
[Acordo Ortográfico] # SOU FRONTALMENTE CONTRA! (como dizia uma das mais emblemáticas actrizes portuguesas, já com 73 anos, "quem não sabe escrever Português... aprenda!») PORTUGUÊS DE PORTUGAL! NÃO ESCREVEREI, NUNCA, NUNCA, DE OUTRA FORMA!
quinta-feira, janeiro 27, 2011
ANO VI - Etapa 17

ANO VI - Etapa 16
COMO DIZEM OS ESPANHÓIS...
QUE FALTA DE COJONES
Profundo conhecedor da Modalidade, analista isento e, demonstra-o uma vez mais, completamente contra 'intifadas' ou julgamentos à moda de Linch, em pouco mais de uma dúzia de linhas o Carlos Flórido escreveu o que muitos de nós, apaixonados pelo Ciclismo, pensamos. Tal e qual.
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.Eu, com menos juízo, em vez do 'suicídio' teria sido bem capaz de escrever... 'assassínio' do Ciclismo.
Admirador confesso da História Universal, com uma certa predilecção pela Idade Média, é enorme a tentação que sinto em comparar o que vem a passar-se com o Ciclismo com aquilo que a 'insana Inquisição', com a igreja a assobiar para o lado, prepertou no Século XVI. Bastava um tipo qualquer estar de mal com o vizinho, procurava o Torquemada lá do sítio e denunciava-o como feiticeiro ou bruxa... o final era o mesmo, ardia, vivo, numa pira fe fogo.
Já não se vai tão longe mas, salvaguardando as devidas diferenças - e apesar ainda não valer pena de morte, pese embora a prisão já esteja prevista - a Informação globalizada tem muito mais impacto. Os 'autos de fé', porque individualizados, pouco mais longe iriam do raio de influência do local onde eram consumados. Numa pequena aldeia, talvez, talvez... até às aldeias mais próximas... e levava tempo a chegar.
Hoje a notícia corre mais rápido que o movimento da terra, escreve-se e divulga-se em todas as línguas. No centro do alvo... um nome; um Homem.
E tem vindo a ser assim desde há pouco menos de dez anos para cá.
Os argumentos do acusado são sempre... desculpa!
E isto revela o preconceito que se instalou e vinga: os Corredores são todos uns dopados.
(Faço um parentisis: como posso ter eu a certeza de que uma Brigada Médica, digamos... da ADoP, vai mesmo a casa de um Corredor? Leva papel que será assinado... Ok., agora, pressuponhamos que vêm a minha casa; tocam à campaínha. Eu, estando ou não, abro ou não a porta. E depois? O Pedro Lopes garantiu que estava em casa numa das datas em que foi acusado de faltar a um controlo. Quem me impede de pensar que... pura e simplesmente, a Brigada Médica não chegou a ir ao seu destino? Vão à tasca da esquina... náaaa, não vou dar ideias de borla!)
Mas foquemo-nos neste caso concreto do Alberto Contador.
(E porque é que eu escreveria assassínio em vez de suicídio...)
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Tal como o Carlos escreve, em ano de definitivo adeus de Lance Armstrong - e ele foi, até agora, suficientemente Homem para guardar para si o 'segredo' que todos adivinhamos: só voltou ao Tour a CONVITE (mesmo que sigiloso e a obrigar a silêncio eterno), para SALVAR a prova raínha do Ciclismo Mundial.
Para que hei-de estar eu com 'rodriguinhos'... para SALVAR a organização e a própria UCI.
Voltou integrado na mesma equipa daquele já já dera indícios de ser o único a poder batê-lo. E perdeu. Um Campeão não sai assim... no ano seguinte criou a sua própria equipa e voltou à prova. Já não perdeu por ter estado parado demasiado tempo mas porque os anos pesam e o adversário era de valor. Era Alberto Contador.
E o que fazem a Contador? Envolvem-no numa história que terá - teria, se a opinião pública, no Ciclismo 'pesasse' tanto como no Futebol, não que não se tenha feito ouvir - de ser muito bem explicada.
É que há tantas pontas soltas que eu não consigo visualizar de que forma pretendem atar este nó à volta do Contador. E não nos esqueçamos da primeira regra do Direiro 'in dubia pro reo'.
O espanhol foi 'apanhado' depois de uma recolha para controlo ter sido enviada para o ÚNICO laboratório do Mundo que consegue atingir um algarismo, que não o ZERO, depois deste, sequido de vírgula, ser seguido por um notável 'pelotão' de outros zerinhos. Creio que foi depois de nove zeros após a vírgula que encontraram um algarismo não redondo... e é nisso, nesse resultado, que assenta toda a acusação que levou à já divulgada suspensão ainda que passível de recurso...
