quarta-feira, fevereiro 23, 2011

ANO VI - Etapa 26

DESGRAÇADO PAÍS QUE NEM SABE
HONRAR AQUELES QUE LHE DÃO NOME!

Albertina Dias nasceu em 1966, tendo crescido na zona ribeirinha do Porto. Começou a correr aos 12 anos ganhando quase todas as provas populares que havia na época. Aos 17 anos, depois de uma curta passagem de três meses pelo FC Porto, ingressou no Boavista de onde só sairia em 1991 para ir para o Maratona Clube da Maia, tendo como treinador Bernardino Pereira.
Durante todo este percurso conquistou várias medalhas, quer a nível individual, quer colectivo pela, Selecção Nacional.

Em 1990, no Campeonato do Mundo de Corta-Mato, Albertina Dias, individualmente, obteve a sua primeira medalha em competições internacionais. Em 1992, em Boston (EUA), conquistou uma medalha de bronze e, no ano seguinte, no Campeonato do Mundo de corta-mato de Amorobieta (Esp), alcançou finalmente a medalha de ouro.

Pela Selecção Nacional obteve a medalha de prata nos Campeonatos do Mundo de Estrada em 1986, em Lisboa; a medalha de ouro em 1987, em Monte Carlo; a medalha de bronze em 1988, em Adelaide (Austrália); e a medalha de prata em 1989, no Rio de Janeiro.
Nos Campeonatos do Mundo de corta-mato obteve a medalha de bronze em 1990, em Aix-Les Bains (Fra), duas medalhas de ouro no campeonato de Budapeste (Hun), em 1994, e no de Ferrara (Ita), em 1998, respectivamente.

Albertina Dias esteve também presente nos Jogos Olímpicos de Seul (Coreia do Sul), em 1988, nos de Barcelona (Esp), em 1992, e de Atlanta (Gre), em 1996.
Esteve presente em vários campeonatos do Mundo (de pista, de pista coberta, de corta-mato, de estrada, de meia maratona); em campeonatos Ibéricos e Ibero-americanos; em campeonatos da Europa de corta-mato e em cinco Taças da Europa.

Em Portugal, Albertina Dias foi campeã nacional de 3 mil metros, em 1986, 1989 e 1991, tendo sido recordista nesta distância entre 1991 e 1994.
Foi campeã dos 10 mil metros, em 1993, e de corta-mato em 1995 e 1996. Além disso, foi recordista nacional dos 5 mil metros entre 1993 e 1995 e, em pista coberta, na distância de 3 mil metros deteve também o primeiro lugar do ranking nacional de 1991 a 1994.

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[in' Infopédia]

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Ok, pela segunda vez, num curto espaço de tempo, fujo ao Ciclismo e atrevo-me a opinar sobre outra modalidade. Primeiro foi em relação à Vanessa Fernandes (triatlo), agora à Albertina Dias (atletismo).

Foi o Correio da Manhã – e não consigo compreender inentendíveis, para mim, complexos, de um Jornalista em citar o trabalho de um colega de profissão, mais atento, ou melhor informado – que na segunda-feira passada no-lo revelou.

A Albertina Dias, aquela mulher que levou o nome de Portugal aos quatro cantos do Mundo, não por ter conseguido resultados jeitosos mas por ter… GANHO títulos vive hoje com os magros proventos de um ordenado de mulher-a-dias que faz limpezas em duas casas particulares.

Para, e cito palavras dela, ‘dar uma vida melhor à minha filha’, Albertina Dias que enviuvou há sete anos, está disposta a vender as medalhas que conquistou porque ajudas não as conseguiu de entidade nenhuma.

Conta o meu caro António Simões, mais do que especialista em atletismo, provavelmente o melhor ‘jornalescritor’ da actualidade (a palavra inventei-a eu, mas quem sabe do seu trabalho compreenderá), pegou hoje no tema (lá está, ‘esquecendo-se’ de dizer que lera a mesmíssima notícia que eu li ontem, no CM) e acrescenta que, com a ajuda da Rosa Mota e de Pompílio Ferreira, Albertina Dias conseguiu um ‘simpático’ part-time a ganhar… 400 euros por mês! Que já chegou ao fim.

Depois, arrisca o António: «Não haverá por aí organismo do Estado que as compre [as medalhas] da Albertina e as vá depositar no Museu do Desporto?

É aqui que discordo de ti António.
As medalhas são da Albertina.
Ganhou-as ela.
Com o seu suor, as suas lágrimas… sei lá se com sangue.
São dela!

Como ela diz, são tão dela como um rim ou um pulmão… ou as pernas que a levaram a conquistá-las.

Será que o abandono – pelo menos a falta de ajudas – a que foi sujeita a Albertina Dias pode ser ligado ao facto de sempre ter sido militante comunista?

O Museu do Desporto – ignorava que tal existisse, é responsabilidade de que ministério? – só devia fazer uma coisa, e estou-me nas tintas para a crise (o título desta Etapa é claro): comprar, pelo seu justo valor, as medalhas à Albertina Dias, fazer delas réplicas que guardaria como espólio, e deixar as originais com a atleta. Por exemplo, com a assinatura de um documento que a impediria de as vender de verdade.

Mas se as coisas são tão simples de resolver…

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Ano VI - Etapa 25

HOMENAGEM AO DR. BARREIRO DE MAGALHÃES
À MEMÓRIA DE UM HOMEM BOM
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(Impossibilitado de estar presente, é desta forma, divulgando o apelo dos Organizadores, que dou o meu singelo contributo)
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Tendo o Sr. Dr. Barreiros de Magalhães (já falecido) sido Médico do Ciclismo do Futebol Clube do Porto. Médico amigo de todas as pessoas ligadas ao Ciclismo incluindo antigos Corredores, Médico das Voltas a Portugal, Médico dos Mineiros das Minas do Pejão, na Freguesia de Pédorido, Castelo de Paiva, Médico e Benemérito toda a População da Freguesia prestando assistência gratuita a todos os que dele necessitavam...

... por tudo isto a Junta de Freguesia de Pédorido, juntamente com as Freguesias da Lomba, Paraíso e Raiva, decidiram prestar-lhe Homenagem, tendo também solicitado ajuda aos Homens do Ciclismo.
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Pelo facto do Busto da sua imagem ter ultrapassado o orçamento previsto, faltando pagar ao escultor 5.000 €, decidiu a Comissão de Angariação de Fundos, composta pelo sr. presidente da Junta de Freguesia de Pédorido, Artur de Sousa, Mónica Rocha (secretária), António Miranda (tesoureiro) e mais sete elementos que representam o Povo de Pédorido, assim como a Comissão dos Amigos do Ciclismo composta por Joaquim Leite, José Luís Pacheco, Mário Silva, Alberto Carvalho, Manuel Fernandes, Onofre Tavares, Moreira de Sá e Amândio Cardoso realizar um Almoço para Angariação de Fundos contribuindo conforme as possibilidades de cada um, almoço que terá lugar no Restaurante dos 5 Amigos, em Pedroso V. N. de Gaia, Estrada Nacional 1 (inicio da subida para Grijó do lado direito).

