CONTRAPONDO À RESPOSTA
DO MEU CARO NUNO
'POSTADA' NA ETAPA QUE ANTECEDE ESTA
Não compete ao Manel Zeferino, com quem não falo há largos meses - nem a qualquer pessoa, em posição idêntica, voltar à Praça Pública (para onde o trouxeram) num caso destes.
Nem a tal notícia de título garrafal e a preencher uma página inteira, tem que ser rectificada. Foi notícia!
O que podemos, e devemos, todos os que primam pela Justiça, questionar, são critérios jornalísticos.
A irregular, logo, fora do 'chapéu de chuva' de qualquer Lei, cível, criminal ou desportiva, acção a que chamarei 'Operação PCC' foi, tendenciosamente, proposta e 'comprada' por quase todos os OCS sem que tivessem respeitado a presunção de inocência daqueles, que nos primeiros momentos, nem arguidos eram. E, isso, creio que no seu devido tempo teve a resposta correspondente sendo que, valha a verdade, tarda em ter o seu epílogo.
Mas não vou aqui, agora, escrever sobre Direito.
Jornalisticamente, a rusga então feita era notícia. Para tão 'generoso' espaço?
Comparem-no com o que foi dado ao caso Clube Ciclista da Charneca (CCC) que 'rendeu' uns gordos três positivos com a mesma substância.
No caso PCC não houve casos positivos. Apenas a apreensão de fármacos - as vitaminas que ando a tomar há meses também são sintéticas, logo, fármacos - que nem PJ nem ADoP conseguiram demosntrar o que seriam.
Actuando, obrigatoriamente, em consequência da intervenção da PJ o Ministério Público (MP), apenas fez o seu papel. Sei que, desde o início, sem grande convicção porque entre mãos tinha... NADA!
Aquando da decisão do Tribunal da Comarca da Póvoa de Varzim que, em primeira instância decidiu decidiu ilibar, tanto o Manel, como o dr. Maynar - como toda a gente não comprometida jamais duvidou que viesse a acontecer - também não causou estranheza que o MP tivesse recorrido.
Infelizmente - e a culpa, ou não é de ninguém, ou é de TODOS nós - o nosso 'sistema judicial' não permite outra saída. Recursos, mesmo sem razão de ser, avolumam o número de processos a que os Tribunais não conseguem dar vazão e atrasam outros bem mais prementes , seja em que sentido fôr. Libertar pessoas do pesadelo de terem em cima um processo criminal, ou dar mais tempo a quem, de facto, acabará por ser condenado...
É a realidade!
Se chego à última página de um jornal 'desportivo' - e há mais de um ano que só temos dois no mercado, não sei se tiveram a perspicácia de dar por isso, embora continue a comprá-lo - sem ver uma notícia de Ciclismo volto atrás e procuro de novo. É impossível não haver notícias de Ciclismo, a não ser por opção editorial. Foi quando descobri aquela 'moldurazinha' em O Jogo, no passado dia 25 de Maio.
E que dizia, como podem confirmar na 'Etapa' anterior, «a decisão foi conhecida na passada semana...», ou seja, entre 16 e 20 de Maio...
Não sei como O Jogo a soube, mas deu-no-la a saber... uma semana depois.
E, dos jornais que leio, foi o único.
Pu-la aqui, para que todos - claro que são cada vez menos; tive mais de um milhar de leitores por dia... agora tenho 30 - os ainda aqui vêm. Para que, se a não tivessem lido n'O Jogo ficassem a saber.
Hoje, a notícia foi publicada noutro jornal.
Duas semanas após a decisão do Tribunal da Relação do Porto ter reconhecido a validade do julgamento em primeira instância e ordenado, sem hipóteses de recursos, o arquivamento do processo.
Não faço a mínma ideia porque só hoje. E nem voltaria ao assunto não fora o caso de, conferindo o correio, ter dado com a mensagem do Nuno.
E, porque mesmo que em decomposição ainda tenho tripas, agoniei-me.
Escrever a 'notícia' deve ter custado muito a digerir - muito mais do que as dezenas de almoços e jantares comidos na própria casa do Manel (ou do sr. Aires Azevedo, que não tem absolutamente nada a ver com isto) - tando que foi impossível 'arrematar' com um patético «recorde-se que Marcos Maynar encontra-se suspenso por dez anos pela justiça desportiva...»
Patético é pouco!
Em primeira instância, se uma coisa destas pretende fazer de todos nós parvos, o que não somos... é insultiva!
Por outro lado, a mim, lacera-me a alma...
Descer tão baixo (eu sei que, de facto, esse 'castigo' está registado) é algo que só gera em mim um sentimento de compaixão.
Mas descodifiquemos para quem não está 100% por dentro deste episódio...
O dr. Marcos Maynar, como médico, só pode ser condenado - e castigado - pela respectiva Ordem. A portuguesa não o pode fazer porque ele nunca nela esteve inscrito, aliás como consta do processo. A espanhola nem sequer sabe o que se passou porque nem a ADoP, nem a FPC têm sobre ela qualquer tipo de influência.
Mas foram a ADoP e a FPC que condenaram o dr. Marcos Maynar a... 10 (dez) anos de suspensão.
Passe a comparação, mas alguém está a ver a Federação Portuguesa de Futebol a impôr um castigo de UM DIA ao treinador do Sydney FC, da Austrália?
Claro que não.
Foi 'notícia' para papalvo engolir...
Mas, já agora, qual foi o castigo imposto ao médico do CC da Charneca?
'Evaporou-se', mas o efeito mediático - que não mais do que isso, que outro não teria porque também não estava inscrito na nossa Ordem dos Médicos, porque TAMBÉM não era o médico oficial da equipa - perdeu-se...
Um dia destes e podíamos ter uma notíciazinha a dizer-nos que tinha sido condenado a... dois almoços de suspensão!
Não brinquem connosco!
[Acordo Ortográfico] # SOU FRONTALMENTE CONTRA! (como dizia uma das mais emblemáticas actrizes portuguesas, já com 73 anos, "quem não sabe escrever Português... aprenda!») PORTUGUÊS DE PORTUGAL! NÃO ESCREVEREI, NUNCA, NUNCA, DE OUTRA FORMA!
terça-feira, maio 31, 2011
sábado, maio 28, 2011
ANO VI - Etapa 43
III MEMORIAL BRUNO NEVES
Sérgio Ribeiro, da Barbot, venceu a 3.ª edição do Memorial Bruno Neves, prova a contar para a Taça de Portugal de Clássicas - organização da FPC - que, não custa nada recordar isto, era liderada pelo Bruno Neves no nefasto dia 11 de Maio de 2008 quando, desamparado, caiu sem vida no asfalto. Jamais o esqueceremos.
Classificação da Corrida
Sérgio Ribeiro, da Barbot, venceu a 3.ª edição do Memorial Bruno Neves, prova a contar para a Taça de Portugal de Clássicas - organização da FPC - que, não custa nada recordar isto, era liderada pelo Bruno Neves no nefasto dia 11 de Maio de 2008 quando, desamparado, caiu sem vida no asfalto. Jamais o esqueceremos.Classificação da Corrida

1.º, Sérgio Ribeiro (Barbot-Efapel), 3:03.02 horas
2.º, Edgar Pinto (LA-Antarte), m.t.
3.º, Bruno Sancho (LA-Antarte), m.t.
4.º, João Pereira (Tavira-Prio), m.t.
5.º, André Cardoso (Tavira-Prio), a 00.6 s
6.º, Alberto Morras (Onda-Boavista), m.t.
7.º, Domingos Gonçalves (Liberty-Feira), m.t
8.º, César Fonte (Barbot-Efapel), a 00.11 s
9.º, Bruno Silva (LA-Antarte), a 00.13 s
10.º, Luís Afonso, Liberty-Feira, m.t.
2.º, Edgar Pinto (LA-Antarte), m.t.
3.º, Bruno Sancho (LA-Antarte), m.t.
4.º, João Pereira (Tavira-Prio), m.t.
5.º, André Cardoso (Tavira-Prio), a 00.6 s
6.º, Alberto Morras (Onda-Boavista), m.t.
7.º, Domingos Gonçalves (Liberty-Feira), m.t
8.º, César Fonte (Barbot-Efapel), a 00.11 s
9.º, Bruno Silva (LA-Antarte), a 00.13 s
10.º, Luís Afonso, Liberty-Feira, m.t.
quarta-feira, maio 25, 2011
segunda-feira, maio 23, 2011
ANO VI - Etapa 41
MALDITO MÊS DE MAIO!...

Ainda fazemos força para fingir que já passou - mentira! - a dor de ver partir um amigo e, em catadulpa outras notícias nos vêm, de novo, 'atirar ao tapete'!...
Depois da chocante morte do belga Wouters em plena etapa no Giro.
Hoje, ao princípio da tarde, estava eu, mais uma vez num consultório médico quando soou o telemóvel. Não podia atender, mas vi que era o Teixeira Correia.
Pensei muita coisa, menos naquela que - viagens, apertos, cansaço... escolham a 'desculpa' que quiserem para não ter ligado de volta ao Teixeira Correia, tanto me faz (todas são válidas) -, finalmente chegado a casa e ao ligar o computador se me deparou fria e crua, como sempre são cruas e frias estas notícias.
Morreu o Xavi Tondo!...
A primeira reacção que temos é sempre a da negação:
Não! Não pode ser.
Ainda por cima as explicações eram curtas e pouco precisas...
... o que não é preciso para que seja verdade.
Dolorosa verdade.
O Xavi, com aquele seu ar de menino, marcou toda a gente que o conheceu de perto.
Pela sua simplicidade, simpatia, facilidade no trato... nos antípodas - e acho que cheguei a escrever isto mesmo - de algumas 'estrelinhas' que povoaram o pelotão português.
Recorda-se agora, é claro, a sua vitória na Volta a Portugal de 2007, mas ele somou muitos mais triunfos importantes.
Talvez porque, em 2007 eu já não estivesse no pelotão, a maior recordação dele remonte a dois anos antes. Quando, e depois de uma passagem quase despercebida pela Barbot, ao serviço da frágil Catalunya-Angel Mir venceu a Volta ao Alentejo.
Aí, eu estava lá.
Aquela subida 'inventada' de fresco, com o alcatrão - e passe a contradição - ainda a fumegar porque acabara de ser colocado, que inaugurou uma nova chegada à cidade de Portalegre (vindo da estrada de Castelo de Vide, virando è esquerda, passando frente ao Hospital Distrital) empinando de forma quer ninguém esperava traiu os principais favoritos.
Depois, no último dia, numa mini-etapa, que saiu de Nisa para chegar até ao primeiro pano de muralhas de Marvão, com passagem pela Senhora da Penha (Castelo de Vide), todos os observadores, incuindo eu, 'basofiámos'.
A poderosa Maia tinha a Volta ganha.
A etapa não tinha sequer 50 quilómetros, ou se tinha eram poucos mais.