Alberto Contador explicou que o produto detectado, mais fundo do que aquilo que os mineiros chilenos ficaram presos, só podia ser derivado à contaminação de algo que comera.
E todos sabemos como é que aos animais, cuja carne consumimos, os engordam até ao matadouro num terço do tempo em que, normalmente, coitados, poderiam andar a pastar nos campos. Todos menos, aparentemente, os doutores das agências anti-doping.
Mais... o responsável pela compra da carne, em Espanha, no País Basco, aproveitando uma etapa do Tour que terminava perto da fronteira franco-espanhola, não comprou um bife para o Alberto Contador. Comprou uma peça de carne para servir ao jantar da equipa.
Alguém leu, ou ouviu que outros Corredores - mesmo que não tenha, na altura, sido controlado - tivesse sido chamado para, voluntariamente, se sujeitar ao mesmo teste? Ok, 0,00000000000x não deve ser coisa fácil de descobrir um mês, mês e meio depois...
E um saltinho a Espanha, ao mesmo talho a comprar carne do mesmo fornecedor?...
Se os bichos são engordados com... 'potenciadores de massa moscular', não terá sido apenas aquele que, coitado, acabou grelhado no prato de Contador.
Pois, não há autoridade ant-doping com poderes para ir ao talho, comprar (quer dizer, para isto não são preciso poderes, basta ter um cartão de crédito) mas depois usar os resultado de análises à carne.
Mas disto... SÓ dependia, não só o Bom Nome como a Inocência, não de um atleta, mas de um Homem!
Os 'polícias sanitários' do Desporto, com inegável maior e mais picuinhas actividade para quando em causa estão Corredores de Ciclismo, são os Torquemadas do presente. Quantos mais corpos 'incenerados' teremos?
- Deixo uma sugestão, os inspectores anti-doping podiam muito bem ser suporte de publicidade que ajudaria, não digo a instituição que representam, que já é paga por todos nós com os nossos impostos - mas, pelo menos, as organizações. A ServiLusa era capaz de estar interessada...
E, tirando este texto do Flórido... só vejo telexes 'picados'...
domingo, janeiro 23, 2011
ANO VI - Etapa 14
.A propósito, o 'porta-voz' oficial da FPC é um fulano que de jornalismo percebe nada, e de Ciclismo ainda menos. Belo Padrinho, heim?!!!!
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sábado, janeiro 22, 2011
ANO VI - Etapa 13
anterior que a FPC ia a votos para quadro (de quatro anos) do próximo Ciclo Olímpico. A Lei de Bases assim o obriga, mandatos coincidentes com os ciclos olímpicos. ANO VI - Etapa 12
Surpresa!
Confesso que estava convencido que, à luz da Lei de Bases para o sector desportivo, o doutor Artur Moreira Lopes não podia ser mais candidato à Direcção da FPC. Está lá desde 1983. Há 18 anos, portanto. Mas, eis que hoje me surge a notícia de que a única lista que vai apresentar-se a sufrágio, amanhã, sádado, dia 22, é liderada por... Artur Moreira Lopes.
Lá ficou para trás a renovação. Que todos adivinhávamos não seria mais do que a evolução na continuidade. Aliás, e não fui eu que o escrevi mas li, nos novos Órgãos Sociais da FPC passaria a haver uma nova figura. A do Presidente Honorário. Obviamente... o dr. Artur Moreira Lopes.
Mas vamos ao que interessa.
Deixemo-nos de devaneios.O objectivo desta Etapa é mesmo sublinhar o retiro, quase em cima da hora, do apoio da Associação de Ciclismo do Minho, hoje por hoje, a voz mais honesta em relação ao estado do Ciclismo português, sem temer o facto de, anteriormente, o ter dado à lista de Artur Lopes.
Até por isso.
Por ter 'lá estado' mas, essencialmente por, como vem a ser desde há muito, coerente com os seus princípios.
Já espreitei os jornais desportivos que vão sair durante a madrugada...
Só um tem, na edição electrónica, o que não quer dizer que venha a sair em papel - como não quer dizer que não saia em papel naqueles que na inteernet ignoraram o comunicado da associação minhota - a posição da ACM que até me chegou a mim...
Sem quaisquer espécie de comentários, e na eventualidade
de todos falharem... eu, que já quase tinha atirado fora a chave deste espaço não quero deixar - porque eles também contam comigo - de tornal público o porquê de a ACM ter, quase em cima da hora, tretirado o apoio à lista de Artur Lopes.Tenho a certeza que outros, várias vezes 'enganados'... não só não retiraram o seu apoio como jamais teriam a coragem de o fazer. Infelizmente.
sábado, janeiro 01, 2011
ANO VI - Etapa 11
Nem David Blanco, nem Marco Chagas! O verdadeiro recordista da Volta a Portugal é Guita Júnior, jornalista, com 81 jovens anos e 49 Voltas.
