quarta-feira, junho 16, 2010

ANO V - Etapa 60

APENAS... UM LAPSO?

É Oficial! Mesmo que ninguém o diga publicamente!...

E não foi dito (que eu tenha ouvido) ou escrito (que eu tenha lido), mas a decisão - e não deixo de sublinhar a MINHA OPINIÃO PESSOAL, enquanto adepto do Ciclismo - inqualificável do TAS, que puniu um Corredor pelo PRETENSO uso, de uma substância que NÂO ESTAVA, NEM ESTÁ AINDA, na lista dos produtor proíbidos inibiu-o de exercer a sua profissão por dois anos, com datas bem definidas... a começar no dia 24 de Fevereiro de 2009. Sem nenhuma adenda que refira o que para trás ficou.

E, para trás, doa a quem doer, o Corredor foi DUAS vezes 'castigado' pelo Conselho de Disciplina da FPC e das DUAS vezes, ilibado pelo Conselho Jurisdicional do mesmo organismo.

Logo, o Campeonato Nacional de Fundo de 2008 não podia mais manter-se numa espécie de 'limbo'... ou o seu vencedor era castigado por qualquer ilícito, válido à altura, ou a FPC NÃO TEM argumentos para o não homologar.

E já foi homologado.
Mesmo que TODOS se tenham 'esquecido' de o lembrar.
Não há maneira de apagar um facto só porque o não publicitam...

HOMOLOGADO o Campeonato Nacional de Fundo de 2008, afastados todos os argumentos para continuar a querer escondê-lo resta recordar...


O CAMPEÃO NACIONAL

DE FUNDO,
EM 2008

FOI O JOÃO CABREIRA

(LA-MSS-PÓVOA
CYCLING CLUB)

PARABÉNS
RENOVADOS
CARO JOÃO


ANO V - Etapa 59

28.º GRANDE PRÉMIO DO MINHO

De 18 a 20 de Junho, o Grande Prémio do Minho em ciclismo regressa à estrada depois de alguns anos de interregno. Vila Nova de Cerveira, Guimarães, Barcelos e Valença assumem primazia no percurso das três etapas do 28.º Grande Prémio do Minho, competição que será disputada pelo pelotão nacional de Elites e Sub 23.
Com o arranque da competição em Vila Nova de Cerveira e o final na montanha da Penha (Guimarães), um pelotão de cem corredores (Elites e Sub 23) terá que percorrer um total de 438 quilómetros repartidos por três etapas, durante as quais encontrarão seis contagens do prémio da montanha e nove metas volantes.

Em prova estarão treze equipas dos escalões de elite e Sub 23:
Madeinox-Boavista, LA-Rota dos Móveis, Barbot-Siper, Palmeiras Resort-Prio-Tavira, Loulé-Aquashow, ASA-Vitória-RTL, ALuvia-Valongo, Liberty Seguros-Santa Maria da Feira, Mortágua-Basi, Crédito Agrícola, Cartaxo-Capital do Vinho-CC José Maria Nicolau, Gondomar-Coração de Ouro e Maia-Bike Team.

ETAPAS DO 28.º GRANDE PRÉMIO DO MINHO

1.ª etapa, sexta-feira, 18 de Junho
Vila Nova de Cerveira-Vila Nova de Cerveira, 140 km
Cerveira-Arte e Beleza Natural
Partida: 13.58 horas; Chegada: 17.20 horas

2.ª etapa, sábado, 19 de Junho
Valença-Barcelos, 154 km
Valença, Fortaleza Viva/Barcelos está o máximo
Partida: 11.58 horas; Chegada: 15.34 horas

3.ª etapa, domingo, 20 de Junho
Guimarães-Guimarães/Penha, 144 km
Guimarães-Capital Europeia da Cultura’2012
Partida: 11.55 horas; Chegada: 15.30 horas

ANO V - Etapa 58

ALENTEJANA'10
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4.ª e última etapa / Redondo-Évora, 162 km
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Venceu a etapa o alemão Steffen Radochla (Nutrixxion-Sparr)
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VENCEDOR FINAL: David Blanco
(Palmeiras Resort-Prio-Tavira)
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EQUIPA VENCEDORA:Palmeiras Resort-Prio-Tavira

sábado, junho 12, 2010

ANO V - Etapa 57

ALENTEJANA'2010
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3.ª Etapa: Reguengos-Monsaraz (cri), 18,4 km
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Vencedor: David Blanco (Palmeiras Resort-Prio-Tavira)
novo líder e virtual vencedor

Nota: Três 'tavirenses' nos primeiros cinco da Geral... é obra!

sexta-feira, junho 11, 2010

ANO V - Etapa 56

ALENTEJANA'2010
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2.ª etapa: Viana do Alentejo-Estremoz, 180,2 km
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Vencedor: Bruno Pires (Barbot-Siper

Nota: Boa 'patrício'!!! Era um cadinho a subir e aproveitas-te. Amanhã também acaba a subir... Sei que não és contra-relogista mas... deposito toda´s as minhas esperanças em ti.

quinta-feira, junho 10, 2010

ANO V - Etapa 55

ALENTEJANA'2010
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1.ª Etapa * Vidigueira-Aljustrel, 178 km

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Vencedor: o sempre jovem Cândido Barbosa

(Resort Palmeiras-Prio-Tavira)

Nota: Olha, olha, aquilo alí à esquerda não é um aparelho de 'photo-finish' (que 'luxo' para uma prova que já todos tinham enterrado)

quarta-feira, junho 09, 2010

ANO V - Etapa 54

RAIVA E INDIGNAÇÃO!...

Em relação ao que a seguir vou deixar escrito, já não sou, em consciência, capaz de dizer que me surpreendo.

Somaram-se-me, nos últimos dois anos, tantas desilusões (e atenção! podem são ser essas em que estão a pensar...) que a paixão, cega, como o são todas as paixões, pelo Ciclismo - ainda e sempre a MINHA modalidade - parece esvair-se a cada dia que passa.

Queria, digo-o sinceramente, queria, que a chama, ainda que esmorecida, que me fez passar por tantos sacrifícios, mormente de ordem pessoal e, agora, naturalmente irreversível, ainda, no mínimo, me servisse como um sinal. De que nem tudo está perdido.

Eu sei que continua a haver gente boa no Ciclismo. Boa, em todos os sentidos. Mas também fiquei de pé atrás em relação à esmagadora maioria.

Se me saísse o Euromilhões, acreditem ou não, o meu primeiro grande objectivo seria o de vir aqui desmascarar duas mãos cheias de gente que sempre viveu do Ciclismo e pouco (comparativamente foi, definitivamente, pouco) ou nada lhe deram.

Ia gastar os milhões em advogados pois sei que não me perdoariam.
Mas sei que ia ganhar na barra. Contudo, não tenho posses para isso e por isso me calo. Mas não esqueço.

INSENSIBILIDADE E...
(POIS) QUE HEI-DE CHAMAR-LHE?

Estava marca para a passada 3.ª feira a primeira audiência em Tribunal do Processo que opõe a familia do Bruno Neves à companhia de seguros que, na altura, se não segurava todas as equipas do pelotão profissional, poucas haveriam de lhe escapar.

Bom negócio. O Seguro Desportivo é obrigatório e fundamental para a inscrição das equipas... O risco de algum acidente grave, não podendo ser posto de lado, também não é tão grande assim. Bom negócio, repito...

Ora, não sendo, de facto, 'notícia de âmbito desportivo' ninguém falou ou escreveu que, aceitando o resultado da autópsia - introduzo uma questão: se a companhia de seguros a toma como garantida, porque é que ainda há, mesmo a nível institucional, na família do Ciclismo, quem sobre ela levante dúvidas? - essa companhia de seguros, dado que o resultado foi morte súbita, usou as armas que tem ao seu dispor e se 'cortou' no pagamento da indemnização.