Era 'prego a fundo' desde a partida e os coitados da Catalunya nem iam perceber o que lhes estava a acontecer... à entrada da sr.ª da Penha não prevíamos mais do que 15, vá lá... 20 corredores que seria 'derretidos' pela 'armada' verde-e-azul'...
Manuel Zeferino só tinha que escolher qual dos seus homens iria vencer...
O que aconteceu, ainda hoje todos estamos para saber.
O pelotão - culpa da Maia - encarou uma tirada de 50 quilómetros (acho que menos) como se fosse uma de 250 e a Castelo de Vide chegou praticamente inteiro. Ora, com Marvão à vista toda a gente, e muito legitimamente, achou que podia ter a sua chance.
A chegada, em alto, foi como todas as chegadas em alto, a conta-gotas, mas sem marcar diferenças significativas. Venceu essa etapa o Sérgio Ribeiro, da Barbot.
.
.
Ganhou a Alentejana aquele corredor franzinho com quem falei, ele sentado no asfalto, eu de joelhos, e que me contou a história e um grave acidente que sofrera alguns anos antes, das placas de platina e dos parafusos que tinha nas pernas e de como chorara baba e ranho porque lhe disseram que não poderia voltar a correr.
Voltou!
Em equipas pequeninas, como a Paternina ou a Barbot de então (só a parte final da temporada e quase só lá fora) e que a nesse ano criada Catalunya que tinha um projecto para fazer uma equipa regional - tipo Euskatel-Euskadi, com os bascos - mas que não conseguira mais do que juntar um voluntarioso mas insonso plantel, recuperara.
E fora na véspera, em Portalegre, que Xavi Tondo voltara às vitórias.
E fora ali, à sombra das muralhas do Castelo de Marvão que vencera a sua primeira corrida internacional.
Ainda ficaria em Espanha mais uma época.
A Catalunya fora apenas ma ilusão e ele passou para a modesta mas persistente Relax.
Um homem, porém, não mais se esquecera dele: Manuel Zeferino.
E em 2007 foi buscá-lo para a Maia e desde cedo garantiu que era a sua aposta para ganhar a Volta a Portugal.
Quantos terão, sinceramente, acreditado?
E quem é que ainda se lembra daquela primeira etapa dessa Volta a Portugal em que a experiência de Orlando Rodrigues, que se estreava como técnico à frente do Benfica, a meio caminho da cidade de Bela, naquelas longas rectas do IP2, desprotegidas, à mercê dos caprichos do vento, aproveitando os primeiros 'abanicos' desfez o pelotão?
E quem é que ficou para trás?
A equipa da Maia, com Tondo ainda mais atrás, na cauda do pelotão.
Só uma velha raposa como Manuel Zeferino - que tinha a melhor equipa do pelotão até porque o Benfica se auto-fragilizou ao partir com três 'chefes-de-fila' a ver no que dava - poderia ter dado a volta à corrida, como deu
E o Xavi ganhou mesmo a Volta.
.
.
Depois... aconteceu o que todos sabemos. E em 2008 a organização - que já tivera no pelotão, em anos anteriores, equipas como a Kelme (que até ganhou a Volta individualmente), apesar das suspeitas de doping - não teve coragem para levar a Maia à Volta. Poucas horas depois dessa Volta acabar recebi uma mensagem a dizer: 'Sabes, Manel? Nunca irei saber se fiz bem ou mal em ter deixado a Maia de fora...'
13 Agosto 2008
Diário de Notícias - Qual o sentimento por não poder defender o título do ano passado?
Xavier Tondo - Tristeza e impotência. Não percebo porque não nos convidaram [equipa LA-MSS]. As investigações policiais duram há dois meses, já substituímos os elementos da equipa suspensos preventivamente, temos corrido em Espanha e aqui não nos deixam. Queria mesmo estar presente a defender a vitória de 2007.
Em 2009 representou a Andalucia-CajSur e o ano passado a Cérverlo, tendo ganho uma etapa no Paris-Nice, outra na Volta à Catalunha, na qual terminou em segundo na geral final, tendo, ainda, sido 6.º na geral final da Vuelta.
Já este ano, agora na Movistar, herdeira da mítica Banesto (onde tinha por companheiro o português Rui Costa), venceu a Volta a Castela e Leão.
Preparava, na Sierra Nevada, a próxima edição do Tour.

Ainda fazemos força para fingir que já passou - mentira! - a dor de ver partir um amigo e, em catadulpa outras notícias nos vêm, de novo, 'atirar ao tapete'!...
Depois da chocante morte do belga Wouters em plena etapa no Giro.
Hoje, ao princípio da tarde, estava eu, mais uma vez num consultório médico quando soou o telemóvel. Não podia atender, mas vi que era o Teixeira Correia.
Pensei muita coisa, menos naquela que - viagens, apertos, cansaço... escolham a 'desculpa' que quiserem para não ter ligado de volta ao Teixeira Correia, tanto me faz (todas são válidas) -, finalmente chegado a casa e ao ligar o computador se me deparou fria e crua, como sempre são cruas e frias estas notícias.
Morreu o Xavi Tondo!...
A primeira reacção que temos é sempre a da negação:
Não! Não pode ser.
Ainda por cima as explicações eram curtas e pouco precisas...
... o que não é preciso para que seja verdade.
Dolorosa verdade.
O Xavi, com aquele seu ar de menino, marcou toda a gente que o conheceu de perto.
Pela sua simplicidade, simpatia, facilidade no trato... nos antípodas - e acho que cheguei a escrever isto mesmo - de algumas 'estrelinhas' que povoaram o pelotão português.
Recorda-se agora, é claro, a sua vitória na Volta a Portugal de 2007, mas ele somou muitos mais triunfos importantes.
Talvez porque, em 2007 eu já não estivesse no pelotão, a maior recordação dele remonte a dois anos antes. Quando, e depois de uma passagem quase despercebida pela Barbot, ao serviço da frágil Catalunya-Angel Mir venceu a Volta ao Alentejo.
Aí, eu estava lá.
Aquela subida 'inventada' de fresco, com o alcatrão - e passe a contradição - ainda a fumegar porque acabara de ser colocado, que inaugurou uma nova chegada à cidade de Portalegre (vindo da estrada de Castelo de Vide, virando è esquerda, passando frente ao Hospital Distrital) empinando de forma quer ninguém esperava traiu os principais favoritos.
Depois, no último dia, numa mini-etapa, que saiu de Nisa para chegar até ao primeiro pano de muralhas de Marvão, com passagem pela Senhora da Penha (Castelo de Vide), todos os observadores, incuindo eu, 'basofiámos'.
A poderosa Maia tinha a Volta ganha.
A etapa não tinha sequer 50 quilómetros, ou se tinha eram poucos mais.
Era 'prego a fundo' desde a partida e os coitados da Catalunya nem iam perceber o que lhes estava a acontecer... à entrada da sr.ª da Penha não prevíamos mais do que 15, vá lá... 20 corredores que seria 'derretidos' pela 'armada' verde-e-azul'...
Manuel Zeferino só tinha que escolher qual dos seus homens iria vencer...
O que aconteceu, ainda hoje todos estamos para saber.
O pelotão - culpa da Maia - encarou uma tirada de 50 quilómetros (acho que menos) como se fosse uma de 250 e a Castelo de Vide chegou praticamente inteiro. Ora, com Marvão à vista toda a gente, e muito legitimamente, achou que podia ter a sua chance.
A chegada, em alto, foi como todas as chegadas em alto, a conta-gotas, mas sem marcar diferenças significativas. Venceu essa etapa o Sérgio Ribeiro, da Barbot.
.
.Ganhou a Alentejana aquele corredor franzinho com quem falei, ele sentado no asfalto, eu de joelhos, e que me contou a história e um grave acidente que sofrera alguns anos antes, das placas de platina e dos parafusos que tinha nas pernas e de como chorara baba e ranho porque lhe disseram que não poderia voltar a correr.
Voltou!
Em equipas pequeninas, como a Paternina ou a Barbot de então (só a parte final da temporada e quase só lá fora) e que a nesse ano criada Catalunya que tinha um projecto para fazer uma equipa regional - tipo Euskatel-Euskadi, com os bascos - mas que não conseguira mais do que juntar um voluntarioso mas insonso plantel, recuperara.
E fora na véspera, em Portalegre, que Xavi Tondo voltara às vitórias.
E fora ali, à sombra das muralhas do Castelo de Marvão que vencera a sua primeira corrida internacional.
Ainda ficaria em Espanha mais uma época.
A Catalunya fora apenas ma ilusão e ele passou para a modesta mas persistente Relax.
Um homem, porém, não mais se esquecera dele: Manuel Zeferino.
E em 2007 foi buscá-lo para a Maia e desde cedo garantiu que era a sua aposta para ganhar a Volta a Portugal.
Quantos terão, sinceramente, acreditado?
E quem é que ainda se lembra daquela primeira etapa dessa Volta a Portugal em que a experiência de Orlando Rodrigues, que se estreava como técnico à frente do Benfica, a meio caminho da cidade de Bela, naquelas longas rectas do IP2, desprotegidas, à mercê dos caprichos do vento, aproveitando os primeiros 'abanicos' desfez o pelotão?
E quem é que ficou para trás?
A equipa da Maia, com Tondo ainda mais atrás, na cauda do pelotão.
Só uma velha raposa como Manuel Zeferino - que tinha a melhor equipa do pelotão até porque o Benfica se auto-fragilizou ao partir com três 'chefes-de-fila' a ver no que dava - poderia ter dado a volta à corrida, como deu
E o Xavi ganhou mesmo a Volta.
.
.Depois... aconteceu o que todos sabemos. E em 2008 a organização - que já tivera no pelotão, em anos anteriores, equipas como a Kelme (que até ganhou a Volta individualmente), apesar das suspeitas de doping - não teve coragem para levar a Maia à Volta. Poucas horas depois dessa Volta acabar recebi uma mensagem a dizer: 'Sabes, Manel? Nunca irei saber se fiz bem ou mal em ter deixado a Maia de fora...'
Está guardada.
Antes diso, porém, em declarações ao Diário de Notícias, que aqui recupero, o Xavi diria:
13 Agosto 2008
Diário de Notícias - Qual o sentimento por não poder defender o título do ano passado?
Xavier Tondo - Tristeza e impotência. Não percebo porque não nos convidaram [equipa LA-MSS]. As investigações policiais duram há dois meses, já substituímos os elementos da equipa suspensos preventivamente, temos corrido em Espanha e aqui não nos deixam. Queria mesmo estar presente a defender a vitória de 2007.
Em 2009 representou a Andalucia-CajSur e o ano passado a Cérverlo, tendo ganho uma etapa no Paris-Nice, outra na Volta à Catalunha, na qual terminou em segundo na geral final, tendo, ainda, sido 6.º na geral final da Vuelta.
Já este ano, agora na Movistar, herdeira da mítica Banesto (onde tinha por companheiro o português Rui Costa), venceu a Volta a Castela e Leão.
Preparava, na Sierra Nevada, a próxima edição do Tour.
A morte, de uma forma estúpida, veio e levou-o.
