sexta-feira, agosto 12, 2011

ANO VI - Etapa 61

QUE VOLTA!... REDUZIDA AO NOSSO NÍVEL, É VERDADE!
E ATÉ AGORA, SÓ HÁ UM PERDEDOR (*)

(*) Comecemos por aqui e... tratando a coisa com 'pinças' porque cada vez há menos gente que consiga ler uma crónica de Ciclismo, porque... nada sabe de Ciclismo. Nem esse!...

Já não há Jornalistas de Ciclismo. A ignorância, a começar na forma como se pega nas reportagens está aí, impressa, e não me deixa mentir.

Tive um chefe-de-redacção que ia morrendo de apoplexia quando eu lhe disse que era um Jornalista de Ciclismo. Tratou-me mal, claro. Apesar de ele também ter passado pelo ciclismo. De forma tão inóqua que, deixo aqui o desafio, adivinhem o seu nome!

Mas somam-se as linhas e se não explico já o que quero dizer... a maioria dos meus leitores desiste da leitura!

Porque é que digo, e sustentarei, que, para já, há um claro perdedor em relação ao que esta Volta nos tem vindo a oferecer?

Antes disso, quem é?
É o meu carríssimo Amigo Joaquim Gomes. É, e tudo aponta para que pouco ou nada se modifique daqui até segunda-feira, o grande perdedor nesta edição da Volta.

É isso mesmo! Tenho tanta confiança nos 'jornalistas' que têm, despudoradamente, tentado fazer-nos acreditar que estão a cobrir a Volta, que adivinho nenhum deles vá perceber o que vou escrever a seguir.

O Joaquim Gomes vai.
Mas ninguém, jamais, duvidaria que ele é mais inteligente que qualquer um dos 'encartados', tenham vindo da 'faculdade' ou do charco de lama que têm vindo a partilhar com a 'situação'.

Joaquim, porque é que digo que és tu o grande perdedor? (Tu vais entender!...)
... porque montaste uma corrida perfeita!
... porque, sei-o, a cada final de etapa, rija e honestamente disputada, alargo o prazo: talvez não no final da etapa, porque tens todo o direito de sentir como teu, pelo menos, um bocadinho do sucesso do dia, isso te há-de fazer sorrir;
... mas porque, no final do dia, cumpridas todas as obrigações protocolares, quando, finalmente, ficas a sós contigo... revês a etapa e, tenho a certeza, lamentas não poderes ter tido na estrada o pelotão que desejarias... como amante, sincero, do Ciclismo.

Por isso Joaquim, NÃO POR TUA CULPA, mas por falta de, para além da total cegueira de quem por aí caiu pela primeira vez e de Ciclismo e sabe tanto como eu sei de aeronáutica, até os 'especialistas' não percebem o que estão a ver;
sendo que, o facto de estarem aí para contar a quem não pode estar, não fazerem a menor ideia do que contar!...

Aceito, sem pruridos, que o aumento - claríssimo - de gente nas estradas e nas chegadas até tenha a ver com o facto de quem está na luta pela vitória final seja um Corredor português. NÃO VI ISSO, AINDA, destacado na Imprensa.

Todos os dias compro os três jornais 'desportivos'!
Isso é do conhecimento dos meus mais fiéis leitores.
Perante o que tenho visto, cheguei mesmo a esta conclusão: omitindo o ENORME E INCONDICIONAL apoio do público CARREGARAM, negativamente, a Organização.

Queremos que o Ciclismo evolua, que cresça?
Então - mesmo que os já fora de prazo - companheiros Jornalistas não deixem de o referir.
O Ciclismo vive de patrocínios - embora a cobertura jornalística também possa ajudar (e não lhe faz favor nenhum) - e se for maximizado o facto de - e eu crei-o, que tem sido a Volta com mais espectadores dos últimos quatro/cinco anos - porque se perdem com coisas que não acrescentam nada de interessante às vossas reportagens?

Que, confesso, mesmo reduzidas à miséria de uma página - ESTAMOS A FALAR DA VOLTA A PORTUGAL - muitas vezes tenho dificuldade em ler na sua totalidade.

O Joaquim Gomes - e a sua equipa, mais a PAD-JLSports - não mereciam.
(FIM)
---
E metam no cú qualquer ideia de que estou a bajular...
Acho, sim, que o menosprezaram. Que não souberam ler o traçado que desenhou para fazer uma grande Volta. Pena que tenham faltado grandes opositores aos melhores Corredores nacionais...

Hoje disputava-se um crono individual de importância extrema, tendo em conta, primeiro, a possibilidade de se definirem posições na Geral Individual e, a partir daí, 'desenhar' o que pode vir a acontecer amanhã na Serra da Estrela.

Por mim, nada ficou ainda definido o que, em princípio, nos oferecerá, amanhã, uma outra etapa com tudo para ser épica!
E a Imprensa em nada me ajudou.

Peço desculpa pela imodéstia, mas nenhum jornalista, encartado, ou não, já com o cartãozinho actualizado da AIJC, que me foi negado, embora o tenha pago, lê melhor do que eu qualquer corrida.

Até porque eu compro Jornais Todos os Dias.
E hoje comprei mesmo TODOS.
D'A Bola, ao 'i'.

Já estava desencantado som o trabalho dos 'desportivos' e sofri - não que não fosse esperada - uma desilusão tremenda em relação aos outros...

A Volta a Portugal parece que não existe!
Mas tenhamos calma... ainda pode acontecer um caso de 'doping' e, então TODOS, mas todos, darão ao facto, pelo menos UMA PÁGIMA INTEIRA!

E, já agora, apesar de haver mil e uma maneiras de encher uma página, por exemplo, meter no carro, não era preciso ser o director-desportivo, mas apenas um mecânico que explicasse que andamentos, que velocidades, que precauções, os ciclistas deveriam ter, metro a metro, nos 35 km do crono, se relembou de a encher com a Volta de... 1974!!!

Porquê esta?
Porque os dados estão escritos...
TÊM DONO e são vergonhosamente usados?

Porque não aproveitaram para escrever sobre sobre o Grande Prémio Cerveja Clock que, em 1975, porque ai sim, não foi possível Organizar a Volta, preencheu a data anteriormente prevista?
Ah!!!... Não há nada escrito, ou é pouco para 'piratar' de maneira a encher uma página.

EU ATAVA UMA CORDA AO PESCOÇO! MATAVA-ME.
TENHAM VERGONHA CARAMBA!
Nem quem manda aquilo para encher a página - num dia de descanso, quando teve todo o tempo para 'encontrar' uma reportagem... e não são dois que lá andam?!!! - nem quem o recebe e, COM TANTA VERGONHA COMO OS OUTROS, a põe a paginar.

Quem plagia e quem, ignorante - e, já agora, sem o mínimo sentido de oportunidade - no DIA DE UM 'CRONO' QUE PODE TER ESCRITO A HISTÓRIA FINAL DA VOLTA e antes de uma etapa que VAI SUBIR TRÊS VEZES A SERRA DA ESTRELA, publica a história da Volta de... 1974!!!...

Porque é que, no decurso da PRINCIPAL PROVA VELOCIPÉDICA do calendário nacional, quando pouco ou nenhum destaque se tem dado aos heróis da Corrida, com dois escribas no terreno e após O DIA DE DESCANSO, se 'estraga' uma página dedicada à Volta de... 1974!!!

Porque não a de 47, a 77 ou a de 39?

Eu sei que andam todos envinagrados comigo, mas expliquem-nos lá!
É que estão tão preocupados comigo que cometem um tremendo erro:
NÃO SOU SÓ EU (aliás, tenho a humildade de me recolher no meu cantinho) QUE PERCEBE DE CICLISMO EM PORTUGAL. E (AINDA) HÁ MUITOS MILHARES QUE COMPRAM O JORNAL SÓ POR CAUSA DO CICLISMO, DA VOLTA!

Está toda a gente a rir-se!...
SIM, ENVERGONHEM-SE! TÊM MOTIVO PARA ISSO.

Cum caraças! Como é que poderei... 'arrematar' isto?
25 de Abril Sempre?
O Povo Unido Jamais será Vencido?
Quem tem um 'padrinho' jamais ficará sem emprego?
Ou...
- aviso que aposto neste -
... EM TERRA DE CEGOS, QUEM TEM UM OLHO É REI!

sábado, agosto 06, 2011

ANO VI - Etapa 60

Há sempre situações imprevistas que acontecem durante - e como é dela que estamos a falar - na Volta a Portugal.