'Morte subita, podia ter acontecido com o atleta a dormir', é, tanto quanto sei, a âncora da defesa da dita companhia. Contra todos os factos e a realidade, dolorosa realidade: o Bruno morreu sentado em cima de uma bicicleta, em plena competição desportiva.

Esta é a parte da 'insensabilidade', que vai marcada alí atrás em corpo maior.

Vem agora a parte que não sou capaz de catalogar...

O julgamento estava marcado para a passada 3.ª feira. Pelo lado do Bruno estava a família e as testemunhas arroladas, a Companhia de Seguros também marcou, como é natural, a sua presença e iam ser ouvidos ainda o médico que efectuou a autópsia e o médico oficial da corrida em que o Bruno morreu.

Julgamento com hora marcada, claro: 9.30 da manhã.

Ligeiro atraso... Às 10 horas a Juíza encarregue de julgar o conflito chama os representantes de ambas as partes. Como todos os demais, mau grado ter sido notificado três meses antes - três meses - e haver prova presente em Tribunal que o próprio assinara a recepção da notificação, o Luís Almeida enviou, pelas 9.45 horas um fax a cominicar que, à altura do acidente já não era presidente do clube. Que se tinha demitido! Porque os meus parcos conhecimentos da legislação associativista me deixam na dúvida... o Órgão máximo de qualquer colectividade não é a Assembleia-geral e só desta poderão emanar decisões?

A demissão do presidente do clube chegou a ser discutida? Foi aceite?

É que me parece redutor - e eu sei da história toda - que se envie uma carta a dizer que, a partir desse momento renuncia ao cargo, ainda por cima quando, ANTES de a carta, devidamente registada, como é da praxe, ter chegado à sede do clube, o presidente que, para ele já não era presidente, ter participado numa reunião de emergência com a restante direcção, exactamente na sequência da investida da PJ/CNAD...

O estranho, ou o mais estranho, porque há muita coisa estranha nisto tudo, é que o homem recebeu a intimação para comparecer em Tribunal, em Março, aceitou-a pessoalmente e isso consta do 'canhoto' do registo de correspondência, e só 15 minutos depois da hora marcada para o início da audiência, quando todas as outras partes já estavam nos seus lugares, é que enia um fax a dizer que não compareceria porque... na altura já não era presidente do clube.

Teve três meses para o fazer... Porquê esperar até áquele momento quando, pelo menos de véspera, já sabia que não iria comparecer?

É esta a parte a que não sei o que chamar-lhe.
E como o Euromilhões só será sorteado na próxima sexta-feira, é melhor eu ficar por aqui.

Com um abraço forte e muitos beijinhos para a família que sofre há dois anos e continua a ter que passar por situações destas, termino desta forma:

"Não me digas que não compreendes
"Quando os dias se tornam azedos
"Não me digas que nunca sentiste
"Uma força a crescer-te nos dedos
"E uma raiva a nascer-te nos dentes
"Não me digas que não compreende... (*)
(*) Poema da canção 'Que Força é Essa',
da autoria de Sérgio Godinho
.
Mas o mais importante nisto tudo tem a ver com o sofrimento de uma família. A do Bruno. E com o sofrimento de todos aqueles que lhe eram mais chegados. Esse sofrimento será para sempre mas, de cada vez que parece que alguma coisa - e não estou nem de perto nem de longe, a falar de indemnizações -, dizia, de cada vez que parece que alguma coisa pode, por fim, ser retirada a esse sofrimento, porque já passou, foi resolvida... há-de sempre acontecer o contrário.
Claro que este julgamento vai ter que ser feito. Terá uma nova data e sabemos a que velocidade anda a nossa Justiça. Passarão mais quantos anos? Um? Dois? Mais?... Mas um dia, no futuro (dentro deste espaço) a família e os amigos vão voltar a ver a ferida, que ainda hoje lhes sangra, a voltar a abrir-se. Vão ter que passar por tudo outra vez...
Associo-me à vossa dor, ao vosso desespero. À vossa indignação...
Estarei, como estive desde o primeiro minuto, ao vosso lado, ainda que nos separe a distância física.

terça-feira, junho 08, 2010

ANO V - Etapa 53

WELLCOME BACK TO THE GOOD OLD TIMES!...

Rapidamente que o tema me causa alguma brotoeja.

Realizou-se no passado fim-de-semana mais uma edição da Volta a Trás-os-Montes. Que estava no calendário, esteve para não se realizar mas que, graças 'à boa vontade e amor pela modalidade' acabou mesmo por ir para a estrada.

Com duas etapas.

Na primeira, com uma chegada em alto, e segundo li, foram cronometrados (à mão) com o mesmo tempo meia dúzia de Corredores. Não vi, é possível que sim, pese embora a experiência que tenho me leve a torcer o nariz...

Numa prova com apenas duas etapas, na primeira, com chegada em alto, não houve bonificações intermédias... Pena, daria algumas hipóteses a que sobe menos bem.

Na segunda houve uma bonificação intermédia, uma chegada que, pela foto que vi, me parece inequivocamente passível de proporcionar um corte de tempo.

Uma vez mais, tirado à mão porque não havia transponders, nem photo-finish, nem vídeo !!!
Numa prova 2.12. A contar para o calendário nacional.

[À parte: hoje, até na loja dos chineses e dos indianos se compram telemóveis que filmam durante 30 segundos]

Mas, agora a sério... Realizou-se uma Prova Oficial SEM comunicações rádio, SEM moto-ardósia e... UPA, UPA, 50 metros de barreiras antes da meta. Os regulamentos obrigam a 300 metros. Regulamentos... a palavra não vos é de todo desconhecida, pois não?

Queixou-se o Paredes. em Comunicado, porque acha que poderá ter sido prejudicado.

Responde a Organização 'que é apenas mau perder' e que para a próxima a organizem eles...

À distância, felizmente à distância, não sei se hei-de rir ou chorar.

Vangloria-se a Organização de que 'a prova contou com uma segurança como poucas'...
Do resto, se falou - à parte aquele, 'se não gostaram, para o ano não há' - ninguém fez disso eco.

Li, e cito de memória, 'os cronometristas de chegada eram do melhor que temos'... Boa! Ainda bem...

Mas não brinquemos ao Ciclismo - e já não entro no clássico choradinho do 'andamos aqui por amor, não ganhamos nem para os reconhecimentos', pois não... a gente acredita! - e tenhamos todos vergonha (englobo-me porque EU ainda me sinto da família, nem que seja eu a ovelha negra), é melhor inventar do que não haver corridas? Eu digo que NÃO!

Não é esse o caminho. Mas tendo em conta a organização, sabendo como pensa o seu líder que ainda defende uma Volta a Portugal com três semanas, e pelos vistos, sem tecnologia de apoio nem respeito pelos regulamentos, também não fico de todo admirado.

É o símbolo que resta do Ciclismo dos anos 70/80... Cabe aos mais novos, sob pena do dever de se manterem calados, darem um passo em frente e tomar-lhes (aos adeptos dos 'good old times', sim esses em que, como também li, as vitórias e distribuição dos prémios eram discutidas ao almoço pelos directores, sem o mínimo de respeito pela competição) o lugar.

Quanto aos responsáveis máximos pela modalidade... só uma questão: é este o ciclismo que querem para Portugal?

sexta-feira, junho 04, 2010

ANO V - Etapa 52

A PARANÓIA É TOTAL
(Pedais a motor? E capacetes a jacto?...)