A data do almoço será dia 5 de Março sendo o preço de 30 €, e a Inauguração do Busto tem lugar na Freguesia de Pédorido (Castelo de Paiva) no dia 30 de Abril de 2011 pelas 15 horas.

Pedimos que faça parte da lista daqueles que se lembraram de prestar homenagem a um homem bom.

As Inscrições podem ser efectuadas para telemóvel 91.763.54.36 (Joaquim Leite).

Aceitem os nossos Sinceros Cumprimentos.

Joaquim de Magalhães Leite

domingo, fevereiro 20, 2011

ANO VI - Etapa 24

ATÉ SEMPRE, 'DOUTOR'...
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Como explico na nota anterior, soube da notícia no sábado, pelas seis da tarde. Daí, até agora, desdobrei-me na busca da confirmação. Infelizmente, para toda a Família do Ciclismo, é verdade.

Faleceu, na passada sexta-feira, o Amândio Louro. Todos nós o tratávamos por Doutor. Não sei porquê... nunca procurei saber. De certo que tinha direito ao título.

Conheci-o há 20 anos. Foi, durante muitos anos, o responsável pelo som de animação de quase todas as Corridas de Ciclismo.

Mas fazia mais. Nos últimos quilómetros das etapas, quando era possível 'apanhar' a limitada propagação da Rádio Volta, punha-a no ar dando, a todos os que se encontravam nas zonas de chegadas das etapas, o relato vivo - para além dos das rádios - do que stava a acontecer na estrada.

Íntimos nunca fomos. Amigos, com certeza.
Chegou a por-me a comentar o desenrolar da corrida nesses últimos quilómetros, eu, um enviado de um jornal como 'A Capital', fugindo às 'guerras' entre os 'desportivos'...

O seu estúdio móvel era convidativo. Não havia ar-comdicionado, mas havia ventoínhas. E dezenas de CD's com as músicas que prendiam os espectadores...
Era um grande profissional.

E, como 'speaker' oficial tinha previlégios... como a lista oficiosa dos primeiros classificados em cada etapa em primeira mão.
À qual não negava, nunca, o acesso dos profissionais da CS.
Por isso fazíamos fila por trás do seu Estúdio Móvel. Para a ela ter acesso.
E, sempre que possível, ele trazia - da zona dos Comissários - mais do que uma folinha...

Não acredito que o doutor Amândio Louro tivesse um único 'dissidente' do concensual batalhão de Amigos. E, embora sempre me tenha afastado - porque o meu feitio não dá para isso - dos momentos de convívio extra-desportivo, complemento natural da jornada de trabalho, sei que ele era sempre um dos maiores animadores.

Ontem, sábado, recebi a notícia sempre cruel e fria.
O Amândio Louro deixou-nos. Mais pobres num momento em que o Ciclismo está quase, quase, a caír no 'estatuto' dos Sem Abrigo, comparando-o com a realidade Social do País.

Atrasei a divulgação da notícia - que, entretanto, mais ninguém deu - até ter uma confirmação fiável. Infelizmente confirma-se.
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Com pouco mais de 50 anos, profisional da publicidade - terá sido por isso que os 'jornalistas' que tantos anos conviveram com ele se escusaram a noticiar a sua morte? -, piloto encartado da aviação civil (que era, afinal, a sua principal actividade), Amândio Louro deixou-nos no passado Sábado.

Morreu, tanto quanto mo disseram, ao fim de muitos contactos que fui fazendo para confirmar o seu passamento, de causa natural. Imprevisível e fulminante, quando trabalhava no seu escritório.

Que descanse em paz!

(mais dois ou três anos e estará extinta uma passagem da História do Ciclismo Nacional, quando este beneficiou de uma autêntica família de colaboradores, a começar pelos Jornalistas)

O futuro, não é preciso ser bruxo, é negro.
Fica nas mãos de quem não percebe nada da Modalidade.
Mas os Torquemadas também não durarão muito tempo.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

ANO VI - Etapa 23

VOLTA AO ALGARVE

Começa hoje mais uma edição daquela que tem tudo para ser a mais importante Corrida do Calendário português.

O que lhe falta?
Antes de mais... divulgação e terá de ser paga porque a Imprensa não lhe dá mais do que as seis linhas que faltam para encher a coluna de 'breves'.

Àparte isto, um desabafo pessoal.
Não sei que 'estórias' te envenenaram - mas sei quem foi - meu caro Rogério Teixeira.
A verdade é que não tive uma única notícia sobre a prova.

Serei sempre teu amigo, companheiro! E, mais tarde ou mais cedo, vais perceber que há figuras que há muito já deviam ter sido escorraçadas do Ciclismo. Andam, ainda andam, aí para se servirem da Modalidade à qual deram... ZERO!
Pelo contrário, aproveitam tudo, desde os 'packs' de água, que as organizações pagam, aos caixotes de laranjas (e ajudei a carregar alguns, mas sempre, sempre senti vergonha de ser dependente e, mesmo angustiado, achei que devia 'pagar' a, e isso jamais porei em em causa, disponibilidade em me 'carregar').

E, mais logo, vou recordar-me daquele ano em que, seguindo à tua frente um par de horas, bati a portas, fui buscar chaves, alinhei cavaletes, puz-lhe os tampos em cima, estiquei extensões de corrente e, quando todos os demais chegavam... a Sala de Imprensa que NÃO EXISTIA estava montada.
Não te estou a cobrar nada.
Fi-lo em nome da Volta ao Algarve.
Que perdurará para além de nós.

Um abraço e que tudo corra bem.
Que seja uma grande Corrida.
Fico a torcer por fora.

Manuel José Madeira

ANO VI - Etapa 22

"IN DUBIO PRO REO"

Chamo a título uma expresão jurídica, normalmente intocável, pese embora o assunto em causa não tenha chegado aos Tribunais. Também não sou assim tão ingénuo que acredite que a 'coisa' fique por aqui. Pode lá chegar, até porque, e não é só por cá, as instituições que têm como objectivo a luta contra a dopagem no Desporto já mostraram, por diversas vezes, que não sabem perder. Não aceitam, diria... não admitem, serem postas em causa.

Como se fossem as donas da Verdade Absoluta. E isto não existe, como todos sabem, logo... há dolo nos seus recorrentes recursos.

Os 'centuriões' de guarda à 'verdade desportiva' - que montaram tenda à porta do 'acampamento do Ciclismo', com a preciosa ajuda da CS que, rapidamente, se não branqueia, apaga da agenda casos idênticos noutras modalidades - não se vão ficar.

