sexta-feira, julho 11, 2008

II - Etapa135

VOLTA A MADRID TEM CINCO
EQUIPAS LUSAS PRÉ-INSCRITAS

A Volta Ciclista à Comunidade de Madrid (2.1), que se disputa entre os próximos dias 18 e 20 de Julho tem 14 equipas inscritas sendo que, mais de um terço são portuguesas. A saber... Benfica-João Lagos Sports, Fercase-Rota dos Móveis-Paredes, LA-MSS-Póvoa de Varzim; Liberty Seguros-UC Charneca e Palmeiras Resort-Tavira.

A prova, que tem um total de 282,7 km é dividida em três etapas.

Começa com um contra-relógio individual, de 21 km, a ser cumprido na cidade de Pinto - terra natal de Alberto Contador - , nos subúrbios de Madrid-Capital; no segundo dia corre-se a ligação San Agustin de Guadalix-Colmenar Viejo, 152,7 km, com uma contagem de 1.ª categoria para o prémio da montanha, ao km 67; uma de 2.ª categoria, ao km 112,6 e duas de 3.ª categoria, a primeira logo ao km 49,2 e a segunda ao km 140,1, a apenas 11, 6 km da meta que há-de aparecer em ligeira subida. A derradeira tirada, mais curta, com apenas 109 km, corre-se entre Vallecas e a Puerta de Alcalá, bem perto da famosa Plaza de Cibelles, entre a Gran Via e o Paseo de la Castellana, no coração da capital espanhola.

(Porque é que só em Lisboa é que não se consegue levar o Ciclismo ao coração da Cidade? Pergunto eu, que sou do campo...)

(clicando nas imagens podem lê-las melhor)

quinta-feira, julho 10, 2008

II - Etapa 134

SE PODEMOS EXPÔR O QUE PENSAMOS,
TEMOS TODOS O DEVER DE O FAZER

Por iniciativa do Hugo Felix Silva - que não conheço, mas já deixara aqui, no VeloLuso uma mensagem (nos comentários) - corre uma PETIÇÃO ON-LINE onde se pede não mais do que... Justiça.

Como alguém escreveu, havendo culpados, que se castiguem na devida proporção à do ilícito.

Estão cinco Corredores, mais um director-desportivo, um massagista, um médico e um dirigente de uma equipa de Ciclismo suspensos sem qualquer espécie de culpa formada.

Isto não é Justo.

É aqui que, quem realmente (*) acha que o deve fazer, a poderá assinar.


(*) - Não estivesse eu já habituado a que gente adulta, mas sem coragem para dar a cara, aparecesse sempre, sob anonimato, a destruir aquilo que outros, porque estão no seu direito, acham que devem defender, e deixava aqui dois ou três disparates, até porque me sinto enxovalhado.
Se se está a querer fazer vingar uma de duas hipóteses - queremos ovos estrelados, ou mexidos? - quem não gosta de ovos não tem nada que se meter.
Mas já conseguiram os seus intentos.
Esvaziaram a credibilidade de uma acção que foi posta em marcha por quem acredita numa determinada tese.
Infelizmente, abundam por aí os atrasados mentais que, não sendo capazes de fazer nada na vida, se entretêem a desfazer o que outros tentam construir.
Aos... engraçadinhos que assinaram a petição como "traficante", "Eufimiano Fuentes" ou "dr. Ferrari"... soubesse - ou venha eu a sabê-lo - quem são, e serei eu próprio a abrir uma petição para que se legalizem as casas de passe e abro a petição com os nomes das vossas mãezinhas. Eu seja cão se o não fizer!

II - Etapa 133

PERDEU-SE A MELHOR OPORTUNIDADE
PARA MINIMIZAR OS "ESTRAGOS" QUE
ESTÃO A SER FEITOS À LA-MSS-PÓVOA

A equipa da LA-MSS-Póvoa de Varzim, que ainda tem sete Corredores sobre os quais não recai nenhuma medida administrativa - que a suspensão dos outros não passa de uma medida administrativa pois, em termos disciplinares nada há contra eles, pelo menos ainda -, podia estar a correr o Troféu Joaquim Agostinho.

O Cycling Clube da Póvoa tem nos seus quadros uma Directora-desportiva com o Curso do nível II - igual ao de, pelo menos, dois colegas seus que estão neste momento na estrada a orientar as respectivas equipas -, mas que a FPC recusou liminarmente aceita-la como substituta do DD suspenso administrativamente. E assim, a equipa está, outra vez, impedida de correr.

Foi tudo cirurgicamente planeado e posto em execução.

