quarta-feira, julho 11, 2012

ANO VII - Etapa 40

CICLISMO vs FUTEBOL
OU OS INCONFESSÁVEIS INTERESSES DOS 'JORNALISTAS'

No dia 10 de Julho de 2011, passou ontem um ano, numa etapa do Tour, uma viatura com ‘convidados’ da televisão francesa ‘viajava’ pelo interior do pelotão aproveitando o facto de haver um pequeno grupo de fugitivos. O que está previsto e é aceite pelos Regulamentos. Às viaturas ‘oficiais’, como as dos ‘convidados’, que não aos jornalistas!

A estrada não era larga e as bermas inexistentes – quem segue o Giro, o Tour e a Vuelta sabe que é assim; só em Portugal quase se exige que as etapas decorram todas nos IP, SCUTS (agora é mais difícil) e não nas Auto-estradas porque é, definitivamente, proíbido! -, o motorista distraíu-se por um segundo e quando olhou em frente tinha um tronco de árvore para aí com 80 centímetros a um metro de diâmetro pela frente. Guinou, instintivamente, para a sua direita não dando conta que, a escassos centímetros rolavam, alheios às vistas panorâmicas e às conversas de circunstância, três Corredores: Thomas Voeckler, Juan António Flecha e John Hoogerland.

O primeiro, passou, apenas com o susto; o segundo deixou parte do equipamento – e da sua própria pele – no rugoso asfalto de uma estrada de 3.ª categoria, perdida num meio rural profundo.

John Hoogerland que, para além do impacto do carro, ainda levou, por arrastamento, com Flecha em cima, foi… de ‘costa-a-costa’, isto é, até à outra berma – não existente – ostensivamente limitada (acontece, nas propriedades privadas, possivelmente pastagem para gado que não convém que invada a estradada) por uma cerca de… arame farpado.


O pobre até poderia ter batido de lado contra as ‘farpas’, mas não, esbarrou num poste de suporte da vedação e ‘escorregou’ por ali abaixo. Como podem ver, ‘não falhou’ uma das farpas sequer.
Resultado… o que a foto mostra.


Ao que acrescento mais de cem pontos de sutura que foi necessário levar para coser aqueles rasgões todos.


Ah!... No dia seguinte apresentou-se, todo ‘agrafado’ e ligado, mas apresentou-se à partida.
Imaginem como terá passado a noite.

Terá dormido?
Sentado?...
Não sobraram histórias sobre isso para a qui recordar.


A foto, juro, e peço desculpa ao Jornal Ciclismo por a ter ‘piratado’ (também não é deles e não atribuem o crédito…) não é um sádico exercício de manipulação no ‘photoshop’… É mesmo real!
E sabem uma coisa?

Quando vejo um futebolista [ohhhhhhhh, eu sei que estou a pisar terrenos ‘sagrados’ e basta olhar para os jornais ‘desportivos’…] rebolar-se no chão agarrado à perna direita quando o – eventual (que na maioria das vezes não vislumbro nem na repetição, três segundos depois – ‘toque’ só poderia ter sido na esquerda, e berra que nem um bezerro que não sabe da vaca-mãe e obriga à entrada dos bombeiros com maca, para a qual sobe sem ajuda e da qual salta ainda antes de ter saído das quatro linhas, ficando depois a verberar com o 4.º árbitro porque não o deixa entrar de imediato…
Quando vejo isto, e no dia seguinte não leio nesses mesmos jornais – que são os três – a, mais que descarada… desonesta atitude do ‘artista’ que os ‘jornalistas’ e ‘comentadores’ respaldam… apetece-me esfregar-lhes esta foto nos narizes.


Mais, gostava mesmo era de lhes esfregar as ligaduras que este pobre usou até ao fim. Depois de retiradas, claro.

Vemos, em filmes históricos – e aceitamos, porque não sabemos se era mesmo assim – que os reis, na Idade Média, tinham ‘bobos’ para fazerem palhaçadas e os entreter. E davam-lhe qualquer coisinha em troca.
Hoje, no futebol, são os ‘bobos’ quem, de bandeja, dão de comer aos ‘reizinhos’. Encobrindo as suas trafulhices, fechando os olhos e, pior, ‘garantindo’ que aconteceu uma coisa que MEIO MUNDO TEVE OPORTUNIDADE DE VER QUE NÃO ACONTECEU…

Tenho pena dos dois.