Sim!... 49 Voltas a Portugal.
Eduardo Guita Júnior conta, no seu currículo, com 49 Voltas a Portugal, mais de metade daquelas que já se realizaram.
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.Na edição 73.ª, a cumprir este ano, completará – e um enorme ‘pelotão’ de Amigos assim o deseja - 50 Voltas ao lado (ou à frente) do pelotão.
O próprio diz ter ‘vergonha’ de dizer o número de vezes que já fez a maior prova velocipédica do País, às quais soma mais 18 Tours, 16 Vueltas e 1 Giro.
Curriculo inultrapassável. Uma Vida dedicado ao ciclismo.
Em 1949, por puro acaso, ainda jovem foi enviado para acompanhar a prova para o jornal onde então trabalhava. Gostou. Rendeu-se. Está a apenas a meses de completar as bodas de ouro…
sexta-feira, dezembro 31, 2010
ANO VI - Etapa 10
Porque é que esta entrada tem direito a 'Etapa', o que não aconteceu com os Desejos de Feliz Natal? 
Tenho que o confessar...
Porque nessa altura eu já decidira que hoje aqui voltaria, claro, para desejar um bom ano a todos, mensagem essa que que seria complementada com o anúncio do fim do VeloLuso. Estava decidido.
Eu já não sigo, na estrada, a modalidade; já dela não escrevo; faltam-me dados e informações (*)... para que serviria então o VeloLuso?
Sem dramas nem tragédias, porque todos sabemos que tudo tem um princípio e um fim, já tinha decidido despedir-me hoje de todos vocês.
Para sempre.
Também eu desaparecerei um dia...
Então o que me fez mudar de ideia?
Primeiro, o facto de um facto que consegui 'arrancar a ferros' - passe a expressão e não retirando os créditos à única pessoa que, até hoje, foi capaz de o dizer em público (tendo, para isso, que usar o VeloLuso) - aquilo que se têm mortificado por esconder, embora o saibam;
depois, o de imediato terem aparecido 'notícias' a tentar desviar as atenções;
finalmente, um trabalho que eu pediria a todos os amantes do Ciclismo que comparassem ao que aconteceu aquando do 'caso PCC'.
Li o que nunca antes lera; informação que tenho de considerar classificada com alguns pormenores inequivocamente explícitos. Reveladores de um conhecimento mais profundo do processo.
Contudo não acrescenta, em termos genéricos - e o artigo disso não passa - nada que não saibamos já há muito tempo.
Mas o que é que é pior do que contra-informação?
Exactamente, a escandalosa fuga à informação e, pelo menos desse sentimento de desconfiança, e desconforto, há quem não escape.
Entretanto, surge o caso Operatión Galgo.
Ah!, pois é... e toda a Imprensa nacional está a tratar a coisa com pinças...
Mas permitam-me perguntar: porque é que, e ficando-mo-nos pelo expectro nacional, aos Corredores de Ciclismo não foi dado o mesmo tempo de antena para se defenderem como, por exemplo, tem vindo a ser feito com o Francis Obikwelu?
Algum Corredor português foi apanhado em escutas telefónicas interceptadas pela polícia, confesar que tinha colocado um penso com uma substância pro-reactiva na véspera de saber (?????) que ia ser controlado - primeiro pôs o penso, depois soube que ia ser contriolado - soube? Como?
Quem o avisou?
Mas que se lixe isto, passe a vulgaridade da expressão.
Que há filhos e enteados no desporto, incluindo o português, quiçá, apenas por total desleixo e desinteresse de quem por ele devia aparecer na primeira linha de defesa, isso já sabemos.
Mas voltando ao Ciclismo e à razão pela qual, afinal, resolvi não 'matar' o VeloLuso...
Gostava que nos dissessem a verdade sobre os resultados dos controlos anti-doping da última edição do Troféu Joaquim Agostinho!
Naturalmente, que seja dada oportunidade, como foi feito com o Obikwelu, ao - enquanto não nos for dita a verdade - 'suspeito' para se defender em todos os telejornais; e nos jornais também.
Seis meses são mais do que suficientes para sabermos a verdade...
endogéneo ou exogéneo?
Alô ADoP... Está aí alguém?
Porque a mim não, não vou em 'manobras de diversão' decidi não 'matar' o VeloLuso.
Talvez ele me 'mate'! Me desgrace, pelo menos. Mas até lá... aqui clamar-se-à pela Verdade!
Quando mais ninguém lhe ligava, eu estive sempre abeto, aqui, no VeloLuso, a dar voz à APCP. E o Paulo Couto soube sempre aproveitar isso. Depois... veio o 'caso-PCC'.
O Paulo foi claro, em conversa comigo. A Associação não apoiava Corredores 'dopados'.
Eu sempre achei que, enquanto não provada a culpa toda a gente é inocente...