Fica, para além de uma revolta difícil de definir, a minha homenagem. Mais ainda ao Homem do que ao Corredor. Nestas crónicas há uma enorme preocupação em destacar o palmarés - que pode ser consultado em mil e um sítio na Internet - talvez porque falte a quem as escreve a sensibilidade de, ao longo de um carreira... nem que seja no final de uma etapa de uma só corrida... ter percebido o Homem por baixo do equipamento de Corredor. E não será isso o mais importante?
Descansa em paz Xavi...
(Porque é que vocês todos, e aqui por baixo está o Bruno, com tanto ainda para dar-nos, estão a ir embora antes de mim? Sou mais velho. Vivo a falsidade de tantas... 'amizades', mas é de gente que não me abandonou, apenas ficou para trás mal a estrada empinou. Não me seguiram... Só isso. E não esperarei por eles.)
quarta-feira, maio 11, 2011
segunda-feira, maio 09, 2011
ANO VI - Etapa 39
... E O PELOTÃO ESTÁ OUTRA VEZ DE LUTO!
Mais um dia triste para o Pelotão. O belga Wouter Weylandt, companheiro de equipa do Alentejano Bruno Pires, faleceu esta tarde, após violenta queda no decurso da 3.ª etapa do Giro.
O destino, para quem nele acredita, tens destas coisas que, num momento de luto nem apetece chamar de ironia. Wouter Weylandt venceu, o ano passado... a 3.ª etapa do Giro, a ligação entre Amesterdão e Midellburg, depois de ter escapado a uma queda colectiva que atirou praticamente todo o pelotão ao chão. Isto, no dia 10 de Maio. Faria amanhã um ano...
Nascido em Gent, a 27 de Setembro de 1984, Weyland tornou-se profissional aos 20 anos, na Quick Step e, no início da carreira logo mostroupropensão para as Grandes Clássicas. Com o amadurecimento, viria a ser um dos braços direitos de Tom Boonen, trabalhando para lhe preparar os sprints.
Correu em Portugal, nomeadamente na Volta ao Algarve e, em 2008 venceu a 17.ª etapa da Volta a Espanha.
Representou sempre a Quick Step até que, no último defeso se transferiu para a então recém criada Leopard Trek, sedeada no Luxemburgo onde, para além de Bruno Pires tinha como companheiros os irmãos Franck e Andy Schleck e Fabian Cancellara.
A queda fatal aconteceu na perigosissíma descida de Passo del Bocco e, logo nas imagens que pudemos ver na televisão a situação nos pareceu muito grave. Faltavam 25 quilómetros para a chegada, em Rapallo.
Os médicos e paramédicos da organização tudo tentaram para o reanimar, uma vez que perdeu imediatamente a consciência, mas mais não conseguiram que imobilizá-lo e protegê-lo de forma a transportá-lo para um local ao qual o helicóptero chamado pudesse recolhê-lo uma vez que se descia uma estrada de montanha muito arborizada.
Provavelmente terá chegado já cadáver ao hospital.
O pelotão soube da queda, mas não lhes foi dito a gravidade da mesma, contudo e mesmo ainda antes da confirmação da morte, a organização já não fez a cerimónia do pódio.

Mais um dia triste para o Pelotão. O belga Wouter Weylandt, companheiro de equipa do Alentejano Bruno Pires, faleceu esta tarde, após violenta queda no decurso da 3.ª etapa do Giro.
O destino, para quem nele acredita, tens destas coisas que, num momento de luto nem apetece chamar de ironia. Wouter Weylandt venceu, o ano passado... a 3.ª etapa do Giro, a ligação entre Amesterdão e Midellburg, depois de ter escapado a uma queda colectiva que atirou praticamente todo o pelotão ao chão. Isto, no dia 10 de Maio. Faria amanhã um ano...Nascido em Gent, a 27 de Setembro de 1984, Weyland tornou-se profissional aos 20 anos, na Quick Step e, no início da carreira logo mostroupropensão para as Grandes Clássicas. Com o amadurecimento, viria a ser um dos braços direitos de Tom Boonen, trabalhando para lhe preparar os sprints.
Correu em Portugal, nomeadamente na Volta ao Algarve e, em 2008 venceu a 17.ª etapa da Volta a Espanha.
Representou sempre a Quick Step até que, no último defeso se transferiu para a então recém criada Leopard Trek, sedeada no Luxemburgo onde, para além de Bruno Pires tinha como companheiros os irmãos Franck e Andy Schleck e Fabian Cancellara.
A queda fatal aconteceu na perigosissíma descida de Passo del Bocco e, logo nas imagens que pudemos ver na televisão a situação nos pareceu muito grave. Faltavam 25 quilómetros para a chegada, em Rapallo.
Os médicos e paramédicos da organização tudo tentaram para o reanimar, uma vez que perdeu imediatamente a consciência, mas mais não conseguiram que imobilizá-lo e protegê-lo de forma a transportá-lo para um local ao qual o helicóptero chamado pudesse recolhê-lo uma vez que se descia uma estrada de montanha muito arborizada.
Provavelmente terá chegado já cadáver ao hospital.
O pelotão soube da queda, mas não lhes foi dito a gravidade da mesma, contudo e mesmo ainda antes da confirmação da morte, a organização já não fez a cerimónia do pódio.
quarta-feira, maio 04, 2011
ANO VI - Etapa 38
MEMORIAL BRUNO NEVES
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O Passeio Memorial Bruno Neves, que ligará a Cidade da Póvoa de Varzim ao Santuário de Nossa Senhora da Graça, no alto do Monte Farinha (Mondim de Basto) é já no próximo dia 15 do corrente mês de Maio.
Há que tempos que a Cristina me fez chegar esta informação mas, por uma razão ou outra, eu fui deixando para trás. Também pouco tenho escrito nos últimos meses... Desculpa Cristina; desculpa Patrícia... peçam, por mim, desculpa aos vossos pais.
Mas é evidente que só uma situação deveras anómala me impediria de me associar a este evento.
Deixo só duas ou três indicações, porque poderão, os que ainda o não fizeram, ver toda a informação no sítio http://www.bikeservice.pt.
Se não têm tempo para, agora mesmo, irem ver - e é esse o motivo porque aqui dei
xo estes alertas - fiquem a saber que as inscrições estão há muito abertas e, por motivos logistícos, quem já oficializou a sua participação (e pagou os simbólicos 20,00 € que dão direito a um kit completo para fazer o passeio) tem até ao dia 10, a próxima 3.ª feira, para o levantarem nas lojas oficiais. Uma vez mais, remeto-vos para aquele endereço na internet...
Contudo, quem quiser associar-se a esta iniciativa pode fazê-lo até ao próprio dia do Passeio - 15 de Maio - no secretariado no local da partida, entre as 7.30 e as 8.30 horas.
Para terem uma ideia de como poderão divertir-se, deixo aqui o perfil da 'etapa'.
O resto. como já referi, confiram no site indicado atrás.
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O Passeio Memorial Bruno Neves, que ligará a Cidade da Póvoa de Varzim ao Santuário de Nossa Senhora da Graça, no alto do Monte Farinha (Mondim de Basto) é já no próximo dia 15 do corrente mês de Maio.
Há que tempos que a Cristina me fez chegar esta informação mas, por uma razão ou outra, eu fui deixando para trás. Também pouco tenho escrito nos últimos meses... Desculpa Cristina; desculpa Patrícia... peçam, por mim, desculpa aos vossos pais.
Mas é evidente que só uma situação deveras anómala me impediria de me associar a este evento.Deixo só duas ou três indicações, porque poderão, os que ainda o não fizeram, ver toda a informação no sítio http://www.bikeservice.pt.
Se não têm tempo para, agora mesmo, irem ver - e é esse o motivo porque aqui dei
xo estes alertas - fiquem a saber que as inscrições estão há muito abertas e, por motivos logistícos, quem já oficializou a sua participação (e pagou os simbólicos 20,00 € que dão direito a um kit completo para fazer o passeio) tem até ao dia 10, a próxima 3.ª feira, para o levantarem nas lojas oficiais. Uma vez mais, remeto-vos para aquele endereço na internet...Contudo, quem quiser associar-se a esta iniciativa pode fazê-lo até ao próprio dia do Passeio - 15 de Maio - no secretariado no local da partida, entre as 7.30 e as 8.30 horas.
Para terem uma ideia de como poderão divertir-se, deixo aqui o perfil da 'etapa'.
O resto. como já referi, confiram no site indicado atrás.
domingo, maio 01, 2011
ANO VI - Etapa 37
O GRANDE MISTÉRIO DESTES ÚLTIMOS DIAS...

Não sei se alguém mais reparou - terão, com certeza, reparado os 'habitués', os que sustentam o share - mas desde meados da semana passada que temos no ar um mistério, daqueles que só a esquizofrinia, elevada por Sir Arthur Conan Doyle a clarividência hiper-normal, de um verdadeiro Sherlock Holmes será capaz de desvendar.
Porque é que o único jornal português que acompanha, no local, a Volta às Astúrias, onde está 75 por cento - ok, ok, são só três, mas são... 75 por cento - das equipas profissionais portuguesas, é também o único que não nos dá uma linha sobre a corrida na edição on-line?
(Eu sei que há lá uns vídeos, já os vi, claro!...)
Mas os seus dois concorrentes mantêm os seus leitores, com maior ou menor atraso, ainda assim, no próprio dia, a par do que ocorreu na etapa do dia. O mesmo faz o blog aperfilhado pela FPC.
Porque é que o único que lá está, nas Astúrias, não nos dá nem um bafo de notícia?
E mais misterioso ainda fica quando, e todos o terão constatado, que em relação à Volta à Romandia (Suíça), onde não há qualquer jornalista português e onde só participam dois Corredores lusos, não tem falhado o flash informativo. Na 5.ª feira às 18.46 horas e depois, sucessivamente, até hoje, às 19.40; às 19.16 e às 15.06.
Mas nem Conan Doyle foi capaz de enredo mais misterioso...
No jornal em papel as notícias das duas corridas são assinadas pela mesma pessoa.
Que, estando nas Astúrias, consegue por-nos cá as novidades fresquinhas que ocorrem na... Suiça mas, de cuja prova que cobre no local... nem uma frase.
Claro que sei que a culpa não é dele.
Mas há-de ser de alguém!...

Não sei se alguém mais reparou - terão, com certeza, reparado os 'habitués', os que sustentam o share - mas desde meados da semana passada que temos no ar um mistério, daqueles que só a esquizofrinia, elevada por Sir Arthur Conan Doyle a clarividência hiper-normal, de um verdadeiro Sherlock Holmes será capaz de desvendar.
Porque é que o único jornal português que acompanha, no local, a Volta às Astúrias, onde está 75 por cento - ok, ok, são só três, mas são... 75 por cento - das equipas profissionais portuguesas, é também o único que não nos dá uma linha sobre a corrida na edição on-line?
(Eu sei que há lá uns vídeos, já os vi, claro!...)