Mais atento, O Jogo testemunhou o momento.

'Dramático'?!


O Senhor Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, apesar de se perceber que traz um crachat ao pescoço. Quantas vezes trazemos a fita ao pescoço e o crachat, propriamente dito, dentro do bolso da camisa, ou mesmo, ainda que inadvertidamente, dentro da camisa, principalmente quando o calor aperta e desabotoamos mais do que o primeiro botão...



Não estava lá, não sei os pormenores nem O Jogo no-los deu. So uma foto e algumas linhas. Mas a cara do senhor presidente não engana! Estava fulo. Mesmo fulo.



Porquê? Porque um elemento de uma empresa de segurança - que não é obrigado a conhece-lo, não é Doutor? - não vendo o tal crachat o tentou impedir de entrar numa área que, presumo, claro, era restrita.



A expressão facial do Senhor presidente deixa em aberto todos os tipos de leituras.


Eu acho que estava fulo e gritava com o pobre homem que, tomando por exemplo - até é da mesma companhia de segurança que trabalha connosco no Bairro Alto, se calhar não está a ganhar mais do que 15 euros por dia para suster a turba. E que o não conhecia...



Isto faz-me lembrar, e o Teixeira Correia não me deixará mentir, um momento semelhante que ambos vivemos em 2001 quando a Vuelta terminou junto à Porta de Alcalá, bem no centro da Cidade de Madrid. Estávamos os dois a menos de dez metros.



O Senhor don Enrique Franco, - infelizmente já falecido, mas que nessa altura levava mais de 25 anos como Director da Organização da Vuelta - porque aquele seria o caminho mais curto desde o local de onde se deslocava foi TRAVADO, da mesma maneira, por um elemento de uma empresa privada de segurança. Lá está... o pobre homem não tinha, obrigatoriamente que o conhecer e como ele não cumpria o definido para entrar por ali... vedou-lhe a entrada.



A cara que vejo, do dr. Artur Lopes permite-me um largo leque de reacções em relação ao que poderá ter acontecido.



Quer o dr. Artur Lopes, e todos vocês, meus fiéis leitores, saber o que aconteceu junto à porta de Alcalá?

Don Enrique Franco mandava em mais do que na organização da Vuelta.

Era um homem influente, mesmo a nível político.

Poderia até ter mostrado outros... 'salvos condutos'.



Repito que assisti a tudo de muito perto e que, naturalmente me fui aproximando. Eu estava do 'lado de dentro', com o meu crachat de Jornalista...



Don Enrique Franco nem sequer protestou. Recuou, o que achou que devia recuar para manter alguma privacidade, e fez um telefonema. Menos de cinco minutos depois o Director-técnico (subordinado, como é evidente, do Director-geral), Paco Giner estava no local.


Era a última etapa, a decorrer na Castellana. E, naturalmente, sem 'crises' o Homem forte da Vuelta entrou no recinto. Sem que o segurança tivesse sido humilhado.



São lições de vida que fui tendo ao longo da minha carreira.

Pode ser-se Grande sem 'pisar' os mais pequenos...

Ou gritar, para parecer que se é maior do que realmente se é!

sexta-feira, agosto 05, 2011

ANO VI - Etapa 59


1.ª Etapa - Trofa-Oliveira do Bairro, 187,7 km

Não começou bem esta 83.ª edição da Volta a Portugal e até já tinha tema marcado para esta segunda página do meu diário, contudo, algo de mais grave e preocupante aconteceu.


Incompreensível, e inadmissível a 'dúvida' dos árbitros da competição, o que mostra que não é só no futebol que há bons e maus árbritos.


Não vou complicar, Serei o mais linear possível.

Qualquer regulamento - salvo aqueles que têm tantas metas e camisolinhas, de tantas cores, com ou sem bolinhas, às riscas ou não - mesmo nos pontos, que terão que ser aceitáveis, classificados como 'particulares', o que não é normal em corridas maiores, como a Volta a Portugal, tem perfeitamente definido a forma de desempate na classificação geral individual.


Aqui será preciso abrir um parentises.

Não há Etapas ZERO em nenhuma prova oficial, muito menos numa com a chancela da UCI, logo, há que perceber o que significa o Prólogo.


O Prólogo - e a Volta teve vários anos sem o ter - não passa de um dia extra concedido à Organização (e não a todas) para que possam facturar mais algum dinheiro. Não deixa de ser enquadrado no todo do espectáculo e os seus tempos contam para a Classificação Geral Individual, mas escapa ao essencial do Regulamento Geral Técnico de Corridas. E NADA se sobrepõe a este.


Se há Jornalistas, Comentadores, Corredores e mesmo Directores-desportivos que o ignoram... isso é, de facto, um problema.

Mas deles.

Melhor, seria deles as suas dúvidas e protestos não estravasassem para o público em geral e este não é, este não, obrigado a conhecer de cor o RGTC.


Ora, recuperando o meu raciocínio, se não há - e não há mesmo - ETAPAS ZERO, a Volta a Portugal começou hoje e o RGTC é claríssimo, em caso de empate em tempos, o desempate faz-se pelos pontos somados pelos Corredores.


Aqui, defendo eu, reside uma das pontas do problema. A Volta a Portugal TEM uma classificação por pontos (que em nada interfiriria na classificação geral de hoje) mas os 'PONTOS' a que o RGTC se refere é àqueles que são atribuídos aos corredores pela ordem de chegada à meta. Sendo que o primeiro soma UM ponto, o 2.º DOIS, o terceiro TRÊS... o 125.º cento e vinte e cinco e o 160.º, cemto e sessenta. Todos os Corredores somam e acumulam estes pontos, dia após dia.


À outra classificação, que dá... pontos aos primeiros três nas metas molantes e, creio que ainda assim será, aos primeiros 15 na meta final, é uma coisa distinta e, há muito, que outras Corridas adoptaram como nome desta classificação o da Regularidade.


Outra coisa que consta do RGTC, e que será - no caso de haver pelo menos um em qualquer prova - o primeiro factor de desempate, são os centésimos de segundo de diferença... nos Contra-relógios Individuais. Os colectivos não contam.


Voltemos ao príncipio. O Prólogo, que tanto pode ser um crono individual como colectivo, é um espectáculo de Abertura de uma Corrida; os seus tempos contam para a Geral e, para desempate vai-se, sim senhos, até aos centésimos de segundo. Mas para desempatar o Prólogo.


A Corrida ainda não começou, logo, no final da primeira Etapa vinga a alínea do desempate por pontos (naquela perspectiva que já enunciei), o que em Espanha até tem um nome, chamam-lhe puntómetro.


Agora, como surgiu a confusão no final da etapa?

Quem a levantou?

Só ouvimos as declarações de Mário Rocha, DD da LA-Antarte que nem sabia bem o que se passava, mas disse que foi a Organização quem mandou chamar o Hugo Sabido à zona do pódio já depois de ele ter tomado banho. Faltou, pelo menos na emisão em directo, a versão de alguém da Organização.


Não ouvi, mas vi claramente o Comissário Fernando Gomes (abraço, amigo) argumentar com Mário Rocha e eu não fiquei com quaisquer dúvidas - até porque as não tinha - de que o Fernando arredava da discussão a 'estória' dos centésimos do Prólogo. Disse o Mário Rocha que não estava disponível um registo dos resultados da véspera com os centésimos de segundo...


Porque é que terá sido? Não sabe o Mário Rocha, como DD de uma equipa profissional que os Comunicados distribuídos ao final do dia - não os fornecidos a meio da tarde - e que estafetas da Organização entregam nos hotéis onde as equipas estão alojadas, a UM RESPONSÀVEL que tem de assinar uma nota em como os recebeu, são os Comunicados Oficiais? Já depois de analisadas e julgadas toadas as eventuais queixas apresentadas junto do Colégio de Comissários?


Claro que sabe! E se ele, o Comunicado Oficial, final, redigido após o Prólogo não citava os centésimos de segundo, porque é que seria? Porque NÂO CONTAM. E se o Mário Rocha o não sabe, como lidera uma equipa?


Mas este assunto acabou por se estender e arrastar na onda um terceiro corredor. Pelo menos no que me chegou - muito atrasado, é verdade.


Afinal de contas, não há dois mas sim três homens empatados com o mesmo tempo na frente da Classificação Geral Individual. O terceiro é o italiano Davide Riccibitti (Farnesse Vini-Neri), que foi ganhando tempo nas metas volantes ao ponto de, no final, somar as mesmíssimas 4:38.10 horas acumuladas.