A foto ao lado já desvendou que estou a falar do 'caso' Alberto Contador.

O natural de Pinto, arredores de Madrid, foi envolvido num processo com o seu quê de kafkiano.

Na última edição da Volta a França viu várias amostras suas recolhidas durante a prova, não foram só aquelas naquele espaçozinho de três/quatro dias...

Infelizmente, como o grande objectivoda CS é o de criar 'casos', sempre e só em relação ao Ciclismo, aquelas foram parar ao ÚNICO laboratório mundial com equipamento capaz de de, héllas!, detectar isto: 0,000.000.000.05 gramas/mililitro de uma substância com nome de supositório - o Clembuterol - no seu organismo.

Sim! são DEZ zeros depois da vírgula até chegarmos ao primeiro algarismo não redondo.
50 picogramas, li hoje. E aprendi uma palavra nova.

E foi com... ISTO TUDO (recupero, detectado numa análise, depois de todas as anteriores terem sido limpas, embora tenham remanescido vestígios nos três controlos seguintes) que se criou um 'caso'.

Caramba... então ia terminar um Tour sem que houvesse 'casos'?

Há uma faixa da CS, que chega aqui, à nossa, que das corridas não acrescenta mais nada àquilo que todos podem ver na televisão.
Porquê?
Porque escrevem as crónicas exactamente a partir do que veem na tv.
Qualquer coisinha que apareça a mais 'vale' uma página de jornal.
É boato? É rumor?
Não interessa. Enche a página.

Este ano coube ao Contador, com uma desonesta margem de dúvida em relação aos casos anteriores. O Landis, recordo, 'morreu' num dia e no seguinte 'deu um banho' a todo o pelotão.

Não somos todos parvos, e o controlo travestiu-se da famosa imagem do algodão... não enganou!

Eu nunca disse que não havia batoteiros no Pelotão. Mas não tomenos a núvem por Juno.

O 'caso' Contador foi, claramente, um 'facto' criado fora do pelotão e que contou com a ajuda da CS menos cuidadosa.

Já admiti que as instituições que foram criadas, a expensas públicas, para o combate contra a fraude desportiva, não tenham ficado satisfeitas e que não vão deixar morrer, de imediato, o assunto. Num quadro judicial isento e imparcial, isso não me apoquenta.

E, pondo-me na pele de um decisor, é evidente que dormirei sempre mais descansado se tiver deixado na rua um hipotético transgresor do que ter condenado um inocente.


Já agora, leiam isto...
(XXX)

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

ANO VI - Etapa 21

É A TUA VIDA VANESSA!...
VIVE-A E SÊ FELIZ

Já tinha visto a notícia, ontem, nas headlines das edições electrónicas de vários jornais. A Vanessa Fernandes, num grito silencioso, disfarçado de comunicado, pedia: 'Deixem-me viver a minha vida. Deixem-me ser aquilo que sou. Mulher!'
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Tenho praqui, algures, gravado ainda numa velhinha cassette VHS um 'especial', creio que da RTP, um programa que nos mostrava o retrato, na altura, de uma jovem que teria 17 ou 18 anos e que, apesar da natural encenação para a realização do documentário, acordava todos os dias no Centro de Alto Rendimento do Jamor às 5.30 da manhã com um sorriso rasgado, que às 6 horas estava a fazer piscinas, que às oito calçava os ténis e ia para a estrada até às dez e que depois montava a bicicleta e pedalava, pedalava... até à uma da tarde.

Após uma ligeira refeição, de uma reunião com o seu técnico e duas horas estirada na cama de um quarto impessoal, com a família lá tão longe, às quatro da tarde voltava à piscina, às seis à estrada e, já com o sol a afundar-se no Atlântico, voltava a montar a bicicleta. Vinham as massagens, o jantar, meia hora na internet para falar com os pais e alguns amigos e eram 11 da noite, hora de fechar as persianas, desligar o rádio e a televisão e dormir. Faltavam seis horas e meia para se levantar.

Sem estes pormenores, pese embora saiba que os companheiros que hoje assinaram as crónicas do seu... até já, também terão lembrado esse documentário, emocioei-me.

E foi quando 'ouvi' o seu silencioso grito: 'Quero ser o que sou. Mulher!'

Já vão perceber onde quero chegar...

Toda a gente que contribuiu com algum depoimento não deixou de relembrar o que a Vanessa Fernandes já fez. O seu palmarés, desde os 15 anos, quando se lançou - ou foi lançada?! - no triatlo é impressionante. Não quero polémicas... mas teremos alguém, no Desporto nacional, com um palmarés parecido?

Emocionei-me com as palavras do seu pai, o velho e grandíssimo Vensceslau Fernandes.
'Talvez a culpa seja minha, por a ter deixado ir tão novinha...'

Quantos exemplos eu poderia apontar agora, aqui, de pais que, sem duvidar que na melhor das intensões, 'roubaram' parte da vida dos filhos à custa de os querer ver ser estrelas...

De todos os depoimentos - sendo que técnico e seleccionador nacional foram incapazes de ver o que é para todos nós óbvio, e percebe-se, embora a ideia que deixaram tenha sido a de uma insensibilidade desumana, deixando a descoberto que, ainda que inconscientemente, estão a pensar mais neles do que na Vanessa - o mais tocante, porque se adivinha sentido e se revela clarividente, foi o do presidente do COP, Vicente Moura.

'A Vanessa cresceu, hoje tem corpo de mulher, sonhos de mulher...'
E, acrescento eu, a coragem de uma Mulher, assim, com inicial maiúscula.

E sabem de quem me lembrei? Claro que sabem.
De quem se deixou instrumentalizar. Conscientemente... ou não.
Não aconteceu por acaso que os homens que tiveram (?) tenham sido aqueles que, à sua custa, ganharam fama e tiraram proveito. Os seus 'treinadores'.

Ah, não estou a por em causa o seu valor enquanto atletas, que foram das maiores, não só de Portugal como do Mundo, onde são reconhecidas. Mas pagaram um preço insuportável.

E hoje, ao lerem as peças jornalísticas publicadas, aposto que não contiveram as lágrimas.

E recupero aquela frase de Vicente Moura:
'A Vanessa cresceu, hoje tem corpo de Mulher, sonhos de Mulher...'

E uma Vida da qual decidiu não abdicar.

É a tua Vida, Vanessa! Vive-a e sê feliz...
... nenhum de nós merece que lhe passes ao lado só para nosso 'orgulho'.
Já fizeste o que tinhas a fazer.