Nem um, nem o outro, são bons oficiais nos respectivos ofícios. Pior... são desonestos!

terça-feira, julho 10, 2012

ANO VII - Etapa 39

EXPLIQUEM-ME COMO SE EU TIVESSE... 3 ANOS DE IDADE!


Porque é que esta edição do Tour tem estado a ser tão maltratada na edição on-line, nomeadamente negando-lhe espaço alargado - no sentido de lá se manter a notícia até ao final do dia - mas, sobretudo, quase ignorando o brilhante percurso do poveiro RUI COSTA até agora?


Mesmo no jornal em papel. Por exemplo, o texto principal hoje é dedicado, e cito: ao «Coleccionador de scooters...» ficando para o MELHOR CORREDOR PORTUGUÊS DA ACTUALIDADE um 'pirilau' ao lado?


Ontem o RUI COSTA fez, aquando da sua passagem pelos pontos intermédios de cronometragem (dois) o 6.º melhor tempo - claro que vinham ainda onze corredores atrás dele - e terminou com o 14.º melhor tempo na etapa subindo para 11.º na Geral Individual. Nada disto foi frisado.


Porquê? Que mal fez o RUI COSTA?

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E porque é que hoje, numa prova menor - e menor que a Volta à Suíça que ele ganhou oito dias antes do Tour e teve uma cobertura merdosa - há 'horas' que isto está na página nobre da edição on-line?



(Há 2.10 que lá está, o que NUNCA ACONTECEU com o Rui Costa, no Tour, muito menos na Volta à Suíça)
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Não há muitos meses ainda alguém... grande, escreveu que há quase 30 anos as reportagens do Tour deixaram de ter interesse. Respondi-lhe pessoalmente, por email, considerando essa afirmação uma afronta e uma incomensurável falta de respeito por todos os Jornalistas da casa que o fizeram depois dessa data. Posso divulgar o email publicamente! Por mim...


Alguém pode responder a estas simples perguntas?

segunda-feira, julho 09, 2012

ANO VII - Etapa 38

ASSINO POR BAIXO...


30 de Junho de 2012, por LEONOR PINHÃO, Jornalista... no


No ciclismo não há penaltis



Enquanto decorria o Europeu de futebol, entre a vitória de Portugal sobre a Holanda e a vitória de Portugal sobre a República Checa, aconteceu que um outro compatriota nosso, um rapaz franzino chamado Rui Costa, ciclista profissional, ganhou a Volta à Suíça que não é brincadeira nenhuma. O feito consagra-o como o primeiro português a vencer uma prova do World Tour, coisa que nem o fabuloso Joaquim Agostinho atingiu.

Em Portugal ninguém ligou peva à proeza de Rui Costa porque as atenções estavam a mil por cento concentradas na campanha da selecção nacional de futebol. E como é do conhecimento geral, bicicletas são apenas bicicletas e o desporto-rei é o desporto-rei. A aventura portuguesa no Europeu acabou na quarta-feira de maneira dramática e, como não podia deixar de ser, com direito a requerimento em papel azul de 25 linhas, aquele mesmo dos antigos procedimentos burocráticos, em favor da nossa velha conhecida Vitória Moral, que é o consolo possível e recorrente quando estas nossas andanças desportivas ao mais alto nível não terminam como era desejado.


Agora que o futebol acabou em desilusão, espelhando as frustrações da pátria que são muitas e de natureza variada, temos, finalmente, tempo para nos dedicarmos às bicicletas. O país precisa de heróis por causa da auto-estima, dizem os sociólogos, quer os amadores quer os profissionais, e está a chegar a Volta à França que conta no seu pelotão com o tal portuguesinho franzino chamado Rui Costa.


No ciclismo, felizmente, não há penaltis. Mas Rui Costa bem pode começar a pedalar tendo por certo que os olhos da nação estão postos nele. Atreva-se ele a ganhar uma etapa do Tour, como fez no ano passado, e logo teremos o país em peso a pedir-lhe, encarecidamente, que vá mais longe, que chegue em primeiro, que não caia da máquina, que desfaça a concorrência nas subidas dos Alpes e que nos devolva o orgulho perdido no momento em que Bruno Alves acertou com a bola em cheio na trave da baliza guardada por Casillas.