Agora, o que é INADMÍSSIVEL, porque a não haver discussão, é tido como verdade absoluta, é que o Comunicado Oficial (ressalvo: o que me chegou) ordene os corredores, em primeiro lugar por uma sigla (Mls), que deduzo significar Milésimos, depois por um (ch) - ordem de chegada - e ainda um (b/p) - 'bónus/pontos', não sei...


Sei é que está errado, e se é este o programa informático que vai definir a Classificação Individual Final... então corre-se o risco de se cometerem erros tremendos. É que não é só o vencedor que conta. Há uma enorme diferença, nomeadamente em termos de curriculo e de 'argumentos' para uma melhor situação de Vida um Corredor acabar em 25.º ou em 70.º.


O Sérgio Ribeiro é o líder indiscutível.

Dessasseis pontos contra os 26 de Hugo Sabido que na Classificação que me chegou é... 3.º atrás do italiano Riccibitti que tem o mesmo tempo mas... 90 pontos.

ESTE É QUE É O TERCEIRO!!!


O Carlos Pereira terá comprado o programa informático numa loja... chinesa?

É que com estas coisas não se pode brincar.


De resto, e para já, não quero falar. O Hugo Sabido até vinha bem colocado aí a um quilómetro, quilómetro e meio da chegada... depois descaiu muito.

Foi 25.º no risco da meta;

se tivesse sido 14.º teria mantido a Camisola Amarela!


O seu chefe abdicou, de véspera, a hipótese de o defender.

Conheço o Hugo há muitos anos. Não será ele a queixar-se...

Mas arrisco uma coisa, o Mário Rocha perdeu a Volta a Portugal HOJE, logo na primeira etapa. O que me custa é que não foi por falta de 'material' humano mas de uma 'birra' de um autarca, empresário, seja o que for, mas que no Ciclismo caiu de pára-quedas.

Não ficaremos com saudades dele quando, obrigado, ou por vergonha, se decidir sair de cena.


Única nota positiva do dia - para além da magnífica vitória do Sérgio Ribeiro - as declarações de Vidal Fitas (eu já disse e reitero, deixou de ser uma surpresa como DD para se tornar no melhor exemplo de condutores de homens) - que disse, quando era preciso anular a fuga do dia, e cito de memória: "Posso perder a Volta no último dia, mas não a vou perder no primeiro. Já outros espertos a perderam, mas eu não a vou perder".


Parabéns Vidal... sei que sentes o que dizes porque estás aí de corpo e alma.

É da minha responsabilidade dizer que há muitos homens, já desaparecidos mas que merecem que o Tavira esteja, da forma mais honesta possível nesta Corrida.

quinta-feira, agosto 04, 2011

ANO VI - Etapa 58




PRÓLOGO

FAFE-FAFE (CRI), 2,2 km



E saiu para a estrada, ainda que forma de apresentação individual, mais uma Volta a Portugal.

Começo por registar a fraca empatia mostrada pelos OCS. Só A BOLA manteve a tradição de publicar um 'caderno'. '

Chapa 4', é verdade, mas fê-lo. A concorrência apenas aumentou o número de páginas, não acrescentando nada.



Aqui sou obrigado a 'cortar caminho'.

Já vamos ao Prólogo.


A meio da semana vi, com estes meus olhos, o Joaquim Gomes defender na televisão que 'a passagem da Volta a internacional é fundamental'. Deduzi, como é lógico, que - na escola, no meu tempo, ensinaram-me a Lei de Lavoisier - o princípio dos 'vasos comunicantes' tem que ser recuperado.



Se queremos uma Volta (desistam, de uma vez, por favor, da história da Volta para consumo interno) que justifique o que, hoje já é falacioso, ser a 4.ª maior, na Europa, depois de Tour, Giro e Vuelta, não a podemos fazer com pelotões destes.



Aliás - e mudarei de opinião se demonstrarem que estou enganado - a nossa Volta, mesmo que a RTP a disponibilize no seu canal Internacional, não é vista a não ser pelos portugueses.


Quem é que tem, por esse mundo fora, a RTP Internacional... dizendo de outra forma, eu tenho a TVE 24 Horas (que é diferente da TVE Internacional) mas nem sei em que posição está na grelha.



Curiosamente, num dos jornais de hoje leio declarações do Joaquim Gomes diametralmente opostas àquelas que ouvi. Que o futuro da Volta pode passar pela (mais uma) descida de escalão e voltar a ter 15 dias. A notícia não está assinada e, hoje em dia, qualquer estagiário é escalado para a Volta sem ter o mínimo de preparação.


Foi isso que ouviu do Joaquim Gomes, ou o que julgou ouvir?


A mim faz-me lembrar uma velha, por demasiado batida 'tecla' desde há 'séculos' defendida pelo prof. José Santos que adoraria ter uma Volta a Portugal disputada apenas... pelo se clube!


É impossível, toda a gente que sabe os regulamentos da UCI o sabe.

E o presidente da FPC fez questão de o sublinhar esta tarde à RTP.


Mesmo que que a Volta baixe de escalão, eu diria até de outra forma: se a Volta baixar de escalão fica mais próxima das quatro etapas do que das 15, e quem sustentar o contrário está a brincar connosco.

(Mas ninguém os impede de bricarem com quem cai de pára-quedas no pelotão de jornalistas que cobrem a Volta. Só não percebi ainda o que querem atingir...)




Ainda antes de escrivinhar umas linhas sobre o prólogo de hoje, gostava de deixar no ar uma pergunta que, creio ser mais do que justo, merece uma resposta e não exclui o Camarada que, não a tendo feito, escreveu a resposta.



Refiro-me à curta entrevista que o Miguel fez ao José Martins.

A dada altura este diz - podem ter a certeza de que está absolutamente certo - que 'apesar do seu tremendo valor, a maioria dos Corredores não recebe mais do que o salário mínimo'.




Com as saídas de David Blanco e de Cândido Barbosa eu duvido mesmo que haja algum Corredor no pelotão nacional a receber 1000,00 euros mensais, como sei que isso não baterá certo com o declarado - e aceite por esta - à FPC, que o sabe tão bem quanto eu, que dizer?


É ilegal? Pois é. A letra de um contrato é para ser respeitada.

Como provar?... Impossível sem a colaboração dos Corredores.



É então bem feito, já que o aceitam, sabendo que há 'balizas' para os orçamentos das equipas que, para além de 'verificadas' pela FPC são entregues à UCI.

Esta, é evidente, não vai confirmar caso a caso. Confia nas suas associadas!


Se estou a dizer que a FPC é conivente com estas irregularidades?

Não posso!

Precisava de ter em minha posse um contrato 'oficial' entre um Corredor e a respectiva equipa... e depois o seu recibo de vencimento!...




E até digo mais, há corredores que estão a pagar para correr.


Aqueles que foram 'tramados' pelo recuo da Liberty Seguros, que anunciou Urbi et Orbi que ia avançar com uma equipa Continental e depois teve que recuar, a maioria desses Corredores - os que ainda conseguiram encontrar uma 'mão amiga' para não ficarem no desemprego - estão a ganhar entre 200 e 350,00 € por mês.



Os jovens que 'estão muito contentes' por lhes ter sido dada uma oportunidade para serem... profissionais, a maioria deles estão a correr graças àquilo que, em momento de inspiração, há já alguns meses e reportando-se a atletas da canoagem, o Carlos Flórido [d'O Jogo] escreveu que sobrevivem graças a um... "paitrocínio".

Para quem passou os olhos sem ter lido bem a palavra: à custa dos pais.



É esta a realidade do Ciclismo em Portugal.

Este ano?

Mas que ingénuos...

Há anos que é assim!


O assunto não morre aqui... prometo.



E EIS A VOLTA!... VIVA A VOLTA!



Por alteração da consulta que tinha marcada para hoje, a meu pedido, que pretendia não perder um dia de Corrida a sério, afinal fiquei em casa e assisti ao Prólogo desta 73.ª edição da Volta a Portugal.



Tentar 'ler' num crono individual de apenas 2,2 km, sem dificuldades de maior, o que o futuro da prova nos reserva seria loucura.


Fiquemo-nos pela leitura dos resultados e... por algumas (curiosas) declarações de quem está demasiado habituado a uma Imprensa inóqua.
.


.