Mas os seus dois concorrentes mantêm os seus leitores, com maior ou menor atraso, ainda assim, no próprio dia, a par do que ocorreu na etapa do dia. O mesmo faz o blog aperfilhado pela FPC.
Porque é que o único que lá está, nas Astúrias, não nos dá nem um bafo de notícia?
E mais misterioso ainda fica quando, e todos o terão constatado, que em relação à Volta à Romandia (Suíça), onde não há qualquer jornalista português e onde só participam dois Corredores lusos, não tem falhado o flash informativo. Na 5.ª feira às 18.46 horas e depois, sucessivamente, até hoje, às 19.40; às 19.16 e às 15.06.
Mas nem Conan Doyle foi capaz de enredo mais misterioso...
No jornal em papel as notícias das duas corridas são assinadas pela mesma pessoa.
Que, estando nas Astúrias, consegue por-nos cá as novidades fresquinhas que ocorrem na... Suiça mas, de cuja prova que cobre no local... nem uma frase.
Claro que sei que a culpa não é dele.
Mas há-de ser de alguém!...
quinta-feira, abril 14, 2011
ANO VI - Etapa 36
SEM TÍTULO (de propósito) Aquela amálgama de caracteres que não sou capaz de organizar, fala, entre outras coisas, do desinteresse, geral, da CS nacional em relação ao recente Grande Prémio Crédito Agrícola-Costa Azul. O Ciclismo Nacional precisa, mais do que nunca, desde que entrei na família, há já 20 anos, de todo o apoio apoio que, quem pode, lhe possa dar. E da CS, até pelo enorme 'pelotão' de Homens Sérios que trouxeram, usando os respectivos títulos, a modalidade esperaria, estou certo, um maior empenhamento. Já o escrevi, para que tivesse direito a algum destaque, a João Lagos/PAD PAGOU para que os jornais e rádios enviassem alguém... Foram dois 'tarefeiros' (um deles de uma rádio local, a Norte). Em termos de Jornais, o espaço concedido foi o que se viu. AINDA HOJE ESTOU PARA PERCEBER QUEM E COMO CONSEGUIU 'LEVAR' TODA A CS A 'ENDEUSAR' UMA SELECÇÃO NACIONAL QUE FOI ESMAGADA EM TODOS OS JOGOS DE UM MUNDIAL... NÃO TENDO GANHO UM JOGO SEQUER!... E este argumento não é válido apenas para o Ciclismo. Mas vamos ao que me trouxe aqui, hoje. Que alguma 'alma' caridosa me explique porque é que uma Corrida Nacional, montada com o esforço que todos adivinhamos - o Grande Prémio Caixa de Crédito Agrícola -, que precisa de apoio (até para fidelizar o sponsor) e faz o sacrifício suplementar de pagar o alojamento a jornalistas, esbarrou numa inexplicável barreira de indiferença, com as excepções de A BOLA e da Rádio Clube de Matosinhos (a questão de espaços é outra...) por parte dos outros desportivos, dos generalistas, das rádios nacionais... da televisão (que não deixou de fazer os resumos para apresentar em formato compacto, alguns dias depois, falo da RTP). E a parte mais difícil - para mim -, porque é que A BOLA (sendo que as condições serão exactamente as mesmas), reduziu o Grande Prémio Prémio Caixa de Crédito Agrícola a uma 'local' e abre uma página à Volta a Castelo e Leão! O repórter viaja a expensas da equipa presente, como fez na Argentina... no México... e, nem mesmo assim teve a sensibilidade de deixar justificada - porque não era favor nenhum - a sua presença recordando que, em 2005, o primeiro Camisola Bordeaux (que identifica o líder da corrida) foi o português Sérgio Ribeiro, que, por acaso, voltou a representar a equipa de Gaia e, então, venceu a primeira etapa . Em Jornalismo chama-se a isto uso do princípio de proximidade. Por isso, ao Real Madrid se se refere como 'a equipa de Mourinho, Ronaldo e Carvalho'. O Manchester Unites é a 'equipa de Nani'... e o Besiktas 'a de Simão, Quaresma, Almeida...' Nomes de Ciclismo, a merecerem títulos em corpo 26, n'A BOLA... só se forem os apanhados pela reencarnação do famigerado Torquemada. Como acontece sempre com o mesmo, e porque não tem (já o demonstrou milhentas vezes) nem arte nem engenho - e não faz lá mais dos que por cá ficam, a não ser usufruir da gastronomia local -, E PORQUE NÃO CONTRIBUIU em nada, nos últimos anos, para 'aliviar a pressão' sobre o Ciclismo Nacional... sobra uma hipótese: é, sistematicamente convidado porque têm medo dele. Que sabe de mais. E eu sei que é este o motivo. E a inaceitável promiscuidade entre alguém que tem uma Carteira Profissional de Jornalista (quando atropelou, toda a vida, todos os deveres a que somos obrigados para a obter) com a FPC já seria suficiente. Mas não estou maluco. Se não for ele... então quem poderá fazer o trabalho? É por isso que o Ciclismo não tem mais espaço nos Jornais. A figura vai, de uma forma natural, desaparecer do palco... Depois perceberão o erro de nele terem apostado...
Nota
Peço desculpa a todos mas, não faço a mínima ideia porquê, a última Etapa revelou-se 'indomável'. Já a havia publicado, retireia-a porque não fui capaz de a formatar dentro dos parâmetros do VeloLuso e agora, porque precisava daquilo que ali estava escrito, voltei a tentar e o resultado... foi o mesmo, como podem ver.
domingo, março 27, 2011
ANO VI - Etapa 35
PARABÉNS A TODOS!... PORQUE TODOS OS MERECEM . . Filipe Cardoso, da gaiense Barbot-Efapel, esmagou os cépticos que, nos dois primeiros dias de corrida, nas micro-crónicas que os jornais me ofereceram (uma maneira de dizer, porque os paguei), pareciam torcer para que um corredor de uma equipa estrangeira vencesse... Deficiente leitura da corrida?, pouco tempo junto dela?, incapacidade de, só naquelas linhas o explicarem?... Em mim subsiste a dúvida. Mas venceu um português, de uma equipa portuguesa, provavelmente aquela que, no contexto em que fecharam as inscrições por cá, este ano, mais merecia. Isto porque conseguiu 'resgatar' alguns Corredores, entre eles o Filipe, ao flop que foi a Nova Liberty. Antes de prosseguir, glória aos vencedores e honra aos vencidos. .
Depois dos 'entretantos', vamos então aos... 'finalmentes'. O Ciclismo português, aquele que está, por má sina, confinado ao rectângulo das nossas fronteiras, ainda existe graças à impagável vontade de meia-dúzia de boas vontades, amantes indefectíveis da Modalidade, que sabem que estão a investir para perder mas que, ainda assim, estou certo, esperariam um pouco mais de ajuda. Refiro-me aos patrocinadores. E depois há as organizações. Passam pelos mesmos problemas, têm despesas consideráveis, assumem-as na esperança de algum retorno e, no fim... calculo a frustração... No primeiro caso, curvemo-nos, os adeptos, claro, ante Carlos Barbot. Com o município de Gondomar a roer a corda - há quanto tempo?, dez anos?, sei que eu estava em Espanha, na Vuelta, quando me telefonaram a dizer que a Gondomar-Barbot acabara. Semana e meia depois, quando regressei a Portugal, soube que Gaia substituiria Gondomar. Até hoje, e sempre com Carlos Barbot - curiosamente, um homem do automobilismo, para quem não sabia - a assumir as despesas. Voltando às Organizações, para tentarem conseguir ter uma cobertura, no mínimo... que possam mostrar aos seus patrocinadores, acarretam com a despesa de 'levar' os jornalistas, proporcionando-lhes, pelo menos, o alojamento. Já acontecia no meu tempo, e, nomeadamente, o Troféu Joaquim Agostinho e este mesmo GP Costa Azul, pagaram-me hotéis... (**) mas posso mostrar, porque as tenho aqui comigo, sempre foram publicadas páginas completas sobre as respectivas corridas. Não era, nunca poderia ser - e o primeiro obstáculo a que isso acontecesse seria eu próprio - um 'pagar' de favor. E naqueles dois asteriscos, ali atrás, que serão explicados mais à frente, vão ficar a saber que nunca o foi. Era uma questão de opção editorial... o Ciclismo era prioritário. Mas se a prova não tivesse interesse não a íamos cobrir só pra dormir à borla... e houve muitas que não cobrimos. Eu era responsável editorial. Era uma altura em que se sonhava alto no Ciclismo português? É verdade. Mas é agora, mais do que nunca, que a Modalidade precisa que lhe dêem uma mão. . (a) - Esta edição do GP Caixa Agrícola-Costa Azul, oferecendo as mesmíssimas condições que oferece desde há anos, só teve a presença de dois... colaboradores de dois OCS. . Nem um, mesmo com esta ajuda, mandou um Jornalista cobrir a prova!!! . Que Ciclismo querem ter se o não apoiarem? Vamos então aos asteriscos, e começo pelos dois, vão já perceber porquê... . (**) - Foi ideia apresentada, e acerrimamente defendida, por alguém que, durante décadas, 'negociou' o Ciclismo, do qual viveu. Contactava patrocinadores, assinava contratos de publicidade, recebia o dinheiro, elaborava orçamentos, 'pegava' naquilo que era necessário para convencer o OCS do qual era... colaborador (tem a carteira profissional n.º 2137, enquanto a minha, que apareci duas décadas depois, é a 1587), e saía para a estrada como gestor supremo de um orçamento do qual já guardara o suficiente para servir de 'almofada', o que não acontecia porque mantinha a 'sua' equipa sob um regime de mão-de-ferro. . Quando o tacho acabou e se viu perdido, levou todos os outros (onde eu me incluo, na minha boa fé) a aceitarem usar isso [os convites institucionais] como argumento junto das respectivas chefias para continuarmos na estrada. Daí o não poder negar que fiz corridas do Troféu Joaquim Agostinho e do GP Costa Azul, como o último GP Jornal de Notícias, um ou dois dos CTT/Correios de Portugal com a dormida paga. . Aqui faz falta uma... duas, se quiserem, ainda que de sinal diferente, excepções: Sempre paguei, e mais do que uma vez paguei do meu bolso, as dormidas da Volta ao Alentejo; Devo - jamais o esconderia - à mesma pessoa, o facto de, se não todas, quase todas as vezes que cobri a Volta ao Algarve o ter feito graciosamente, em termos de alojamento. . Não, ao contrário do que alguns possam estar a pensar não se tratou nunca, em caso algum, de promiscuidade. Muito menos no Algarve em que até ficávamos em unidades hoteleiras muitas vezes alheias à Organização. Eram conhecimentos pessoais, e por aqui me fico... . Aliás, estendamos a questão para além fronteiras. A FPC pagava (e ainda paga) aos representantes dos principais OCS nacionais as dormidas aquando dos Campeonatos do Mundo realizados na Europa. Eu estive em Itália e na Bélgica. Como os outros. Pessoalmente sempre senti alguma relutância em embarcar neste 'sistema'. Mas assumo que o fiz. Ressalvando, uma vez mais, que sempre dei a esses trabalhos a dignidade que eles mereciam, não por causa que me pagavam a cama (que se calhar, o meu patrão não pagaria) mas porque a opção editorial era minha e, sem nunca, mas mesmo nunca - tenho os recortes todos - prejudicando outra modalidade, havia espaço para contemplar tudo o que era importante.
