguém da equipa.

O que se viu - hoje - foi um Oscar Pereiro completamente "jodido" vir desabrido subir o palanque de saíde e descê-lo de imediato, fazendo-se à estrada. Sinal inequívoco de que perdera o seu momento exacto de partida. E logo ali as coisas começavam mal.

Depois não mais se encontrou, fez um crono medíocre, ficou muito longe dos lugares da frente e ontem... desistiu. Apoquentado com um virus que lhe provocou uma gastroentrite. Versão oficial.

Entretanto, Oscar Freire (Rabobank) - que era o líder da Regularidade - já não saiu hoje para a etapa que vai terminar em Andorra.
Estão más, as coisas para os oscares.

865.ª etapa


É EXACTAMENTE ISSO!...
OS MEUS LEITORES PERCEBERAM...

O Velouso tem leitores inteligentes.
Antes de desligar isto tudo porque me pedem os ossos descanso... numa espreitadela à caixa de correio leio qualquer coisa como isto:

"Essa do Cândido anunciar que vai sair de uma das três GRANDE EQUIPAS do nosso pelotão, deixando no ar que ATÉ PODE IR para uma das outra duas... NÃO SERIA O MESMO QUE O SIMÃO SABROSA deixar no ar que saía do Benfica... mas podia ir para... o FC PORTO ou SPORTING?"

É EXACTAMENTE isso caro amigo.

Como lhe pedi... pode reenviar o seu e-mail para A BOLA?

AINDA NÃO PERCEBERAM!...

Ou então... se o Obikwelu anunciasse que deixava o Sporting, mas ia para o Benfica... TAMBÉM NÃO LIGARIAM?
Ou se a Vanessa Fernandes anunciasse que deixava o Benfica e ia para o FC Porto... TAMBÉM NÃO LIGARIAM?

Não... acho mesmo é QUE NÃO LIGAM... ao CICLISMO...
Melhor... acho que o que vinga é o cumprimento dos seviços mínimos. Como se estivessemos permanentemente em GREVE... de ideias.
Mas sei que não é verdade.
É IGNORÂNCIA PURA mesmo....

domingo, setembro 09, 2007

864.ª etapa


QUE VENHAM ADMINISTRADORES
E TÉCNICOS DE MARKETING...
E TENTEM EXPLICAR-ME!...

Facto: O Cândido Barbosa é o Corredor português com o qual o público mais se identifica!

Facto: O Cândido Barbosa anuncia o fim de uma ligação de seis anos com a equipa que vinha a representar.

Pergunta: O Cândido tem, de facto, algum compromisso com qualquer outra equipa portuguesa?

Pergunta: Se isso é verdade... quem é o anormal do director de imagem dessa equipa que ainda não espoletou a situação?

Pergunta: Se TODA a gente souber que o Cândido vai correr, por exemplo, na Maia, ou no Benfica... servia, ou não, isso como potenciador na força de negociação com eventuais novos patrocinadores? Claro que sim.

Pergunta: Se, de facto - o que eu não acredito - o Cândido ficar numa equipa portuguesa... PORQUE É QUE NÃO SE USOU AINDA ISSO a favor da(s) marca(s) patrocinadoras?

Pergunta: Porque é que os jornais, aparentemente, estão a DORMIR, em relação a este caso?