E aqueles que se negam a aceitar a tese de cabala, das duas uma: ou não estão a perceber nada do que se está a passar, ou não perceberiam mesmo nada, mesmo que se lhes fizesse um desenho.

Mesmo afastado, já devem ter percebido que tenho olhos e ouvidos por todo o lado. Sigo este caso tão de perto como se estivesse na estrada. Na estrada, porque não é igual para todos a facilidade de movimentação dentro das quatro paredes do edifício cor -de-rosa da Rua de Campolide...

Sei que se vive um ambiente tenso, de cortar à faca, dentro do pelotão.

Que há quem ache que se há Regulamentos, estes são para ser cumpridos e que sendo todos iguais, não compreendem porque é que há uns mais iguais que outros.

Claro que publicamente não se manifestam. Está-se a andar, literalmente, no fio da navalha e ninguém se atreve a avançar um pé antes de sentir que o outro está perfeitamente seguro;
sei que, mesmo no seio da Associação Portuguesa de Corredores Profissionais, até agora foi impossível chegar-se a uma plataforma de interesse comum.

Como escrevi dois ou três artigos atrás, pela sua importância, pelo seu historial, pelo simbolismo do nome que carrega... por tudo, parte do problema que está a destruir uma equipa que é, apenas, aquela que mais visibilidade deu ao Ciclismo português (estou a falar de equipa, não de individualidades) na última década, poderia ter sido aligeirado se a UDO lhes tivesse dado uma oportunidade.

Mesmo só com sete Corredores, mesmo com uma Directora-desportiva naturalmente pouco preparada para estas andanças.

Como já há alguns dias deixei aqui escrito, este "caso" já poderia estar resolvido.
Quem manda, foi claro e pôs ao responsável financeiro da equipa uma única condição: entregar numa bandeja as cabeças do Manel Zeferino, de dois corredores e de um massagista.

Incapaz de fazer isso mas, ao mesmo tempo, incapaz de se impôr, batendo o pé e tentar, pelo menos tentar, salvar a equipa, o presidente do clube demitiu-se por carta que meteu na caixa do correio instantes antes de iniciar a viagem até à Póvoa onde o clube reuniria em Conselho de Crise. Nem aí foi capaz de ter uma ideia ou, pelo menos, dizer que não era, pura e simplesmente, capaz de ter ideias. Entrou mudo, saíu calado.

A surpresa, para os outros responsáveis pela equipa, estava guardada para a manhã seguinte quando na caixa de correio encontraram uma carta com o pedido formal de demissão do cargo de presidente do clube.

O homem nem capaz foi de dizer que estava demissionário.
Tendo estado reunido com os seus pares... -lo por carta, que chegou 24 horas depois ao local onde ele estivera na véspera.

Estou desiludido com a UDO. Por ser uma organização, ao contrário das Associações, independente da FPC - eu sei que estou a ser anjinho!... - poderia ter feito alguma coisa por aquele grupo de profissionais sobre os quais não pesa acusação alguma. E passou a batata quente para as mãos da PAD.

Falta pouco mais de um mês para o arranque da Volta e adivinho que todo o imbróglio, toda a teia construída, tudo menos inocentemente, para deixar a LA-MSS-Póvoa de Varzim de fora da Volta a Portugal, vai manter-se até que seja impossível, em tempo útil, à equipa participar.

Devo aqui confessar uma coisa.
Não posso deixar de admirar a figura do presidente da FPC.
Porquê?
Sai explicação: mais ninguém podia destruir a LA-MSS-Póvoa.
Mesmo com provas concretas e suficientes para afastar um, dois ou três corredores, mais o director-desportivo, o conseguiria fazer em tempo útil, dado que toda a gente tem a possibilidade de recorrer - desde que saibam do que estão a ser acusados, claro.

Nem Conselho de Disciplina nem Conselho Jurisdicional, nem sequer um Tribunal civil.

Só alguém que, apesar da estatutária separação de poderes, manda - pode, quer e manda - transversalmente em todos os órgãos sociais da FPC, pese embora, estatutariamente eles tenham que ser autónomos.

Sendo curto e grosso... é preciso tê-los no sítio para abafar tudo à sua volta, desautorizar todos e fazer vingar a sua decisão. E, claro, que todos os responsáveis pelos outros órgãos sejam uns invertebrados. Mas foram escolhidos a dedo para não contrariarem quem manda.

Não estivesse a casa construída como está, perante tamanha prepotência e atropelo dos estatutos, poder-se-ia marcar uma assembleia-geral extraordinária e decidir-se o plenário pela destituição do presidente da Direcção. Mas é mais fácil acreditar no ET...
Infelizmente.

A LA-MSS-Póvoa só tem, nem é uma bóia, é um bocado de tábua a qual poderá, por ventura, vir a ser-lhe atirada pela João Lagos Sports-PAD.