Depois dos 'entretantos', vamos então aos... 'finalmentes'. O Ciclismo português, aquele que está, por má sina, confinado ao rectângulo das nossas fronteiras, ainda existe graças à impagável vontade de meia-dúzia de boas vontades, amantes indefectíveis da Modalidade, que sabem que estão a investir para perder mas que, ainda assim, estou certo, esperariam um pouco mais de ajuda. Refiro-me aos patrocinadores. E depois há as organizações. Passam pelos mesmos problemas, têm despesas consideráveis, assumem-as na esperança de algum retorno e, no fim... calculo a frustração... No primeiro caso, curvemo-nos, os adeptos, claro, ante Carlos Barbot. Com o município de Gondomar a roer a corda - há quanto tempo?, dez anos?, sei que eu estava em Espanha, na Vuelta, quando me telefonaram a dizer que a Gondomar-Barbot acabara. Semana e meia depois, quando regressei a Portugal, soube que Gaia substituiria Gondomar. Até hoje, e sempre com Carlos Barbot - curiosamente, um homem do automobilismo, para quem não sabia - a assumir as despesas. Voltando às Organizações, para tentarem conseguir ter uma cobertura, no mínimo... que possam mostrar aos seus patrocinadores, acarretam com a despesa de 'levar' os jornalistas, proporcionando-lhes, pelo menos, o alojamento. Já acontecia no meu tempo, e, nomeadamente, o Troféu Joaquim Agostinho e este mesmo GP Costa Azul, pagaram-me hotéis... (**) mas posso mostrar, porque as tenho aqui comigo, sempre foram publicadas páginas completas sobre as respectivas corridas. Não era, nunca poderia ser - e o primeiro obstáculo a que isso acontecesse seria eu próprio - um 'pagar' de favor. E naqueles dois asteriscos, ali atrás, que serão explicados mais à frente, vão ficar a saber que nunca o foi. Era uma questão de opção editorial... o Ciclismo era prioritário. Mas se a prova não tivesse interesse não a íamos cobrir só pra dormir à borla... e houve muitas que não cobrimos. Eu era responsável editorial. Era uma altura em que se sonhava alto no Ciclismo português? É verdade. Mas é agora, mais do que nunca, que a Modalidade precisa que lhe dêem uma mão. . (a) - Esta edição do GP Caixa Agrícola-Costa Azul, oferecendo as mesmíssimas condições que oferece desde há anos, só teve a presença de dois... colaboradores de dois OCS. . Nem um, mesmo com esta ajuda, mandou um Jornalista cobrir a prova!!! . Que Ciclismo querem ter se o não apoiarem? Vamos então aos asteriscos, e começo pelos dois, vão já perceber porquê... . (**) - Foi ideia apresentada, e acerrimamente defendida, por alguém que, durante décadas, 'negociou' o Ciclismo, do qual viveu. Contactava patrocinadores, assinava contratos de publicidade, recebia o dinheiro, elaborava orçamentos, 'pegava' naquilo que era necessário para convencer o OCS do qual era... colaborador (tem a carteira profissional n.º 2137, enquanto a minha, que apareci duas décadas depois, é a 1587), e saía para a estrada como gestor supremo de um orçamento do qual já guardara o suficiente para servir de 'almofada', o que não acontecia porque mantinha a 'sua' equipa sob um regime de mão-de-ferro. . Quando o tacho acabou e se viu perdido, levou todos os outros (onde eu me incluo, na minha boa fé) a aceitarem usar isso [os convites institucionais] como argumento junto das respectivas chefias para continuarmos na estrada. Daí o não poder negar que fiz corridas do Troféu Joaquim Agostinho e do GP Costa Azul, como o último GP Jornal de Notícias, um ou dois dos CTT/Correios de Portugal com a dormida paga. . Aqui faz falta uma... duas, se quiserem, ainda que de sinal diferente, excepções: Sempre paguei, e mais do que uma vez paguei do meu bolso, as dormidas da Volta ao Alentejo; Devo - jamais o esconderia - à mesma pessoa, o facto de, se não todas, quase todas as vezes que cobri a Volta ao Algarve o ter feito graciosamente, em termos de alojamento. . Não, ao contrário do que alguns possam estar a pensar não se tratou nunca, em caso algum, de promiscuidade. Muito menos no Algarve em que até ficávamos em unidades hoteleiras muitas vezes alheias à Organização. Eram conhecimentos pessoais, e por aqui me fico... . Aliás, estendamos a questão para além fronteiras. A FPC pagava (e ainda paga) aos representantes dos principais OCS nacionais as dormidas aquando dos Campeonatos do Mundo realizados na Europa. Eu estive em Itália e na Bélgica. Como os outros. Pessoalmente sempre senti alguma relutância em embarcar neste 'sistema'. Mas assumo que o fiz. Ressalvando, uma vez mais, que sempre dei a esses trabalhos a dignidade que eles mereciam, não por causa que me pagavam a cama (que se calhar, o meu patrão não pagaria) mas porque a opção editorial era minha e, sem nunca, mas mesmo nunca - tenho os recortes todos - prejudicando outra modalidade, havia espaço para contemplar tudo o que era importante.
sexta-feira, março 25, 2011
ANO VI - Etapa 34
"... DEVIA SER INTERNADO
A BEM DA NAÇÃO"
"Acho que ele está louco. Paranóico. É um caso de loucura aguda. Repete sempre o mesmo discurso, faz sempre as mesmas afirmações, tem sempre os mesmos comportamentos, mente permanentemente e acha que as suas mentiras são verdade. Vive uma realidade que não existe. E, na cabeça dele, é coerente, tal como todos os loucos. Os loucos são mais coerentes do que nós. Nós somos incoerentes. A incoerência faz parte da sanidade mental. Já as pessoas que estão sempre certas precisam de um tratamento psiquiátrico e ele é um caso agudo. Devia ser internado a bem da nação.
(.../...) Não sou médico, mas o sujeito está com pancada. E é grave."
A BEM DA NAÇÃO"
"Acho que ele está louco. Paranóico. É um caso de loucura aguda. Repete sempre o mesmo discurso, faz sempre as mesmas afirmações, tem sempre os mesmos comportamentos, mente permanentemente e acha que as suas mentiras são verdade. Vive uma realidade que não existe. E, na cabeça dele, é coerente, tal como todos os loucos. Os loucos são mais coerentes do que nós. Nós somos incoerentes. A incoerência faz parte da sanidade mental. Já as pessoas que estão sempre certas precisam de um tratamento psiquiátrico e ele é um caso agudo. Devia ser internado a bem da nação.
(.../...) Não sou médico, mas o sujeito está com pancada. E é grave."
(in semanário SOL, páginas 2 e 3 da edição de hoje,
como mostro)
(clicar na imagem para ler melhor)
quinta-feira, março 24, 2011
ANO VI - Etapa 33
GRANDE PRÉMIO CA/COSTA AZUL
Parte amanhã para a estrada mais uma edição, a 4.ª do Grande Prémio Caixa Agrícola, este ano com o apodo de Costa Azul, uma outra 'marca' que, passe a redundância, deixou... marca (positiva) no Ciclismo Nacional.
Como diz o Joaquim Gomes [abraço Jaquim], não terá as 'trutas' da Volta ao Algarve mas é por demais importante no preenchimento do calendário e foi antecipada de Setembro para agora porque havia um enorme fosso e a 'indústria' Ciclismo não se pode dar ao luxo de ficar mais de um mês parada.
Claro que aquilo do 'indústria' ainda não é rigoroso, mas todos os que amamos a modalidades desejamos que, ainda que em 'carreto grande' lá cheguemos.
Aqui - e ainda há meia dúzia de horas, arrumando os meus recortes de jornais deparei com uma entrevista com quase três meses do Senhor João Lagos, límpida, honesta, pura... - quero deixar a minha solidariedade para com aqueles que, apesar do mundo parecer ter começado a girar ao contrário, ainda assim não desistem.
Cá estarei para, dentro das condicionantes que gerem o actual momento da minha vida, ajudar a organização naquilo que posso, e que não é mais do que fazer eco do que se for passando dia-a-dia.
E, porque o VeloLuso é um espaçozinho pessoal na blogosfera que, desde há seis anos, não serve mais do que para deixar alguns desabafos, ou estados de alma, OBRIGADO, por não se terem esquecido de mim.
Outros houve, que devendo-me muito mais, me apagaram das suas memórias.
Ainda assim desejo-lhes toda a sorte do Mundo.
ANO VI - Etapa 32
PARABÉNS MANEL,
ESTAMOS ORGULHOSOS DE TI
.

ESTAMOS ORGULHOSOS DE TI
.

Manuel Cardoso, no momento em que cortava, em primeiro lugar, a meta em El Vendrell, final da 4.ª tirada da Volta (é assim mesmo que se escreve em catalão) à Catalunha.
Fora dos gabinetes, na estrada, onde 'explodem' e se confirmam os Campeões, Portugal não está assim tão atrás, em relação ao Grande Pelotão internacional...
(Foto: RadioShack)
quarta-feira, março 23, 2011
ANO VI - Etapa 31
ESPEREMOS QUE TENHA
'REGRESSADO' À TERRA
Ponto prévio: é evidente que a ADoP é importante no quadro da chamada 'verdade desportiva' no, passe a redundância, Desporto nacional. No Desporto Nacional. Em todo ele, não enquadrado naquela 'estranha' imagem de apenas funcionar, mais ou menos 'emboscada' em cima do Ciclismo. Não há nem mais nem menos recurso ao doping no Ciclismo do que em qualquer outra Modalidade. E, como se viu, não passou ainda uma semana, basta aumentar o número de controlos sobre praticantes de outras disciplinas para que esta constatação seja sublinhada como verdade.
Escrevi, aqui, uma vez, que o director (então ainda era CNAD) da ADoP tinha enorme dificuldade em conviver com derrotas em sede de Justiça Desportiva. Ganhei o direito de, pela primeira vez na minha vida de 50 anos e de 23 de Jornalista, pisar o espaço de um Tribunal.
Mas eu sou insignificante. Formiguinha que se esmaga com um dedo. Valeu-me uma defensora experiente mas, ao mesmo tempo, com enorme capacidade de negociação. Sou-lhe eternamente grato.
Por essa altura já 'este' caso decorria. De um lado, a mesma figura; do outro... Carlos Queiroz. Muita capacidade financeira capaz de reunir uma equipa de advogados quase imbatível, até porque a argumentação era tão frágil que desde sempre soubemos quem iria sair vencedor.
Quatro dias depois de nos dizer que o maior número de casos positivos de doping, o ano passado, ter acontecido no 'intocável' Futebol... a ADoP é vencida, em sede de Tribunal Arbitral Desportivo, por um homem do futebol. Sem apelo nem agravo.
