[Acordo Ortográfico] # SOU FRONTALMENTE CONTRA! (como dizia uma das mais emblemáticas actrizes portuguesas, já com 73 anos, "quem não sabe escrever Português... aprenda!») PORTUGUÊS DE PORTUGAL! NÃO ESCREVEREI, NUNCA, NUNCA, DE OUTRA FORMA!
segunda-feira, outubro 17, 2011
ANO VI - Etapa 71
IMPERDOÁVEL É A FALTA DE OBJECTIVIDADE,
A MANIPULAÇÃO DESCARADA DE UM TEXTO
CUJO CONTEÚDO MANDA O TÍTULO PR'Ó LIXO!
Provavelmente há mais quem o deseje, e há muito, que o 'enterro' da Volta ao Alentejo - que já foi a segunda melhor Corrida por Etapas realizada entre nós - nos é 'oferecido' em forma de notícia, obviamente, um tudo nada... exagerada, como um dia teve de escrever uma das maiores figuras das letras portuguesas confrontado com a notícia... da sua própria morte. Mas, escrevia eu, provavelmente há mais quem deseje a 'morte' da Alentejana, não deixa de ser preocupante é o facto de o 'porta-voz' ser, ano após ano, ser o mesmo. Um alentejano, verdadeiro expert em 'cavalgar' as 'ondas boas' (teria dado um excelente surfista!...) esquecendo sempre que há muita gente, muita mesmo, mais do que aquela que ele julga saber, que num estalar de dedos desmontará a sua... 'dor de cotovelo'.
Mas, e escrevo-o - ainda não fui dado como insano e o meu psiquiatra está convencido que me cura - com toda a lucidez, cheira a 'defunto'. Adivinha-se-lhe o último estertor. Quando o 'padrinho' sair...
O que, até lá e infelizmente, não impede que continue, abrigado sob a capa do maior título nacional, em termos de imprensa desportiva, e com a conivência de uma editoria ausente que, ou não lê, ou lê e não percebe patavina do que está a ler (é a minha opção preferida) - mas como é que se pode deixar passar um título (atenção: que pode até nem sequer ter sido o original, da autoria de quem assina a pela e ter sido mudado, o que transfere, obviamente, a responsabilidade de inaptitude para ocupar o cargo que ocupa) que é desmentido no próprio texto? - estampar a incongruência que tivemos oportunidade de ler, os que compramos o jornal todos os dias. Foi na edição do passado domingo. Ainda por cima, o que me cheira a almoço farto na Tasquinha do Lagarto, ali à Rua de Campolide!
PAD deixa cair Volta ao Alentejo
Era este, como é óbvio, lendo a notícia, o título que a devia encabeçar.
Quem a assina 'relembra' que 'já avisara' que uma das Corridas Internacionais poderia sair do Circuito Europeu profissional.
Ciclismo Profissional, em Portugal, é que é coisa que já morreu há dois ou três anos e ainda ninguém teve a Coragem de o anunciar. Durante a última Volta eu próprio alertei (particularmente, é evidente) o Editor Executivo do meu Jornal que lá andava para explorar esta verdade! O ciclismo 'profissional' (leia-se: equipas) em Portugal paga - quando paga - entre 250 a 350 euros mensais aos escravos que sofrem sobre a bicicleta.
Há-de haver excepções, como as há em todos os lados, mas a realidade é esta.
O que me 'mói' a cabeça é constactar que ninguém se atreve a mexer neste assunto e, logo, como é óbvio, esbarrar no inevitável PORQUÊ?
Quem os cala e por quanto aceitam ficar calados, é a outra questão que me atormenta.
Viagem, quarto e refeições (quiçá, carro e combustível) para irem passear nas corridas que se efectuam no estrangeiro? Passear, porque as notícias têm, em média, 500 caracteres!
Voltemos à Alentejana...
PAD deixa cair Volta ao Alentejo.
Era este o título e que significaria o que, também já o confirmei, a Alentejana sai do Calendário Internacional. Também não começou lá, não é o fim do Mundo. Se até a Volta a Portugal de lá a querem tirar...
Depois, no texto, podemos ler que, uma vez que o Calendário Nacional ainda não está definido, não há como garantir que a Corrida não surja nele inscrito. Estranho, estranho é o facto - segundo a notícia - de a data prevista para a Alentejana parecer (e às vezes, principalmente após os almoços na Tasquinha do Lagarto, o que parece... é mesmo) ter já sido ocupada por outra Corrida. Porquê?