Por todo o Mundo - não, não é só em Portugal - todos os anos desaparecem corridas, todos os anos desaparecem equipas e o mais preocupante, compreender-me-ão, nem são os Corredores de 30 anos que ficam no desemprego, mas o facto dos de 22 não vislumbrarem uma saída para o seu futuro.

Preocupam-se os senhores da UCI com isso?
Não detecto sinal algum...

O Mundo é de modas. Em todas as suas áreas. No Ciclismo [leia-se: UCI....] a 'moda' é caçar fantasmas. E tem vindo a valer tudo.

Toda a nossa vida tem regras, estabelecidas por quem de direito, sendo que, infelizmente, somos nós que os escolhemos e tarde de mais damos conta que nos enganámos redondamente.

Passando, à área do Desporto e, concretamente, ao Ciclismo, há Regulamentos escritos e aprovados, quer na área desportiva, quer na protecção a eventuais casos de atropelo, por exemplo, à Verdade Desportiva.
Falo do Doping. Não me assusta a palavra.

Há regras, neste caso, uma lista que por acaso até é bem extensa, elaborada pelos doutos cientistas dos vários organismos que, todos juntos, se encadinham numa instituição chamada AMA - Agência Mundial Anti-dopagem, lista na qual são descriminados, um a um, os produtos que as doutas mentes decidiram poderem vir a influenciar a tal verdade desportiva à qual, como é evidente, nenhum de nós, amantes da modalidade, nos opomos.

É necessária e fundamental. Porque os Corredores são Homens como os demais e como os demais sofrem acidentes, têm lesões, podem ser, subitamente, vítimas de uma qualquer maleita.

Essa lista, enumerando e dando nome a todos os produtos considerados passíveis de vir a beneficiar desportivamente o atleta, logo, atropelando a Verdade Desportiva, é regularmente actualizada.

Como qualquer Lei. A Constituição de um país, ou o Código Penal também o são, tentando - quero eu acreditar - fazer com que a Sociedade e a Justiça sejam mais justas para com o cidadão comum.

Não, não me desviei do assunto-tema desta Etapa, apenas precisei de enquadrá-lo de forma a que todos, pelo menos os de boa vontade, percebam como eu acho que tenho razão. Acho que tenho.

Ah!... (passe o que a minha convicção tem de naïf), as regras não podem, em caso algum, ser alteradas durante o jogo. Perceberão o que quero dizer.

Em Portugal temos um caso de um Corredor que foi castigado pelo Tribunal Arbitral Desportivo por, pretensamente (li que sim foi detectada, li que não, não foi possível provar) ter recorrido a uma substância que, se os doutos cientistas o dizem, quem sou eu para os contrariar, aniquila uma série de proteínas entre as quais PODERIA estar uma que é fundamental para detectar a EPO.

Primeira questão...
... se nada foi detectado, porque vingou a tese do PODERIA?

Deixem-me usar um dos meus exemplos parvos...

Fumo dois maços de cigarros por dia. Faz-me mal, eu sei. Mata. Mas mata devagarinho e eu não tenho pressa nenhuma em morrer.

Vende-se em qualquer farmácia uma coisa chamada Guronsan. É um ácido ascórbico que ajuda a limpar as 'sujidades' que, voluntariamente ou não, ingerimos. Incluindo, por exemplo, o álcool em excesso.

Ora, há quatro anos, desde que tive de recorrer às 'boxes' devido a um problema de saúde mais ou menos grave, que eu não ingiro álcool. Mas tomo uma pastilha de Guronsan porque continuo a fumar 40 cigarros por dia e parece que tomando a coisa fico com menos catarro.

Agora... se é que este cenário é risível, fazendo-me análises, e detectando-me rastos de Guronsan... quem é que pode acusar-me de beber bebidas alcoólicas?

Voltemos então atrás... quem é (ninguém provou) que pode dizer que as tais, até há pouco menos de um ano completamente desconhecidas proteases serviram para mascarar qualquer tipo de coisa?


Pior... e agora volto aos Regulamentos, à Lista de Substâncias Proibidas, ao que for necessário... essa coisa não consta do índex. Esqueceram-se? Não sabiam? Não previram? (até os cientistas comentem falhas infantis), então como é que se aceita o que... 'ah! não consta da Lista mas é castigado na mesma'.

Levando ao exagero, para que mesmo os mais burros - claro que os há - compreendam, amanhã descobre-se que a Água das Pedras potencializa fisicamente os atletas e pronto...

Não perceberam!
Alguns não perceberam mesmo mas eu explico, que para isto tenho uma paciência infinita.... Se a Água das Pedras não está na Lista de Produtos Proibidos, como se pode penalizar alguém por a beber?
Em sequência... se as tais proteases não constam da Lista de Produtos Proibidos, como se pode fazer de conta que sim, que fazem? MESMO que sim, que actuem como mascarantes.

As regras estão escritas, nos Regulamentos e na Lista de Produtos Proibidos e nela não constam.

Que se reúnam os doutos cientistas e façam nova lista e as incluam nela. Quem achará mal? Ninguém...

Esta UCI, esta AMA fazem-me sempre lembrar a mais asquerosa coisa que nós inventámos nos últimos anos... a ASAE. Mas que, felizmente, foi travada por alguém...

Mas - e já perceberam que este vai ser um artigo longo - a fixação a UCI e da AMA atropela tudo o que é bom senso.

Vejamos o caso Valverde... É ridículo. Se quem o devia julgar, que era a Real Federação Espanhola de Ciclismo o não fez, por lhe faltar a sustentação jurídica do país, como é que terceiros o podem fazer?

E dou de novo um exemplo parvo... como são todos os meus exemplos: há países onde nem na rua se pode fumar. Será que corro o risco de vir a ser sancionado por qualquer tribunal de um desses países só porque, quando saio de casa acendo um cigarro?

Sinceramente... já não sei.
Mentira! O exemplo não era inocente.
É inaceitável a ingerência, neste caso, da UCI, numa matéria que uma associação sua achou que não devia punir.

Estamos a falar de associações de carácter meramente virtual.
Ok, a Real Federação Espanhola de Ciclismo está, porque o aceitou, sob a jurisdição da UCI.
O país Espanha, que tens as suas próprias Leis é que não 'cabe' na jurisdição seja de quem for.

E ontem mesmo uma das notícias do dia era a da suspeita de que haja bicicletas cuja roda pedaleira é 'auxiliada' por um motor dissimulado...

Amanhã, espero ler que já se desconfia que haja capacetes que têm escondidos jactos propulsores e, a partir daí, imagino tudo...

Só uma coisa eu vejo perfeitamente clara sem precisar de imaginar nada...
... mas se o escrevesse, provavelmente era, outra vez, chamado a tribunal.

Preocupem-se com o futuro do Ciclismo.
Era tudo o que eu mais desejava...

quarta-feira, junho 02, 2010

ANO V - Etapa 51

A NOSSA 'ALENTEJANA' ESTÁ VIVA!...
VIVA A NOSSA 'ALENTEJANA'...

Foi, na passada 2.ª feira à tarde apresentada, na Vidigueira, a 28.ª edição da Volta ao Alentejo, a nossa ‘Alentejana’. Já sabia que o ia ser e esperei para ver o que os jornais hoje [neste momento já é ontem] trariam…

A ‘Alentejana’ não é uma corrida qualquer…



Não há outra Corrida em Portugal – pese embora o extraordinário crescimento, que, naturalmente, saúdo (abraço amigo Rogério, continuamos sem tempo para por a conversa em dia…) da Volta ao Algarve que nos trouxe cá o Lance Armstrong e foi ganha pelo Alberto Contador, vencedor do Tour de França.