Rui Costa, à partida para França, estabeleceu com modéstia os seus objectivos: "Gostava de chegar bem a Paris."


Não aborreçam, portanto, o rapaz com exigências mirabolantes.
Estivessem todos mais atentos à Volta à Suíça
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O sublinhado é da minha responsabilidade

segunda-feira, junho 25, 2012

ANO VII - Etapa 37

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Fiquem atentos... 6.ª feira vai haver novidades!

ANO VII - Etapa 36

VOLTA A PORTUGAL'2012




ANO VII - Etapa 35

TODA A SORTE DO MUNDO PARA TI RUI...





(Equipa da Movistar para o Tour'2012)

quinta-feira, maio 03, 2012

ATÉ JÁ!...

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Hoje passei o dia ali, para o Alto de Santo Amaro, em Lisboa, a fazer uma interminável bateria de novos testes... o tratamento em Santa Maria foi adiado até que surjam resultados destes testes e eu... espero.
Já sem stress, sem ângústia. Há-de ser o que... vier a ser.

Ok, amigos - e os outros também - vou ficar uns dias 'off-line'.
É preciso...
Soubesse eu o resultado final e acabava já com isto, mas vou esperar.

Para vos entreter, porque sei que adoram ler-me, deixo aqui os links para as duas últimas coisas que escrevi... salvo seja! Porque ainda penso tirar alguns 'escalpes'!

Fiquem bem e, isso não vos perdoaria jamais, não tenham pena de mim.



Já agora... cliquem aqui (são dois 'posts' diferentes!)



(**) (**)

quarta-feira, maio 02, 2012

ANO VII - Etapa 34

ATÉ SEMPRE GONÇALO!
TAMBÉM CONTIGO MORRI EU MAIS UM POUCO...


Porquê, Gonçalo? Porquê tu?

Ao longo de tantos anos, e todos perceberão isso, fazemos muitos Amigos mas, há sempre uns mais amigos que outros; as nossas Amizades, mesmo as mais sinceras, são sempre radiais e concêntricas. Um pequeno grupo mais próximo, depois outro, exterior a este, depois outro... e assim por diante até a última circunferência que, sem limite definido, alberga os conhecidos mas onde também moram amigos. A nossa relação nunca terá chegado a ser tão forte assim...

O Gonçalo esteve sempre naquele círculo mais pequeno, mais próximo; o dos Amigos-amigos, quase incondicionais... e por lá o guardei sempre, apesar do distanciamento físico que, pelo motivo que todos conhecem, começou a 'cavar-se' desde há quatro anos, mais coisa, menos coisa.

E estes Amigos-amigos-mesmo acabavam, por arrasto, trazer-me mais amigos. Familiares seus, por exemplo. O pai do Gonçalo, o sr. Júlio - passaram já tantos anos sem... notícias mas quero querer que ele ainda aí esteja - com quem, aqui, agora, partilho um forte abraço de solidariedade, nesta hora que é de dor para todos.



Ao Gonçalo - um Homem Bom, um profissional exemplar, um Amigo que levarei comigo, no meu coração - recordarei para sempre assim, como nesta foto que escolhi para pôr aqui. Alguém que assumia sempre as suas responsabilidades dentro dos vários grupos que representou e que não deixava para os outros aquilo que achava ser o seu dever: dar a cara ao vento... e levava aquele sorriso!. Foi sempre um líder e é assim que te recordarei.



Descansa em Paz Amigo.

quarta-feira, abril 25, 2012

EXTRA

ANO VII - Etapa 33

SE ATÉ ESTE O DIZ!...

Trinta e oito anos depois da nossa emblemártica 'Revolução dos Cravos' nos ter devolvido a Liberdade de decidir e de Pensar pela nossa própria cabeça - o mal é que se passaram mais de 30 anos até percebermos que não foram suficientes para muitos (e ainda há alguns, que eu posso apontar a dedo), que o não perceberam... o Dia de Hoje está tão distante daquilo em que, por breves meses acreditámos, que ainda ontem, dia 24, li no insuspeito 'Correio da Manhã? - página 26, em roda-tecto, mais ou menos 'escondido' - que o, hoje, general Pires Veloso, uma das principais figuras do contra-golpe de 25 de Novembro de 1995, na altura ainda coronel e chamado... e reconhecido como o 'Rei do Norte', líder assumido na luta contra os radicais [nessa altura, a palavra ainda não tinha sido inventada] obedientes a Otelo Saraiva de Carvalho.