Nem vou aqui recordar a tomada de posição da empresa que organiza a Volta a Portugal em relação a um punhado de equipas espanholas, o ano passado, que não conseguiam correr no seu país devido à Operatión Puerto, mas que vieram à nossa Volta.

Sinceramente, acredito mais no bom senso e na capacidade que o João Lagos tem para fazer render os investimentos que faz. E, acreditem ou não, sair para a estrada sem a LA-MSS-Póvoa no pelotão será, certamente, penalizador para a organização.

Mas volto só umas linhas atrás...
É de uma injustiça atroz o que a FPC está a fazer à empresa LA Alumínios.
O Luís Almeida foi quem permitiu que o bloco que formava a Sicasal-Acral, em 1996 (já há 12 anos) não ficasse desempregado, o Luís Almeida, mais o Joaquim Gomes e o malogrado Manuel Branco Maduro.

Há 12 anos que a empresa deste homem, do Luís Almeida, patrocina uma equipa profissional, primeiro, depois uma equipa de sub-23 e ainda um grupo de Ciclismo para Todos.

A cegueira que move o presidente da FPC contra um homem, um homem só, fá-lo esquecer tudo o resto. E isso é desonesto. Digo-o eu.

E volto ao princípio. Os amigos, porque hão-de ser seus amigos, os de dentro e de fora da federação, mesmo os que não pertencendo à instituição se movem como se dela fizessem parte, ou o fazem porque, vá lá saber-se, se calhar fazem parte, deviam ter tentado convencê-lo - mesmo mantendo este impedimento administrativo que impôs - a não inventar mais obstáculos para que a equipa não corresse.

"Presos preventivos", sem acusação formada, é um cenário que o poder judicial está a tentar pôr cobro. Como é então possível que a FPC faça isso mesmo.

E mesmo as equipas, através da sua associação - se é que ainda funciona - deviam ter feito a sua pressão.

Caramba!, toda a gente já sabe que o raid conjunto - não sei se é legal, se é aceitável em termos legais - da PJ com a "assessoria" do CNAD só encontrou matéria susceptível de procedimento criminal (e eu, na interpretação que faço da Lei, acho que isso não poderá nunca reflectir-se no campo disciplinar desportivo porque não houve nenhum caso positivo de doping e porque o CNAD só ficou a saber do que estava escondido, graças ao mandado de busca, válido, atenção a isto, válido apenas para ser executado pela PJ) - em casa de dois Corredores.

Em que artigo do regulamento...
Mas subo, mais um pouco, em que artigo, e de que Lei, é que está explicitado o poder de uma pessoa para que, por si só, se decida pela suspensão de um determinado número de pessoas - e é impossível escamotear isto - cirurgicamente escolhidas (salvo os Corredores, onde ainda consigo dar o benefício da dúvida que tenha sacrificado três para não acusarem os dois que poderiam ser acusados se aquela acção conjunta fosse legal, o que é mais uma prova de o não foi) - para retirar uma equipa da estrada?
Nem o venezuelano Hugo Chavez!

Um dia havemos de saber tudo.
Mas já há, queiram ou não admiti-lo, vítimas de todo este processo.
Que vítimas? Que processo?
Numa frase: Numa situação exactamente igual à que aconteceu hoje [ontem] - numa chegada que ninguém teve espaço para nos explicar, a nós leitores, que ia ser como foi, se calhar também não sabiam... quem é que impede que se diga: ah!... se o João Cabreira lá estivesse!... Ou o Bruno Pires...
A vítima?, naturalmente o Danail Petrov que não tem nada a ver com esta guerra e corre o risco de haver - e há, claro que há - quem pense aquilo ali atrás. E não pode provar que ganharia na mesma a etapa, mesmo que a LA-MSS estivesse presente.
E agora imaginem o que vai acontecer na sexta-feira, no alto de Montejunto... a mesma coisa.
E na Volta a Portugal se persistir esta situação? A mesmíssima coisa, pois!
Percebem, ou é preciso fazer desenho?

II - Etapa 132

EM MEMÓRIA DO MITO

quarta-feira, julho 09, 2008

II - Etapa 131

A MINHA CORRIDA DO CORAÇÃO!...

Começa, sensivelmente daqui a sete horas, mais uma edição do Troféu Joaquim Agostinho. É a segunda prova onde somei mais presenças. Se, entre 1991 e 2005 - 15 anos, consecutivos, sem falhas - fiz a Volta a Portugal, a corrida de Torres Vedras fi-la por 14 vezes. Falhei em 2001 quando, por exercer já cargo de chefia n'A BOLA, não me foi dada a hipótese de ir para a estrada porque "fazia mais falta lá dentro", na Redacção.