Dou de barato que haja quem, tendencialmente, tenha propensão para uma memória selectiva ‘apagando’ o que, seja por que motivo fôr, na altura não lhe interessar - felizmente são mais os que mantêm uma memória viva e lúcida - mas que não tente sonegar factos.

E, enquanto Alentejanos não nos podemos esquecer, nunca, que foi no Alentejo – com a excepção das corridas de exibição na velhinha Pista do velhinho, e entretanto desaparecido, Estádio José de Alvalade, em que Eddy Merckx marcou presença há 50 anos… ou quase – que tivemos pela primeira vez a presença de um dos maiores nomes de sempre do Ciclismo Mundial, o navarro Miguel Induráin que, em 1996, se apresentou à partida, em Sines, já como penta vencedor do Tour.

Não estou a fazer comparações entre Corridas, mas não vou deixar passar em claro que pela ‘Alentejana’ passaram, e ganharam, nomes como Melchor Mauri, vencedor de uma Vuelta, de José Luís Rubiera, Claus Möller, Aitor Garmendia, mesmo Andrei Zintchenko ou Laszlo Bodrogui… tudo nomes que, quando venceram a ‘Alentejana’ estavam entre os melhores do pelotão Mundial.

Voltemos ao princípio.

A 28.ª edição da Volta ao Alentejo foi apresentada na passada 2.ª feira...

'O Jogo' ignorou o acontecimento. Os outros desportivos contaram-nos do traçado… e como ‘desgraçadamente’ a prova caiu para a categoria 2.2.

Esperem lá… não é essa a mesmíssima categoria do Troféu Joaquim Agostinho este ano?
Passaram-me, com certeza, as manifestações de preocupação relativamente a esse facto…

Há quem não queira que a ‘Alentejana’ se mantenha.
Há, em concreto, quem a tenha deixado cair.
Felizmente, também houve quem tivesse lutado por ela. E a segurasse.

Escrevi aqui que uma eventual interrupção poderia ser a sua morte, que valeria tudo, para a manter na estrada.
Confiava.


Sabia que, se os recém chegados, fosse por motivos políticos fosse lá pelo que fosse, até se estavam nas tintas, mas que os homens, alguns – felizmente, os suficientes – que a criaram, que a fizeram crescer mesmo com todas as limitações com as quais tiveram que se debater, não dormiriam descansados se ficassem de braços caídos.
E não me desiludiram.



A ‘Alentejana’ resistiu a uma tentativa de assassinato.

Algumas carpideiras que já haviam ensaiado os prantos, falsos, como o de todas as carpideiras, tão depressa que puderam mudaram de fato e mostraram-se a apoiá-la, na segunda-feira, na Vidigueira.

Ontem, os jornais – com a excepção d’O Jogo, que não terá tido espaço (espero não estar enganado, mas procurei a noticia e não a vi…) – davam-nos conta de que a prova… puta madre, foi reduzida em um dia, caiu para 2.2 e ia ter o pelotão completo com equipas de clubes. Pouco mais.

Para os Alentejanos, e não só, para os que amam a Volta ao Alentejo, e graças à contribuição do meu caro TC, posso acrescentar mais algumas coisinhas.

Por exemplo, o que foi dito na cerimónia de apresentação e do qual ninguém fez eco:

Manuel Narra, presidente da Câmara de Vidigueira, era um homem feliz pelo facto da ‘Alentejana´ começar na ‘Vila dos Gamas´.
Alfredo Barroso, ex-director da Volta e vogal da CIMAC, recordou que a corrida "teve um trajecto atribulado até renascer".
Artur Lopes, presidente da federação, falou de um grande evento que "tem que continuar a ser acarinhado e apoiado".
Joaquim Gomes, director da PAD, justificou que a Volta ao Alentejo “é um evento apetecível”, assegurando, ele que venceu a Corrida em 1988, que tudo vai ser feito para que “a Volta passe a ter seis dias e que suba de categoria”.

Mais, recorde-se que a ’Alentejana’ é a única corrida internacional do Mundo, em que nas edições disputadas, vinte sete, teve outros tantos vencedores. Dos corredores em actividade só cinco podem repetir o triunfo e quebrar a tradição: Maxime Bouet (2009), Manuel Vasquez (2007), Sérgio Ribeiro (2006), Xavier Tondo (2005) e Danail Petrov (2004).

E, repetindo o que os jornais disseram, acrescento que a 28.ª edição da Volta ao Alentejo em Bicicleta, com os artistas possíveis, mas que, todos estamos cientes disso, tudo darão para proporcionar o melhor dos espectáculos, tem quatro etapas, num total de 538,6 km, sendo que uma delas será um crono individual.

Montanha… apenas duas contagens.
Repito-me… o possível.
A subida até ao centro da Cidade de Moura, no primeiro dia (4.ª categoria) e na Serra d’Ossa (3.ª categoria) na última etapa.

A primeira etapa, a cumprir no dia 10 de Junho, ligará a Vidigueira a Aljustrel por Moura, Serpa, Beja e Ferreira, num total de 178 km; a 2.ª, levará a caravana de Viana do Alentejo até Estremoz, é a mais longa de todas, com os seus 180,2 km; a 3.ª é o crono que ligará Reguengos de Monsaraz à medieval vila de Monsaraz, são 18,4 km mas, quem conhece sabe que a parte final, mormente quando se entrar do empedrado milenar, as rampas chegam aos 7% de pendente… finalmente, no último dia cumprir-se-á a ligação entre o Redondo e Évora, provavelmente as duas localidades mais presentes na história da prova.

São estas as equipas participantes…
LA-Rota dos Móveis-Paredes, Madeinox-Boavista, CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow, Barbot-Siper e Palmeiras Resort-Prio-Tavira. É este o ‘pelotão’ nacional, com todo o respeito – e o meu pessoal Muito Obrigado [valha isso o que valer] - pelos dirigentes, técnicos, pessoal auxiliar, atletas e patrocinadores que permitem que AINDA haja um pelotão… ‘profissional’ em Portugal; as equipas de clube Cartaxo-Capital do Vinho, Liberty Seguros-St.ª Maria da Feira, Aluvia-Valongo, Mortágua-Basi, Maia-Bike Team e ASC-Vitória-RTL e pelas convidadas Nutrixxion-Sparkase (Ale), Vendée U (Fra) e Caja Rural e Heraklion-Murcia, daqui da vizinha Espanha.

… e aqui podem saber de mais algumas coisas.

Obrigado, pelas 'dicas' e pelas fotos, meu caro Teixeira Correia

terça-feira, maio 11, 2010

ANO V - MEMÓRIA I

ANO V - MEMÓRIA II


Nesse Lugar onde agora estás, quantas Corridas já terás ganho, meu Amigo? E eu sem puder testemunhá-las!... Mas tu vais contar-mas. Um dia. Em Breve. Espero não me esquecer do bloco e da caneta... ficou tanta coisa para contar de ti... Vamos, com certeza, reencontrar-mo-nos, então teremos toda a eternidade para contares e eu escrever todas as estórias que vais ter para contar. Eternamente na minha memória. Eternamente no meu coração. Abraço caro Bruno...
... o teu sincero amigo, Manuel José Madeira

sábado, maio 08, 2010

ANO V - Etapa 50

RABO ESCONDIDO... COM GATO DE FORA!



Sinceramente, acreditem-me... já, algures lá para trás, deixei perceber que reagi muito mal à forma como o Ciclismo passou a ser tratado a partir de certa altura.

Afastei-me. Convivo mal com ingratos, 'vira-casacas' e, sobretudo, com 'curiosos' que se autorgam como 'jornalistas'.