Os resultados são conhecidos, os castigos também.
O sinuoso caminho para chegar a alguns deles [castigos] também.
Não sei se é por causa disso - de eu ter ficado até ao fim do lado dos mais fracos - ou devido à mudança de Direcção da APCP (mas o meu contacto não estava guardado?) deixei de ter dela informações.
Pela minha parte, lamento-o, e uma das próximas etapas servirá exactamente para, porque não me foi pedido sigilo, logo, mantenho a informação publicável, deixar (mais) um exemplo de como a FPC subalterna a associação... e esta deixa!!!
Mas no meu Alentejo diz-se que "só nos sobem para as costas se nos agacharmos", e isso é que ninguém verá o Manuel José Madeira fazer!"
sexta-feira, dezembro 24, 2010
ANO VI - Etapa 9
Claro que é motivo para uma rectificação...
Peço-lhe aqui, e fá-lo-ei publicamente, desculpa pela confusão que, há-de lembrar-se, não é a primeira vez que acontece.
Retracto-me e só prometo que, no futuro, vou mesmo verificar quem é quem.
Com o maior dos respeitos,
[nota: este é o conteúdo ipsis verbis de uma mensagem que mandei, em particular, ao José Luís Ribeiro]
Manuel José Madeira
quinta-feira, dezembro 23, 2010
ANO VI - Etapa 8
(É que é difícil mas bate sempre certo!)
José Carlos Gomes
Posted on 2010/12/23 at 5:52 pm
O Jornal Ciclismo dá notícias, não alimenta boatos.
*****
Manuel José Madeira
Posted on 2010/12/23 at 10:10 pm
o ‘Jornal’ de Ciclismo ursupa o nome de jornal… é grave, inconsciente e deixa a descoberto o que de ‘jornal’ tem como referência o JCG.
O ‘J’ Ciclismo pode pretender, enquanto quiser, que não sabe do que se fala. Tanto quanto sei é ‘patrocinado’ pela FPC…
Agora leiam o que o Presidente da Assiciação de Ciclismo do Minho confirmou com todas as letrinhas no VeloLuso…
O Cândido Barbosa acusou positivo, com hormonas de crescimento, no Troféu Joaquim Agostinho, que venceu e que que foi a última prova antes da Volta a Portugal.
Que o JC é uma farsa mal interpretada disso todos já sabíamos.
Retirem, o mais depressa que puderem porque já há queixas junto da ERC, o ‘Jornal’ do nome do Blog, porque não é mais do que isso que se trata… um Blog.
Eu tenho uma proposta:
‘José Carlos Gomes… depois de mim o caos!’
Não é bomito?…
Já temos a VERDADE que é possível ter.
Os Jornalistas (heiii…… calma Zé Carlos, eu referia-me a profissionais a sério!) que sejam Jornalistas – e a nossa profissão exige-nos que sejamos Jornalistas, que mais não seja dêem a notícia, ainda que sob reserva.
Será preciso lembrar que outros Corredores foram, de imediato, cruxificados na praça pública ainda antes de que contra eles tenha sido provado fosse o que fosse?
Onde está aqui a diferença?
Mas não há como escondê-lo mais.
O ‘herói do povo’ – e MEU HERÓI também – foi apanhado.
Endógeno ou exógeno?
Isso será o FIM DA NOTÍCIA.
A NOTÍCIA, que nos foi sonegada até agora.
Porque género de ‘jornalistas’?
Eu sei…
... os que, de uma maneira ou outra ‘comem’ à custa da federação.
quarta-feira, dezembro 22, 2010
ANO VI - Etapa 7

NUMA 'BOMBA´
QUE ESTÁ PARA ESTOIRAR...
Foi há já mais de um mês!
(Vejam a Etapa 1, deste ANO VI)
A fonte... fidedigna...
Faltam as provas.
Faltam-me os dados concretos para cumprir o juramento (não feito) quando abracei a profissão.
Não o transcrevo mas chamo a vossa atenção para o que podem ler...
(ver aqui)
segunda-feira, dezembro 20, 2010
ANO VI - Etapa 6
Última (?) 'bronca' no Ciclismo luso: Joaquín Ortega, corredor que este ano representou, pelo menos na Volta a Portugal, a formação gaiense da Barbot-Siper foi apanhado num controlo fora de competição em vésperas da Volta, que correu, tendo a segunda amostra da análise confirmado o que a primeira já dera: eritropoetina.
O controlo, segundo li, foi feito em Viseu no dia 2 de Agosto, dois dias antes de a prova ir para a estrada. Ortega venceu mesmo, isolado, uma etapa, a 6.ª que ligou Moimenta da Beira a Castelo Branco etapa que, segundo a notícia, irá perder, para além (não foi escrito mas é inevitável) da desqualificação na prova.