Ora, há aqui umas semanas - não sou capaz de precisar, agora, mas fazendo as contas, mais de quatro passam a ser um mês, mais de oito... meses - Otelo defendeu publicamente que é precisa uma nova Revolução! Todos estão lembrados, não vou aqui repetir as suas palavras...

A sociedade portuguesa dividiu-se.
Chegou a correr no espaço net uma petição para levar, de novo, o Otelo à presença da justiça. A mesma que se esfalfa para livrar o Sócrates da prisão? Provavelmente.
Mas, ao mesmo tempo, houve quem lhe desse razão.

Estou a falar de Otelo Saraiva de Carvalho.
Primeiro, ídolo de TODOS. Incontestado e inconstestável logo após os acontecimentos que hoje deveríamos estar a comemorar;
depois, quando os políticos, como o inefável Mário Soares - a mais perversa figura da nossa História contemporânea - ou o esfingico Álvaro Cunhal (mil vezes mais inteligente e clarividente do que o 'bochechas', pelo que «o perigo de Portugal tornar-se a 'Cuba' da Europa» nunca lhe passou pela cabeça), ou ainda Francisco de Sá Carneiro - eu sei reconhecer o mérito a quem, honestamente 'se dá', mesmo sem concordar com as suas ideias, e ele não morreu por acaso...

Mas voltemos um pouco atrás, para concluir.
Na sua edição de ontem, o 'Correio da Manhã' - mesmo que discretamente - deu voz ao general Pires Veloso, um dos principais 'culpados' - mesmo a esta distância temporal não faço juízo de valores - pela queda em desgraça do Otelo.

E o que diz Pires Veloso?
Isto:



(cliquem na imagem para poder ler)

terça-feira, abril 24, 2012

ANO VII - Etapa 32

É PRECISO ACREDITAR!...

Pobres coitados dos que não imaginam sequer do que estou a falar...
Numa situação normal... teria pena de vó. Agora só consigo ter aquela 'raiva que se sente nos dentes'...

Não fizeram nada para justificar os riscos assumidos por poucos, que, mesmo sendo poucos, eram TODO UM POVO.

Todos vocês, e falo dos que têm menos de 35 anos, 'mamaram' na 'teta' de uma LIBERDADE recém conquistada.... Depois, a maioria, fincou-lhe o dente. Os 'filhos da Revolução' nada sabem dela... abominam-na, a maioria. Deviam ter a minha idade, ou mais cinco ou seis anos...

Há 38 anos, por esta hora, ultimavam-se os derradeiros preparativos para soprar para longe o cizentismo em que os vossos pais viviam. Ou escravos dos senhores da terra, no interior do País, ou, na mesma escravos, das cinco ou seis famílias que 'davam um melhor emprego', na Cintura Industrial de Lisboa, até pagavam melhores - muito melhores - ordenados, que depois 'recuperavam' de imediato numa súbita e liberalista 'politica' de oferecer [é uma maneira d dizer, claro] andares, imaginem, andares novinhos em folha - aos que ganhavam mais - isto enquanto avalanches de imigrantes deixavam o interior e vinha para os arredores de Lisboa, para os mesmíssimos 'bidonvilles' - famosos nos suburbios de Paris, e das grandes cidades alemãs, onde o portuga, anafalbeto, trabalhava 14 horas por dia pago a preço de escravo, ainda assim, MUITO MELHOR que no Barreiro, na Amadora, em Cabo Ruivo ou nos terminais de contentores do Poço do Bispo ou de Alcântara.

SIMMMMM... a 'cinco tostões' [vocês não sabem o que é...] reconstruiram a mesma França e e a mesma Alemanha que agora nos atiram para a valeta e, os mais 'corajosos', ainda nos dão uns valentes pontapés.