Tenho, e se alguém quiser pagar para ver é só chegar-se à frente, 23 (!) edições da Meta2Mil por abrir... Não deixei de assinar o único Jornal de Ciclismo Ibérico, mas nem abro os envelopes. Quem o assina sabe que houve um período em que deixou de vir em envelopes de papel, para vir em plástico. Eu poderia até 'fingir' que não abrira os outros, mas os de plástico é impossível.

Isto para servir de explicação que há quase dois anos que me desinteressei pela 'informação' sobre Ciclismo. Exceptuando a que vem nos três 'desportivos' nacionais que compro e leio diariamente.

No seguimento da Etapa anterior, e já esticando-me no tempo porque amanhã - mais logo - tenho mais um dia de trabalho, tendo sido 'provocado' para ir espreitar um blog de ciclismo... fui.

Lá está a notícia do regresso da Alentejana.
Por mero instinto, fiz scroll e deparei-me com os comentários.

Destaco este...

Até um ceguinho adivinha quem é este alentejano...
Ao gato... só falta o fato e a gravata cor-de-rosa ;-)

A resposta deixei-a no dito Blog... se não for aceite, repeti-la-ei aqui mesmo.

ANO V - Etapa 49

... E SEMPRE QUE UM HOMEM QUER...


(@)

Logo que ontem, ao princípio da tarde, soube da novidade, para além de um misterioso sentimento que, no mesmo cadinho fundia a réstia de esperança que sempre mantive acesa, com a convicção firme de que no Alentejo HÁ MESMO gente tão apaixonada pelo Ciclismo, nomeadamente pela nossa mui querida Alentejana, que seria capaz de, custasse o que custasse não deixaria morrer a prova, me lembrei dos versos do poeta António Gedeão, curiosamente, um cientista, professor de Física - Rómulo de Carvalho de seu nome verdadeiro - que tão bem soube lidar com as palavras e os sentimentos...

... Sempre que um Homem quer, o Mundo pula e avança, como bola colorida, entre as mãos de uma Criança...

E perdoem-me a divagação; perdoem-me as analogias (provavelmente descabidas).

Os Homens que, à inércia - é tão fácil desistir, mas desistir é também símbolo de fraqueza ou, mais odioso ainda, e mesquinho, tentação de destruir o que outros, tantos outros, levaram mais de duas décadas e meia a construir - de outros tantos, e não me convencerão disso, apenas motivados por questões políticas (o que é que o Desporto tem a ver com política?), deixaram cair a Volta ao Alentejo, souberam responder com ma autêntica bofetada de luva branca, a esses curvo-me agradecido e aqui deixo, enquanto mero cidadão, enquanto Alentejano, enquanto apaixonado pelo Ciclismo, o meu Muito Obrigado!

Não fiquei, mesmo nada, surpreendido com os seus nomes. Sempre os reconheci como Gente de Bem.

O que interessa, e só isso interessa, é que a 28.ª Edição da Alentejana vai mesmo para a estrada este ano, impedindo, assim, uma interrupção que poderia ser definitivamente fatal.

Fiquei a par das dificuldades com as quais tiveram que se debater. Os muros contra os quais esbarraram, as cercas que tiveram que saltar e a necessidade de, como em 1983, aquando da realização da primeira edição, andar a bater de porta em porta para conseguirem o orçamento mínimo que pudesse manter a corrida no calendário. Extraordinariamente, fora das habituais datas, mas o que interessa é que a Alentejana, apesar do fingido pranto das carpideiras que para isso mesmo são chamadas, o FUNERAL da Alentejana foi anulado. Por falta do defunto.

Amigos, todos vocês que se empenharam de alma e coração nesta tarefa de não deixar morrer o maior acontecimento desportivo do nosso Alentejo, ainda que com alguns (naturais) condicionalismos), o meu mais sincero e profundo obrigado.

Convosco, orgulho-me de ser Alentejano.

segunda-feira, maio 03, 2010

ANO V - Etapa 48

ORGULHO LOULETANO...
... ORGULHO PORTUGUÊS!

O final da semana passada, que culminou ontem, domingo, há uns anos (bem poucos) atrás teria sido de autêntica euforia.

Não me vou alargar, mas também não posso deixar passar despercebido que um Corredor de uma equipa PORTUGUESA - independentemente dos valores que terão composto o pelotão porque, sinceramente, só segui as provas pelos títulos, sem ler os textos, mas lembro-me do impacto que mereceu, por exemplo, uma dada Volta à Extremadura, corrida, definitivamente, de segundo plano no calendário espanhol, o que (ainda) não acontece com a Volta às Astúrias (fiz seis!) - ganhou uma das mais míticas citas do calendário do país vizinho, prova que elevou à estatura de GRANDE, um sem número de Corredores.

Refiro-me à Subida dal Naranco, ganha pelo louletano Santi Perez.

Logo a seguir veio a Volta às Astúrias. Perez voltou a andar bem, mas o vencedor final fou o seu colega de equipa Constatino Zaballa. Glória aos louletanos. Gente que ama como ninguém a modalidade; gente que - sei que chegou a acontecer - mesmo sem condições insistiu a manter uma equipa profissional na estrada. Valeu a pena Jorge Piedade. Valeu a pena Manuel Baptista.


O Tino venceu a prova na derradeira etapa - costuma ser a subida ao alto do Santuário del Acebo a decidir o vencedor - ao chegar a Oviedo isolado; o Santi, juntou ao triunfo na Subida dal Naranco, o prémio de melhor asturiano, ao terminar em 5.º lugar (o segundo melhor 'português'), mas dentro dos 15 primeiros, na tabela final, ainda couberam o David Blanco, André Cardoso e Alejandro Marque, dodos do Palmeiras-Tavira que venceu a prova colectivamente.

O que isto não teria dado há... três anos atrás!!!

Parabéns a todos! E uma constatação: olha as equipas algarvias a darem nas vistas... se há região em Portugal que merece, é o Algarve.

Foto: Rafa Carbonero

quarta-feira, abril 28, 2010

ANO V - Etapa 47

ESTAMOS OUTRA VEZ DE LUTO!...

A notícia saltou-me à vista, crua, dolorosa, como sempre que ficamos a saber que perdemos mais um dos nossos, hoje de manhã quando abri os jornais.

Não sabia que o Serafim Ferreira estava doente, por isso o choque foi ainda maior.

Como toda a gente que trabalha para deixar obra feita, Serafim Ferreira foi um homem fractuante. Teve - e acredito que manteve sempre - os seus seguidores fiéis, mas também teve muitos detractores.

Há um meio termo, e não o "invento" agora só para nele me incluir. Houve coisas que, alavancadas por ele fizeram crescer o nosso Ciclismo, como houve outras que tardaram a chegar e, muitas vezes eu escrevi que por "culpa" dele. Não é essa culpa. Espero que me compreendam. Vou tentar explicar-me...

Iniciei-me na cobertura, enquanto jornalista, do Ciclismo no já longíquo ano de 1991. Nesse mesmo ano "fiz" a minha primeira Volta a Portugal. Tive o meu primeiro contacto com Serafim Ferreira. Que durou até ao ano 2000, quando a, entretanto criada "SportNotícias" foi criada. Era a Empresa Jornal de Notícias quem organizava a Volta.

Apesar de a "SportNotícias" ter aglotinado toda a estrutura anterior que já vinha a organizar a Volta, foi a primeira experiência a sério - e perdoem-me todos os outros Homens de Boa Vontade que, desde 1927 organizaram a principal corrida portuguesa - na profissionalização de uma estrutura fixa. Claro que a Volta só ficou a ganhar com isso. E Serafim Ferreira foi o rosto dessa mudança.