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.O que é que que é que eu não entendo?
Recuemos um ano.
Numa situação em tudo semelhante - até o controlo foi feito dois dias (3 de Agosto) antes de a Corrida ir para a estarada - em 2009 acabaram por ser 'apanhados' três Corredores de uma equipa entretanto extinta. Ora, os casos de Nuno Ribeiro e dos espanhóis Isidro Nozal e Hector Guerra saltaram para as páginas dos jornais a 18 de Setembro, numa altura qm que, se os espanhóis abdicaram desde o início da contra-análise, o Nuno Ribeiro - que até venceu a prova - não prescindiu da contra-análise a que tem direito. Mas já saiu penalizado pelas notícias tornadas públicas.
Do Joaquín Ortega só soubemos no dia 19 de Dezembro. Mas esperem, há aqui pelo meio uma curiosidade. Nestes casos, de controlo positivo, a UCI - e a Volta a Portugal é uma prova UCI - começa por informar, primeiro os atletas e o seu clube. Logo a seguir a federação onde estão inscritos.
Há dois anos, e porque havia atletas com licenças de duas federações e se soube dos seus casos ao mesmo tempo, ficou claro que foi a equipa que tornou público o resultado. Tanto que, o acto seguinte foi a extinção da própria equipa.
Dirão os que só agora sabem do caso... 'ah, mas neste caso como o atleta é espanhol justifica-se o facto de só dele termos conhecimento dois meses depois do que acontecera em 2009'.
Engano! A mesma notícia dava-nos conta de que Joaquín Ortega correu com uma licença portuguesa. Que o clube encobrisse o facto, compreendo, mas como é que a federação não emitiu um comunicado?
Porque é que, neste caso, só depois da contra-análise a notícia veio a público?

E é verdade que o Ortega 'estava inscrito' - como demonstro - com DUAS licenças (!!!!), como é possível? É possível? Ou quem tem a responsabilidade da manutenção do sítio da FPC não sabe o que faz?
Querem mais surpresas?
Não é difícil descobrir estas coisas, basta procurar.
Adivinhem quem, no sitio Oficial da União Ciclista Internacional, consta como vencedor da Volta a Portugal de... 2009.
Não se cansem, eu mostro...

Saudade
.terça-feira, dezembro 14, 2010
ANO VI - Etapa 5
Só hoje o soube.
Os jornais traziam a notícia que nenhum jornalista gosta de escrever, a da morte de um camarada.
Morreu o Zé Mateus.
Recordá-lo-emos, naquele seu jeito bonacheirão, amigo do seu amigo, profissional exemplar que todos respeitávamos.
Não foi fácil encontrar uma foto dele, mas queria perpertuá-lo aqui. Achei-a.
Ao mesmo tempo, no sítio da RDP encontrei aquele que terá sido o últo 'Tempo de Desporto' que realizou. Tem a data de 17 de Novembro de 2009, a 1 de Dezembro reformar-se-ia.
Há já alguns anos que o não via. Agora já não vou a tempo e temo que o mesmo acontecerá com outros.
Vai diminuindo o 'pelotão' da Velha Guarda do Jornalismo de Ciclismo, quando este era formado por Jornalistas e formava uma grande família.
Adeus Zé, Até Sempre!
sexta-feira, dezembro 10, 2010
ANO VI - Etapa 4

TODOS ENGANADOS...
LAMENTO-O E É COM MÁGOA
QUE AQUI TRAGO O ASSUNTO
'Operatión Puerto'.
Ainda hoje são estas duas palavras (*) são associadas à grande investida e (erradamente) a uma grande vitória das entidades, no caso, as espanholas, contra os batoteiros... no Ciclismo.
No desenvolvimento dessa acção, por descuido, sempre estive certo disso, a Imprensa chegou a fazer o papel que dela se espera: dar relevo à notícia, independentemente do nome dos protagonistas. E logo se falou do 'deus' do ténis espanhol... Rafa Nadal (e cito o seu nome porque ele saiu estampado no principais jornais de toda a Europa)... e da equipa de futebol do Barcelona!!!
Adivinho as pressões que se seguiram, de tal modo que a 'fogueira' limitou-se a queimar Corredores de Ciclismo e mais alguns agentes a ele ligado. Refiro-me a técnicos, porque em relação a... ´cérebros', constacto que o mais falado voltou a ser notícia.
Sei que, nestes dois últimos dias, muitos dos 'cliques' que vão mantendo o Veloluso ao abrigo de um aviso por parte do servidor onde está alojado, de falta de assiduidade procuravam uma reação a esta notícia:
«A campeã mundial [em atletismo] de 3.000 metros obstáculos é uma das visadas da operação anti-doping desencadeada pelas autoridades espanholas. Segundo noticia a imprensa daquele país, Marta Dominguez foi detida para prestar declarações.