E, navegando a onda, a minha solidariedade, sincera, porque sou capaz de compartilhar a vossa dor, para com a Rosa Mota e a Fernanda Ribeiro.
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Se há coisa que eu raramente faço é voltar atrás.
Não gosto de me ler.
Acho sempre que podia/devia estar melhor.

Mas agora - depois de publicar esta Etapa - fiquei a pensar... eu escrevi-a conhecedor de dados que nem todos os que, entretanto já me leram e os que ainda virão a fazê-lo, sabem. Fará sentido tudo o que escrevi antes deste 'aditamento'?

E com esta 'chamada' de 1.ª página de O Jogo?

ANO VI - Etapa 20

VINGOU O BOM SENSO

Em nome de todos os que ainda são capazes de Sofrer pelo Ciclismo, sem outro objectivo que não seja o de ver a Nossa Modalidade Bem Tratada por quem a rege - já bastam os bitaites da cáfila de ignorantes e/ou mal intencionados que se pelam por a denegrir - Obrigado.

Obrigado ao Conselho de Justiça da FPC por ter sido capaz de fazer juz ao nome e, mesmo desautorizando-se [é evidente que é apenas e só um recurso literário], fazer... Justiça.

Refiro-me, se ainda o não perceberam, ao levantamento do castigo aos irmãos Costa. Ok... não foi levantamento do castigo e esse ficará marcado (injustamente) nas suas cédulas, mas retirar-lhes o impedimento de correr durante um ano, reduzindo o castigo aos cinco meses que já cumpriram, acaba por ser um mal menor. Mas, atenção, zurrarei aqui [é o que dizem quando se referem às minhas intervenções mais acutilantes... 'deixem-no zurrar!'] com a amplitude que for necessária, e em sua defesa, se os Corredores acharem por bem serem ressarcidos de um castigo que o próprio acto do CJ reconhece ter sido injusto.

Quando foram punidos já se sabia que a substância que acusaram - um ingrediente comum a vários suplementos vitamínicos que os atletas, não só do Ciclismo, tomam normalmente - deixaria de fazer parte do Index das substâncias passíveis de serem consideradas proibidas.

Bastava, na altura que, quem de direito viesse a público e explicasse isto mesmo - porque sou visceralmente contra o encobrimento de situações ilícitas (e, insisto, ainda há um caso de hormonas de crescimento por explicar!) - e tinha-se evitado que o nome de dois jovens valores (e se é assim que a FPC trata as promessas, fica explicado o castigo a um Corredor que tanto deu à modalidade e que, no ano em que se despedia da competição, foi punido com... 15 anos de castigo) tivesse sido beliscado.

Adivinho que haja quem diga... só quem está no convento sabe o que se passa lá dentro.
Eu contraponho... estamos fartos de públicas virtudes que encobrem, há anos, privados vícios.

...

Porque se situa, mais ou mesmo (salvaguardando as devidas proporções), dentro dos mesmos parâmetros lamento o arrastamento do 'caso-Contador'. É líquido que sim, é possível a ingestão de produtos proibidos através de uma simples refeição.

Todos sabemos como os pintos, os cordeiros, as vitelas ou os leitões ficam al dente num terço do tempo em que naturalmente ficariam. A quantidade do produto detectado em Alberto Contador é doentiamente ridículo. Ninguém será capaz de defender outra tese que não a que, por mais fundo que tivessem que escavar, o queriam tramar.

Há meias decisões tomadas. Uns dizem que fizeram o que lhes competia, logo outros se apressam a dizer que não há - e não há, de facto - ainda uma decisão oficial. Neste meio tempo um profissional está sem saber qual vai ser o seu futuro e, mais importante ainda, um Homem sem saber qual vai ser a sua Vida!

E isto acontece... no Desporto!

Os franceses já impediram uma primeira vez Alberto Contador de tentar vencer o Tour duas vezes consecutivas, deixando a Astana de fora; a prova perdeu interesse! No ano seguinte Contador venceu de novo mas os franceses não gostam dos espanhóis (o inverso também pode ser verdade mas é inaceitável numa competição desportiva) e o ano passado repescaram Lance Armstrong para cartaz. Voltou a ganhou o Contador e eles repetem a cena...

... antes um luxemburguês, ainda que germanófolo, que um espanhol.
É a única coisa em que a organização pensa.

quinta-feira, janeiro 27, 2011

ANO VI - Etapa 19

QUEM NÃO LEU NA ALTURA...
LEIA AGORA ATENTAMENTE
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Não é um 'manda bitaites' qualquer, todos o conhecem...
Interessou-se por um caso no Ciclismo.
Lê-se bem na foto ao lado, mas eu não resiste em repeti-lo:
'






















HOJE FALAMOS DE CICLISMO E DE UM CASTIGO
PESADO NOS CENÁRIOS DA DOPAGEM'
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É um artigo assinado por um Jurista e Docente Universitário nesta área...
Espero que se leia bem, mas há uma parte a reter:

O Pedro Lopes foi afastado, por castigo federativo, por 15 anos.

Argumento chave: por faltar a um controlo fora de competição, o que à luz da legislação em vigor é equiparado a controlo positivo... no que seria reincidente depois de um caso em 2004, como adianta o parecer do Conselho de Disciplina da FPF.

Contudo, como sublinha neste artigo o Doutor Ricardo Costa, o quadro legal, à altura (em 2004) era substialmente menos severo do que o actual, mesmo para casos de reincidência.

E se ele, que é doutor em Leis acha que não é lógico 'colar' as duas situações, eu, leigo na matéria, fico-me por aqui...

Na minha inocência lembro, contudo, que há 45 anos atrás o meu avô só acendia o cigarro com um velho isqueiro, que usava petróleo doméstico como combustível, depois de se certificar que não havia nenhum agente da autoridade a testemunhar tão criminoso acto.
Era proíbido! Pelo menos na via pública.

Agora imaginemos... tinha sido apanhado uma vez.
Pagaria a multa (porque era gente de bem, e temente à autoridade, como convinha nesse tempo) e ficava sem o isqueiro. Morreu velho, e de velhice, há mais de 30 anos. Mas imaginemos que ainda era vivo e perfeitamente autónomo. Estava no seu cafezinho favorito a beber uma bica e, com a complacência do proprietário, acendia um cigarrinho sendo que no espaço, hoje em dia, não se pode fumar. E aparecia uma brigada da ASAE.

Se alguém que percebe de Leis me lê, explique-me, por favor, se a multa a aplicar ao senhor Manuel José (herdei dele o nome) seria passível de ser agravada pelo facto de ser... reincidinde, uma vez que em 1966 já havia sido multado por usar um isqueiro na via pública, o que era proíbido, por muito que os mais jovens achem estranho.