Há 38 anos, por esta hora, um grupo de miúdos - que não vampirizaram os pais para irem para a Faculdade, mesmo não tendo outro objectivo que não fosse o de se embebedarem no Bairro Alto, nas Docas ou na 24 de Julho (só para falar em Lisboa), de sexta a domingo, e, depois, 'comas alcoolócos à parte, ficarem a curtir a bezana de segunda sexta, só indo ao 'campus',- melhor, à cantina, porque a comida é paga pelo contribuite - dizia, há 38 anos, por esta hora, miúdos, muitos deles que só calçaram, pela primeira vez, sapatos na tropa, vieram por aí abaixo para fazer uma 'revolução', léxito que para eles também era totalmente desconhecido.


A eles, a todos eles, o meu eterno agradecimento, mesmo que hoje nos encontremos como estamos e alguns deles estejam do outro lado.

Post Scriptum
Eu sei perfeitamente que não foi na noite de 23 para 24 de Abril de 1974 que as coisas aconteceram!
Não me tomem por tolo.

Mas tinha que dividir este tema em duas partes.

Não, não sou do partido do '25 de Abril Sempre'!
Não tenho deus, não tenho partido, não tenho dono...
mas...

SEMPRE COM O 25 DE ABRIL.  

ANO VII - Etapa 31

SIMPÁTICO EM DE TODO INESPERADO (ATÉ PARA MIM)!...


terça-feira, abril 03, 2012

ANO VII - Etapa 30

ATÉ SEMPRE, EZEQUIEL!...
Senhor Ezequiel!

Meu Caro Amigo,
escrevo-lhe esta Carta com a maior das dores dor por saber que já não vou a tempo que o meu Amigo a lei-a.
A Vida é assim. Dizem!
A Vida...

'Sacudido' pela mensagem que me chegou ao telemóvel paralizei.
A Vida... é assim! Num instante vai-se sem que alguém [ou alguma coisa, na qual, peço-lhe desculpa, não acredito] nos pergunte se queremos, ou estamos preparados. E é sempre a mesma questão que me atormenta: Porque é que os Bons terão de partir primeiro?!

Sei que na sua imensa e desconcertante humildade se bateria na defesa de que não era melhor do que ninguém. Isso sempre fez de si um Homem diferente e, indissossiável disso, um Homem querido por toda a gente. E como não?

Conhecemo-nos há mais de 20 anos, a nossa amizade foi-se cimentando e, como sempre foi desinteressada, era genuína. O Ezequiel, aliás, não era Homem para ter amigos a 'fingir'. Eu sei disso. E lembro-me das muitas e longas conversas que tivemos. Segredos que guardarei em nome dessa amizade.

Calcorreámos milhares de quilómetros por essas estradas fora. Desde o 1.º Grande Prémio 'A Capital', em 1991, até... que interessa? Não será a morte física que nos separará. Quando muito, e porque não acredito em mais nada, até que eu me vá igualmente. Até lá, como se diz, "ninguém morre enquanto houver quem o recorde" a isso, meu Caríssimo Ezequiel, estou irredutivelmente comprometido. O Ezequiel há muito que faz parte do restrito grupo de Amigos - que foi minguando, confesso-o - que escusa de "fingir" que já cá não está. Claro que está! E estará sempre enquanto eu o recordar.
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Como recordo aquele jantar - num GP Correio da Manhã - no Rossio ao Sul do Tejo (Abrantes)...
Como recordo aquela etapa de uma Volta ao Alentejo que fiz a seu lado, no Carro Vassoura, desde Valência de Alcântara, em Espanha, ao Alto da Pena, em Castelo de Vide onde chegámos quase duas horas depois do vencedor da etapa. (E aqueles moços espanhóis que não andavam!... E o almoço de sandes compradas à beira da estrada!)

E as Voltas a Portugal? Das 15 que eu fiz só me lembro de uma que o Ezequiel faltou. A 'máquina' pregou-lhe uma peça, mas logo, logo voltou para junto da Grande Família.

Do desgosto que sempre calou por ser preterido no Troféu Joaquim Agostinho àquela 'confissão' por alturas da passagem - muito especial, porque não está aberta ao trânsito comum - pelo paredão da luso-espanhola barragem de Cedillo [Volta ao Alentejo]...

«Sabes Manel quanto venho ganhar este ano? Pois digo-te: o dobro do que ganhei o ano passado; ora, se o ano passado não vim ganhar nada... faz tu as contas. Mas não estou a queixar-me. Eu até nem cobro o combustível que gasto. Arrangem-me uma caminha para dormir, almoçar não posso... venho pelo jantar, para estar juntos dos amigos.»