Além da atleta, que no passado mês de Novembro anunciou pausa na carreira por ter engravidado, foram detidos também o seu treinador, César Pérez, assim como o treinador mais reconhecido do país, Manuel Pascua Piqueras (2). O médico Eufemiano Fuentes, implicado na Operação Puerto em 2006, então relacionada com ciclismo, também terá sido detido.
As últimas informações apontam que nas várias buscas efectuadas ao longo da manhã desta quinta-feira foram encontradas substâncias dopantes de última geração.»
segunda-feira, novembro 29, 2010
ANO VI - Etapa 3
(Corredor não perde direitos comuns
a qualquer Cidadão só porque é... Corredor!)
Reforçar o combate contra o 'doping' no Desporto, sublinho... no Desporto. Totalmente de acordo. Agência Mundial e congéneres nacionais, em vários países, embora muito mais nuns que noutros, estão fixados nessa ideia, tão fixados que não têm pejo nem vergonha em apresentarem 'planos' que teimam em violar os mais elementares direitos de qualquer Cidadão. E um Corredor de Ciclismo não perde direitos de cidadania só porque... é Corredor de Ciclismo!
Corredor de Ciclismo, mesmo que em dado ponto da sua carreira tenha infrigido qualquer código, Não Pode Ser Tratado Como Um Vulgar Criminoso, muito menos ser olhado como pior do que estes.
Porque é que as polícias, mesmo sabendo onde se esconde um criminoso tem, pacientemente, que aguardar pelo nascer do dia para poder 'assaltar-lhe' a casa e tentar prendê-lo?
Está na Lei!
Que foi feita para defender os direitos dos Cidadãos sem que tenha previsto sub-grupos de cidadãos. Como quem assassina, estrupa ou rouba...
quinta-feira, novembro 25, 2010
ANO VI - Etapa 2
No que diz respeito ao doping no Desporto - sei que não é verdade, mas não vo-lo escondo, sabendo, de antemão, que os que comungam as minhas ideias me perdoarão o que vou escrever a seguir... - alturas houve em que me senti sozinho e isolado (o que não é a mesma coisa), espécie de caquéctico (assim Miguel de Cervantes o imaginou e criou, caquéctico mesmo) Don Quijote espadeirando imaginária lança contra bem concretos 'moinhos'.
Há instantes brilharam-me os olhos. Húmidos, sim!
É que não basta concordar, em privado, que eu tenho razão.
Qualquer acto que disso faça eco preenche um pouco do grande vazio que me envolveu nos últimos anos.
Perdoem-me a fraqueza...
segunda-feira, novembro 15, 2010
ANO VI - Etapa 1
DESENRASQUEM-SE!... (SIM, VOCÊS!... *)
Li hoje que está tremido o futuro da equipa Profissional do Clube de Ciclismo de Tavira. Substituindo o nome do clube, é uma notícia que, infelizmente, desde há anos que vimos a ler. Umas vezes a ameaça cumpriu-se mesmo, noutras, nem que tenha sido à última hora, foi possível encontrar uma solução de continuidade.
Aliás, recuemos aos anos 80/90 do século passado e quantas vezes não lemos, afinal, esta mesma notícia… com o nome deste mesmo clube?
Foi sempre, desde 1991, quando comecei a escrever sobre Ciclismo na saudosa A CAPITAL, um clube com o qual mantive estreitas ligações e onde encontrei grandes amigos.
A imponente figura desse Senhor que se chamava José Manuel Brito da Mana – dentro de pouco mais de um mês completar-se-ão três anos desde o seu passamento e espero que, quem de direito, não esqueça a data – já então se apresentava debilitada e era o José Marques quem, ano após ano, batalhava até ao último minuto útil para conseguir manter viva a equipa.
Principalmente depois do longo ‘casamento’ com a marca Bom Petisco ter chegado ao fim.
Houve até um ano – e não o cito porque não o sei de cor e, como é meu hábito, não recorro a ajudas porque estes escritos são espontâneos e se neles incorporo datas correctas é porque elas estão presentes na minha memória – em que o CC Tavira iniciou a temporada como equipa amadora por não ter patrocínio.
Como, não sendo selectiva, como o não é, a minha memória ainda prende franjas da história recente (últimos 20 anos) do Ciclismo português, é de inteira Justiça – e NINGUÉM poderá negá-lo – foi no decurso de uma Volta ao Alentejo, na qual a equipa não profissional do Tavira participou por convite expresso da Organização, então liderada pelo engenheiro Alfredo Barroso, que um outro Homem a quem NUNCA deixarei que maltratem, por ter sempre posto o seu indiscutível amor pela modalidade acima de quaisquer outros interesses, conseguiu um patrocínio para o resto da temporada, iniciativa que teve que se socorrer de um estratagema para que pudesse seguir em frente.