ANO VI - Etapa 17

ESTA JÁ É VELHA...
MAS SEMPRE ACTUAL

Em relação aos atletas - de atletismo - espanhóis envolvidos na Operación Galgo, o que ainda continuamos a ler é que... 'se consideram inocentes'. Pois... mais ou menos 'inocentes' que o Contador, por exemplo. Estão, coitados, é a perder espaço na CS em relação aos colegas que andam de bicicleta...

Os 'especialistas' lusos na modalidade aceitam, portanto, que os primeiros são mais 'tótós' que os Corredores de Ciclismo, 'malandros' que sempre estiveram de conluiu com os 'malvados dos médicos' que, por acaso, até são praticamente os mesmos.

Dos quatro que se falou, dois, os manos Fuentes são os mesmíssemos!
E eu a morder a língua!...

Quanto aos portugueses, mesmo que de origem nigeriana, nem pensar que possam estar envolvidos - e quem é que já fez alguma coisa para tentar demonstrar o contrário? Ah! há medalhas mundiais e olímpicas em jogo!... pois!, e que valem mais do que a vitória numa Volta a França?

E a pobre anémica que, em três meses, chegou a Campeã Europeia???
Ok... chiuuuuu!
Isso não é para se falar...
Eram ambos treinados pelos médicos agora acusados?
Mero pormenor sem qualquer tipo de interesse. Nomeadamente para a ADoP que, depois das incursões ao País Basco na peugada do João Cabreira, ficou sem verbas para ir a Madrid...

Posso oferecer 800,00 €?

ANO VI - Etapa 16

QUE TRISTEZA... QUE INDIGNIDADE...
COMO DIZEM OS ESPANHÓIS...
QUE FALTA DE COJONES

Profundo conhecedor da Modalidade, analista isento e, demonstra-o uma vez mais, completamente contra 'intifadas' ou julgamentos à moda de Linch, em pouco mais de uma dúzia de linhas o Carlos Flórido escreveu o que muitos de nós, apaixonados pelo Ciclismo, pensamos. Tal e qual.
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Eu, com menos juízo, em vez do 'suicídio' teria sido bem capaz de escrever... 'assassínio' do Ciclismo.

Admirador confesso da História Universal, com uma certa predilecção pela Idade Média, é enorme a tentação que sinto em comparar o que vem a passar-se com o Ciclismo com aquilo que a 'insana Inquisição', com a igreja a assobiar para o lado, prepertou no Século XVI. Bastava um tipo qualquer estar de mal com o vizinho, procurava o Torquemada lá do sítio e denunciava-o como feiticeiro ou bruxa... o final era o mesmo, ardia, vivo, numa pira fe fogo.
Já não se vai tão longe mas, salvaguardando as devidas diferenças - e apesar ainda não valer pena de morte, pese embora a prisão já esteja prevista - a Informação globalizada tem muito mais impacto. Os 'autos de fé', porque individualizados, pouco mais longe iriam do raio de influência do local onde eram consumados. Numa pequena aldeia, talvez, talvez... até às aldeias mais próximas... e levava tempo a chegar.

Hoje a notícia corre mais rápido que o movimento da terra, escreve-se e divulga-se em todas as línguas. No centro do alvo... um nome; um Homem.

E tem vindo a ser assim desde há pouco menos de dez anos para cá.

Os argumentos do acusado são sempre... desculpa!
E isto revela o preconceito que se instalou e vinga: os Corredores são todos uns dopados.


(Faço um parentisis: como posso ter eu a certeza de que uma Brigada Médica, digamos... da ADoP, vai mesmo a casa de um Corredor? Leva papel que será assinado... Ok., agora, pressuponhamos que vêm a minha casa; tocam à campaínha. Eu, estando ou não, abro ou não a porta. E depois? O Pedro Lopes garantiu que estava em casa numa das datas em que foi acusado de faltar a um controlo. Quem me impede de pensar que... pura e simplesmente, a Brigada Médica não chegou a ir ao seu destino? Vão à tasca da esquina... náaaa, não vou dar ideias de borla!)

Mas foquemo-nos neste caso concreto do Alberto Contador.
(E porque é que eu escreveria assassínio em vez de suicídio...)

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Tal como o Carlos escreve, em ano de definitivo adeus de Lance Armstrong - e ele foi, até agora, suficientemente Homem para guardar para si o 'segredo' que todos adivinhamos: só voltou ao Tour a CONVITE (mesmo que sigiloso e a obrigar a silêncio eterno), para SALVAR a prova raínha do Ciclismo Mundial.

Para que hei-de estar eu com 'rodriguinhos'... para SALVAR a organização e a própria UCI.


Voltou integrado na mesma equipa daquele já já dera indícios de ser o único a poder batê-lo. E perdeu. Um Campeão não sai assim... no ano seguinte criou a sua própria equipa e voltou à prova. Já não perdeu por ter estado parado demasiado tempo mas porque os anos pesam e o adversário era de valor. Era Alberto Contador.

Voltou a perder. 'Dever' cumprido, há dois anos, reconhecimento de que o seu tempo passou, o ano passado... Armstrong disse adeus.

E o que fazem a Contador? Envolvem-no numa história que terá - teria, se a opinião pública, no Ciclismo 'pesasse' tanto como no Futebol, não que não se tenha feito ouvir - de ser muito bem explicada.

É que há tantas pontas soltas que eu não consigo visualizar de que forma pretendem atar este nó à volta do Contador. E não nos esqueçamos da primeira regra do Direiro 'in dubia pro reo'.

O espanhol foi 'apanhado' depois de uma recolha para controlo ter sido enviada para o ÚNICO laboratório do Mundo que consegue atingir um algarismo, que não o ZERO, depois deste, sequido de vírgula, ser seguido por um notável 'pelotão' de outros zerinhos. Creio que foi depois de nove zeros após a vírgula que encontraram um algarismo não redondo... e é nisso, nesse resultado, que assenta toda a acusação que levou à já divulgada suspensão ainda que passível de recurso...

Alberto Contador explicou que o produto detectado, mais fundo do que aquilo que os mineiros chilenos ficaram presos, só podia ser derivado à contaminação de algo que comera.

E todos sabemos como é que aos animais, cuja carne consumimos, os engordam até ao matadouro num terço do tempo em que, normalmente, coitados, poderiam andar a pastar nos campos. Todos menos, aparentemente, os doutores das agências anti-doping.

Mais... o responsável pela compra da carne, em Espanha, no País Basco, aproveitando uma etapa do Tour que terminava perto da fronteira franco-espanhola, não comprou um bife para o Alberto Contador. Comprou uma peça de carne para servir ao jantar da equipa.

Alguém leu, ou ouviu que outros Corredores - mesmo que não tenha, na altura, sido controlado - tivesse sido chamado para, voluntariamente, se sujeitar ao mesmo teste? Ok, 0,00000000000x não deve ser coisa fácil de descobrir um mês, mês e meio depois...