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Conheci largas dezenas de pessoas - estiquemos até às centenas - durante os 15 anos que andei na estrada. Nenhuma como o Joaquim Ezequiel.

Há anos que a saúde - a falta dela - ameaçava que, mais dia, menos dia, mais ano, menos ano, a morte no-lo havia de roubar, mas ele foi resistindo e ensinando-nos a resistir. Com a bonomia e com um espírito de juventude interior - que nada tem a ver com a idade - que muitos, com um terço da idade dele jamais saberão demonstrar, soube ser feliz.

Há já alguns anos - 'mea culpa' - que não falávamos.
Desde que que fui 'cuspido' do Ciclismo por egozinhos medíocres, que nunca deixaram de o ser... mesmo vendo a sua vontade cumprida.
Não chegou para que a minha Amizade pelo Senhor Ezequiel fosse 'mordiscada'.

Nem mesmo depois, quando egos ainda maiores tudo fizeram para me manter afastado da Minha Família [mas falharam redundamente na sua OBRIGAÇÃO de dar esta notícia].

Família que, para que conste, não era, nunca foi, a dos doutores mas as dos Homens simples.
Como o Joaquim Ezequiel.

Amigo, não choro a sua partida porque sei que prefere assim.
Agarro-me à sua memória.
À memória de uma Família que já não existe - pelo menos por cá - e espero que... esperem por mim. Onde quer que estejam!

Até breve e um Abraço apertado.

ANO VII - Etapa 29



ANO VII - Etapa 28



terça-feira, março 13, 2012

ANO VII - Etapa 27

ORA ENTÃO, DEIXA CÁ VER...

A Efapel-Glassdrive, equipa comandada por Carlos Pereira, convida-nos para na próxima quinta-feira, dia dia 15, aparecermos por Gaia para testemunharmos a contratação de um novo reforço, nome conhecido, com provas dadas e com o qual a equipa vai tentar vencer a Volta a Portugal.

Devo avisar que nem nas 'raspadinhas' tenho sorte mas... deixem-me apostar:

É galego; o seu nome começa por D...; e já ganhou quatro Voltas a Portugal!
Acertei? Fico contente por me sair 'blanco'. :-)

Boa sorte e muitos êxitos.

segunda-feira, março 12, 2012

ANO VII - Etapa 26






São estes os percursos das quatro etapas da 30.ª Volta ao Alentejo em Bicicleta.

domingo, março 11, 2012

ANO VII - Etapa 25

A 30.ª EDIÇÃO DA 'ALENTEJANA'
ESTÁ PRONTA PARA IR PARA A ESTRADA

Foi o escritor estadunidense Mark Twain que, deparando-se com a notícia da sua morte, e os 'pormenores' da cerimónia fúnebre subsequente, num jornal local, escreveu ao director do dito jornal, mais ou menos isto (cito de memória):

«Agradeço a deferência e os elogios, gostei muito da forma como foi redigida mas... a notícia da minha morte estava um tudinho nada exagerada!»

Parece humor Alentejano!

Apressada e quase podendo sentir-se o gáudio com que foi escrita, a "morte" da Volta ao Alentejo foi-nos, obviamente de forma um nadinha exagerada, "anunciada" há alguns meses, aquando da revelação, em primeira mão [a FPC, justiça lhe seja feita, sabe pagar os 'favores' e, por isso era o único - mesmo que à custa da subtracção de um corredor na Selecção Nacional], o escriba presente no local (os Mundiais de Estrada) onde o Calendário é apresentado, emotivo, 'garantia':

«A Volta ao Alentejo desaparece do Calendário Nacional.»
Uma vez mais, cito de memória, podem não ter sido estas as palavras.

E, sempre recorrendo à minha memória, logo eu escrevi uma Etapa, aqui, no VeloLuso, oferecendo-me para, se fosse preciso sair de porta em porta a pedir dinheiro para que a NOSSA CORRIDA (não de todos e isso é óbvio desde há já alguns anos, mas de uma, ainda maioria) não desaparecesse assim.

Poucos minutos depois de a mensagem ter sido editada, o Teixeira Correia respondeu-me dizendo que a Volta ao Alentejo «não ia acabar».
Poucas horas depois, por telefone, o Joaquim Gomes garantia-me que, independentemente dos custos, a 'Alentejana' estaria na estrada, só não sabia - na altura, ainda como o fazer; mas garantiu-mo.
Dois grandes amigos meus.