Ok... a Volta ao Alentejo (com datas) deveria ter sido apresentada pela PAD para o quadro das competições imternacionais enquadradas no Europe Tour da UCI. Não terá sido. O articulista 'esqueceu-se' de perguntar à PAD. Ouviu o parceiro do almoço (cala-te boca!...), que foi quem 'falou'... pela PAD, e, vá lá... o responsável pela Organização da Volta ao Alentejo. Que não sabia de nada.
Não é a primeira vez que a PAD abandona a Alentejana!
Até deixou cair a Volta ao Algarve! E disso estarão muito arrependidos...
Agora, ainda falta alinhar o Calendário Nacional e o que é que impede que dele conste a Volta ao Alentejo?
Porquê aquele título enganoso?
A Volta ao Alentejo VAI SIM REALIZAR-SE e contam comigo para, na primeira linha, defender a NOSSA CORRIDA.
domingo, setembro 04, 2011
sábado, setembro 03, 2011
ANO VI - Etapa 69
TODO O GOSTO EM O DIVULGAR...
A editora Prime Books acaba de lançar o livro “À volta da Volta”, da autoria dos jornalistas Fernando Lebre e Magda Ribeiro. A obra, que conta com o prefácio do vencedor da Volta a Portugal de 2000, Vítor Gamito,Sem se focar na vertente competitiva (embora esta esteja intrinsecamente
presente ao longo de toda a obra), este livro narra todo um rol de
curiosidades e acontecimentos “sui generis” que têm marcado a
história desta decana competição e que, simultaneamente, se têm cotado
com uma das suas maiores riquezas.
De modo a que nenhum campeão passe incólume nas páginas desta obra –
que conta ainda com apontamentos dos jornalistas Vasco Resende, Guita
Júnior e João Pedro Mendonça –, a sua derradeira fase é composta por
um conjunto de quadros que narram os vencedores de cada uma das diferentes
classificações que compõem aquela afamada prova.
“À volta da Volta”. Um livro onde se escrevem as “estórias” por
detrás da história.
Dados técnicos_
Formato: 15x23cm
Páginas: 252
PVP: €13,90
NÃO O VI AINDA, MAS RECOMENTO, SOBRETUDO AOS JOVENS COMPANHEIROS QUE SENTEM UMA PONTINHA DE PAIXÃO POR ESTA MODALIDADE QUE FOI A MINHA PAIXÃO...
Fnac, Bertrand, etc. – e em www.primebooks.pt.
domingo, agosto 28, 2011
ANO VI - Etapa 68
VIII CLÁSSICA INTERNACIONAL
LAMEGO-SERRA DAS MEADAS
A VIII Clássica Internacional Lamego-Serra das Meadas, foi para a estrada no passado dia 21 de Agosto, numa organização da ALB Lamego Bike, com o apoio técnico da Associação de Cicloturismo do Norte/Federação Portuguesa de Ciclismo.
Inserida no calendário oficial, com tipologia de prova aberta, a VIII Clássica atraiu à cidade de Lamego numeroso pelotão, onde se destacavam Pedro Cardoso (Maia-Milaneza), Afonso Azevedo (LA-MSS), José Rosa (LA-Pecol) e José Ferreira (Boavista-Carvalhelhos).
Disputada num difícil traçado, as escaramuças começaram no início da terrível subida de Cambres (1.ª), junto à antiga escola da Bogalheira, tendo-se formado um grupo de 12 ciclistas até meio da Calçada.
A partir daí isolou-se um trio que deu um espetáculo digno duma Volta a Portugal, tendo José Rodrigues (campeão nacional ao serviço do Vitória SC-Bike World) vencido ao sprint Carlos Leal (Bicicar-Specialized) e Manuel Rebelo (Vitória SC-Bike World).
O melhor representante do Lamego Bike foi Rui Novais, num excelente 10.º lugar da classificação geral individual.
Paralelamente, decorreu na Av. Dr. Alfredo de Sousa uma gincana dedicada ás crianças, com o apoio técnico e logístico da Bicicar e Specialized.