E um saltinho a Espanha, ao mesmo talho a comprar carne do mesmo fornecedor?...
Se os bichos são engordados com... 'potenciadores de massa moscular', não terá sido apenas aquele que, coitado, acabou grelhado no prato de Contador.

Pois, não há autoridade ant-doping com poderes para ir ao talho, comprar (quer dizer, para isto não são preciso poderes, basta ter um cartão de crédito) mas depois usar os resultado de análises à carne.

Mas disto... dependia, não só o Bom Nome como a Inocência, não de um atleta, mas de um Homem!

Os 'polícias sanitários' do Desporto, com inegável maior e mais picuinhas actividade para quando em causa estão Corredores de Ciclismo, são os Torquemadas do presente. Quantos mais corpos 'incenerados' teremos?

- Deixo uma sugestão, os inspectores anti-doping podiam muito bem ser suporte de publicidade que ajudaria, não digo a instituição que representam, que já é paga por todos nós com os nossos impostos - mas, pelo menos, as organizações. A ServiLusa era capaz de estar interessada...

E, tirando este texto do Flórido... só vejo telexes 'picados'...

domingo, janeiro 23, 2011

ANO VI - Etapa 15

E ESTA, HEIM?!!!!
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(vejam aqui...)

ANO VI - Etapa 14

AINDA AS ELEIÇÕES PARA A FPC...

Declaração de interesse: Tenho uma profissão directamente ligada à Informação, contudo, seja, ou não, do meu agrado, perante dados concretos - e uma vez mais volto a frisar que o 'administrador' deste espaço cibernáutico é, somente, o cidadão Manuel José Madeira (se me sujeitasse a um qualquer factor de pressão como me libertaria depois de todos os outros?) - jamais me coibirei de os interpretar e sobre eles escrever.

(Infelizmente, é isso o que cada vez falta mais na CS que temos...)

Isto, primeiro para me congratular que, e em relação às eleições para a FPC, numa meia dúzia de horas ter contribuído para a reposição da verdade e ter colocado nos 36,3 (e não 39,4%) o resultado - 24 votos a favor, num universo de 66 ( 26 votantes) - a lembrar a 'democracia' soviética (de 92,3%) dada à vitória do dr. Artur Moreira Lopes no passado sábado.
Li a primeira notícia na edição electrónica de A BOLA...
Fiz as contas, emendei e, felizmente, hoje, na edição em papel já tinha corrigido.
Não é culpa do meu Jornal! (e também não posso garantir que a emenda tenha tido como origem o meu artigo, aqui...), mas atenção às versões 'oficiais' dos 'gabinetes de Imprensa'.
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A propósito, o 'porta-voz' oficial da FPC é um fulano que de jornalismo percebe nada, e de Ciclismo ainda menos. Belo Padrinho, heim?!!!!

E, sem maldade, rio-me a pensar no que pensará o até agora (que parece que é mesmo oficial) ad-eternum 'porta-voz' não oficial?...
Com toda a sua experiência, deixou que lhe passassem a perna.
Aliás, posso acrescentar mais...

A FPC está, finalmente - espero que não se esqueçam da lista dos seus presidentes porque não a encontrei em lado nenhum - a 'arrumar' o seu espólio de informações.
Esta é a informação séria.
A parte para nos rirmos é que é um tipo que nada percebe de Ciclismo e dificilmente poderá alinhavar duas linhas da História da modalidade que está à frente do projecto.
Sim, é esse tal 'porta-voz' oficial... que tem um sítio na net a que chama 'Jornal'...
... que deu ao dr. Artur Lopes a 'estanilesca' vitória de 92,3%...
lá, no sítio que é o seu 'quarto e brincar'.
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Aqui, se bem que o espaço seja predominantemente de Opinião... também consigo outras informações...

Querem saber? Ok... eu partilho convosco...
Quem votou (para a Direcção houve dois votos em branco!...) e quem esteve presente...







Para verem a lista, basta clicarem que abre numa janela nova, bem legível!...









sábado, janeiro 22, 2011

ANO VI - Etapa 13

VENCEU LEGITIMAMENTE, PARABÉNS.
AGORA QUE ACEITE QUEM O POSSA AJUDAR
(A família do Ciclismo está dividida...
e mostrou-o claramente)

Começo com uma rectificação. Escrevi na Etapa anterior que a FPC ia a votos para quadro (de quatro anos) do próximo Ciclo Olímpico. A Lei de Bases assim o obriga, mandatos coincidentes com os ciclos olímpicos.

Agora, é verdade, quem é que não sabe que os próximos Jogos serão no próximo ano, em Londres? Logo, a minha tentativa de fazer ironia foi de todo aparvalhada. Quem nunca errou que me atire a primeira pedra!

O dr. Artur Lopes vai apenas cumprir os dois anos que faltam para o fecho do Ciclo Olímpico. Ok.

Mas não era obrigado a isso. Como depois já não vai poder concorrer, e como, todos sabemos, mesmo fora do palanque continuará a 'aconselhar' o seu já anunciado delfim, bem que podia tê-lo posto já a cumprir o tirocínio... Teria lógica.

Agora vamos a factos.

Como se processam as eleições nas diversas federações que respeitam a Lei de Bases do Desporto aprovada 'há séculos' pese embora ainda haja 'irredutiveis' Lourenços Pinto que não vêem, não ouvem, mas não se coibem em falar julgando que ainda estão nos tempos dos famigerados 'chitos'?

Tendo em conta o número de filiados que representam, e respeitando o rácio previsto na Lei, associações distritais/regionais, associações de Corredores, de Treinadores (no Ciclismo não há). de Organizadores (no Ciclismo não há) e de Árbitros elegem na devida proporção delegados que, esses sim, terão, em nome dos que representam, direito a votar.

Foram eleitos, para o acto eleitoral que hoje decorreu - quase 'clandestinamente', não por culpa da FPC mas por falta de informação ao público - 66 delegados com direito a voto.

Desses... apenas 26 votaram. Não sei pormenores...

Continhas feitas, e a matemática é uma ciência exacta, apenas 39,4% dos putativos votantes o fizeram. Quatro em cada dez, arredondando.

Dos 26 que depositaram o seu voto na urna, dois votaram contra ou nulo, ou em branco, daí que a percentagem 'esmagadora' com que o dr. Artur Lopes foi reeleito - 92,3% - mão valham mais do que 36,3% do universo de eleitores. Pouco mais do que um em cada três.

E é assim que os resultados devem ser lidos. Dos 66 delegados com poder para votarem, apenas 24 deram o seu amém à continuidade do dr. Artur Lopes. Tendo em conta que a Lista para a Direcção contém OITO nomes... que, naturalmente votaram neles próprios, sobram 16!