Mas 14 presenças já é algo de significativo. Deu para estreitar fortes laços de amizade, tanto com o Francisco Manuel Fernandes, como com o Luís Fernandes. E com todo o outro pessoal. Neste momento não sou capaz de precisar o ano, mas recordo-me perfeitamente do choque que foi para mim chegar uma tarde a Torres Vedras e não ver o meu amigo Carlos, da Fonotel. Um amigo que com pouco mais de 30 anos nos foi roubado pelo terrível e impiedoso cancro.

Lembro-me das vossas lágrimas, ali na escola C+S de Marvila por causa do textinho que escrevi, cheio de sentimento, em relação à abrupta partida do Carlos.
Sei que tenho ainda em cada um de vocês um amigo. Uma amiga.

E hoje, o quanto me dói, quase tanto como quando da perda desse Amigo muito especial que foi o Carlos, por saber que a corrida que leva o nome do nosso melhor Corredor de todos os tempos, que todos queremos lembrar como vítima, nunca como culpado, nas duas ocasiões em que viu ser-lhe retirada a vitória na Volta, como vejo que, apesar de não haver matéria suficiente para formalizar uma eventual culpa, a corrida sai para a estrada sem a melhor equipa do pelotão português.

Pergunto-me: será que o organizador tinha alguma hipótese de convidar a LA-MSS-Póvoa? Sei que tentou até ao fim. Sei que arrepiou caminho e, depois de lhe retirar o convite, voltou atrás para, na sequência da suspensão de cinco Corredores e do Director-desportivo, por parte da FPC, acabou mesmo por deixar cair a formação da Póvoa.

Sei das convicções, verdadeiras, despidas de hipocrisias, que o Francisco Manuel Fernandes cultiva em relação à Justiça Social, seja lá em que campo fôr. Custa-me - repito-o aqui - que tenha cedido perante um caso que eu não consigo ver senão sob a forma de inaceitável maquinação.

Saberá o Francisco Manuel Fernandes mais do que eu, em relaõa ao caso citado, contudo - e é isso que conta - até ao momento nada foi provado, que mereça a descriminaçãompura da equipa da Póvoa.

E porque é, e ninguém o duvida, um Homem do Ciclismo, todos sabemos que, dando ele o benefício da dúvida à equipa que está na mira de todos, poderia dar um "empurrão" de forma a que o projecto poveiro não morra agora, aqui.

E porque não acredito que haja mais do que suspeitas, ainda por cima levantadas por anónima denúncia, em relação à equipa em causa, o facto de esta poder correr uma prova cujo Director de Organização é cice-presidente da FPC seria um abrir de portas...

Porque o não fez?
Porque sabe alguma coisa que se me escapa? Então, enquanto membro da FPC também tem a responsabilidade de no-lo esconder. Não é assim que vamos avançar.

Há a hipótese da obrigatoriedade de solidariedade em relação à instituição FPC. Mas caramba... sem certezas classificadas, solidariedade para com quem?

Ditou o destino - bastante empurrado por alguns amigos da onça, diga-se por ser verdade - que eu me veja, actualmente, afastado da estrada.
Mas, por mais que tentem - tenham tentado ou ainda o venham a fazer - não acredito que a minha imagem saia minimamente beliscada, não em relação ao núcleo duro do Troféu Joaquim Agostinho.

A todos vocês, a todas vocês... o meu obrigado por se não terem esquecido de mim.

Quanto ao resto... quantas vezes é que, quem se apressou a fazer a cama, não acabou por ser o mais mal deitado?

II - Etapa 130

JÁ DOU DE "BORLA" O... "PAREÇAM"
MAS POR FAVOR... "SEJAM" SÉRIOS

Assaltam-me terríveis dúvidas em relação à confiança que devíamos ter em relação à nossa Magistratura. Caramba!, é o terceiro pilar de qualquer Democracia.

Só que, e cada vez mais estou ciente disso, até para que o comum dos Cidadãos não perca, de vez, o respeito pela Justiça... calma, perder o respeito não significa obrigatoriamente, galhofar acerca dela... é grave, bem mais grave, e é o de passarmos s ter MEDO dela, os magistrados têm que sair pelo seu pé ou obrigados seja lá por quem fôr a deixar o Desporto.

Mudem lá as leis que fôr necessário mudar.

Ainda não se fala de outra coisa que não da "cóboiada" da reunião do Conselho Jurisdicional da Federação Portuguesa de Futebol, onde - atenção a isto - não estamos a falar do "emplastro", do "barbas" ou daquele miúdo com problemas mentais, aquele que deve pesar 120 quilos e costuma estar em Alvalade a empurrar jornalistas porque a "sua vida" é o Sporting!
Estamos a falar de Juízes. E não de uns Juízes quaisquer...