No final, decorreu no Restaurante Paraíso um almoço de confraternização, excelentemente servido como é timbre, no qual se procedeu à entrega de prémios e à homenagem ao convidado oficial, Pedro Cardoso (Maia-Milaneza).
De registar a presença de ciclistas franceses (VC Mauvezinois- Toulouse, Dunquerque Cyclo, Team Val Bikes Valenciennes) e espanhóis (Pena Ciclista Tea Sestelo-Pontevedra e Peña Ciclista Santa Marta-Lugo).
Confesso que hesitei em publicar isto aqui. Fiquei, e ainda estou na dúvida, se este documento me foi conscientemente enviado, ou se estava junto com os outros e veio por arrasto. Tirá-lo-ei daqui se tiver sido este o caso mas como é tão revelador da realidade que se vive no nosso Ciclismo vou mesmo usá-lo.
Ouvimos alto e bom som, em conversa com amigos, ou em surdina, sem ninguém em especial a querer dar a cara, que atletas e clubes têm de pagar para poderem participar, ou proporcionar, consoante o caso, numa corrida da sua modalidade de escolha. Que amam. Tanto os Corredores, como os carolas que estão à frente da enorme maioria das organizações de Corridas no nosso país.
Neste caso concreto, estava subjacente que a participação estaria sujeita a uma inscrição paga. Uma pequena ajuda para que podesse haver prova. O que não sei - mas acredito que sim - é se os organizadores estavam preparados para, do seu bolso, porem quase 500,00 €uros. É mesmo preciso AMOR À CAUSA.
Perante eles me curvo, porque merecem todo o meu respeito.
E aqui fica o documento (é só clicar sobre ele para ficar legível numa outra janela) para que todos (os que não sabiam, ou assobiavam para o lado) não o possam mais ignorar.
domingo, agosto 21, 2011
ANO VI - Etapa 67
Eu avisei, durante a Volta, o chefe-de-equipa do meu jornal na Volta a Portugal (o Editor Executivo, não o colaborador eventual, era o que faltava! Comigo limitar-se-ia ao papel que teve na Vuelta de 2005, ir à recta da meta recolher depoimentos e tive de ficar com as classificações para eu fazer porque nem nisso acertava, mesmo copiando do Comunidado Oficial).
Ao contrário do que os responsáveis do Tavira disseram - que foi preciso reduzir em dois terços o vencimento dos seus corredores, ganhando todos, este ano, cerca de mil euros...
Isto quer dizer que, não sou eu a dizê-lo foi um responsável pela equipa e eu tenho todos os jornais comigo, na época anterior ganhariam... 3000,00 €.
O nosso especialista em 'investigação' - ok, até hoje foi apenas um acesso previlegiado aos dados dos controlos anti-doping... positivos - pode ter acesso, tanto aos contratos, como ao que, de facto, as equipas pagam.
Este ano não havia no pelotão português - com uma única excepção (heheheh, como é que eu sei estas coisas, e ganhava para aí o triplo!, para mais, e não para menos... não, não terminou a Volta!) - quem ganhasse mais de 500,00 €/mês (e nem todos recebiam certinho no final de cada mês).
A esmagadora maioria não auferia mais do que aquilo que eu escrevi na altura: entre 200 e 350 € mês. Quando os recebiam. E digo mais, há Directores Desportivos com ordenados mensais de 3000 € mês, fora o que ganham como... acessores em algumas Câmaras Municipais.
Houve, também, jovens Corredores que correram completamente de borla e até a bicicleta oficial da equipa tiveram que pagar.
Ninguém quer pegar nisto?
E o que tem a dizer a Associação Portuguesa de Corredores Profissionais? Ignora?
Porque é que eu, Joaquim Andrade, que nos conhecemos há 20 anos, deixei de ter informações da APCP?
Com o Paulo Couto tinha sempre...
Ajudei, muitas vezes, o Paulo Couto - leia-se a APCP - a trazer a público, denunciando-os, problemas que atingiam os Corredores.
Joaquim, provavelmente não vais ler isto, mas tenho a certeza de que algum amigo comum vai fazer-te chegar o meu contacto. E eu queria muito manter a minha luta ao lado dos Corredores Profissionais.
(Alguém dê ao Joaquim o meu email, por favor).
E eu tenho ideias que gostava de partilhar e discutir convosco...