Nota 10, claro para a LA-Antarte que, não só venceu com o Hugo Sabido - já merecia - como conseguiu o feito de meter cinco homens dos primeiros dez da classificação final. Há meia dúzia de anos atrás - e sem desprimor - diria que a equipa de Paredes tinha já feito a sua Volta. Agora não!



Só temos quatro equipas nacionais - com todo o respeito pelos jovens da Selecção, espero que saibam que se não tomarem alguma iniciativa individual, não esperem nada do carro - e todas elas viram a CS 'escolher' um ou dois homens seus como... 'favoritos'.




E o primeiro sinal, negativo, veio do Carlos Pereira.

'Que quem tiver que assumir as suas responsabilidades o faça!', afirmou.

Leitura imediata, e conhecendo-os a todos tão bem como conheço, amanhã ninguém vai mexer uma palha - e a etapa é longa - pelo menos até perceber que também tem os 'calos entalados'.



Que trabalhe o Paredes!


Mas posso a estar apenas a ser injusto, admito-o.

Ele também disse que 'quando tivermos que assumir, lá estaremos'

Até ficaria extremamente satisfeito se o Carlos Pereira me contrariasse.



Já afirmei que a 'escolha' dos candidatos foi iniciativa da CS, não das próprias equipas que, depois, não podiam contrariar o que já tinha sido escrito.



Não é verdade. Sejamos honestos.

Sejam honestos.



Só uma equipa apresenta, e faz muito bem em se... 'reservar' das atenções gerais, um conjunto para ganhar esta Volta. A não ser que, como o Marco Chagas não se esquece de (re)lembrar, das equipas estrangeiras 'salte' uma surpresa.


Atenção a Thomas Dekker (digo eu!...), até porque tem equipa!



Mas temos uma formação que já se 'habituou' a ganhar; que está perfeitamente oleada; que tem um director-desportivo inteligente... aquele que melhor lê a Corrida e o que menos medo tem te arriscar. E, repito-me, uma equipa perfeitamente oleada.

Digo mais ainda... E livre de ter de prestar vassalagem a nada mais que... nomes.



Querem que eu arrisque UM nome como principal favorito à Vitória Final?

Sem problemas...

... amanhã, depois de ler os vossos comentários




É algarvio e de Olhão!

quarta-feira, agosto 03, 2011

ANO VI - Etapa 57

BOA SORTE A TODOS!

Não vou poder vir aqui todos os dias porque não vou poder ver todas as etapas.
A minha 'agenda' de Verão está mais carregada com médicos e Hospitais que as da família Malhoa, pai, filha e neta!

Virei quando puder e dependendo de como volto do Hospital. Às vezes a letargia é tão grande que consigo ficar a ver um filme e, chegado ao fim, não me lembro sequer do seu nome nem dos actores que acabei de ver... (mas isto são coisas minhas)

Amanhã começa mais uma Volta a Portugal e o que é que eu poso dizer mais que não seja...

BOA SORTE A TODOS.

ANO VI - Etapa 56

ASSIM... DEFINITIVAMENTE NÃO!!!
O HÁ VOLTA RAIOU O VÓMITO...
(e foi só o primeiro dia)

Eu sei que que as (poucas) autarquias que ainda vão apoiando o Ciclismo - e permitindo que não perigue a realização anual da Volta - na hora de negociar com a Organização valorizam muito, muito mesmo, o espaço de duas horas que a sua terra 'brilhará' na televisão.

Contabilizado como espaço publicitário é um ganho quase incomensurável e que 'bate aos pontos' quaisquer esboços de inviabilização por parte das oposições locais.

Não sei quanto custa, hoje, uma partida ou uma chegada, mas o Joaquim Gomes fez questão de, esta tarde, frisar que a Volta vai passar por mais de seis dezenas de concelhos. E já nos tinha dito que o orçamento da prova é de, aproximadamente, 4,5 milhões de euros (coisa assim como que...metade de um 'Roberto').

Também não quero saber quanto pagam se no final ficam realmente contentes com o investimento. [Já explico!]

Por isso o Há Volta parece ser inevitável.
Não é!
E nestes moldes tem momentos asquerosos a raiar o vómito.
E uma chamada, séria, de atenção para os responsáveis do Canal Público.
Aliás, fiquei com a nítida impressão que uma das... 'pérolas' apresentada esta tarde foi, conscientemente censurada. E bem, digo eu...
A verdade é que o bloco publicitário caiu de repente sem qualquer separador deixando o 'artista' a seco.

Ao presidente da Autarquia de Fafe - e aqui vai a explicação -, homem que todos conhecemos como amante do Ciclismo e, ao que julgo saber, respeitado, mais do que isso, querido - sim, no sentido sentimental do termo - pelos fafenses (da Cidade e de todo o Concelho), homem sério, que tenho o previlégio de conhecer pessoalmente e com ele falado várias vezes, que teve até, para com a equipa de Reportagem de A BOLA - curiosamente, no ano em que o Miguel Cardoso Pereira experimentou pela primeira vez, e única, até agora - a deferência de premiar, com a medalha da Cidade, um trabalho que o Miguel, mais o Paulo Jorge Santos, escreveram mas que, mais ou menos levado 'à traição', acabei por ser eu a receber das suas mãos numa singela mas sentida manifestação de apreço, terá gostado tando das 'variedades' como eu e, estou certo, milhões de outros portugueses.

A Produção da RTP, para este Há Volta, se tem algum critério é de tal modo 'profundo' que eu não sou capaz de o alcançar.

A ideia, estou certo disso, e a parte que cabe à Autarquia definir, é a de dar visibilidade a clubes, colectividades, associações nas mais diversas variantes, que caracterizam o Concelho.

Uma pré-produção que nos mostrasse, e explicasse, os aspectos mais interessantes das Terras de Fafe - e o mesmo se aplica às Autarquias se se lhe vão seguir -, sem pretensiosismos enciclopédicos mas que nos falasse da História, da Etnografia, da Gastronomia, dos sítios a visitar... isso valorizaria o investimento.

Obrigar o presidente a ficar quatro horas a ouvir 'artistas' - e esta parte é da responsabilidade da Produção da RTP -, a ele e a nós, que cantam "ela quer u'mamá-la", "... se lhe tocares ela cresce", "a tua não que é pequenina", "eu nun'carra-lo com ela" (leia-se com pronúncia setubalense)... não é exagero, é total falta de respeito. Até porque isso NÃO TEM NADA A VER COM FAFE!

Eu não sou puritano, mas atirar para segundo plano - às 4.30 da tarde quem é que ainda se lembrava das equipas apresentadas e sabiam as que ainda faltavam apresentar? - os VERDADEIROS ARTISTAS DO CICLISMO que, é evidente, são os Corredores apresentando, não as EQUIPAS mas um ou dois atletas intercalados por 'vivaços' e 'vivaças' que aparecem de borla para apresentar as suas listas de futuros... concertos (é publicidade, pagaram-na?) com números que fazem da música Pimba que passa na rádio (estas jamais passariam!) quase óperas de Verdi, isso é que não!

A meio da tarde?
Foi o primeiro dia... ainda estão a tempo de mandar essa cambada de 'produtores' para casa.

Um espectáculo televisivo, que se estendeu desde as 14 às 18 horas não pode ser confundido - e tentem lembrar-se dos locais que estes... 'artistas' anunciaram onde vão actuar nos próximos dias - com bailes de aldeia onde velhos e frustados sexuais salivam até aos joelhos só com o guarda-roupa das... 'acompanhantes'.

Já o disse, não sou nenhum puritano mas se eu fosse chefe da polícia, ou da GNR, e este triste espectáculo a que hoje - porque queríamos ver os CORREDORES - fomos obrigados a assistir, levava toda a gente presa.

Agora berrem o que quiserem contra mim!

ANO VI - Etapa 55

E, NUM ÁPICE, PASSARAM-SE VINTE ANOS
(e como tanta coisa mudou!...)

Foi há 20 anos que cobri, para a saudosa A Capital, a minha primeira Volta a Portugal em Bicicleta.

Por esta altura já havia terminado. Acabou, na mesmíssima Avenida da Liberdade, em Lisboa, onde na edição deste ano a bandeira axadrezada será uma vez mais baixada pela última vez, no dia 15 de Julho.