É mais do que evidente que a Família do Ciclismo está estilhaçada. E não vejo como dar a volta a isto quando o que se nos depara será uma solução monárquica, com um 'herdeiro' há muito escolhido na primeira linha à sucessão.

A não ser que haja uma grande revolução. A todos os níveis.

ANO VI - Etapa 12

OLHA A GRANDE NOVIDADE
NO QUE RESPEITA AO CANDIDATO
NAS ELEIÇÕES DA FPC!...

Surpresa!
Confesso que estava convencido que, à luz da Lei de Bases para o sector desportivo, o doutor Artur Moreira Lopes não podia ser mais candidato à Direcção da FPC. Está lá desde 1983. Há 18 anos, portanto. Mas, eis que hoje me surge a notícia de que a única lista que vai apresentar-se a sufrágio, amanhã, sádado, dia 22, é liderada por... Artur Moreira Lopes.

Lá ficou para trás a renovação. Que todos adivinhávamos não seria mais do que a evolução na continuidade. Aliás, e não fui eu que o escrevi mas li, nos novos Órgãos Sociais da FPC passaria a haver uma nova figura. A do Presidente Honorário. Obviamente... o dr. Artur Moreira Lopes.

Mas vamos ao que interessa.

Só hoje li que, afinal, o doutor encabeça a única lista concorrente às eleições para o próximo Ciclo Olímpico (quatro anos)... a grande alteração na eterna lista que ele sempre liderou prende-se com a saída do engenheiro Macário Correia de presidente da mesa da Assembleia-geral.

Apesar da minha enorme estima - porque nunca confundi relacionamentos pessoais com naturais confrontos institucionais - pelo Francisco Manuel Fernandes mas, não só estou convencido que o eng.º Macário Correia é uma grande perda para o Ciclismo nacional, como acho que o Francisco Manuel Fernandes podia ser mais importante num outro qualquer cargo.
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Deixemo-nos de devaneios.
O objectivo desta Etapa é mesmo sublinhar o retiro, quase em cima da hora, do apoio da Associação de Ciclismo do Minho, hoje por hoje, a voz mais honesta em relação ao estado do Ciclismo português, sem temer o facto de, anteriormente, o ter dado à lista de Artur Lopes.

Até por isso.
Por ter 'lá estado' mas, essencialmente por, como vem a ser desde há muito, coerente com os seus princípios.

Já espreitei os jornais desportivos que vão sair durante a madrugada...
Só um tem, na edição electrónica, o que não quer dizer que venha a sair em papel - como não quer dizer que não saia em papel naqueles que na inteernet ignoraram o comunicado da associação minhota - a posição da ACM que até me chegou a mim...

Sem quaisquer espécie de comentários, e na eventualidade de todos falharem... eu, que já quase tinha atirado fora a chave deste espaço não quero deixar - porque eles também contam comigo - de tornal público o porquê de a ACM ter, quase em cima da hora, tretirado o apoio à lista de Artur Lopes.

Tenho a certeza que outros, várias vezes 'enganados'... não só não retiraram o seu apoio como jamais teriam a coragem de o fazer. Infelizmente.

sábado, janeiro 01, 2011

ANO VI - Etapa 11

AO MEU VELHO QUERIDO MESTRE

Nem David Blanco, nem Marco Chagas! O verdadeiro recordista da Volta a Portugal é Guita Júnior, jornalista, com 81 jovens anos e 49 Voltas.

Sim!... 49 Voltas a Portugal.

Eduardo Guita Júnior conta, no seu currículo, com 49 Voltas a Portugal, mais de metade daquelas que já se realizaram.
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Na edição 73.ª, a cumprir este ano, completará – e um enorme ‘pelotão’ de Amigos assim o deseja - 50 Voltas ao lado (ou à frente) do pelotão.

O próprio diz ter ‘vergonha’ de dizer o número de vezes que já fez a maior prova velocipédica do País, às quais soma mais 18 Tours, 16 Vueltas e 1 Giro.

Curriculo inultrapassável. Uma Vida dedicado ao ciclismo.

Em 1949, por puro acaso, ainda jovem foi enviado para acompanhar a prova para o jornal onde então trabalhava. Gostou. Rendeu-se. Está a apenas a meses de completar as bodas de ouro…

(Este texto, editado, tem como base um artigo da Inês Henriques, que ainda trabalhou comigo em ‘A Capital’ e publicado no dia 17 de Agosto do ano passado no portal Sapo Desporto; a foto tem a mesma origem)
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Aconteceu por aqui um mal entendido, do qual, como é óbvio, o único culpado sou eu...
Deixo um apelo aos meus amigos... (não se esqueçam!):
no próximo dia 22, quando, aí sim, o Senhor Eduardo Guita Júnior, algarvio de Olhão, cidadão de Todo o País porque Todas as Estradas Percorreu ao Serviço do Ciclismo, completará então, o seu 82.º Aniversário... vou, de véspera, abrir um tópico e gostava que todos lhe dessem os parabéns.
Muitos não o conhecerão pessoalmente - ignorar o seu trabalho já é mais grave - mas façam-me a vontade. Antecipadamente agradecido...
Faça-se-lhe justiça - ao contrário de outros (muitos outros) - o Guita não 'tirou' um cruzado-furado ao Ciclismo.
É verdade!
Se há alguém, da idade dele (ou mais novo e vivo) de quem podemos dizer que 'só' deu ao Ciclismo... é ele.
De Jornalista a organizador (da Volta a Portugal também...), nao há, no Ciclismo, ninguém que se aproxime sequer à sombra do Guita Júnior.
(Entretanto, volto a pedir desculpa pela minha imperdoável falha
- tem uma explicação, que lhe dei, a ele Guita -, mas assumo perante todos vós a minha falha.)

sexta-feira, dezembro 31, 2010

ANO VI - Etapa 10

A Todos os Que Há Cinco Anos
Fazem o Favor de me Acompanhar
Desejo um Feliz Ano Novo


Porque é que esta entrada tem direito a 'Etapa', o que não aconteceu com os Desejos de Feliz Natal?

Tenho que o confessar...

Porque nessa altura eu já decidira que hoje aqui voltaria, claro, para desejar um bom ano a todos, mensagem essa que que seria complementada com o anúncio do fim do VeloLuso. Estava decidido.

Eu já não sigo, na estrada, a modalidade; já dela não escrevo; faltam-me dados e informações (*)... para que serviria então o VeloLuso?

Sem dramas nem tragédias, porque todos sabemos que tudo tem um princípio e um fim, já tinha decidido despedir-me hoje de todos vocês.
Para sempre.
Também eu desaparecerei um dia...
Então o que me fez mudar de ideia?