A não ser que alguns 'dinossauros' que nada têm feito em prol do Ciclismo, que não seja em proveito próprio, estejam a travar-me.
Não me admirava nada!
terça-feira, agosto 16, 2011
ANO VI - Etapa 66
... muito menos viagens, cama e comida às Astúrias! (E outros lugares!...)
ANO VI - Etapa 65
segunda-feira, agosto 15, 2011
ANO VI - Etapa 64
Mas a exposição da situação é tão linear, tão simples de entender, tão 'ancorada' em dados reais que eu não lhe posso pôr título algum...
Só pedir-vos que leiam o artigo...
Mas não me escuso de deixar a minha opinião!
(...eu sei que ainda não lhe paguei o total da 'compensação' a que fiquei obrigado, a mando do Tribunal, mas não falhei uma vez ainda em relação ao acordado...)
Contudo, prof Luís Horta quer mesmo saber o que eu penso da sua gestão da ADoP?
Comparo-a com a de alguém responsável pela segurança rodo-ferroviária que CORRE a desligar os sinais lumino-sonoros de aviso numa passagem de nível SEM GUARDA e fica, sentado, à espera que um carro seja colhido por um comboio.
Perde a Refer, a responsável pela exploração pela linha, que a vê interrompida; perde a CP, concessionária do transporte ferroviário que - no mínimo - vê a sua circulação com atrasos; perde, provavelmente, a vida (no mínimo o risco é enorme) quem se atrevessou de carro.
E o que ganha que 'desligou os sinais'?
Tenham em conta a metáfora.
Nada! Absolutamente nada. A não ser que seja coleccionador de obituários!...
ANO VI - Etapa 63
domingo, agosto 14, 2011
ANO VI - Etapa 62
COMO UM SUPER-VITORINO
DEFENDEU A 'LOJA' DE MESTRE&ANDRÉ
A minha homenagem à grande, grande etapa do Nélson Vitorino na Serra da Estrela
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sábado, agosto 13, 2011
sexta-feira, agosto 12, 2011
ANO VI - Etapa 61
E ATÉ AGORA, SÓ HÁ UM PERDEDOR (*)
(*) Comecemos por aqui e... tratando a coisa com 'pinças' porque cada vez há menos gente que consiga ler uma crónica de Ciclismo, porque... nada sabe de Ciclismo. Nem esse!...
Já não há Jornalistas de Ciclismo. A ignorância, a começar na forma como se pega nas reportagens está aí, impressa, e não me deixa mentir.
Tive um chefe-de-redacção que ia morrendo de apoplexia quando eu lhe disse que era um Jornalista de Ciclismo. Tratou-me mal, claro. Apesar de ele também ter passado pelo ciclismo. De forma tão inóqua que, deixo aqui o desafio, adivinhem o seu nome!
Mas somam-se as linhas e se não explico já o que quero dizer... a maioria dos meus leitores desiste da leitura!
Porque é que digo, e sustentarei, que, para já, há um claro perdedor em relação ao que esta Volta nos tem vindo a oferecer?
Antes disso, quem é?
É o meu carríssimo Amigo Joaquim Gomes. É, e tudo aponta para que pouco ou nada se modifique daqui até segunda-feira, o grande perdedor nesta edição da Volta.
É isso mesmo! Tenho tanta confiança nos 'jornalistas' que têm, despudoradamente, tentado fazer-nos acreditar que estão a cobrir a Volta, que adivinho nenhum deles vá perceber o que vou escrever a seguir.
O Joaquim Gomes vai.
Mas ninguém, jamais, duvidaria que ele é mais inteligente que qualquer um dos 'encartados', tenham vindo da 'faculdade' ou do charco de lama que têm vindo a partilhar com a 'situação'.
Joaquim, porque é que digo que és tu o grande perdedor? (Tu vais entender!...)
... porque montaste uma corrida perfeita!
... porque, sei-o, a cada final de etapa, rija e honestamente disputada, alargo o prazo: talvez não no final da etapa, porque tens todo o direito de sentir como teu, pelo menos, um bocadinho do sucesso do dia, isso te há-de fazer sorrir;
... mas porque, no final do dia, cumpridas todas as obrigações protocolares, quando, finalmente, ficas a sós contigo... revês a etapa e, tenho a certeza, lamentas não poderes ter tido na estrada o pelotão que desejarias... como amante, sincero, do Ciclismo.