Começara em Loulé, no primeiro dia desse mês e ainda era normal cumprirem-se mais do que uma etapa por dia. E foi assim que acontecei logo no primeiro dia. Um crono por equipas, de manhã, ganho pela Ruquita-Feirense, com o Jorge Mendes a vestir a primeira camisola amarela; à tarde correu-se a 1.ª etapa (de manhã havia sido o Prólogo) ligando Loulé a Tavira e o vencedor foi Luís Machado da então estreante Tensai-Mundial Confiança orientada pelo jovem Marco Chagas.

Houve ainda mais duas jornadas duplas. A 10 cumpriram-se mais duas tiradas: Costa Nova (Aveiro)-Guimarães e Guimarães-Porto. Vicente Ridaura (Royal) resistiu de amarelo, mas a sua liderança estava claramente por um fio. No dia seguinte, no segundo contra-relógio por Equipas, disputado na Cidade Invicta, venceu a Sicasal-Acral e o torreense Jorge Silva vestiu-se de amarelo e não mais haveria de despir o jersey de líder.
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No dia 12 tivemos outra vez duas etapas. Águeda-Caldas da Raínha e Caldas-Lourinhã. No dia seguinte o único crono individual e... do nada surgiu um jovem com pouco mais de 20 anos, Orlando Rodrigues, da Ruquita-Feirense (orientada por António Brás) que, para surpresa de todos - menos minha, porque não tinha a mínima ideia do que estava a acontecer!!! - venceu e se tornou um pesadelo para os homens da toda poderosa Sicasal-Acral nos dois dias que faltavam.

Mas Jorge Silva resistiu e acabou por vencer a prova não sem ver, no último dia, na chegada à Avenida da Liberdade, o mesmo Orlando Rodrigues ser o primeiro a passar o risco de chegada.
Memórias que vivem na minha memória...

Um abraço muito grande para os meus dois Companheiros de aventura e que, com a sua experiência tanto me ajudaram, o Zé Rosa (motorista) e o Carlos Alberto (repórter fotográfico).

E, como em título escrevo... e como tanta coisa mudou, lembro-me que carregava uma máquina de escrever mecânica e uma mala com duas resmas de folhas para escrever - laudas ou linguados (ainda tive que comprar mais) - que depois tinha de enviar por fax (já não apanhei a fase do telex!...) e os rolos fotográficos que o Carlos Alberto gastara ao longo do dia tinham que, o mais rapidamente possível, ser levados à estação da CP ou da rede de Expressos rodoviários mais próximos e 'despachados' para Lisboa. Na manhã seguinte um contínuo do jornal ia a Santa Apolónia ou à Avenida Casal Ribeiro buscá-los.

A Capital era ainda vespertino.

Ao Carlos Alberto escapava tudo o que fosse escolha ou edição de imagem!

Mas não era apenas o nosso - dos Jornalistas - trabalho que tinha era muito diferente.

Reparem, na foto, na estrada de paralelos; na existência de apenas uma roda pedaleira na bicicleta do Jorge Silva e... no sistema de fixação dos sapatos do Corredor aos pedais.

Esta, confesso que pesquei na última edição do Expresso: passam também agora 25 anos sobre a quarta vitória de Marco Chagas na Volta, a segunda ao serviço do Sporting.

Só mais uma nota: David Blanco, o vencedor das últimas três edições da Volta, divide com o Marco Chagas o recorde de vitórias na prova, quatro, e só ele e Joaquim Agostinho venceram três voltas consecutivas.

Eu... eu cobri a Volta durante 15 anos consecutivos, sem uma única pausa.
Em 2005 pude escrever a história de um perfeito desconhecido, o russo Vladimir Efimkin que, à segunda etapa e saindo da Figueira da Foz, para uma jornada que, passando pela Estrela (embora ao lado da Torre) terminou no Fundão, coberta de fuligem e com um ar irrespirável devido aos vários incêndios que rodeavam a cidade, ganhou a Volta. Sim. Ao segundo dia!

No ano seguinte, doente, falhei a corrida. Apenas um intervalo, pensei.
Não voltei mais!... E não voltarei...

domingo, julho 31, 2011

ANO VI - Etapa 54

HEI, HEI HEI!...
'JORNALISTAS' DE CICLISMO
(que agora são escolhidos pelo representante da AIJC que esconde as quotas de quem não gosta, de forma a que estes sejam excluídos por falta de pagamento)
ATIREM-SE AO MAR E DIGAM QUE SE AFOGARAM!


[excerto de uma mensagem em resposta à etapa anterior]

As "estórias" são tantas, e tanta gente as sabe!
Excepto a comunicação social e os intrutores de processos, é claro.
Mas, reafirmo, muita gente conhece a verdadeira "estória" e quem foram os seus principais actores...


[podem ler tudo na Etapa anterior...]

sábado, julho 30, 2011

ANO VI - Etapa 53

A VERDADE. QUEREMOS A VERDADE!...

Falta-me a força, falta-me a vontade... falta-me, por vezes, o objectividade.



Confesso-o. Perco-me.. Embrulham-se-me as ideias numa névoa que não sou capaz de explicar; ou seria, mas isso implicaria expôr aspectos muito particulares da minha vida pessoal neste momento.

Vida que, sei, se me escoa por entre os dedos.

Algo atrasado - mas até por isso acho que a força de que preciso para estar aqui, no computador, o justifica - dei hoje de caras com o que a seguir vou partilhar convosco, os meus mais fiéis seguidores.
Leiam, se fizerem o favor...


(*)

(*)

(*)

(*)

(*)


Agora...
... em relação ao primeiro texto quero aqui sublinhar (a grosso) a seguinte passagem:

A indicação de que o clube estava sob pressão foi dada pelo próprio administrador-delegado da Liberty Seguros, José António de Sousa, no depoimento que prestou ao instrutor do processo, Nuno Ribeiro, que o DN consultou.

O ciclista português e os espanhóis Hector Guerra e Isidro Nozal acusaram uso de CERA em testes pré-competição realizados antes da Volta a Portugal.

No seu testemunho, António de Sousa contou que, após a Volta ao Alentejo, enviou e-mail ao presidente do clube, Vítor Paulo Branco, dizendo-lhe "que achava inadmissível que a equipa, com o plantel e o orçamento de que dispunha, não ganhasse as provas em que participava e que, por isso, após a Volta a Portugal teriam de fazer um balanço para decidir se justificava à empresa Liberty continuar a apostar naquela equipa".


Questionado sobre se o patrocínio se manteria caso a equipa não vencesse a principal prova do calendário português, o administrador-delegado da seguradora garantiu que "certamente o contrato seria revisto" e "não seria de excluir a hipótese de abandonarem mesmo o apoio à equipa".

Quero, também, sublinhar que esta página
.
.


é paga pelo
.
Honi Soit Qui Mal y Pense...


Mas deixo, para além da questão óbvia:
PORQUE É QUE OS 'DESPORTIVOS' PASSARAM SOBRE ESTE ASSUNTO COMO CÃO SOBRE VINHA VINDIMADA?


Esta outra...
Para todos os efeitos desportivo-legais, o médico oficial da equipa Liberty Seguros, em 2009, e isso está, naturalmente, registado tanto na FPC como na UCI, era o dr. Jaime Milheiro.


De onde, como, com a conivência de quem, aparece o colombiano Alberto Beltrán Niño?

Quem o contratou?
Porque é que descartaram o Médico Oficial da Equipa?
Quem pagou a Alberto Beltrán?

O Patrocinador? Ninguém acreditaria nisso.
O director desportivo sempre disse que, cito de memória, 'não sou o dono nem o patrão da equipa'.

Que quis dizer com isso?

E as declarações do Cândido Barbosa?


E PORQUE É QUE NENHUM JORNAL 'DESPORTIVO' CONSEGUIU VER NISTO TUDO UM MAIS DO QUE COMPREENSÍVEL - QUASE OBRIGATÓRIO - TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO?


Porque a
.
.

passou a PATROCINADOR PREVILIGIADO DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CICLISMO?


Então assumamos que a FPC foi a principal beneficiária dos casos de 'doping' - comprovados - de uma formação cuja ligação entre a sua direcção e o Presidente da FPC não pode nem deve ser ignorada.


Eu posso estar apenas numa fase de evolução de uma doença psiquiátrica, ou posso estar já mesmo louco. Mas não desperdicem os momentos em que consigo estar lúcido.


É o que peço aos meus Amigos.

domingo, julho 24, 2011

ANO VI - Etapa 52

TOUR'2011
EVANS, CONTADOR, SCHLECKs E RUI COSTA

Terminou hoje mais uma edição do Tour e não posso, porque não tenho alternativa, fugir à apreciação que, durante estes últimos dias e, naturalmente, amanhã, a CS veio a fazer e fará.