Mas estou-me nas tintas para as guerrilhas - devem ser tão bem pagas, para que aqueles homens a quem só se pede que sejam imparciais, se "vendam" desta forma - do futebol.
Isto é o VeloLuso, não é o FootLuso.

Então, o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Ciclismo, dando procedimento a um relatório/queixa do CNAD, instaura um processo disciplinar a dois Corredores por pretensa ausência do local indicado onde poderiam ser encontrados para a efectivação de um controlo fora de competição - isto aconteceu em FEVEREIRO - e determina um castigo de suspensão de seis meses a partir de Abril, do qual só é dado conhecimento aos corredores em... meados de Junho, quando já tinham corrido, pasme-se, OITO provas?

Sabendo-se que aos "acusados" está garantido o uso da figura jurídica do recurso, que até tem efeitos suspensivos sobre a pena aplicada na primeira instância.
E que, ao abrigo deste direito, o castigo foi suspenso e os ditos Corredores continuaram a competir até que o Conselho Jurisdicional ontem se pronunciou pelo indeferimento dos recursos, confirmando a pena aplicada pela Conselho de Disciplina, quase cinco meses depois, sendo que afinal, o castigo só começou a contar em Abril - dois meses depois do alegado ilícito - e, desta forma só vai terminar em meados de Outubro?
Mais, todas as organizações das provas por eles disputadas são agora obrigadas a rectificar as respectivas classificações, de forma, cito: "A que as mesmas provas possam ser homologadas"!

Pergunto... Ainda há corridas de Março e Abril por homologar?
Há?
Mas todas?
Quem nos diz quais as que já foram homologadas?

E quem nos conseguirá explicar como é que uma prova já homologada pode voltar atrás para rectificar classificações?
Está, ou não, homologada?

Não é má vontade minha, juro que não é.
Mas o funcionamento da FPC - ao nível de todos os seus órgãos - não faz mais do que dar consecutivos tiros nos pés.

Vou ficar à espera da reacção da ACPC - que, por acaso, me chamou a atenção quando eu , e era a indicação que tinha, aqui escrevi que havias dois casos de positivos... - isto enquanto continuo à espera de uma tomada de posição da APCP em relação à suspensão preventiva de cinco corredores da LA-MSS-Póvoa.
É que já se tornou ensurdecedor o seu silêncio em relação ao assunto.

Queremos explicações! Temos o direito a elas.

II - Etapa 129

CICLISMO LUSO NA TV

Magazine TV Ciclismo
Quarta-feira, 2 Julho, às 21.10 horas, Sport TV 2
Quinta-feira, 3 Julho, às 16.30 horas, Sport TV 2

No Magazine TV Ciclismo desta semana:
* 8.ª Volta ao Concelho de Albergaria
* Final da Taça Portugal Elites
Vitória de Nuno Ribeiro na consagração de Manuel Cardoso na Taça de Portugal.
* 31.º Grande Prémio de Torres Vedras - Troféu Joaquim Agostinho
Vai para a estrada hoje o prémio de ciclismo dedicado a Joaquim Agostinho.
* Sub-23 em prova
A União Ciclista de Sobrado organiza o 2.º Troféu do Município de Valongo e o 1.º Troféu Jocilma Ribeiro da Silva
* 24 Horas BTT de Lordelo Paredes Rota dos Móveis
No próximo fim de semana os amantes das bicicletas de todo o terreno encontram-se em Lordelo para a 3.ª edição das 24Horas de BTT

31.º Grande Prémio Internacional de Torres Vedras
–Troféu Joaquim Agostinho

Resumos diários na Sport TV
Etapa 1 – Hoje, às 23.00 horas - Sport TV 1
Etapa 2 – Amanhã, às 23.00 horas - Sport TV 1
Etapa 3 – 6.ª feira, às 23.00 horas - Sport TV 1
Etapa 4 - Sábado, às 23.00 horas- Sport TV 1
Etapa 5 - Domingo, às 23.00 horas - Sport TV 1

Resumos Global na Sport TV (50 minutos)
a 16 Julho, 4.ª feira, às 23.00 horas – Sport TV1
e a 18 Julho, 6.ª feira, às 20.30 horas – Sport TV2

Obrigado pela informação Carlos Raleiras

II - Etapa 128

HOUVE MAIS CAMPEÕES
NO FIM-DE-SEMANA PASSADO

Fui surpreendido esta tarde... ontem à tarde!, por um telefonema de uma pessoa que se identificou como leitora incondicional do VeloLuso e que, perante um caso que ela - nem sequer me lembrei de lhe perguntar o nome... - considerou de grande injustiça, não resistiu a procurar-me sendo que a forma que encontrou foi o de ligar-me para o jornal e perguntar por mim.