Por isso Joaquim, NÃO POR TUA CULPA, mas por falta de, para além da total cegueira de quem por aí caiu pela primeira vez e de Ciclismo e sabe tanto como eu sei de aeronáutica, até os 'especialistas' não percebem o que estão a ver;
sendo que, o facto de estarem aí para contar a quem não pode estar, não fazerem a menor ideia do que contar!...
Aceito, sem pruridos, que o aumento - claríssimo - de gente nas estradas e nas chegadas até tenha a ver com o facto de quem está na luta pela vitória final seja um Corredor português. NÃO VI ISSO, AINDA, destacado na Imprensa.
Todos os dias compro os três jornais 'desportivos'!
Isso é do conhecimento dos meus mais fiéis leitores.
Perante o que tenho visto, cheguei mesmo a esta conclusão: omitindo o ENORME E INCONDICIONAL apoio do público CARREGARAM, negativamente, a Organização.
Queremos que o Ciclismo evolua, que cresça?
Então - mesmo que os já fora de prazo - companheiros Jornalistas não deixem de o referir.
O Ciclismo vive de patrocínios - embora a cobertura jornalística também possa ajudar (e não lhe faz favor nenhum) - e se for maximizado o facto de - e eu crei-o, que tem sido a Volta com mais espectadores dos últimos quatro/cinco anos - porque se perdem com coisas que não acrescentam nada de interessante às vossas reportagens?
Que, confesso, mesmo reduzidas à miséria de uma página - ESTAMOS A FALAR DA VOLTA A PORTUGAL - muitas vezes tenho dificuldade em ler na sua totalidade.
O Joaquim Gomes - e a sua equipa, mais a PAD-JLSports - não mereciam.
(FIM)
---
E metam no cú qualquer ideia de que estou a bajular...
Acho, sim, que o menosprezaram. Que não souberam ler o traçado que desenhou para fazer uma grande Volta. Pena que tenham faltado grandes opositores aos melhores Corredores nacionais...
Hoje disputava-se um crono individual de importância extrema, tendo em conta, primeiro, a possibilidade de se definirem posições na Geral Individual e, a partir daí, 'desenhar' o que pode vir a acontecer amanhã na Serra da Estrela.
Por mim, nada ficou ainda definido o que, em princípio, nos oferecerá, amanhã, uma outra etapa com tudo para ser épica!
E a Imprensa em nada me ajudou.
Peço desculpa pela imodéstia, mas nenhum jornalista, encartado, ou não, já com o cartãozinho actualizado da AIJC, que me foi negado, embora o tenha pago, lê melhor do que eu qualquer corrida.
Até porque eu compro Jornais Todos os Dias.
E hoje comprei mesmo TODOS.
D'A Bola, ao 'i'.
Já estava desencantado som o trabalho dos 'desportivos' e sofri - não que não fosse esperada - uma desilusão tremenda em relação aos outros...
A Volta a Portugal parece que não existe!
Mas tenhamos calma... ainda pode acontecer um caso de 'doping' e, então TODOS, mas todos, darão ao facto, pelo menos UMA PÁGIMA INTEIRA!
E, já agora, apesar de haver mil e uma maneiras de encher uma página, por exemplo, meter no carro, não era preciso ser o director-desportivo, mas apenas um mecânico que explicasse que andamentos, que velocidades, que precauções, os ciclistas deveriam ter, metro a metro, nos 35 km do crono, se relembou de a encher com a Volta de... 1974!!!
Porquê esta?
Porque os dados estão escritos...
TÊM DONO e são vergonhosamente usados?
Porque não aproveitaram para escrever sobre sobre o Grande Prémio Cerveja Clock que, em 1975, porque ai sim, não foi possível Organizar a Volta, preencheu a data anteriormente prevista?
Ah!!!... Não há nada escrito, ou é pouco para 'piratar' de maneira a encher uma página.
EU ATAVA UMA CORDA AO PESCOÇO! MATAVA-ME.
TENHAM VERGONHA CARAMBA!
Nem quem manda aquilo para encher a página - num dia de descanso, quando teve todo o tempo para 'encontrar' uma reportagem... e não são dois que lá andam?!!! - nem quem o recebe e, COM TANTA VERGONHA COMO OS OUTROS, a põe a paginar.