Foi, de facto, mormente na última semana – mas não só – uma corrida que, mau grado a alteração de alguns dos ‘ingredientes’ a que todos já estávamos acostumados, foi grande atingindo momentos de espectacularidade, quer ao nível desportivo, quer de beleza plástica (e não me refiro às panorâmicas dos milhentos ‘chateaux’ ao longos das etapas) que só o Ciclismo pode proporcionar. Como só o Tour pode proporcionar.

Depois deste preâmbulo, avanço num exercício que pretende destacar alguns momentos, fases ou, simplesmente, constatações – e a minha opinião, claro, enquanto adepto – sem a preocupação de respeitar qualquer cronologia. Até porque perdi várias etapas que não pude ver em directo e até algumas que nem os resumos nocturnos pude ver.

E a CS não ajudou em nada.
Foi insípida, incolor e inodora.
Quem não teve oportunidade de ver na televisão (EuroSport e RTP), quem não teve acesso ao volume de informação que a internet foi debitando e se limitou a ver os jornais… não tem a mínima ideia do que aconteceu neste Tour.

Mas passemos às minhas escolhas…

Tivemos dois portugueses no pelotão e, felizmente, ambos chegaram hoje a Paris.
O Rui Costa, da espanhola Movistar – que, recordo, apesar de ser descendente directa da Reynolds de Perico Delgado, que viria a dar na Banesto de Miguel Induráin e depois, já com menor notoriedade, à Caisse d’Épargne de Valverde, por exemplo – apareceu com uma formação mediana que foi ‘salva’ pelo Corredor da Póvoa de Varzim;
e depois tivemos o Sérgio Paulinho numa anacrónica RadioShack que me confundiu desde o momento em que foram divulgados os Corredores escalados para a Grande Boucle… até ao fim da Corrida.

RUI COSTA. Venceu uma etapa (e que etapa!), a que terminava no alto de Super Besse e, ainda por cima, com o desplante de atacar, no grupo que seguia em fuga, a cerca de seis mil metros da chegada.
Esta vi. Como todos, mesmo os mais visionários que, depois do final da tirada, garantiram que nunca duvidaram que o Rui fez bem em sair de longe. Depois da etapa ficámos todos de acordo, mas que sofri muito e muito, principalmente quando o Vinokourov resolveu fazer pela vida e chegou até ali aos 50/60 metros do Rui – antes de se lhe ‘furarem’ as pernas – fui-me mentalizando para o facto de, agora poder estar a escrever que a iniciativa do português valera apenas pela voluntariedade.
Felizmente não.


O Rui foi enorme e ganhou com classe. Muita classe.
Mas o que me faz, ainda agora, ter este brilho húmido nos olhos é eu ter a certeza de que o Rui é Corredor para nos dar ainda muitas mais – e quem sabe, maiores – alegrias.
E, apesar do que posteriormente fez, nomeadamente na etapa que terminou no Alpe d’Huez, com as subidas do Télegraph e do Galabier ‘coladas’ quando apareceu na frente, só com… Andy Schleck e Alberto Contador, li o epitáfio da sua participação neste Tour.


Especialistas que encaixam perfeitamente naquela definição de que chegam a velhos sem perceber que os 30 anos que têm de experiência não passam, afinal de contas, de um ano de experiência repetido trinta vezes!

Quanto ao Sérgio – e dentro daquilo que vi – só hoje mesmo o detectei na frente (atenção!, não pude ver as etapas todas, como já salvaguardei)…
Quanto ao Sérgio, recomeço, que dizer para além que foi óptimo ter chegado ao fim, sem esquecer que o ano passado foi ele a dar-nos a alegria de ter vencido uma etapa no Tour? Mesmo hoje, quando apareceu na frente foi já depois de o Rui o ter feito, e até ter arriscado uma iniciativa a solo.
Numa RadioShack, demasiado cedo sem rei nem roque, o Sérgio terá ficado à espera que lhe dessem liberdade para escolher uma oportunidade.

Terá sido isso?
Ou, não tendo nada nem ninguém para defender se ‘afogou’, tal como os outros companheiros, na descrença e assumiu que já nada valeria a pena?
Foi pena!

QUEDAS QUE INFLUENCIARAM. Não me lembro de nenhuma Corrida que tivesse ‘mandado para casa’ tanta gente importante no pelotão – alguns até com legítimas pretensões – como o Tour deste ano. E isto conduz-me directamente para uma constatação imediata: a Organização não mediu as eventuais consequências de fazer passar um pelotão de 200 Corredores por estradas com pouco mais de três metros de largo.

Curiosamente, não li uma única crítica em relação a isto.
Aqui há meia dúzia de anos, mais um ou dois, figura proeminente, no panorama nacional, natural da Região – o que não o obriga, é evidente, a ser conivente – ‘arrasou' a Organização da Volta ao Alentejo porque fez passar o pelotãozinho de pouco mais de uma centena de Corredores por estradas municipais que não eram mais estreitas que aquelas que, pelo menos até à chegada aos Pirenéus o pelotão deste Tour sempre andou.
Aliás, até mesmo os Corredores do pelotão nacional, depois de ‘habituados’ a fazer etapas inteiras em IP’s ‘rabeiam’ quando é necessário, para chegar a algum lugar que endureça qualquer Corrida, ter que se recorrer a estradas municipais.

O drama, não assumido, pela Organização do Tour, em relação à edição deste ano, é que naquelas estradinhas – por muito bom que fosse o piso – ficaram, não digo que candidatos indiscutíveis à vitória final, mas, pelo menos, Corredores que poderiam ter ‘mexido’ com a Corrida de outra forma.

Recorde-se que o próprio Alberto Contador perdeu quase um minuto e meio para os Schleck logo no primeiro dia da prova.

CONTADOR. Quem, de facto, gosta de Ciclismo, ama a Modalidade, não pode ter ficado indiferente ao ‘caso’ Alberto Contador.
Há outros exemplos, até mesmo domésticos mas, como se diz no meu Alentejo, o mínimo que os figurões da AMA, da UCI e quejandos… aqueles que comem da mesma gamela e, encobrindo, com a conivência de alguns, os vícios privados, querem convencer-nos das suas públicas virtudes, 'fizeram-lhe a cama' e sacudiram as mãos.

É desumano o que estão a fazer, já não digo ao Corredor mas ao Homem.

Depois do Tour do ano passado – que, creio, ainda não foi homologado – mantêem-o como ‘suspeito’.
24 horas do arranque da Volta ao Algarve deixam-no saber que, afinal, pode correr e ele é obrigado a uma maratona indescritível, que acabou com uma corrida de táxi do Aeroporto de Lisboa até à partida da 1.ª etapa da Algarvia.

Protelam a decisão quanto à sua inocência. Ou não.
Deixam-no correr o Giro, que ganhou de forma superior, e a alinhar à partida do Tour. Tudo isto pode ter sido em vão. Depende da decisão ainda por tomar pelos mangas de alpaca.

Foi, psicológica e emocionalmente ‘agredido’ na apresentação do Tour ao ser recebido por um ensurdecedor coro de assobios; perdeu tempo, devido a queda, logo na primeira etapa quando ainda acusaria a ‘calorosa’ recepção da véspera e na subida para o Alpe d’Huez é provocado por um desqualificado qualquer que, travestido de enfermeiro, esguichou para o seu rosto o conteúdo de uma seringa.

A ‘mensagem’ era óbvia. Pena que o soco que Contador lhe aplicou não tenha sido suficiente para lhe partir todos os dentes. Nem sequer o fez cair. Com um bocadinho de sorte seria atropelado.

EU queria ver aquela aventesma, que tinha tudo planeado, passar dois ou três meses com uma perna partida.

E a CS, uma vez mais, ou ‘não viu’ ou criticou o Corredor.
Também mereciam um murro nos dentes!

CINCO. Depois da vitória do belga Philippe Gilbert (Lotto) na primeira etapa, ganhando o direito de sair para o segundo dia de amarelo, só mais quatro homens envergaram o símbolo de líder e, dois deles, para além de a terem conquistado de forma não esperada, foram uns heróis ao conseguir mantê-la para além daquilo que os observadores especialistas ousariam prognosticar.