O Tavira reentrou no pelotão profissional como Progecer-Tavira depois de um exercício de ‘ginástica’ mental ma vez que a empresa que, de facto, lhe deu a mão, a Recer, já patrocinava outra equipa do pelotão, pelos regulamentos, nenhuma empresa pode patrocinar duas equipas no mesmo pelotão.
Ah!, o Homem que ‘desatou’ este nó tem nome e chama-se António Teixeira Correia.
Já não há jornalistas de Ciclismo no activo. Ninguém se lembra disto. Mas enquanto alguém se lembrar, a História não será esquecida.
Tudo isto para vincar que o Clube de Ciclismo de Tavira não vive uma fase que lhe seja de todo desconhecida. Talvez para estes novos dirigentes, mas eles também saberão dar a volta por cima.
O QUE MAIS NINGUÉM ESCREVE…
Depois de, a meio da manhã, ter lido a notícia crua, fria perfeitamente o espelho daquilo que a CS hoje tem para dar ao Ciclismo (nada!), não deixei de pensar no caso Tavira.
Reivindico para mim o mais completo e sério trabalho jornalístico que marcou os 25 anos de existência do Clube de Ciclismo de Tavira, publicado em 2004, em A BOLA.
Com datas e nomes e palmarés – posteriormente por outros aproveitados – e com declarações das principais figuras do Planeta Ciclismo que… hoje ainda são as mesmas. Mas defendo as suas contribuições como honestas e sentidas da mesma forma como defendo o todo desse meu trabalho. Contudo…
Contudo, e durante todo o dia de hoje (apesar de uma dúvida que se me levantou logo no início, mas creio ter esclarecido com uma visita ao sítio oficial do clube) algo me atormentou.
Qualquer coisa da qual, primeiro, eu ainda não me tinha lembrado, depois, não tenho conhecimento de que alguém mais o tenha feito.
(Desde já os meus mais sinceros pedidos de desculpa se, por acaso, estiver errado.)
O Clube de Ciclismo de Tavira foi fundado a 31 de Agosto de 1979 – logo aqui fica a ser o mais antigo clube de ciclismo com uma Equipa Profissional de Ciclismo do Mundo – mas não pode, nem deve, ser apartado do que lhe deu origem.
O Clube de Ciclismo de Tavira é fundado naquela data, logo após uma assembleia-geral do Ginásio Clube de Tavira ter decidido fechar a sua secção de Ciclismo. Não há separação possível, a não ser a mudança do nome.
Quem era o Director do Ginásio responsável pela secção de Ciclismo?
José Manuel Brito da Mana.
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.Quem teve a iniciativa de formar o Clube de Ciclismo de Tavira?
José Manuel Brito da Mana.
Que levou consigo tora a estrutura da secção do Ginásio.
Equipa incluída.
Não se esqueçam que esta Etapa tem a ver com uma “pulga” que trago atrás da orelha….
… entretanto deixemos desfilar a História.
O Ginásio Clube de Tavira foi fundado em 1928 como Tavira Ginásio Clube, tendo sido, ao abrigo de uma Lei do Estado Novo, de 1 de Agosto de 1945, obrigado a mudar de nome. Pelo que consegui saber, o Ciclismo foi uma das suas primeiras modalidades mas faltam registos. O que vale é que, já como Ginásio Clube de Tavira, aparece pela primeira vez na Volta a Portugal – mas havia diversas outras organizações de corridas e no Algarve ainda mais – em 1947.
Já agora, e para quem precise de uma fonte de fácil acesso, dir-vos-ei que, tanto quanto pude apurar, o primeiro clube algarvio a participar numa Volta a Portugal foi o Louletano Desportos Clube, em 1940; e que em 1944 participou uma equipa denominada como Desportivo de Faro.
MAS EU QUERIA CHEGAR A UM PONTO…
MUITO IMPORTANTE!
Já disse lá atrás que não assegurava nenhuma data certa porque tenho, como costume, não ‘trabalhar’ as minhas entradas. Escrevo de memória, o que não quer dizer que não deite a mão a um livro que esteja aqui ao lado.
Não é o mesmo que… “pesquisar” que isso pressupõe trabalho que, honestamente, não fiz. Mas recorri à “História da Volta”, do meu queridíssimo Guita Júnior para chegar a algumas datas. Seria desonesto se tal omitisse.
Mas, acreditem ou não, arranco da minha memória a parte fulcral desta Etapa.
Sei que, em 1982, era então primeiro-ministro Pinto Balsemão, o Ginásio Clube de Tavira – à data, já há três anos sem Ciclismo – ganhou o estatuto de Utilidade Pública.
Não o ponho em causa!