Em 1993, a Volta "cresceu" ao conseguir o estatuto de Corrida Internacional. Ganhou a "SportNotícias", ganhou Serafim Ferreira mas que não venham agora querer reeescrever a História. De 1992 para 1993 Serafim Ferreira recebeu uma "nova corrida" mas não foi ele quem a promoveu. Concedo que, a criação da tal estrutura - há pouco escrevi profissional, mas agora emendo para semi-profissional (também posso explicar isso) - terá ajudado. Ajudou de certeza, mas por essa altura já o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo Artur Moreira Lopes conquiatara espaço nos corredores da toda poderosa UCI e foi ele, e só ele, quem "meteu" a Volta no Calendário Internacional.

Voltando atrás para começar a explicar-me...
Escrevi, ali em cima, que a Volta a Portugal, já internacional, levou muito tempo a crescer e não cresceu muito no consulado da "SportNotícias". Culpa de Serafim Ferreira? Não creio, por isso também escrevi que não era... "essa culpa". Sempre me inclinei mais para uma estratégia da empresa.

Assumiram apresentar pequenas novidades, ano após ano, a aventurar-se numa verdadeira "revolução" e aí estou totalmente de acordo. Aquela equipa, liderada por Serafim Ferreira, de quem nunca fui amigo mas que integrava um grande e verdadeiro amigo, infelizmente também já desaparecido, e refiro-me ao Armando Santiago, tinha tudo para dar dois, três passos em frente ao invés de, timidamente, avançar aos palminhos.

Excesso de confiança, escrevo-o agora, passados todos estes anos, por parte da "SportNotícias". A dada altura tomaram como certa a "posse" da Volta para todo o sempre, por isso teriam tempo.

Mas havia quem rapidamente tivesse percebido que a Volta tinha e podia avançar mais depressa e assumir-se como a quarta grande do Calendário Internacional, o que só aconteceu mais tarde, quando, em vez das equipas de segundo plano, espanholas e italianas, chegámos a ter as gigantes ONCE, Banesto, Kelme ou Telekom no pelotão...

Mas não soneguemos a importância que teve, no criar de infraestruturas, a figura de Serafim Ferreira, verdadeiro "patrão" da Volta ao ponto de, nunca, dutante o seu consulado, ter admitido - ignorando olimpicamente os regulamentos - ceder a quem quer que fosse o lugar de "figura principal" do pelotão. E a Volta "patinou", escorregou, tropeçou todos os anos. Os relatórios do Comissário Internacional sempre vincavam a inaceitável secundarização, dentro da corrida, do Árbitro em detrimento do "presidente do clube". Não sei se Serafim Ferreira nunca chegou a perceber isso, ou se simplesmente não ligou às chamadas de atenção.

De qualquer modo, ninguém duvidou nunca e ninguém jamais duvidará o quanto ele amava a modalidade e o quanto, mesmo que à sua maneira, tantas vezes pouco ortodoxa, fez por ela.

Estamos outra vez de luto. Toda a família do Ciclismo.

Descanse em paz Senhor Serafim Ferreira, o seu nome, e a sua obra, têm lugar garantido na História da modalidade, sobretudo na Volta.

segunda-feira, abril 26, 2010

ANO V - Etapa 46

ETERNAMENTE!....


O meu coração esteve convosco... um beijinho às três.

(Muito Obrigado MJ)

domingo, abril 25, 2010

ANO V - Etapa 45

MOMENTO DIFÍCIL

Estará daqui a algumas horas na estrada a 2.ª edição do Memorial Bruno Neves...
Ao contrário do que aconteceu o ano passado, não vou estar presente e isso dói-me porque falto ao encontro com um amigo...
Mas não pude ir.

Passado todo este tempo, ainda conseguem trazer-me aos dentes a raiva de insinuações torpes, sem o mínimo se sustentação...

Pensarão no que escrevem?

Eu sei que há favores que nunca estarão pagos, por isso a coluna de invertebrados se alarga... mas, para quem tiver um pouco de dignidade, não há-de ser fácil - digo eu, que nunca passei por isso - insistir em reacender um fogo com um fósforo que teima em não acender-se...

... e depois ver a prova da homenagem ao Bruno ser incluída no Calendário da Taça de Portugal.

Há-de ser assim uma espécie de vergonha de quem alçou a perna e mijou nas calças erradas.
Que se lixe!...

O mais importante, a única coisa que hoje sobressai é que a MEMÓRIA do nosso BRUNO é, daqui a pouco, posta outra vez à prova. E, se acontecer como o ano passado, quem lá estiver - infelizmente eu não vou estar - vai testemunhar, não que são os Amigos e os 'amigos', mais... repetindo-me, quem são os Homens e... os homenzinhos.

Querido BRUNO... tu sabes, e não preciso dizer mais nada.

PS.: Uma vez mais, peço desculpa à família do Bruno, ao Paulo Silva, ao Pedro Costa e a todos os que erguem esta corrida, não o eu não estar presente, que eu sou apenas... ninguém, mas o não poder ser mais um 'ninguém' junto de vós.

ANO V - Etapa 44

QUANDO A MATILHA SE ORGANIZA...
NÃO TEMOS HIPÓTESES

O João Cabreira, pese embora os escribas oficiais da corte jamais o escrevam, entrou para a História do Ciclismo Mundial.

Foi castigado pelo (pretenso) uso de um (alegado) produto que não consta do index de substâncias poíbidas. Traduzindo para papalvo entender, acrescentou-se um artigo novo ao código da estrada só para lixar uma pessoa...

... este escrito teria, natural continuação, mas fico por aqui, pelas razões que a maioria sabe.
Quando a matilha se organiza, não é fácil escapar às suas ciladas.

Depois.... sobram os Homens de Boa Vontade... e os homens bem mandados.

João, serás sempre o nosso Campeão de 2008.
Conquista-te o título na estrada, contra tudo e contra todos...
mas no Ciclismo porquguês e, em definitivo, a 'raça' que se impões foi a dos... 'caniches'...

Tu és, e serás sempre, o MEU campeão.

O Campeão da esmagadora maioria dos amantes do Ciclismo Português...

Abraço, amigo

(que eu demonstrei que não abandono os amigos, principalmente nas horas mais difíceis para eles, mas, sem querer ser 'juiz' em causa própria, todos nós sabemos a diferença entre escrever Homem - com H grande - e... homenzinho)

sábado, março 20, 2010

ANO V - Etapa 43

SPORT GRUPO SACAVENENSE

Hão-de, os meus habituais leitores, achar estranha esta 'entrada'!...

Na verdade, e à partida, parece não 'caber' aqui no VeloLuso a referência ao centenário, ontem comemorado, pela colectividade rubro-negra da cidade banhada pelo, felizmente já despoluído, Rio Trancão... mas ligam-me a Sacavém tão gratas memórias. De índole pessoal - que para aqui não é chamado - mas não só.

Estive no velhinho Estádio do Sacavenense por duas vezes.

A primeira, nos idos anos 70 do século passado quando, ditou o sorteio da Taça de Portugal que o FC Serpa (o clube das minha terra) viesse ali jogar para a Taça de Portugal. Menino, de calções ainda - quando eram só os meninos que usavam calções - lá fui com o meu pai, tios e alguns conterrâneos ver o 'nosso' Serpa. Não me recordo do resultado... mas levámos uma tareia das grandes do, então forte Sacavenense.

Mais tarde, ai pelo mês de Maio de 1987 - já eu andava a 'brincar' (entre aspas mesmo, porque sempre levei muito a sério o que fazia) - voltei ao Campo do Sacavenense para fazer o relato, juntamente com o Afonso Castro e para a nossa jamais esquecida Rádio 2000, de Alverca, do jogo do 'play-off' de acesso à III Divisão Nacional. Ganhámos, os de Alverca, por 3-1, ao Clube Operário de Lisboa, ali da Picheleira.