Antes de ir ao assunto.

Primeiro, fiquei verdadeideiramente sensibilizado por uma pessoa que eu não conheço, que não me conhece, uma dos muitos - são mais de 300 por dia, posso dizer muitos - fiéis leitores do VeloLuso me ter contactado.

Claro que há os que comentam, a "pedir" um comentário ao comentário, há os que me mandam mails, há muitos amigos de longa data que me telefonam, ou mandam mensagem, ou escrevem emails... mas foi a primeira vez que alguém achando - e tem toda a razão, e eu confessei-me imediatamente culpado - que eu estava a ser injusto me procurou para mo dizer.

Muito obrigado por o ter feito.

E qual era o assunto?
Pois, os Campeões Nacionais de Estrada de Sub-23.

O ano passado, até porque recebi no meu mail os resultados de todos e as fotos de todos, creio que até deixei aqui a lista, com as fotos. Este fim-de-semana... não tenho explicação, não pretendo inventar desculpas esfarrapadas. Falhei ao não deixar, neste cantinho da blogosfera, os meus parabéns a TODOS os campeões.

Mas mais vale tarde que nunca.

As fotos já estão alinhadas neste artigo, faltam os nomes:
Campeão Nacional Sub-23 de Contra-relógio - Nélson Oliveira (LA Sistemas-SSS-Trevomar, da Escola de Ciclismo Fernando de Carvalho);

Campeão Nacional Sub-23 de Fundo: Ricardo Vilela (Santa Maria da Feira-E. Leclerc-Moreira Congelados-São João de Vêr).

Força aí campeões. E desculpem-me a falha.

Em relação à leitora que me contactou, reforço os meus agradecimentos. Acho que fico perdoado!...

II - Etapa 127

A FALAR NOS ENTENDEMOS

Conheço o Cândido Barbosa há 17 anos! Uma vida.
A primeira corrida de Ciclismo que cobri, ainda n'A Capital - e que serviria para meu tirocínio, uma vez que daí a poucos dias arrancaria o I Grande Prémio A Capital, para o qual eu já estava indicado, e como não percebia nada de Ciclismo -, foram uns Campeonatos Nacionais de Juniores, ou Cadetes, lembro-me lá agora... ali para os lados da Terrugem. Ganhou ele.

Já agora - e torno depois ao tema - também assisti à primeira vitória, como profissional, de um então mui jovem e franzino Corredor que o prof. José Santos lançara na equipa principal da então Recer-Boavista num Grande Prémio de Almoçageme. Chamava-se, chama-se ele... José Azevedo.

Tive a felicidade de na minha primeira corrida ver o "puto" Cândido Barbosa já a dar cartas; e de ter estado também nas primeiras vitórias - uma etapa e a geral final - do Zé. Sinto-me um sortudo.

Voltando ao Cândido.
Falámos ontem, ao inicio da tarde. Ele tinha-me ligado, mas porque o telemóvel tinha ficado sem carga, não o atendi, liguei-lhe eu mal o coiso voltou a ter energia e falámos um bom bocado. De várias coisas. Mas quando ele me ligou era com um intuito declarado e, obviamente, escutei-o.

O Cândido não me ligou para se queixar, não senhor. Aliás, fez questão de frisar que, em relação àquela parte em que eu escrevi "é um bom rapaz, mas tem cá um feitiozinho!...", aceitava a minha observação como sendo uma opinião minha - era - e por isso a respeitava.
Eu não disse que ele é um bom rapaz?

Mas o Cândido queria esclarecer comigo a estória do bater no peito e de levantar o(s) dedo(s) ao cruzar a meta.

Isto, é um facto: sabendo que eu não poderia estar a acompanhar a corrida, um amigo comum - meu e do João Cabreira - assim que pode ligou-me a dizer-me que o João se tinha sagrado Campeão Nacional. Estava a cerimónia do pódio a terminar, tanto que, ainda durante essa mesma ligação, esse amigo comum me pôs a falar com o João, passando-lhe o telemóvel. Pude dar-lhe os parabéns, assim, quase de imediato.

Falámos, eu e esse amigo que temos em comum, do inesperado - se calhar não - apoio que o público presente manifestou aos dois "sobreviventes" da LA-MSS-Póvoa de Varzim, falámos da situação pela qual a equipa passa... de várias coisas, mas não que qualquer gesto fosse da parte de quem fosse, pelo que deduzo que, mais preocupado e levado pela emoção, essa pessoa nem tenha visto o Cândido chegar.