Quem plagia e quem, ignorante - e, já agora, sem o mínimo sentido de oportunidade - no DIA DE UM 'CRONO' QUE PODE TER ESCRITO A HISTÓRIA FINAL DA VOLTA e antes de uma etapa que VAI SUBIR TRÊS VEZES A SERRA DA ESTRELA, publica a história da Volta de... 1974!!!...
Porque é que, no decurso da PRINCIPAL PROVA VELOCIPÉDICA do calendário nacional, quando pouco ou nenhum destaque se tem dado aos heróis da Corrida, com dois escribas no terreno e após O DIA DE DESCANSO, se 'estraga' uma página dedicada à Volta de... 1974!!!
Porque não a de 47, a 77 ou a de 39?
Eu sei que andam todos envinagrados comigo, mas expliquem-nos lá!
É que estão tão preocupados comigo que cometem um tremendo erro:
NÃO SOU SÓ EU (aliás, tenho a humildade de me recolher no meu cantinho) QUE PERCEBE DE CICLISMO EM PORTUGAL. E (AINDA) HÁ MUITOS MILHARES QUE COMPRAM O JORNAL SÓ POR CAUSA DO CICLISMO, DA VOLTA!
Está toda a gente a rir-se!...
SIM, ENVERGONHEM-SE! TÊM MOTIVO PARA ISSO.
Cum caraças! Como é que poderei... 'arrematar' isto?
25 de Abril Sempre?
O Povo Unido Jamais será Vencido?
Quem tem um 'padrinho' jamais ficará sem emprego?
Ou...
- aviso que aposto neste -
... EM TERRA DE CEGOS, QUEM TEM UM OLHO É REI!
sábado, agosto 06, 2011
ANO VI - Etapa 60
Há sempre situações imprevistas que acontecem durante - e como é dela que estamos a falar - na Volta a Portugal.
O Senhor Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, apesar de se perceber que traz um crachat ao pescoço. Quantas vezes trazemos a fita ao pescoço e o crachat, propriamente dito, dentro do bolso da camisa, ou mesmo, ainda que inadvertidamente, dentro da camisa, principalmente quando o calor aperta e desabotoamos mais do que o primeiro botão...
nessa altura levava mais de 25 anos como Director da Organização da Vuelta - porque aquele seria o caminho mais curto desde o local de onde se deslocava foi TRAVADO, da mesma maneira, por um elemento de uma empresa privada de segurança. Lá está... o pobre homem não tinha, obrigatoriamente que o conhecer e como ele não cumpria o definido para entrar por ali... vedou-lhe a entrada.sexta-feira, agosto 05, 2011
ANO VI - Etapa 59
Não começou bem esta 83.ª edição da Volta a Portugal e até já tinha tema marcado para esta segunda página do meu diário, contudo, algo de mais grave e preocupante aconteceu.
quinta-feira, agosto 04, 2011
ANO VI - Etapa 58
.quarta-feira, agosto 03, 2011
ANO VI - Etapa 57
Não vou poder vir aqui todos os dias porque não vou poder ver todas as etapas.
A minha 'agenda' de Verão está mais carregada com médicos e Hospitais que as da família Malhoa, pai, filha e neta!
Virei quando puder e dependendo de como volto do Hospital. Às vezes a letargia é tão grande que consigo ficar a ver um filme e, chegado ao fim, não me lembro sequer do seu nome nem dos actores que acabei de ver... (mas isto são coisas minhas)
Amanhã começa mais uma Volta a Portugal e o que é que eu poso dizer mais que não seja...
BOA SORTE A TODOS.
ANO VI - Etapa 56
O HÁ VOLTA RAIOU O VÓMITO...
(e foi só o primeiro dia)
Eu sei que que as (poucas) autarquias que ainda vão apoiando o Ciclismo - e permitindo que não perigue a realização anual da Volta - na hora de negociar com a Organização valorizam muito, muito mesmo, o espaço de duas horas que a sua terra 'brilhará' na televisão.
Contabilizado como espaço publicitário é um ganho quase incomensurável e que 'bate aos pontos' quaisquer esboços de inviabilização por parte das oposições locais.
Não sei quanto custa, hoje, uma partida ou uma chegada, mas o Joaquim Gomes fez questão de, esta tarde, frisar que a Volta vai passar por mais de seis dezenas de concelhos. E já nos tinha dito que o orçamento da prova é de, aproximadamente, 4,5 milhões de euros (coisa assim como que...metade de um 'Roberto').