A partir desse momento foi imparável a ascensão do FC Alverca, que só terminou na I Divisão Nacional. Acompanhei, nomeadamente fazendo os relatos da maioria dos jogos, essa era de ouro do 'Barça do Ribatejo'.

Por esta altura, vocês continuam a não perceber por que raio eu abri uma entrada sobre o centenário do Sacavenense....

Vou contar-vos uma história que os mais novos, e mesmo os mais velhos, mas afastados do núcleo do pelotão velocipédico - olha eu a entrar no Ciclismo! - não sabem.

A história de um miúdo nascido em Sacavém e que, desde tenra idade - era assim naquele tempo - o pai teve de pôr a trabalhar num 'oficio' (era assim que se dizia), mas que, sempre que podia, se escapava para a loja de bicicletas que ficava paredes-meias com o seu local de trabalho.

Primeiro a curiosidade (que já escondia a aptidão), depois a paixão pelas duas rodas, no aspecto da mecânica.

Há várias coisas a ligar-nos. Ok, ele é sacavenense de nascimento e eu não, mas desde 1971 quando cheguei a Alverca que somos vizinhos. Claro que só vim a conhecê-lo mais tarde... O curioso é que, vivendo nós a cerca de um quilómetro um do outro, temos o mesmo barbeiro e é ele quem desce desde o bairro da Arcena, aqui em Alverca, até à barbearia que fica a cinco minutos de minha casa.

E na última 4.ª feira encontrámo-nos lá.
"Sexta-feira o Sacavenense faz cem anos e vão-me homenagear... coisa de dirigentes, que eu não mereço mais homenagens, nem sei quantas me fizeram que nem percebi porquê!», disse-me ele com aquela sua simplicidade e despojo de vaidade que só os Grandes Homens conseguem ter.

Falo - alguns já o perceberam - do Grande Francisco Araújo. Sacavenense de corpo e alma, o único português que foi considerado pelo prestigiado L'Équipe, como o melhor mecânico de Ciclismo do Mundo; o mesmo que 'inventou' pedaleiras para o seu inseparável (laço infelizmente abruptamente cortado em 1994) amigo Joaquim Agostinho... rodas com mais dentes que, na altura ninguém acreditava que algum homem conseguisse fazer rodar. O Joaquim Agostinho conseguiu sempre.

O Chico Araújo foi ontem, uma vez mais - e sem favores - homenageado pelo clube da sua terra do qual é sócio há mais de 60 anos.

O que eu, apesar de falar regularmente com, o Chico não sabia até ontem era que o Sacavenense teve um herói no Ciclismo, nomeadamente na Volta a Portugal.

Nas 4.ª e 5.ª edições da Volta, Augusto Belchior foi quarto na grande corrida portuguesa. Fantástico!

Mas o grande nome do Ciclismo Nacional, sacavenense de nascimento e coração é o Francisco Araújo...

quinta-feira, março 11, 2010

ANO V - Etapa 42

MOUTAIN BIKING POR ETAPAS EM PORTUGAL

Organizada pela João Lagos Sports, empresa com vasto currículo na organização de eventos desportivos de nível mundial, a primeira edição da X-Quest, prova de Mountain Biking (BTT) com sete etapas, levará todos os concorrentes até alguns dos mais belos recantos de Portugal.
Serão sete dias, e cerca de 700 km, a percorrer os belos e exigentes trilhos do Alto Alentejo, Beira Baixa e Beira Alta, passando pelas míticas Serras da Malcata e Estrela e ainda pelo Parque Nacional de São Mamede.

Os concorrentes visitarão vários pontos de interesse histórico-cultural e terão a possibilidade, única para muitos, de pedalar em calçadas romanas!

Este evento, onde são esperados atletas de renome internacional, terá lugar entre os dias 4 e 10 de Outubro de 2010.

domingo, fevereiro 28, 2010

ANO V - Etapa 41

NÃO SE ACOMODEM!
NÃO, NÃO E NÃO!...

Está a fazer-me alguma confusão o facto de, depois de divulgado que o pelotão vai ficar parado cerca de um mês, nenhum responsável ainda se tenha pronunciado, e refiro-me aos responsáveis pelas equipas. Aqueles que têm que pagar o ordenado mensal ao plantel mas que... o farão às custas de patrocinadores mal informados. Enganados.

Eu, director-desportivo, depois de, com maior ou menor dificuldade, ter conseguido patrocínios suficientes para por a minha equipa na estrada, não iria dormir uma noite sequer descansado perante o cenário exposto.

Eu, patrocinador, não levaria 24 horas a questionar o director-desportivo, sobre o que me fora prometido, sem querer saber de quem é a responsabilidade de a minha marca ficar 'congelada' um mês...

Depois admiram-se de terem dificuldades em arranjar patrocinadores!...
É para as equipas que sobra o ónus de lutarem para terem mais provas.
De pressionarem quem devem pressionar.

A imagem que fica é demasiado penalizadora.
Apresentam ao patrocinador um calendário com 'x' provas que, no seu todo, dá para prometer 'y' situações de visibilidade da marca que lhes garante os salários e, depois, perante as sucessivas anulações de provas... ficam calados.

Se já têm o orçamento completo, até de borla haveriam de competir, entendendo-se umas com as outras e tentando encontrar soluções.
Para além de eu não entender porque não existe uma frente comum de pressão sobre a FPC.

Atenção... as pessoas, ao contrário do que julgam - ou parecem julgar - não são todas tolinhas.
E sabem os senhores directores-desportivos o que essas pessoas pensam?
Eu digo:

'Só têm uma preocupação, a de garantirem, ano após ano, mais um ano de ordenados. Não para os Corredores - até há quem corra de borla e, diz-se, quem pague para correr - mas para eles próprios. Oh, se não sabemos todos isso!...'

Mas, como em mais lado nenhum os têm no sítio para desmascarar o 'sistema', preocupem-se comigo. Porque é de dentro que o Ciclismo tem que fazer alguma coisa para sobreviver.
E, se quem está 'dentro' só se preocupa entre Outubro e Dezembro, altura em que têm de 'enganar' alguém para entrar com dinheiro... então não prestam.
Não servem o Ciclismo.
Estão a servir-se dele.

Mas, e eu sei que vão esboçar sorrisos mais ou menos idiotas - de quem não consegue perceber que as coisas vão ter que mudar -, atentem numa coisa.
Simples.
Há quem queira mudar o Ciclismo Português.
E nesse processo de mudança não vão caber as 'vacas sagradas'.
A limpeza vai ter que ser de alto a baixo e pode ser que aconteça - apesar do sistema se apresentar como uma monarquia dinástica - que aconteça alguma surpresa.
Que NINGUÉM sonhou sequer poder vir a acontecer...
JÁ!

Segurem os vossos cargos de assessores desportivos em Câmaras Municipais....

sábado, fevereiro 27, 2010

ANO V - Etapa 40

(AUTO-CENSUREI O TÍTULO QUE AQUI TINHA)

Aos sábados, ao fim da manhã, até à hora do almoço, passa na RTP.1 um programa ligeirinho, despretencioso, que tem como objectivo ligar as Comunidades Portuguesas espalhadas pelo Mundo, aproveitando-se ainda o espaço para divulgar candidatos a artistas e, ao mesmo tempo, de forma a equilibrar o conteúdo, se convidam duas ou três individualidades que todos reconhecerão.

Falo do programa do José Alberto Moniz - como é que se chama?... esperem, vou ver no jornal... chama-se 'Portugal sem fronteiras' que, de quando em vez, quando me posso permitir chegar um pouco mais tarde ao Jornal, porque já deixei meio trabalho feito, ainda vejo um bocadinho.
Como aconteceu hoje.