O norueguês Thor Hushovd (Garmin), reconhecidamente um especialista nos sprints – pese embora ostente a camisola de Campeão do Mundo de fundo – vestiu-a no segundo dia, num crono por equipas e passou com ela os Pirenéus.
Ao todo, andou oito dias de amarelo, contando com o primeiro de descanso.

Depois, e para alegria dos gauleses, foi Thomas Voeckler (Europcar) a vesti-la no final da 9.ª etapa e defendê-la com unhas dentes, e tudo o mais que pudesse agarrá-la, até ao Alpe d’Huez. Onze dias, contando com o segundo de descanso.

No Alpe d’Huez, quando Alberto Contador atacou a mais de 90 km da chegada, logo na subida para o Télegraph, Andy Schleck subiu ao céu, mas os erros que cometera – ele e a equipa – tanto nos Pirenéus como nas duas etapas anteriores, nos Alpes, devem ter-lhe logo ‘dito’ que a glória seria efémera.

REVOLUÇÃO NAS PONTUAÇÕES DA REGULARIDADE E MONTANHA. Se alguém que esteja agora a ler-me e não pode ter oportunidade de ver nenhuma etapa na televisão, então nada sabe sobre isto porque os jornais o ignoraram. E não era, de todo, para ignorar.

A Organização do Tour resolveu, este ano, revolucionar por completo a forma de pontuação dos corredores mais regular (camisola verde) e melhor trepador (a tradicional camisola às pintinhas vermelhas). Assim, acabou com as tradicionais (duas ou três) ‘metas volantes’, que tinham uma classificação própria mas que também pontuavam para a regularidade – é questionável, é sim senhor – e instituiu um único sprint intermédio que dava tantos pontos como a chegada.

A Volta a Itália teve, durante anos, o Intergiro, com a diferença que esta meta ordenava uma classificação autónoma, com um vencedor autónomo do da regularidade.
Era uma espécie de duas etapas numa só.
A primeira acabava na meta do Intergiro – e premiava os mais teimosos que não se escusavam a entrar em fugas – e a segunda na linha de chegada que contava para a geral individual quando o líder do Intergiro ainda vinha a dez quilómetros da meta mas já tinha defendido a sua camisola.

Ora, e não tenho prurido nenhum em me ‘colar’ à opinião do nosso melhor comentador de Ciclismo, o Marco Chagas (RTP), esta experiência falhou redondamente.
Pior!... Foi até motivo de algumas cenas menos dignas com desclassificações pelo meio devido a comportamentos incorrectos.
Eu não advogaria a sua continuidade.

Quanto ao novo modelo da pontuação para o Rei da Montanha… foi mais ajuizado mas precisa de ser corrigido.
Por exemplo, as contagens de 4.ª categoria – mesmo que a definição das mesmas deixem a descoberto que seriam uma subidinha até aos 500 metros de altitude (na maioria das vezes, a começas nos… 350 metros acima do nível do mar) e com quilómetro e meio ou dois de extensão - darem apenas pontos (dois) ao primeiro a passar é ridículo.
O que é que se pretendia?
Transferir para as contagens de montanha menores os sprints das antigas metas volantes?
Mas estas davam pontos aos primeiros três!

Também a drástica redução da pontuação nas montanhas de 3.ª, 2.ª e até de primeira categoria convinha que fossem repensadas.

Já o facto de as chegadas em alto, fossem de 1.ª categoria ou de categoria especial valerem o dobro dos pontos das ‘irmãs’ a meio da etapa creio ser pacificamente aceite.

Custava ver os grandes trepadores, porque só tinham quatro ou cinco chegadas em alto, verem ser coroados como ‘rei da montanha’ homens como, por exemplo, Richard Virenque – que creio ser ainda o recordista de mais vitórias consecutivas na montanha – nunca ter ganho uma verdadeira chegada em alto.

Limitava-se a ir somando pontinhos nas 4.ªs, 3.ªs e 2.ªs categorias (às vezes) para garantir o número suficiente de pontos para bater quem ganhava, de facto, na alta montanha.

EVANS. Os últimos são sempre os primeiros.
O australiano, sustentado numa equipa coesa e com verdadeiro espírito de entreajuda e sacrifício, ao segundo dia ficou a um segundo da camisola amarela. Contador estava mais de minuto e meio lá para trás e os irmãos Schleck ainda agora estou a pensar… no que pensavam.

Tremendamente feliz é a frase do Carlos Flórido (O Jogo) quando escreveu que o australiano, e cito de memória, “Não é o melhor em nada mas é bom em tudo”.
Muito bom, atrever-me-ia a acrescentar.

Não vou abrir mais um espaço para os irmãos luxemburgueses, sai tudo aqui.
Que lhes aconteceu?

Não creio que tivessem que respeitar uma hierarquia, como hoje li.
Franck, o primeiro a atacar – e a deixar em maus lençóis o Contador – caiu a pique e, hipoteticamente, havendo qualquer estratégia para levar, este ano, o mais velho à vitória (porque Andy ainda tem muitos anos para o conseguir) logo que se sentiu mal deveria ter dado ‘roda livre’ ao mano mais novo.

A minha leitura – e escrito agora, depois de a prova ter terminado, pode parecer a verdade de Pilro – é a que eles se preocuparam muito com a árvore (Contador) menosprezando a floresta (Evans).
Ou que, quando deram por isso já era demasiado tarde.

Volto a frisar a minha opinião: Alberto Contador, para além de já trazer nas pernas o Giro, que venceu de forma categórica, não pode não ter acusado, emocionalmente, a forma hostil como foi recebido em França. E nunca teve equipa que o ajudasse!

Contra este don Quijote psicologicamente debilitado os Schleck só tinham uma coisa a fazer: ‘descarregá-lo’ logo ma primeira dificuldade que aparecesse e, volto a lembrar, ele perdeu logo minuto e meio na primeira etapa.

(Faz-me lembrar aquela anedota do tipo que pedia a deus, todas as semanas, que lhe saísse a lotaria, até que deus, já irritado, lhe gritou ‘lá de cima’: “Porra! Ao menos compra uma cautela!...)

Se não acredito numa ‘guerra’ entre ambos, estou convencidíssimo que estavam tão obcecados com o espanhol que não ligaram a Cadel Evans.
Que até andou uma ‘eternidade’ em segundo lugar a… UM segundo do líder, então o norueguês Thor Hushovd.

O curioso é que o australiano chegou a queixar-se em declarações que são públicas e foram reproduzidas pela imprensa.

Algo do género: ‘Não estou para carregar os Schleck às costas até Paris!”

TERMINANDO. Depois das condições, e estou a repetir-me, psico-emocionais com as quais Alberto Contador teve que lidar neste Tour, eu, que até nem sequer era seu admirador, dou o braço a torcer. Ganhou um novo admirador.

Cadel Evans, por aquilo que fez – e recordo aqui as ajuizadas palavras do João Pedro Mendonça, esta tarde na RTP – foi, de facto o Mais Regular nesta Corrida, embora o Cavendish tenha ganho o prémio, e foi o mais que justo vencedor da prova.

Agora, aqui, confesso humildemente que nem sequer sei qual é a estrutura da sua equipa. Quem é o DD, mas todos merecem este triunfo.

Contador esteve quase sempre sozinho.
Os Schleck guardavam um ou dois companheiros, pelo menos até ao início das partes mais difíceis das principais etapas, mas o Evans esteve sempre rodeado de uma fiel ‘guarda de honra’.
E isto ajuda a perceber porque ganhou.

quarta-feira, junho 29, 2011

ANO VI - Etapa 51

TODA A SORTE DO MUNDO PARA TI RUI
... E, CLARO, TAMBÉM PARA O SÉRGIO

Hilariante a rábula protagonizada por aquele que, cada vez mais, se vai esmifrando - nem são os outros que o levam a tal, é de pura e idiota iniciativa própria - por o catalogarmos como o 'Cavaleiro da Triste Figura' .

Que me perdoe Don Miguel de Cervantes que foi quem inventou a expressão para definir um onírico, no sentido de insano e pouco credível (mau grado as suas, para ele, honestas convicções) Don Quijote de La Mancha.

No mesmo dia, ontem, em que tudo o que era Imprensa dava como mais que provável a presença de Rui Costa - porque constava da restrita lista de 11 elementos, um dos quais até se encontra ainda a recuperar de acidente grave, apresentada pela espanhola Movistar para correr o Tour - em França, o visconde do Ciborro falhou a notícia e, claro, faltou-lhe o suporte da rectaguarda que deve ter recebido os mesmos três emails que eu recebi... fora previsiveis takes da Lusa e da FrancePress...