Também não quero saber quanto pagam se no final ficam realmente contentes com o investimento. [Já explico!]
Por isso o Há Volta parece ser inevitável.
Não é!
E nestes moldes tem momentos asquerosos a raiar o vómito.
E uma chamada, séria, de atenção para os responsáveis do Canal Público.
Aliás, fiquei com a nítida impressão que uma das... 'pérolas' apresentada esta tarde foi, conscientemente censurada. E bem, digo eu...
A verdade é que o bloco publicitário caiu de repente sem qualquer separador deixando o 'artista' a seco.
Ao presidente da Autarquia de Fafe - e aqui vai a explicação -, homem que todos conhecemos como amante do Ciclismo e, ao que julgo saber, respeitado, mais do que isso, querido - sim, no sentido sentimental do termo - pelos fafenses (da Cidade e de todo o Concelho), homem sério, que tenho o previlégio de conhecer pessoalmente e com ele falado várias vezes, que teve até, para com a equipa de Reportagem de A BOLA - curiosamente, no ano em que o Miguel Cardoso Pereira experimentou pela primeira vez, e única, até agora - a deferência de premiar, com a medalha da Cidade, um trabalho que o Miguel, mais o Paulo Jorge Santos, escreveram mas que, mais ou menos levado 'à traição', acabei por ser eu a receber das suas mãos numa singela mas sentida manifestação de apreço, terá gostado tando das 'variedades' como eu e, estou certo, milhões de outros portugueses.
A Produção da RTP, para este Há Volta, se tem algum critério é de tal modo 'profundo' que eu não sou capaz de o alcançar.
A ideia, estou certo disso, e a parte que cabe à Autarquia definir, é a de dar visibilidade a clubes, colectividades, associações nas mais diversas variantes, que caracterizam o Concelho.
Uma pré-produção que nos mostrasse, e explicasse, os aspectos mais interessantes das Terras de Fafe - e o mesmo se aplica às Autarquias se se lhe vão seguir -, sem pretensiosismos enciclopédicos mas que nos falasse da História, da Etnografia, da Gastronomia, dos sítios a visitar... isso valorizaria o investimento.
Obrigar o presidente a ficar quatro horas a ouvir 'artistas' - e esta parte é da responsabilidade da Produção da RTP -, a ele e a nós, que cantam "ela quer u'mamá-la", "... se lhe tocares ela cresce", "a tua não que é pequenina", "eu nun'carra-lo com ela" (leia-se com pronúncia setubalense)... não é exagero, é total falta de respeito. Até porque isso NÃO TEM NADA A VER COM FAFE!
Eu não sou puritano, mas atirar para segundo plano - às 4.30 da tarde quem é que ainda se lembrava das equipas apresentadas e sabiam as que ainda faltavam apresentar? - os VERDADEIROS ARTISTAS DO CICLISMO que, é evidente, são os Corredores apresentando, não as EQUIPAS mas um ou dois atletas intercalados por 'vivaços' e 'vivaças' que aparecem de borla para apresentar as suas listas de futuros... concertos (é publicidade, pagaram-na?) com números que fazem da música Pimba que passa na rádio (estas jamais passariam!) quase óperas de Verdi, isso é que não!
A meio da tarde?
Foi o primeiro dia... ainda estão a tempo de mandar essa cambada de 'produtores' para casa.
Um espectáculo televisivo, que se estendeu desde as 14 às 18 horas não pode ser confundido - e tentem lembrar-se dos locais que estes... 'artistas' anunciaram onde vão actuar nos próximos dias - com bailes de aldeia onde velhos e frustados sexuais salivam até aos joelhos só com o guarda-roupa das... 'acompanhantes'.
Já o disse, não sou nenhum puritano mas se eu fosse chefe da polícia, ou da GNR, e este triste espectáculo a que hoje - porque queríamos ver os CORREDORES - fomos obrigados a assistir, levava toda a gente presa.
Agora berrem o que quiserem contra mim!
ANO VI - Etapa 55
(e como tanta coisa mudou!...)
Foi há 20 anos que cobri, para a saudosa A Capital, a minha primeira Volta a Portugal em Bicicleta.