Salvaguardando as devidas proporções e sem, nem de perto nem de longe, me querer comparar a quem quer que seja, quem conhece ambos os processos pode pesar a 'gravíssima ofensa' que me valeu uma queixa judicial àquela que o ex-seleccionador nacional proferiu, em público, durante a concentração da Selecção Nacional de futebol e ouvida por tudo o que era CS.
A minha foi escrita aqui. Teve como testemunhas os 50 amigos que, nem todos os dias, vêm ver o que escrevo.
Repito que o meu caso já corria em Tribunal quando o outro aconteceu e não posso compará-los.
Mas nunca duvidei da minha razão. Também não vou cair no ridículo de pretender que a outra queixa se enquadrou naquela que me levou a Tribunal. Só no essencial, e isso foi hoje demonstrado: não gosta de perder. Desta feita teve de se reduzir à sua real dimensão e só lhe restou 'demonstrar que aceita mas não concorda'.
E, inevitavelmente, isto leva-me a retroceder no calendário e a relembrar tudo o que já disse e escrevi, mas que pouco, ou nenhum eco teve nos grandes meios de CS. E porque não deveria ter? Hoje estarei esquecido mas, à altura não abdico de reinvidicar que a minha opinião teria que ter um peso global.
A operação que levou à extinção do PCC foi, desde o princípio, de génese ilegal. O CNAD não podia, ainda por cima 'em cima da hora' ter acesso a 'provas' descobertas por uma instituição policial como a Polícia Judiciária e não falta na PJ quem, sem conhecimento de ao que ia tenha mais tarde confessado que aquilo não poderia ter acontecido.
Os elementos do CNAD iriam fazer controlos surpresa. Batiam à porta. Esta eras-lhes franqueada. O Corredor, mais o médico, dirigir-se-iam à casa-de-banho, aquele disponibilizaria o líquido orgânico, este etiquetálo-ia e só tinha que abandonar o local.
Não podia ficar, como espectador - o que nem sequer foi o que aconteceu - a assistir à revista da casa legalizada por um mandado judicial. Muito menos tirar notas de maneira a formalizar um relatório oficial!
O que a polícia viesse a descobrir abriria um processo judicial, a ser levantado pelo Magistério Público mas de cujos resultados nem o CNAD nem a FPC se poderiam aproveitar. 'Vide' a Operatión Puerto.
A operação conjunta foi programada, logo, legal? Sancionada por quem?
Seriam precisas três assinaturas: a do ministro da Administração Interna, que tutela as polícias convencionais que têm como obrigação controlar a entrada, circulação e consumo de drogas - chamemos-lhe assim, para facilitar -; a do ministro da Justiça, que tutela a Polícia Judiciária, a única com poderes para concretizar mandados de busca domiciliária (que também precisam da assinatura de um Juíz) e a do ministro-adjunto do Primeiro Ministro que tutela a secretaria de Estado da Juventude e dos Desportos cuja figura não tem autonomia para tal, apesar do impecável penteado.
Alguém se preocupou em procurar certificar-se se todos estes trâmites foram cumpridos?
Eu respondo: não!
E depois houve avençados da FPC que se deram ao luxo de por todo o processo em causa.
Nem perceberam o porquê da decisão dos Juízes.
Depois surge o 'caso Queiroz'.
(Não posso arriscar a ser processado outra vez... passemos à frente!)
O CQ não é o MzM. Mesmo tendo sido inconveniente, até mal educado, quando chegou a hora avançou com tudo o que tinha, e pode ter muito, e hoje saiu a resolução do TAS: ILIBADO.
Berrou, gritou chamou nomes... mas não interferiu com o controlo. Não escondeu jogadores, não trancou portas... não atirou os frasquinhos com o mijo ao chão...
... do que é que os médicos tiveram medo? Porque se esqueceram de preencher aqueles autocolantes que identificam de quem é a amostra? E, quando isto foi detectado, já em Lisboa, porque alteraram relatórios. ainda por cima da forma mais patética que foi rasurando-os?
Porque na altura e, naturalmente, já conhecedores do acontecido, os figurões do desporto nacional, governantes incluídos, 'avisaram' que era a Selecção Nacional de futebol que estava em causa... eram 45 dias de boa vida na África do Sul que não poderiam, de forma alguma, ser postos em causa.
E ninguém tugiu nem mugiu.
Recordo que isto aconteceu ANTES, ainda na Covilhã.
As coisas correram mal no Mundial e 'conveniente' fuga de informação pôs toda a história cá fora. 'Fuga de informação'?, mas alguém acredita que naqueles dias todos nem um, um só jornalista soube do que acontecera? Souberam todos e todos concertados abafaram o escândalo. Com um bocadinho de sorte jamais se saberia...
Mas a sorte é madrasta. E bateram a má porta. O Homem não se ficou.
E ganhou, pelo menos, este processo.
Agora pede uma indemnização milionária à ADoP.
E a demissão do homem que não gosta de perder processos em tribunal.
O seu 'patrono' foi hoje, há aqui algumas horas, 'despedido'.
Provavelmente vai safar-se.
'REGRESSADO' À TERRA
Ponto prévio: é evidente que a ADoP é importante no quadro da chamada 'verdade desportiva' no, passe a redundância, Desporto nacional. No Desporto Nacional. Em todo ele, não enquadrado naquela 'estranha' imagem de apenas funcionar, mais ou menos 'emboscada' em cima do Ciclismo. Não há nem mais nem menos recurso ao doping no Ciclismo do que em qualquer outra Modalidade. E, como se viu, não passou ainda uma semana, basta aumentar o número de controlos sobre praticantes de outras disciplinas para que esta constatação seja sublinhada como verdade.
Escrevi, aqui, uma vez, que o director (então ainda era CNAD) da ADoP tinha enorme dificuldade em conviver com derrotas em sede de Justiça Desportiva. Ganhei o direito de, pela primeira vez na minha vida de 50 anos e de 23 de Jornalista, pisar o espaço de um Tribunal.
Mas eu sou insignificante. Formiguinha que se esmaga com um dedo. Valeu-me uma defensora experiente mas, ao mesmo tempo, com enorme capacidade de negociação. Sou-lhe eternamente grato.
Por essa altura já 'este' caso decorria. De um lado, a mesma figura; do outro... Carlos Queiroz. Muita capacidade financeira capaz de reunir uma equipa de advogados quase imbatível, até porque a argumentação era tão frágil que desde sempre soubemos quem iria sair vencedor.
Quatro dias depois de nos dizer que o maior número de casos positivos de doping, o ano passado, ter acontecido no 'intocável' Futebol... a ADoP é vencida, em sede de Tribunal Arbitral Desportivo, por um homem do futebol. Sem apelo nem agravo.
Salvaguardando as devidas proporções e sem, nem de perto nem de longe, me querer comparar a quem quer que seja, quem conhece ambos os processos pode pesar a 'gravíssima ofensa' que me valeu uma queixa judicial àquela que o ex-seleccionador nacional proferiu, em público, durante a concentração da Selecção Nacional de futebol e ouvida por tudo o que era CS.
A minha foi escrita aqui. Teve como testemunhas os 50 amigos que, nem todos os dias, vêm ver o que escrevo.
Repito que o meu caso já corria em Tribunal quando o outro aconteceu e não posso compará-los.
Mas nunca duvidei da minha razão. Também não vou cair no ridículo de pretender que a outra queixa se enquadrou naquela que me levou a Tribunal. Só no essencial, e isso foi hoje demonstrado: não gosta de perder. Desta feita teve de se reduzir à sua real dimensão e só lhe restou 'demonstrar que aceita mas não concorda'.
E, inevitavelmente, isto leva-me a retroceder no calendário e a relembrar tudo o que já disse e escrevi, mas que pouco, ou nenhum eco teve nos grandes meios de CS. E porque não deveria ter? Hoje estarei esquecido mas, à altura não abdico de reinvidicar que a minha opinião teria que ter um peso global.
A operação que levou à extinção do PCC foi, desde o princípio, de génese ilegal. O CNAD não podia, ainda por cima 'em cima da hora' ter acesso a 'provas' descobertas por uma instituição policial como a Polícia Judiciária e não falta na PJ quem, sem conhecimento de ao que ia tenha mais tarde confessado que aquilo não poderia ter acontecido.
Os elementos do CNAD iriam fazer controlos surpresa. Batiam à porta. Esta eras-lhes franqueada. O Corredor, mais o médico, dirigir-se-iam à casa-de-banho, aquele disponibilizaria o líquido orgânico, este etiquetálo-ia e só tinha que abandonar o local.
Não podia ficar, como espectador - o que nem sequer foi o que aconteceu - a assistir à revista da casa legalizada por um mandado judicial. Muito menos tirar notas de maneira a formalizar um relatório oficial!
O que a polícia viesse a descobrir abriria um processo judicial, a ser levantado pelo Magistério Público mas de cujos resultados nem o CNAD nem a FPC se poderiam aproveitar. 'Vide' a Operatión Puerto.
A operação conjunta foi programada, logo, legal? Sancionada por quem?
Seriam precisas três assinaturas: a do ministro da Administração Interna, que tutela as polícias convencionais que têm como obrigação controlar a entrada, circulação e consumo de drogas - chamemos-lhe assim, para facilitar -; a do ministro da Justiça, que tutela a Polícia Judiciária, a única com poderes para concretizar mandados de busca domiciliária (que também precisam da assinatura de um Juíz) e a do ministro-adjunto do Primeiro Ministro que tutela a secretaria de Estado da Juventude e dos Desportos cuja figura não tem autonomia para tal, apesar do impecável penteado.
Alguém se preocupou em procurar certificar-se se todos estes trâmites foram cumpridos?
Eu respondo: não!
E depois houve avençados da FPC que se deram ao luxo de por todo o processo em causa.
Nem perceberam o porquê da decisão dos Juízes.
Depois surge o 'caso Queiroz'.
(Não posso arriscar a ser processado outra vez... passemos à frente!)
O CQ não é o MzM. Mesmo tendo sido inconveniente, até mal educado, quando chegou a hora avançou com tudo o que tinha, e pode ter muito, e hoje saiu a resolução do TAS: ILIBADO.
Berrou, gritou chamou nomes... mas não interferiu com o controlo. Não escondeu jogadores, não trancou portas... não atirou os frasquinhos com o mijo ao chão...
... do que é que os médicos tiveram medo? Porque se esqueceram de preencher aqueles autocolantes que identificam de quem é a amostra? E, quando isto foi detectado, já em Lisboa, porque alteraram relatórios. ainda por cima da forma mais patética que foi rasurando-os?
Porque na altura e, naturalmente, já conhecedores do acontecido, os figurões do desporto nacional, governantes incluídos, 'avisaram' que era a Selecção Nacional de futebol que estava em causa... eram 45 dias de boa vida na África do Sul que não poderiam, de forma alguma, ser postos em causa.
E ninguém tugiu nem mugiu.