Primeiro, o facto de um facto que consegui 'arrancar a ferros' - passe a expressão e não retirando os créditos à única pessoa que, até hoje, foi capaz de o dizer em público (tendo, para isso, que usar o VeloLuso) - aquilo que se têm mortificado por esconder, embora o saibam;
depois, o de imediato terem aparecido 'notícias' a tentar desviar as atenções;
finalmente, um trabalho que eu pediria a todos os amantes do Ciclismo que comparassem ao que aconteceu aquando do 'caso PCC'.

Li o que nunca antes lera; informação que tenho de considerar classificada com alguns pormenores inequivocamente explícitos. Reveladores de um conhecimento mais profundo do processo.

Contudo não acrescenta, em termos genéricos - e o artigo disso não passa - nada que não saibamos já há muito tempo.

Mas o que é que é pior do que contra-informação?
Exactamente, a escandalosa fuga à informação e, pelo menos desse sentimento de desconfiança, e desconforto, há quem não escape.

Entretanto, surge o caso Operatión Galgo.
Ah!, pois é... e toda a Imprensa nacional está a tratar a coisa com pinças...

Mas permitam-me perguntar: porque é que, e ficando-mo-nos pelo expectro nacional, aos Corredores de Ciclismo não foi dado o mesmo tempo de antena para se defenderem como, por exemplo, tem vindo a ser feito com o Francis Obikwelu?

Algum Corredor português foi apanhado em escutas telefónicas interceptadas pela polícia, confesar que tinha colocado um penso com uma substância pro-reactiva na véspera de saber (?????) que ia ser controlado - primeiro pôs o penso, depois soube que ia ser contriolado - soube? Como?
Quem o avisou?

Mas que se lixe isto, passe a vulgaridade da expressão.

Que há filhos e enteados no desporto, incluindo o português, quiçá, apenas por total desleixo e desinteresse de quem por ele devia aparecer na primeira linha de defesa, isso já sabemos.

Mas voltando ao Ciclismo e à razão pela qual, afinal, resolvi não 'matar' o VeloLuso...

Gostava que nos dissessem a verdade sobre os resultados dos controlos anti-doping da última edição do Troféu Joaquim Agostinho!

Naturalmente, que seja dada oportunidade, como foi feito com o Obikwelu, ao - enquanto não nos for dita a verdade - 'suspeito' para se defender em todos os telejornais; e nos jornais também.
Seis meses são mais do que suficientes para sabermos a verdade...
endogéneo ou exogéneo?
Alô ADoP... Está aí alguém?

Porque a mim não, não vou em 'manobras de diversão' decidi não 'matar' o VeloLuso.
Talvez ele me 'mate'! Me desgrace, pelo menos. Mas até lá... aqui clamar-se-à pela Verdade!

--- Com esta 'conversa' toda já ninguém se lemba do (*) que deixei no terceiro parágrafo...

Quando mais ninguém lhe ligava, eu estive sempre abeto, aqui, no VeloLuso, a dar voz à APCP. E o Paulo Couto soube sempre aproveitar isso. Depois... veio o 'caso-PCC'.

O Paulo foi claro, em conversa comigo. A Associação não apoiava Corredores 'dopados'.
Eu sempre achei que, enquanto não provada a culpa toda a gente é inocente...
Os resultados são conhecidos, os castigos também.
O sinuoso caminho para chegar a alguns deles [castigos] também.

Não sei se é por causa disso - de eu ter ficado até ao fim do lado dos mais fracos - ou devido à mudança de Direcção da APCP (mas o meu contacto não estava guardado?) deixei de ter dela informações.

Pela minha parte, lamento-o, e uma das próximas etapas servirá exactamente para, porque não me foi pedido sigilo, logo, mantenho a informação publicável, deixar (mais) um exemplo de como a FPC subalterna a associação... e esta deixa!!!

Mas no meu Alentejo diz-se que "só nos sobem para as costas se nos agacharmos", e isso é que ninguém verá o Manuel José Madeira fazer!"

sexta-feira, dezembro 24, 2010

Desejo a todos
um BOM NATAL
e o melhor ano de 2011
que for possível

ANO VI - Etapa 9

MEA CULPA

Claro que é motivo para uma rectificação...

Peço-lhe aqui, e fá-lo-ei publicamente, desculpa pela confusão que, há-de lembrar-se, não é a primeira vez que acontece.

Retracto-me e só prometo que, no futuro, vou mesmo verificar quem é quem.

Com o maior dos respeitos,

[nota: este é o conteúdo ipsis verbis de uma mensagem que mandei, em particular, ao José Luís Ribeiro]

Manuel José Madeira

quinta-feira, dezembro 23, 2010

ANO VI - Etapa 8

QUEM GOSTA DE 'SODUKU'?
(É que é difícil mas bate sempre certo!)

José Carlos Gomes
Posted on 2010/12/23 at 5:52 pm
O Jornal Ciclismo dá notícias, não alimenta boatos.

*****
Manuel José Madeira
Posted on 2010/12/23 at 10:10 pm

o ‘Jornal’ de Ciclismo ursupa o nome de jornal… é grave, inconsciente e deixa a descoberto o que de ‘jornal’ tem como referência o JCG.

O ‘J’ Ciclismo pode pretender, enquanto quiser, que não sabe do que se fala. Tanto quanto sei é ‘patrocinado’ pela FPC…

Agora leiam o que o Presidente da Assiciação de Ciclismo do Minho confirmou com todas as letrinhas no VeloLuso
O Cândido Barbosa acusou positivo, com hormonas de crescimento, no Troféu Joaquim Agostinho, que venceu e que que foi a última prova antes da Volta a Portugal.

Que o JC é uma farsa mal interpretada disso todos já sabíamos.

Retirem, o mais depressa que puderem porque já há queixas junto da ERC, o ‘Jornal’ do nome do Blog, porque não é mais do que isso que se trata… um Blog.
Eu tenho uma proposta:
‘José Carlos Gomes… depois de mim o caos!’
Não é bomito?…

Já temos a VERDADE que é possível ter.

Os Jornalistas (heiii…… calma Zé Carlos, eu referia-me a profissionais a sério!) que sejam Jornalistas – e a nossa profissão exige-nos que sejamos Jornalistas, que mais não seja dêem a notícia, ainda que sob reserva.
Será preciso lembrar que outros Corredores foram, de imediato, cruxificados na praça pública ainda antes de que contra eles tenha sido provado fosse o que fosse?

Onde está aqui a diferença?

Mas não há como escondê-lo mais.

O ‘herói do povo’ – e MEU HERÓI também – foi apanhado.
Endógeno ou exógeno?
Isso será o FIM DA NOTÍCIA.

A NOTÍCIA, que nos foi sonegada até agora.
Porque género de ‘jornalistas’?
Eu sei…
... os que, de uma maneira ou outra ‘comem’ à custa da federação.

(Este texto foi enviado ao 'J' Ciclismo, mas não sei se será publicado...)