.

Hoje, quando todos os outros já avançavam com a certeza da presença do jovem poveiro naquela que vai ser a sua terceira participação consecutiva na Grande Boucle, com origem no Ciborro vinha o preocupante 'aviso' de que nada estava ainda certo, citando, nada mais, nada menos que... o próprio Director-geral da equipa. Com declarações e tudo!

Pouco depois a confirmação. Todos estavam certos menos aquele que 'falou' [???, ehehehheh ;-)] com o responsável máximo pela formação em causa...

'Comido'?
Com uma idade dessas e com os anos que leva no pelotão?
Aliás, 'comido' duas vezes seguidas? Olha lá!...

Resta-me desejar as maiores felicidades ao Rui Costa e, claro, também ao Sérgio Paulinho. Torço por vocês!

quinta-feira, junho 16, 2011

ANO VI - Etapa 50

E QUE TAL UMA AUTORIDADE
PARA CERTIFICAR AS CORRIDAS?

Já tivemos, este ano, uma morte na estrada e, por sorte foi só uma, que o traçado do Giro'11 roçou o 'assassino'. Na mesma Itália onde a Lei persegue caninamente os Corredores que tiveram 'azar' de ser apanhados com positivos... com laivos de sadoquismo. Castigam-os, deixam-os tentar recomeçar a sua vida e, mal eles se apresentam preparados para - dê-mo-lhes o benefício da dúvida - voltar, provavelmente com a 'lição aprendida' o inefável CONI pula para o palco - que não é dele - e 'carrega' a pena.

Se se tratasse de uma tomada de posição HONESTA, e então seria ineqívoca, irradiavam, pura e simplesmente o infractor.

Não conheço a Lei italiana. Desconfio que tal decisão não seja exequível por isso, entre autoridade anti-dopagem e CONI vão brincando com a vida de pessoas que, como todas as pessoas, podem errar a qualquer momento das suas vidas.

Também não sei se acontece só com o Ciclismo ou se com atletas de outras modalidades. Mas que o Ciclismo sai, indubitavelmente, prejudicado em relação a todas as demais, disso - creio - já ninguém tem dúvidas.

E podemos até ficar pelos exemplos domésticos...

Mas voltemos ao início...
A edição deste ano do Giro foi exemplar... no pior dos sentidos.
Pôr Corredores de Estrada a cumprir etapas com largos troços de terra batida?
Que virá a seguir?
Atravessar vales ou rios sobre pranchas de madeira com dois palmos de largura?
Obrigá-los a fazer duas dezenas de quilómetros só com a roda de trás no chão? Fazendo uma espécia de 'cavalinho'?

IT'S DE SHOWBIZZ

É preciso ganhar dinheiro, nem que seja à custa da vida de atletas que devem ser olhados como trabalhadores. A sua profissão é esgotar-se, fisica e, muitas vezes, psicologicamente, sentados numa bicicleta cujos pneumáticos têm 2,5 cm de apoio sobre o asfalto e que aos quais se pede que subam montanhas como se não houvesse amanhã e que desçam como se estivessem atrasados 24 horas em relação à etapa em disputa.

Para além da morte de Wouter Weylandt - tentem encontrar uma foto decente dos momentos em que ele era assistido, caído na estrada, eu só consegui isto... - no Giro'11 houve, pelos menos, mais três casos de quedas feias...

Tudo isto foi banqueado porque foi da responsabilidade da organização...
E o CONI aparece a fazer triste figura.

Tal como outros organismos, onde se enquadra, por exemplo, a nossa ADoP (porque é que não é o COP? porque o vice do COP e o vice da ADoP são a mesma pessoa... por acaso, presidente da FPC) ululam a quem lhes dá ouvidos, e páginas inteiras - patrocinadas (pagas) - que o seu principal papel é...
... a salvaguarda da saúde dos atletas.

(por isso, nós, apaixonados pelo Ciclismo, provavelmente deveríamos ir de joelhos a Fátima - embora eu continue a achar que aparecer pela Tasquinha do Lagarto, ali a Campolide, e fazer uma vénia à pessoa certa - dá estatuto maior...)

Notícia desta tarde, 'piratada' do sítio de A BOLA:

O ciclista colombiano Juan Maurício Soler, da Movistar, está internado, com um traumatismo craniano, nos cuidados intensivos do hospital St. Gallen, na Suíça.
O colombiano caiu, esta quinta-feira, no arranque da 6.ª etapa da Volta à Suíça, onde ocupava a segunda posição da classificação geral, e foi transportado de helicóptero para o hospital.
Os primeiros exames médicos realizados revelaram que o ciclista da Movistar sofreu um «traumatismo craniano grave, com edema cerebral e múltiplas fracturas e contusões», segundo revelou a sua equipa.


E SURGE A GRANDE QUESTÃO!...

Se, o que verdadeiramente está em causa é a saúde - mais do que isso, a vida - dos Corredores, não será que é tempo de entregar aos 'guardiões da verdade' o controlo dos traçados que os vários organizadores 'inventam' e que, para além da sempre alegada 'tentação' ao recurso de produtos proíbidos... os matam?
Os matam na total impunidade?

Um Corredor toma um comprimido amarelo; acusa positivo!
É punido sendo que a primeira justificação das entidades responsáveis é a de que... estão a 'zelar pela sua saúde'...

E quando eles morrem por incúria de uma organização?

Se o primeiro incorre numa pena que chega à irradiação... aos segundos, quem tem coragem para interditar a corrida por um ano ou dois?

NINGUÉM!

Saúde do Corredor uma treta!
Ansia incontrolável de protagonismo de muita gentinha espalhada por toda a modalidade.
Gentinha que não vale o que come... e que, ainda por cima, é pago por todos nós...

ANO VI - Etapa 49

E O VENCEDOR DO 'TROFÉU XAVI TONDO" FOI...
.

.
Evaldas Siskevicius...

o lituano que venceu a Alentejana limitando-se a, no momento certo, seguir a sombra de Filipe Cardoso que, naturalmente, não sabia que precisava de lhe ganhar mais que os quatro segundos que conseguiu...

Sabem ao que isto me 'cheira'?
Àquilo que o Ciclismo Português sempre apresentou de pior: o 'rasca', «não ganho eu, mas também não hás-de ganhar tu!», que tanto triunfo deu a Corredores estrangeiros. E repare-se, não estamos perante a figura de uma 'velha raposa' que soube ser calculista. O lituano tem apenas 22 anos e está a meio da sua primeira temporada como profissional numa equipa que ninguém conhecia antes de apareler no elenco da Alentejana. Mas, que ainda assim, venceu a Classificação geral por equipas...

A LA-Antarte (Paredes), equipa de Bruno Sanches, o grande derrotado, terminou em nono lugar. Quem percebe alguma coisa de Ciclismo, mesmo sem ter estado, mesmo sem ter ouvido ou visto, mesmo limitado às 'reportagens' na imprensa, 'adivinha' porquê. Porque o Mário Rocha pôs 'toda a carne no assador' por forma de defender a camisola amarela... e no momento 'm' foi traído pela não ponderada iniciativa de um colega português.

E lá se foi a vitória, uma vez mais, para um estrangeiro, de uma equipa que não acredito seja mais forte que qualquer uma das quatro portuguesas.

quarta-feira, junho 15, 2011

ANO VI - Etapa 48

OS HOMENS BONS SABEM FAZER JUSTIÇA

(agora fiquemos atentos a qualquer ataques de apoplexia!... Mas que conte sempre com a nossa memória; o quanto criticou o saudoso Xico Nunes quando ele deu uma mão à Alentejana... o quando, a partir de dada altura - acabavam-se os 'patrocínios' para os almoços e jantares - assumiu aberta contestação ao eng.º Barroso; era o Lóios que era bom... que eu saiba nunca teve muita sorte...)


JUSTÍSSiMA HOMENAGEM, IRMÃO... COMPANHEIRO

FOSTE, SEMPRE, DE LONGE, QUEM MAIS SENTIU,

QUEM MAIS, DESINTERESSADAMENTE DEU TUDO O QUE TINHA A DAR

PELA IMAGEM, PELA DIGNIDADE E VERDADEIROS INTENTOS QUE,

DESDE O PRIMEIRO MOMENTO,

MOVERAM ESSAS CENTENAS DE HOMENS SEM NOME QUE TÚ AQUI REPRESENTAS...