Recordo que isto aconteceu ANTES, ainda na Covilhã.
As coisas correram mal no Mundial e 'conveniente' fuga de informação pôs toda a história cá fora. 'Fuga de informação'?, mas alguém acredita que naqueles dias todos nem um, um só jornalista soube do que acontecera? Souberam todos e todos concertados abafaram o escândalo. Com um bocadinho de sorte jamais se saberia...
Mas a sorte é madrasta. E bateram a má porta. O Homem não se ficou.
E ganhou, pelo menos, este processo.
Agora pede uma indemnização milionária à ADoP.
E a demissão do homem que não gosta de perder processos em tribunal.
O seu 'patrono' foi hoje, há aqui algumas horas, 'despedido'.
Provavelmente vai safar-se.
sábado, março 19, 2011
ANO VI - Etapa 30
É A MODALIDADE
COM MAIS CASOS DE DOPING
No desporto em Portugal foi o futebol que registou o maior número de casos de doping durante o ano de 2010, mais de metade dos quais relacionados com o consumo de drogas sociais.
De acordo com a Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), registaram-se, em 2010, sessenta violações, no total de 26 modalidades. O número de casos agora [ontem] apresentado representa um aumento em relação a 2009, quando foram detectadas 47 infracções, em 23 desportos.
No futebol, que em 2009 tinha registado quatro casos positivos, regista-se um aumento no ano em análise para 15, seguindo-se o ciclismo, com um total de 11 casos, três dos quais por outras violações não relacionadas com o consumo de substâncias dopantes. [1]
Luís Horta, presidente da ADoP, destacou o aumento de casos no futebol, mas considerou que o facto de oito deles estarem relacionados com consumo de drogas sociais é apenas um reflexo da sociedade. [2]
O total das amostras analisadas ultrapassou, em 2010, pela primeira vez a barreira das 4 000, verificando-se um aumento das análises ao sangue e uma diminuição das de urina.
Pela primeira vez foram realizadas em Portugal análises de detecção de eritropoetina (EPO), facto que o responsável da ADoP considerou "bastante positivo e importante".
No mesmo sentido, Horta destaca que mais de um terço das amostras recolhidas foram obtidas fora do periodo de competição, o que vai ao encontro de um dos objectivos da ADoP.
"É cada vez mais necessário realizar controlos inteligentes, realizados na altura certa, no dia certo e adaptados a cada caso", afirmou Luís Horta. [3]
O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, considerou que se o ligeiro aumento nos casos de doping não estivesse relacionado com as chamadas drogas sociais "teria mais razões para ficar preocupado". [4]
No entanto, o governante e o director da ADoP consideraram ser essencial manter e, se possível aumentar, os controlos fora de competição. Laurentino Dias garantiu ainda que a área da luta contra o doping "não vai ser afectada por eventuais cortes orçamentais".
*******************************************************************************
Acima, ficou o despacho... oficial, da LUSA, posto esta tarde a circular.
Agora concedo espaço de comentário a um tipo que já anda há tanto tempo afastado do Ciclismo que nem se lembra mais quantos carretos tem um 'cassete' de 11/25.
Eu.
[1] -- O futebol teve 15 casos, seguido do Ciclismo que teve 11... TRÊS DOS QUAIS não relacionados com o consumo de substâncias dopantes. Então... não serão APENAS OITO?
(ressalvo que nunca fui bom a matemática)
[2] -- Recordo, faço questão de o fazer, que um dos principais argumentos, não só do Senhor Professor Doutor Luís Horta, como do Senhor Doutor Artur Moreira Lopes, presidente da FPC [ambos médicos], como do figurante nestas coisas - só aparece quando há uma câmara de televisão por perto - o Senhor Laurentino Dias, sempre foi,cito de memória o que me fartei de ouvir, "em primeiro lugar a saúde do atleta"...
Não preciso que me expliquem que eu percebi sem quaisquer dúvidas. Cocaína, heroína, crack, e todos aqueles comprimidozinhos de todas as cores... são coisas de somenos.
Um Corredor de Ciclismo... vá lá, um praticante de atletismo também, exigem apertada vigilância, não vão perder-se com tonterias...
Os jogadores de futebol, é claro para nós todos, têm um outro estatuto.
Caramba... ganham dinheiro que se fartam, são figuras públicas, pelo menos na 'imprensa cor-de-rosa', os seus casa-descasa dão capas de revista, as suas fêmeas, saltam do nada para o mesmo patamar de figuras públicas, nivelam-se pelo mesmo diapasão dos 'actores de aviário' que preenchem as novelas televisivas, que se casam e descasam semana sim, semana não, que t~em de ser internados para desentoxicação de alcool e drogas, que - veio ontem no CM - chefiam gangs de tráfico de drogas que reinam em bairros como Chelas e a Curraleira... antes que se percam... a esses concede-se que sejam consumidores de cocaína, de heroina, de crack e daqueles tais comprimidinhos de todas as cores que os fazem felizes.
Aos Corredores de Ciclismo é preciso estar atentos não vão tomar um suplemento vitamínico que os faça voar na estrada. É perigoso. Podem magoar-se se a aterragem correr mal.
Mas fiquemos descansados... há quem, de facto, se preocupe com eles.
Coitados dos futebolistas adictos às drogas duras...
[3] -- (Peço desculpa, já não se lembram, mas eu recordo aqui: "É cada vez mais necessário realizar controlos inteligentes, realizados na altura certa, no dia certo e adaptados a cada caso", afirmou Luís Horta).
Eu sou amigo de Corredores já retirados, conhecido de outros que chegaram depois, mas com os quais já não tive tanto contacto e, tenho que confessar, não conheço, nem eles me conhecem, o grosso do pelotão actual.
Mas estou preocupado com eles.
'Controlos inteligentes' (seja lá isso o que for), 'realizados na altura certa, no dia certo' (o que quer dizer que estão permanentemente monotorizados) e... 'adaptado a cada caso' só significa uma coisa: estão nas mãos do sistema. Perderam a sua privacidade, um direito do qual não podem abdicar. E se há uma Lei que permite isto, esbarra na Lei Geral do Estado, que é a Constituição, hoje por hoje a única coisa que nos sobrou de Abril de 1974.
[4] -- Pois! Que se snif cocaína, que se injecte heroína, que se empaturrem daqueles comprimidinhos de todas as cores...
.
MAS LIVREM-SE DE SER
COM MAIS CASOS DE DOPING
No desporto em Portugal foi o futebol que registou o maior número de casos de doping durante o ano de 2010, mais de metade dos quais relacionados com o consumo de drogas sociais.
De acordo com a Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), registaram-se, em 2010, sessenta violações, no total de 26 modalidades. O número de casos agora [ontem] apresentado representa um aumento em relação a 2009, quando foram detectadas 47 infracções, em 23 desportos.
No futebol, que em 2009 tinha registado quatro casos positivos, regista-se um aumento no ano em análise para 15, seguindo-se o ciclismo, com um total de 11 casos, três dos quais por outras violações não relacionadas com o consumo de substâncias dopantes. [1]
O total das amostras analisadas ultrapassou, em 2010, pela primeira vez a barreira das 4 000, verificando-se um aumento das análises ao sangue e uma diminuição das de urina.
Pela primeira vez foram realizadas em Portugal análises de detecção de eritropoetina (EPO), facto que o responsável da ADoP considerou "bastante positivo e importante".
No mesmo sentido, Horta destaca que mais de um terço das amostras recolhidas foram obtidas fora do periodo de competição, o que vai ao encontro de um dos objectivos da ADoP.
"É cada vez mais necessário realizar controlos inteligentes, realizados na altura certa, no dia certo e adaptados a cada caso", afirmou Luís Horta. [3]
O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, considerou que se o ligeiro aumento nos casos de doping não estivesse relacionado com as chamadas drogas sociais "teria mais razões para ficar preocupado". [4]No entanto, o governante e o director da ADoP consideraram ser essencial manter e, se possível aumentar, os controlos fora de competição. Laurentino Dias garantiu ainda que a área da luta contra o doping "não vai ser afectada por eventuais cortes orçamentais".
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Acima, ficou o despacho... oficial, da LUSA, posto esta tarde a circular.
Agora concedo espaço de comentário a um tipo que já anda há tanto tempo afastado do Ciclismo que nem se lembra mais quantos carretos tem um 'cassete' de 11/25.
Eu.
[1] -- O futebol teve 15 casos, seguido do Ciclismo que teve 11... TRÊS DOS QUAIS não relacionados com o consumo de substâncias dopantes. Então... não serão APENAS OITO?
(ressalvo que nunca fui bom a matemática)
[2] -- Recordo, faço questão de o fazer, que um dos principais argumentos, não só do Senhor Professor Doutor Luís Horta, como do Senhor Doutor Artur Moreira Lopes, presidente da FPC [ambos médicos], como do figurante nestas coisas - só aparece quando há uma câmara de televisão por perto - o Senhor Laurentino Dias, sempre foi,cito de memória o que me fartei de ouvir, "em primeiro lugar a saúde do atleta"...
Não preciso que me expliquem que eu percebi sem quaisquer dúvidas. Cocaína, heroína, crack, e todos aqueles comprimidozinhos de todas as cores... são coisas de somenos.
Um Corredor de Ciclismo... vá lá, um praticante de atletismo também, exigem apertada vigilância, não vão perder-se com tonterias...
Os jogadores de futebol, é claro para nós todos, têm um outro estatuto.
Caramba... ganham dinheiro que se fartam, são figuras públicas, pelo menos na 'imprensa cor-de-rosa', os seus casa-descasa dão capas de revista, as suas fêmeas, saltam do nada para o mesmo patamar de figuras públicas, nivelam-se pelo mesmo diapasão dos 'actores de aviário' que preenchem as novelas televisivas, que se casam e descasam semana sim, semana não, que t~em de ser internados para desentoxicação de alcool e drogas, que - veio ontem no CM - chefiam gangs de tráfico de drogas que reinam em bairros como Chelas e a Curraleira... antes que se percam... a esses concede-se que sejam consumidores de cocaína, de heroina, de crack e daqueles tais comprimidinhos de todas as cores que os fazem felizes.
Aos Corredores de Ciclismo é preciso estar atentos não vão tomar um suplemento vitamínico que os faça voar na estrada. É perigoso. Podem magoar-se se a aterragem correr mal.
Mas fiquemos descansados... há quem, de facto, se preocupe com eles.
Coitados dos futebolistas adictos às drogas duras...
[3] -- (Peço desculpa, já não se lembram, mas eu recordo aqui: "É cada vez mais necessário realizar controlos inteligentes, realizados na altura certa, no dia certo e adaptados a cada caso", afirmou Luís Horta).
Eu sou amigo de Corredores já retirados, conhecido de outros que chegaram depois, mas com os quais já não tive tanto contacto e, tenho que confessar, não conheço, nem eles me conhecem, o grosso do pelotão actual.
Mas estou preocupado com eles.