Outro facto: na manhã seguinte, ainda antes de vir espreitar ao VeloLuso já tinha visto os jornais desportivos e, sinceramente, não achei piada ao que li. Logo a seguir, mal abro o VeloLuso, vejo que já há um comentário à notícia que foi veiculada por dois deles (jornais). E dei conta da indignação da pessoa até porque, como já referi, eu também não tinha gostado de ler o que li.

Acontece que hoje [ontem], pela boca do próprio Cândido fiquei a saber mais um facto, este de todo repreensível. Garantiu-me o Cândido que nenhum jornalista falou com ele, nomeadamente para lhe perguntar sobre o significado do pretenso gesto. Garantiu-mo, e disse-me que está à espera da primeira oportunidade para o esclarecer com quem escreveu a notícia. De facto na notícia não havia palavras do Cândido. Antes a interpretação, pelo repórter, de um gesto que sobre o qual, repito, o Cândido garante não ter sido interpelado. E eu não tenho porque não acreditar no Cândido.

E ele foi taxativo: "Nenhum jornalista me perguntou o que poderia significar aquele gesto."
Acredito nele. Mas aproveitei para lho perguntar eu mesmo.

E o Cândido deu-me a sua versão do caso. Que fez um gesto sim, mas que não tinha nada a ver com o vencedor da prova, que não se lembra se levantou dois dedos ou um, ou o punho fechado, que, naquele momento, se congratulava a si próprio por - e é verdade que os jornais o disseram, pondo a frase na sua boca - "num traçado nada a meu jeito, afinal, ter conseguido ficar ainda nas medalhas".

Em relação à "frieza", que eu também comentei, em relação ao novo campeão, o Cândido explicou-me que não são, de facto, boa as relações pessoais entre os dois. Coisa que para aqui não interessa. Não serve o VeloLuso para troca de galhardetes e não serve porque eu não o vou permitir.

Quanto ao "msm" ao qual eu também me refiro (na etapa II - 120), confirmou-mo, leu-ma, não são exactamente aquelas as palavras, mas a ideia que prevalece é aquela que deixei escrita. Disse-o ao Cândido, reforço-o aqui, questões pessoais à parte, no fundo, é engraçada e não ofende ninguém.

Ponto final neste assunto.

Agradecia que se abstivessem de comentar este artigo - podem fazê-lo, se quiserem, em privado para o meu mail que é exactamente o nome de utilizador que "assina" os meus artigos, seguido do @hotmail.com - pela razão que creio, deixei clara: aqui não há troca de galhardetes.

segunda-feira, julho 07, 2008

II - Etapa 126

QUEM DESEMBARAÇA ESTE "NÓ"?

A LA-MSS-Póvoa de Varzim não vai participar na próxima edição do Troféu Joaquim Agostinho, que venceu o ano passado com Xavier Tondo.

A LA-MSS-Póvoa de Varzim, provavelmente não vai poder defender o título que o mesmo Xavier Tondo conquistou na Volta a Portugal.

Xavier Tondo fez algo anti-regulamentar para se ver assim afastado destas duas corridas? Não!

(Olhando para exemplo próximo no tempo, falta que a organização da Volta sugira a Tondo que mude de equipa!...)

Mas atenção, a JLS-PAD ainda não disse que não ia convidar a equipa!

Teve, no seu conjunto, a LA-MSS-Póvoa de Varzim algum comportamento anti-regulamentar? Pelo que se sabe, a nível oficial… não!

De qualquer modo, por alguma razão – e não serei eu a escamoteá-lo à discussão pública – a Polícia Judiciária, através, não me canso de o sublinhar, da DCICCEF (Direcção Central de Investigação da Corrupção e da Criminalidade Económica e Financeira) – digam-me onde pode ser enquadrado, no Regulamento desportivo da FPC, um potencial crime que a própria PJ, desde o início, apontou para o tráfico de produtos proíbidos -, dizia… por alguma razão a PJ achou que uma denúncia (anónima? Identificável? Também não o sabemos) justificava a investigação. Logo terá sido uma denúncia, pelo menos sustentada em alguma coisa.

No quê?

E porque é que a PJ se apressou a chamar as televisões – creio que terão sido apenas as televisões – para, à imagem do que faz com as toneladas de droga apreendida ou com a apreensão de moeda falsificada, mostrar uma coisa que ninguém seria capaz de identificar. E porque é que não voltou às televisões a explicar-nos o que, de facto, apreenderam?

Eu sei.
Porque só eu ando há semanas a fazer esta pergunta. E, é evidente, que a PJ tem mais que fazer do que andar a ler Blogs. Ainda por cima dedicados ao Ciclismo.