Mas é evidente que não foi por mim que, cada um à sua maneira, e devo aqui acrescentar o Eng. Alfredo Barroso e todos os outros que se empenharam a fundo na manutenção da nossa corrida na estrada, que se deram a esse trabalho.
Foi porque reconhecem o quão importante é manter a 'Alentejana' na estrada.
Agradeço a todos.

Pois é.
A 'Alentejana' NÃO MORREU.
Não morrerá apesar do desinteresse de muitos, a indiferença e outros tantos e do ressabiamento de três ou quatro que nem conseguem esconder o quanto vibrariam com, já nem digo a 'morte', mas com uma interrupção da corrida, nem que fosse só por uma temporada.

São uns frustrados. Interiorizaram - sem razão válida - que sem eles a Volta ao Alentejo não sobreviria. Inventaram que, só graças a eles a Corrida cresceu, se internacionalizou, trouxe até nós algumas das maiores figuras do Ciclismo Mundial, àquela data, e estão mesmo convencidos que foram eles quem o conseguiu.

Numa primeira fase da prova, mesmo que isso não tenha sido real, como eram, mais ou menos - era assim naquela altura - figuras reconhecidas pelo público, quiseram disso tirar dividendos. Até que um dia, mais ou menos amadora, com mais ou menos falhas, a Volta ao Alentejo encontrou uma direcção - encabeçada pelo eng. Alfredo Barroso, e o Armando Oliveira e mais quatro ou cinco - e tiveram a coragem de traçar um risco no chão e dizer:
«Daqui não passas!»
A partir daí foi só fel o que debitou.

A propósito, e confesso desde já a minha ignorância, onde fica a Serra de São João, no Alentejo? Sim, essa que, tal como a Serra de São Mamede, ficaram ignobilmente de fora do traçado desta edição da 'Alentejana'. Eu li-o e publico-o aqui se for preciso.

Começar uma prova de quatro dias a subir São Mamede? Com estas equipinhas que temos?
Não... inverter a ordem das etapas...
ELE é que sabe.
ELE é que é Jeová destas coisas do Ciclismo.



MAS VAMOS À 30.ª EDIÇÃO DA VOLTA AO ALENTEJO...


Assim, temos...

1.ª etapa - 5.ª feira, 22 de Março


CASTELO DE VIDE-REDONDO, 165,8 km


artida: 11.30 horas - Chegada prevista: 15.30 horas


Metas Volantes

Fronteira (km 55,7 /passagem cerca das 12.50 h)

Redondo * (km 110,7 / 14.10 h)

Bencatel (km 124,8 /14.30 h)

(*) - primeira passagem pela meta

Montanha

Serra d'Ossa.1 (3.ª Cat./km 99 / 13.55h)

Serra d'Ossa.2 (3.ª / km 154,2 / 15.15 h)




2.ª etapa - 6.ª feira, 23 de Março

PORTEL-SANTIAGO DO CACÉM, 191,3 km

Partida: 11.15 horas - Chegada prevista: 16.05 horas

Metas Volantes

Viana do Alentejo (km 27,3 / 12.10 h)

Alcácer do Sal (km 78,9 /13.25 h)

Deixa-o-Resto (km 143,4 / 14.55 h)

Montanha

Santiago do Cacém (3.ª / km 153,2 / 15.10 h)


3.ª etapa - Sábado, 24 de Março

ODEMIRA-OURIQUE, 168,6 km

Partida: 11.20 horas - Chegada prevista: 15.30 horas

Metas Volantes

Sonega (km 31,5 / 12.15 h)

Sines (km 59,2 / 12.55 h)

Castro Verde (km 152,3 / 15.10)




4.ª etapa - Domingo, 25 de Março

MÉRTOLA-GRÂNDOLA, 151 km

Partida: 11.20 horas - Chegada prevista: 15.00 horas

Metas Volantes

Santa Vitória (km 57,7 / 12.55 h)

Canhestros (km 87,7 / 13.35 h)

Grândola * (km 123,7 /14.30 h)

(*) - primeira passagem pela meta

Montanha

Serra de Grândola (3.ª / km 132,7 /14,45 h)