'Controlos inteligentes' (seja lá isso o que for), 'realizados na altura certa, no dia certo' (o que quer dizer que estão permanentemente monotorizados) e... 'adaptado a cada caso' só significa uma coisa: estão nas mãos do sistema. Perderam a sua privacidade, um direito do qual não podem abdicar. E se há uma Lei que permite isto, esbarra na Lei Geral do Estado, que é a Constituição, hoje por hoje a única coisa que nos sobrou de Abril de 1974.
[4] -- Pois! Que se snif cocaína, que se injecte heroína, que se empaturrem daqueles comprimidinhos de todas as cores...
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MAS LIVREM-SE DE SER
CORREDORES DE CICLISMO!...
.
ISSO SÓ É TOLERADO ÀS ESTRELAS DO FUTEBOL
Exagero meu?... Voltem a ler o despacho da LUSA acima reproduzido.
Já agora, gostava muito que o IDP abrosse uma 'janela' na internet para que a ADoP pudesse publicar os seus próprios comunicados...
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Vamos ver com que espécie de pinças os jornais mais logo aparecem a tratar o caso! Todos sabemos que o futebol é intocável...
sábado, março 12, 2011
sexta-feira, março 11, 2011
ANO VI - Etapa 28

CADÊ A IMPLACÁVEL MÁQUINA
QUE DESTRUIU O CCP, A CARREIRA
DE UMA DÚZIA DE CORREDORES
(e outros elementos que compunham
a equipa), APESAR DE A JUSTIÇA
TER ILIBADO A TODOS OS QUE
FORAM PRESENTES A JULGAMENTO?
Saiu hoje no Correio da Manhã (prova aqui ao lado). isto quando os 'desportivos' continuam a tratar o assunto com pinças, o que se nota, principalmente, se não há um nome de um Corredor de Ciclismo directamente envolvido.
Parece que não há! Pese embora um enigmático caso de uso de hormonas de crescimento detectado (sei que corro o risco de vir a ser desmentido pelo anunciado, e, já agora, ansiosamente aguardado, desde hoje, 'balanço de 2010' que será (cito aquilo que podem ler aqui ao lado) revelado na próxima semana.
A pronta tomada de posição do presidente do COP (junta) leva a que todos os olhos se virem para outra modalidade.
O nosso Ciclismo, com o respeito que devo a todos os seus actores, morreu. Ninguém lhes disse ainda e eles lá vão fingindo que estão vivos. Deixemo-los acreditar que sim.
O insensato 'saltar a terreiro' do comandante Vicente Moura penaliza o atletismo. Todos ainda estamos lembrados das... chamemos-lhe (para que não sejamos acusados de difamação) 'insinuações' a propósito de três ou quatro nomes do atletismo nacional.
Areia para os nossos olhos.
A EPO - e a maioria dos 'experts' nem disso fala porque para isso não está preparada (e quem mais fala é quem se limita a transcrever o que lhe sopram ao ouvido) - não é doping para uma prova de 100 metros. Porquê? Desafio as editorias de desporto dos vários OCS a avançarem com a orgamização (pelo menos patrocínio) de um debate sobre o assunto.
Ora, se de Corredores de Ciclismo não se trata, senão os seus nomes seriam escarrapachados em corpo 48, se na velocidade, no atletismo - e quem tem o mínimo de conhecimentos sobre isto, sabe-o - a EPO é inutilizável... o que é que sobra?
O que é que sobra para que o Professor Doutor Luís Horta, assim por assim, a figura mais alta no combate ao doping, se fique, nas suas declarações, pelas meias palavras?
Pois é!
O Futebol.
Que é intocável.
Mas eu não li só este artigo no Correio da Manhã.
Ouvi, ontem, na RTP, as suas declarações à Antena 1.
"É claro que estamos preocupados com o crescimento do doping em algumas modalidades..."
... e mais à frente...
"A longo prazo há desportistas que podem perder a vida..."
Cenário absolutamente tétrico mas... não impossível.
Jamais poderia desejar que um ser humano viesse a morrer por causa do consumo de 'doping', contudo, e dentro deste cenário que o Professor Doutor Luís Horta nos 'atirou à cara', e sem falsos moralismos, não posso deixar de aqui... deixar (passe a redundância) de esperar, sinceramente, que, a seguir à primeira morte anunciada, o Professor Doutor Luís Horta se demita emediatamente do cargo que ocupa.
E socorro-me do 'lead' da notícia que aqui vai junta, e que diz...
'Luis Horta, presidente da ADoP, garante que há atletas nacionais a utilizarem Eritropoietina'
Quando se sabe de um ilícito e este não é denunciado...
sexta-feira, fevereiro 25, 2011
ANO VI - Etapa 27
AGORA, AMIGO...
É MOSTRARES QUE NÃO FORAM
CAPAZES DE TE DESTRUIR...
Não posso dizer que não tenham havido, antes, mais casos de tão profunda insistência, mas estes dois são paradigmáticos.
Na tristemente 'célebre' operação PCC - cuja legitimidade eu ainda hoje questiono, e gostaria que mo provassem que não foi 'legalizada' só após a denúncia que SÓ eu fiz (e tinha razão, o, à altura, CNAD, NÃO PODIA beneficiar de uma busca policial pois a sua intervenção limitava-se, o que hoje continua a ser verdade para a ADoP, a recolher amostras fisiológicas, não a vasculhar, seja debaixo da cama, seja na casa de banho, garagem ou mesmo carrinhas de apoio das equipas) - que um dia destes valerá uma comenda ao seu mentor, o João Cabreira nem sequer foi alvo de buscas em sua casa.
Solidário com os companheiros de equipa fez questão de se sujeitar aos mesmos testes. Resultado destes... a memória já me atraiçoa, não estou velho mas estou doente, não foi tudo negativo?
Os Corredores castigados foram-no por terem sido apanhados na posse de produtos dopantes. Não que tivessem dado positivo em qualquer controlo.
Mas o João Cabreira vinha a ser 'marcado em cima' já há algum tempo, na altura. Até porque, negativo o seu controlo e apenas com um companheiro de equipa, poucos dias depois se sagrou Campeão Nacional de Estrada. Título que lhe roubaram.
No meio tempo, 'faltou' a um controlo surpresa que lhe foi montado... no País Basco. Mau grado ele sempre tivesse garantido que, embora fosse verdade que tinha alugado aquela casa, NAQUELA altura ainda lá não tinha chegado porque viajara - após uma corrida ali realizada pela equipa - para Portugal e que, só depois de ter tido autorização para ter uns dias de férias, já combinadas, mas que o obrigaram, de qualquer dos modos, a viajar com a equipa para Portugal - regressou a Espanha.
NINGUÉM procurou reconstituir essas viagens. Falo da CS.
NINGUÉM, da mesma CS, esteve naquela localidade e procurou saber se, de facto, alguém por lá apareceu à procura do João... Não é estranho?
Não duvido que a equipa do CNAD tenha apresentado quilómetros e recibos de portagem de auto-estrada - aqui afirmo, com conhecimento de causa, que se atravessa toda a Espanha em vias-rápidas sem custos para o utilizador, logo, é mais do que provável que não haja recibos.
Então, como foi dado como provado - com todo o respeito pela idoneidade da equipa do CNAD - que este lá esteve? Disse que esteve. E que não encontrou a casa. E que perguntou onde era e ninguém soube explicar...
Ao mesmo tempo, o João explicou que, no dia e à hora que o CNAD afirma lá ter estado, ele ainda lá não chegara, ia em viagem. Não atendeu o telemóvel? Quem conhece aquela zona de Espanha, 'escondida' pelos asturio-cantábricos Picos da Europa que vão além dos 3 mil metros de altitude?
Eu conheço. E podia o aparelho estar desligado. E poderia ter-se esgotado a bateria...
Porque se escreveram notícias como se fossem reais sem que ninguém se tenha dado ao trabalho de lá ir... Toda a gente soube a localização da casa. Eu próprio aqui coloquei fotos dela. Se lá tivessem ido poderia, pelo menos, ter sabido duas coisas: perguntando no tal café - e não deve lá haver muitos - se, de facto, algum português tinha aparecido a perguntar por aquela morada (o que também seria insuficiente porque se trata de uma zona de casas dispersas, para aluguer temporário como turismo de habitação - ninguém ligou a isto), depois, verificando se havia, ou não sinal de rede de telemóvel sendo que isto seria, em todo o caso, relativo. Podia não haver no local onde o João circulava naquele momento.
Sabem quantos quilómetros e túneis tem a auto-via desde a entrada nas Astúrias, saindo de Portugal por Bragança, até Bilbau?
Mas nem foi (só) por isso que o João Cabreira levou dois anos de castigo. Provavelmente não sabem, como eu sei, que eu Lausana os próprios 'julgadores' se sentiram defraudados. Obrigados a serem, como devem ser, imparciais perante os factos apresentados e defendidos por cada uma das partes, desabafaram, no final da audiência, garantindo que se o João tivesse tido hipóteses (financeiras, é claro), de ter apresentado um especialista técnico (que não jurídico, que não o pode ser) teria saído ilibado.
Ainda hoje, aquilo que, pretensamente - e também aqui o então CNAD, não poupando o nosso dinheiro não 'largou o osso' -, o João terá acusado não consta no index dos produtos proíbidos.
Ensurdecedor o silêncio da CS em Portugal.
Não falo com ele há já alguns meses, mas espero que se sinta, animicamente, com forças para voltar a mostrar, onde ele é bom, na Estrada, que podemos contar com ele para a nova temporada.
Caro João,
Um forte e sentido abraço de solidariedade. Eu acredito em ti. Nós, acreditamos em ti...
E, como disseste aos jornais que procuraram ouvir-te... aposta nessa! Uma vitória na Volta a Portugal humilharia quem tudo fez para te destruir e reduziria ao seu estatuto de 'zé-ninguém' quem se absteve de te defender.
Apesar da descarada perseguição de que foste alvo.
VOLTEMOS AOS PITOGRAMAS
O último tem a ver com Contador que, apesar de absolvido pera RFEC, ainda não está livre da canina vontade da UCI mas, principalmente, da AMA, de vir a sofrer um penalizador revés.
Tenho lido comentários de arrepiar porque há quem não tenha a mínima vergonha de botar opinião sem saber do que está a escrever. Aquele número com DEZ zeros depois de uma vírgula, seguidos de um 5, que está na base de toda a polémica reduz esta por terra. Para aceitarmos qualquer espécie de penalização a Alberto Contador seria ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO que TODOS os controlos a TODOS os Atletas, que não só aos Corredores de Ciclismo, fossem 'esmiuçados' até à mesma profundeza. Fazer passar as amostras de uns pelo laboratório de análises que fica aqui na esquina da minha rua, e a de outros, escolhidos a dedo, sujeitos a uma tecnologia de ponta é desonesto!
(Salvaguardando as devidas diferenças, vem-me à memória a forma como, mesmo com TODA a polícia de Chicago sabendo que Al Capone era o Senhor do Crime na cidade, para o prenderem tiveram que recorrer a um 'manga de alpaca' de um funcionário das finanças. E foi por fuga ao fisco que ele foi parar à cadeia.)
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