A pergunta, aquilo que me atormentou durante todo o dia é isto:
Como é que o Clube de Ciclismo de Tavira, que desde o primeiro dia assentou na Formação a sua razão de existir, consegue chegar aos 32 anos sem ser reconhecido de Utilidade Pública?
E aqui ressalvo, tinha, tenho dúvidas, mas uma visita ao seu site oficial não nos diz que o seja, e é coisa que sitio oficial não esqueceria de colocar.
1979. Quantos clubes de ciclismos teríamos nós que assentassem, sobretudo, na formação? Agora temos muitos… até porque é garante de subsídios. Mas naquela altura haveria algum mais?
Provavelmente sim, exponho aqui a minha ignorância… perdoem-me, se quiserem!
Mas porque é que o Clube de Ciclismo de Tavira não tem o estatuto de Utilidade Pública?
Como? Quando, durante, pelos menos dois mandatos, o presidente da autarquia tavirense foi o presidente da Assembleia-geral da Federação Portuguesa de Ciclismo?
Ah!...
É de Utilidade Pública e eu estou a fazer figura de urso…
Antes assim.
MAS TENHO OUTRO TEMA…
Se temos o mais antigo Clube com equipa profissional do pelotão mundial, como é possível que a Federação não lhe dê uma mão? A História da Federação Portuguesa de Ciclismo não é dissociável do seu Clube universalmente mais importante. Que mais não seja pela data de fundação!
Se calhar não sabem!...
E acham que eu não acredito nessa hipótese?
Mas ficam a saber.
De uma coisa nunca ninguém vai poder acusar-me: de levantar um problema sem deixar uma proposta de solução. Claro que tenho…
Já nem vou falar do inenarrável exemplo de a Liberty Seguros patrocinar a federação na luta contra o doping… depois de ter pago (sem disso ter conhecimento, é evidente) aquilo que três dos corredores da equipa a que dava o nome terem tomado.
Eu escrevi… os corredores terem tomado porque foram apanhados.
E as análises deram positivo.
Ao contrário de uma outra formação… que não teve nenhum atleta controlado positivamente mas, os responsáveis por esta equipa foram, com a conivência da CS, atirados para o cesto do esquecimento…
Na outra, onde ninguém foi apanhado, director-desportivo e médico acabaram na barra do Tribunal… nesta, enquanto o pau foi e veio, um “milagre” livrou toda a gente…
E ninguém se questiona e ninguém questiona ninguém.
Sou mesmo ingénuo não sou?
Se a Liberty passou a patrocinar a federação… se a federação patrocina os seus arautos…
Mas nem todos são parvos, nem todos estão a dormir.
Mas o mais importante agora, é mesmo apelar a todas as ‘forças vivas’ do nosso Ciclismo que não deixem acabar a equipa profissional do CC Tavira.
Porque devemos isso, por mais que não seja, ao Senhor Engenheiro José Manuel Brito da Mana que, sozinho, fez mais pela modalidade que todos os doutores e lambe botas fizeram, por isso merece que a sua memória seja respeitada.
X FILES
Contou-me um passarinho que está aí uma 'grande bomba' para rebentar.
A FPC já está a par até porque o seu presidente se referiu a 'EPO.3' e 'EPO.4'...
Ficamos a aguardar pelo desfecho da coisa. Porque não há intocáveis no Pelotão, ou há?
(Alfredo Farinha, um dos MESTRES do Jornalismo Desportivo, que a muitos de nós, os mais velhos, serviu de exemplo - e ainda serve - disse um dia: Eu sei tudo o que escrevo, mas não escrevo tudo o que sei!)
* (Ficam a saber que eu Sei!)
quinta-feira, novembro 11, 2010
sexta-feira, outubro 29, 2010
Efeméride
Não vale ainda, é apenas para por a máquina a andar.
Neste espaço vou escrever sobre ciclismo.
O ciclismo em Portugal, hoje e antes; o ciclismo lá fora. Sem distinções.
Será como que um diário. Qualquer coisa onde quero deixar o que penso no momento.
(Sábado, dia 29 de Outubro de 2005/3.34 horas)
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NADA MUDARÁ!
Após duas ou três tentativas, redundamente falhadas, há cinco anos, que hoje se cumprem, nascia o VeloLuso.
Do qual me tornei participante assíduo apontando, contudo e desde o início, o mal de que padeceu sempre e o qual haveria de morrer, infelizmente arrastando o Cyclolusitano.
Daí nasceu, faz hoje cinco anos, o VeloLuso.
Franjas de opinadores, que eu já sabia teria de enfrentar, que sempre se revelaram vazios de ideias, ou com falta de coragem para as discutirem publicamente, se é que as tinham, aproveitaram todas as ‘boleias’ não para contraporem novas ideias às que eu ia deixando mas para, muito mais comodamente, simplesmente as achincalharem. E achincalharem-me a mim. O que sempre foi de somenos.
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