Entre mensagens, através do correio electrónico, que os portugueses que trabalham e vivem por este Mundo fora, uma rubrica que dá direito a conversa em directo, recorrendo-se ao computador e a web-câmaras, momentos musicais e uma ou outra charla com mais ou menos interesse - depende sempre do convidado - acredito que o formato seja giro. Não faz o meu género, mas quatro quintos dos portugueses que, àquela hora, estão a ver a RTP.1 gostarão.

Mas porque é que estou aqui a debitar caracteres sobre um programa de televisão?

Primeira pergunta que uso em minha defesa:
Viram, alguém viu o 'Portugal sem fronteiras' de hoje?

Pequeno almoço reforçado, ou almoço ligeiro, como queiram, toMado... já me preparava para sair quando o apresentador introduz um dos convidados. Sinceramente, não sei se já havia falado antes, não naqueles minutos a que eu assisti. E nem apareceu nas imagens senão eu ficaria à espera de o ouvir. Mas tive a sorte (!!!?) de ainda o apanhar...

Com a bonomia que lhe é reconhecida - mas deixando claro que está totalmente por fora do assunto - o Carlos Alberto Moniz lança uma pergunta. Esta: 'Nos últimos tempos, quer-me parecer que tem havido menos casos de doping no esporto português...'

Opss!, parei o que estava a fazer e fixei-me na pantalha.

Resposta do questionado (mais ou menos, que cito de memória): 'É verdade, nos últimos anos avançou-se muito na luta contra o doping e podemos dizer que, hoje em dia há, realmente muitos menos casos.'

Gelei!

Então... e 'calço os sapatos' do inquirido, o caso PCC? E os três positivos daquela que era considerada a melhor equipa portuguesa que, inclusivé, valeu a perda da Volta a Portugal, ganha na estrada por um dos seus corredores? E os vencedores 'dopados' das voltas a Portugal de Cadetes, juniores e veteranos?

Claro que o entrevistado era um político. E claro que aproveitou para fazer política.

'Portugal tem um dos melhores laboratórios de análises anti-doping do Mundo. Sabe que a instituição que supervisa, a nível mundial, o problema do doping, a AMA, só tem meia dúzia de laboratórios credenciados e que o português é um deles? Mais, sabe que o cordenador-chefe, a nível mundial, desse núcleo de laboratórios é português? Exactamente o director da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP)?...'

Fiquei banzado.

Claro que quem está a ver televisão áquela hora e, principalmente, porque o programa é transmitido em simultâneo pEla RTP Internacional, que está longe do País terá tido a mesmíssima reacção do mal informado Carlos Alberto Moniz:
'É uma óptima notícia sabermos isso.'

Mas é MENTIRA!
E foi o menbro do Governo com juriscição sobre o Desporto quem, sem corar nem se engasgar, o afirmou.

ANO V - Etapa 39

EU TAMBÉM NÃO ESTOU CONVENCIDO!...
(para perceberem o título, leiam, por favor, o comentário adicionado à Etapa anterior)

Vamos lá ver uma coisa, e não estamos aqui a falar de 'fait divers'...

Escrevi na Etapa 38 que não 'engulo' a tese de que um fármaco - o corpo humano não o produz - pode ser resultado da metabolização de qualquer outra coisa.

Não sou médico, muito menos cientista, mas porque acho que é fundamental nesta estória, com todo o ar de estar a ser mal contada, não o deixar passar em claro. Por isso reproduzo o que o meu colega escreveu. E ele não o inventou, de certeza. Teve acesso ao relatório do processo, ou alguém lho leu. Ele soube, e escreveu.

Isto: 'Depois de vários pareceres, sem certezas e esgotados os limites da ciência...'

Esgotados os limites da Ciência!

O que escrevi mereceu um comentário que me remete para aqui...

Estive a ler, aliás li e reli... mas a maldita 'pulga' não salta detrás da minha orelha!

O Senhor Professor Doutor LH debita uma explicação para leigo com o sempre conveniente 'patrocínio' de um site que se pela por crucificar em Praça Pública tudo o que 'cheire' a Corredor pretensamente dopado.

Eu sei que sou chato, mas contra factos - façam lá os exercícios de contorcionismo que quiserem - CONTINUA a não haver argumentos.

Os mesmos, ou o mesmo, que não desiste da estória PCC, não baixa a guarda no(s) caso(s) Cabreira - desculpa lá João, por citar o teu nome - presta-se, depois de ter lido aquilo que escrevi, a uma clara e inequívoca manobra de branqueamento de casos, realmente, concretos.

Lamento imenso pelos miúdos. Não me custa nada acreditar que tenham sido vítimas de terceiros... agora, esta ridícula tentativa de tapar o sol com uma peneira, isso é que...

Não. Não comento!

O caso está em aberto. Leiam todos os comentários, alguns deles bastante elucidativos. Por exemplo, o que demonstra que o produto original - que é avançado como base de sustentação de toda a outra argumentação - já foi punido.
Qual a diferença entre listas de produtos proíbidos... não sei.

E sobra a incómoda constatação...
Dois organismos, que serão, por certo, diferentes, de duas pessoas no mesmo aglomerado-alvo e praticamente coincidido no espaço temporal, reagem exactamente da mesma forma!!!

Que prossiga a discussão... Eu estarei atento.

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

ANO V - Etapa 38

MORFINA... ENDÓGENEA?

Deixo um apelo, quem tiver conhecimentos médico-científicos que nos esclareça...

O que encontrei foi isto, e é claro: FÁRMACO.

E heroínamos endogénicos? Os senhores cientistas também conseguirão demonstrá-lo?

Curiosamente, só desde há uns meses a esta parte ouvimos, pela primeira vez, falar de proteases...
Nem os franceses se lembraram disso para tentar 'entalar' o Lance Armstrong, e 'apanhá-lo' ainda faz parte dos seus piores pesadelos (por não conseguirem).

Mas nós, habituados, durante séculos, a mostrar novos mundos ao Mundo, uma vez mais fomos pioneiros.
Fomos?

'Só' falta prová-lo....
Ainda falta

ANO V - Etapa 37

A NOTÍCIA DO DIA DE ONTEM SOBRE CICLISMO

«Pelotão nacional um mês sem corridas»
A primeira corrida da Taça de Portugal para elites e sub-23 [nota minha: adjudicada à School Events], marcada para esta domingo, foi cancelada, existindo o risco de a Volta a Albufeira [ACA], a 13 e 14 de Março, também não se realizar ou ter apenas um dia, o que significará só regressar a competição a 21 de Março, com a Clássica da Primavera [ACP], e as provas por etapas apenas voltarem em Maio, com o Grande Prémio Norte de Portugal [ACP], dias 1 e 2, e o Grande Prémio PAD de (13 a 16). Depois da Volta ao Algarve, é a verdadeira crise a vir ao de cima.
(in 'O Jogo')

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

ANO V - Etapa 36

HUMMMMMMMM!...

O que é que virá aí?
Sim, como bom Alentejano que sou, sou desconfiado e quando desconfio sou como o sr. Silva: 'poucas vezes tenho dúvidas e raramente me engano'.
.

Aprendi o seu significado ainda menino e moço quando devorava tudo o que era livros dos quadradinhos, fosse o tema o velho west americano, ou as gloriosas façanhas das tropas aliadas, aquando da II Guerra Mundial. E a coisa funcionava quase sempre...

Quando necessário, criavam-se 'manobras de diversão' - não no sentido de divertir, como todos sabem, mas de... desviar as atenções, enganar, levar a outra parte a concentrar-se num determinado objectivo, falacioso. A ideia era, e continua a ser, a de fazer passar despercebido, pelo menos o início, do verdadeiro objectivo. Porque depois será impossível camuflá-lo.