Por esta altura já havia terminado. Acabou, na mesmíssima Avenida da Liberdade, em Lisboa, onde na edição deste ano a bandeira axadrezada será uma vez mais baixada pela última vez, no dia 15 de Julho.
Começara em Loulé, no primeiro dia desse mês e ainda era normal cumprirem-se mais do que uma etapa por dia. E foi assim que acontecei logo no primeiro dia. Um crono por equipas, de manhã, ganho pela Ruquita-Feirense, com o Jorge Mendes a vestir a primeira camisola amarela; à tarde correu-se a 1.ª etapa (de manhã havia sido o Prólogo) ligando Loulé a Tavira e o vencedor foi Luís Machado da então estreante Tensai-Mundial Confiança orientada pelo jovem Marco Chagas.
Houve ainda mais duas jornadas duplas. A 10 cumpriram-se mais duas tiradas: Costa Nova (Aveiro)-Guimarães e Guimarães-Porto. Vicente Ridaura (Royal) resistiu de amarelo, mas a sua liderança estava claramente por um fio. No dia seguinte, no segundo contra-relógio por Equipas, disputado na Cidade Invicta, venceu a Sicasal-Acral e o torreense Jorge Silva vestiu-se de amarelo e não mais haveria de despir o jersey de líder.
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.No dia 12 tivemos outra vez duas etapas. Águeda-Caldas da Raínha e Caldas-Lourinhã. No dia seguinte o único crono individual e... do nada surgiu um jovem com pouco mais de 20 anos, Orlando Rodrigues, da Ruquita-Feirense (orientada por António Brás) que, para surpresa de todos - menos minha, porque não tinha a mínima ideia do que estava a acontecer!!! - venceu e se tornou um pesadelo para os homens da toda poderosa Sicasal-Acral nos dois dias que faltavam.
Mas Jorge Silva resistiu e acabou por vencer a prova não sem ver, no último dia, na chegada à Avenida da Liberdade, o mesmo Orlando Rodrigues ser o primeiro a passar o risco de chegada.
Memórias que vivem na minha memória...
Um abraço muito grande para os meus dois Companheiros de aventura e que, com a sua experiência tanto me ajudaram, o Zé Rosa (motorista) e o Carlos Alberto (repórter fotográfico).
E, como em título escrevo... e como tanta coisa mudou, lembro-me que carregava uma máquina de escrever mecânica e uma mala com duas resmas de folhas para escrever - laudas ou linguados (ainda tive que comprar mais) - que depois tinha de enviar por fax (já não apanhei a fase do telex!...) e os rolos fotográficos que o Carlos Alberto gastara ao longo do dia tinham que, o mais rapidamente possível, ser levados à estação da CP ou da rede de Expressos rodoviários mais próximos e 'despachados' para Lisboa. Na manhã seguinte um contínuo do jornal ia a Santa Apolónia ou à Avenida Casal Ribeiro buscá-los.
A Capital era ainda vespertino.
Ao Carlos Alberto escapava tudo o que fosse escolha ou edição de imagem!
Mas não era apenas o nosso - dos Jornalistas - trabalho que tinha era muito diferente.
Reparem, na foto, na estrada de paralelos; na existência de apenas uma roda pedaleira na bicicleta do Jorge Silva e... no sistema de fixação dos sapatos do Corredor aos pedais.
Esta, confesso que pesquei na última edição do Expresso: passam também agora 25 anos sobre a quarta vitória de Marco Chagas na Volta, a segunda ao serviço do Sporting.
Só mais uma nota: David Blanco, o vencedor das últimas três edições da Volta, divide com o Marco Chagas o recorde de vitórias na prova, quatro, e só ele e Joaquim Agostinho venceram três voltas consecutivas.
Eu... eu cobri a Volta durante 15 anos consecutivos, sem uma única pausa.
Em 2005 pude escrever a história de um perfeito desconhecido, o russo Vladimir Efimkin que, à segunda etapa e saindo da Figueira da Foz, para uma jornada que, passando pela Estrela (embora ao lado da Torre) terminou no Fundão, coberta de fuligem e com um ar irrespirável devido aos vários incêndios que rodeavam a cidade, ganhou a Volta. Sim. Ao segundo dia!
No ano seguinte, doente, falhei a corrida. Apenas um intervalo, pensei.
Não voltei mais!... E não voltarei...