Porque a acção que desencadeou não teve, nunca, nenhuma ligação directa com o Ciclismo. Procuravam provas materiais de que haveria, de facto, uma associação ilegal e criminalmente condenável de tráfico de medicamentos, o que se encaixa na figura de crime de fuga ao fisco… vá lá, de corrupção, partindo do princípio que esses alegados produtos eram conseguidos a troco de dinheiros pagos e recebidos por baixo da mesa.

Se – existindo, de facto – esses medicamentos se destinavam a Corredores profissionais de Ciclismo, deve ter sido a coisa que menos interessou à PJ.
Escrevo-o porque não quero acreditar que a PJ tenha, conscientemente, alinhado numa farsa pensada e desenhada por terceiros.

Não vou renumerar agora todos os passos que já são do conhecimento público.

Que esta “operação” estava prevista para este mês, com o claro intento de, pelo arrastamento do processo, evitar que a equipa do Cycling Clube da Póvoa pudesse participar na Volta;
que o CNAD, porque acompanhado pela PJ teve acesso a informações às quais, de outra forma, jamais teria tido;
que o mesmo CNAD recolheu amostras de urina aos Corredores – será que essas amostras chegaram a ser, de facto analisadas? (permito-me pensar tudo!...) - e que tarda a revelação do que essas análises terão demonstrado;
que – e aposto que isto não estava previsto -, antes de a FPC ter achado por bem, aconselhar as organizações a não convidarem a equipa, esta ficou impedida de poder correr porque ficou sem… seguros;
que, entretanto, a equipa conseguiu novos seguros;
que, assim que esses seguros chegaram à UCI, esta levantou de imediato a suspensão da equipa…

Isto também não teria sido previsto…

Entretanto, sem que se conheçam sobre que bases, a FPC acaba por suspender nove pessoas: cinco Corredores, o Director-desportivo, o médico, um massagista e… o presidente do clube, por ser a "cara" da entidade pagadora. Mas digam-me... o que é que o cú tem a ver com as calças? Suspenso o presidente do clube... isso evitará que o patrocinador mantenha o seu apoio? Então?

São falsos pressupostos a mais... Porque é que ninguém se dá conta disso?

Outra parte curiosa…

Sabe-se desde o início que dois dos Corredores visitados foram, de facto, apanhados na posse de produtos passíveis de serem considerados dopantes.

Porque é que a FPC não os isolou já, não lhes levantou o respectivo processo disciplinar com vista à sua suspensão, deixando em paz o resto da equipa?

Eu sei porquê.
Porque a FPC tomou conhecimento desse facto de forma irregular e inaceitável por nenhum tribunal.
Porque há uma diferença abissal entre ser-se… “esperto” e inteligente.

Contudo, suspenderam-se aquelas pessoas. Preventivamente. Por quanto tempo? De certeza, pelo menos até ao dia 12 de Agosto.

Mas porque é que ninguém ainda conseguiu, pelo menos, falar com o presidente da FPC e tentar fazer o ponto da situação?

Há tantas fugas de informação e sobre este caso… nada!

Se calhar estou redondamente enganado e a estratégia inicial era mesmo a de paralisar a equipa por falta de seguros. Quero acreditar que a Companhia de Seguros em causa jamais entraria num “joguinho” desses, e a forma como o seu CEO me questionou quando, aqui mesmo, no VeloLuso eu insinuei uma possível conjugação de interesses, pareceu-me – foi-o, tenho a certeza (cada vez mais) – sincera. E honesta.

Ninguém acreditou que seria possível à equipa da Póvoa encontrar nova seguradora…
Foi isso.

E ao constatarem que se tinham enganado, rapidamente desenharam um plano B.

Sendo que sabem quem são os dois Corredores, os únicos apanhados na posse de material que se enquadra no índex, porque é que não actuam directamente sobre eles, e suspendem mais três? Sob que acusação?
Não tem o público o direito de saber o porquê destas suspensões?

Suspenderam cinco para baralhar a opinião pública e porque não têm como castigar os dois em causa. Sim, lamento muito, mas exactamente por isso mesmo. Porque só chegaram a eles uma vez que fizeram coincidir duas acções incompatíveis. A policial e a do CNAD que “ia só fazer um controlo surpresa”.

Curioso que todos os OCS, nessa outra “tragédia-farsa-comédia de costumes” que é o que está a acontecer ao nível da Conselho Jurisdicional da FPF, procuraram especialistas em Direito desportivo para explicar aos seus leitores o que está a acontecer.

Porque não perguntar também a quem de Direito – no verdadeiro sentido da palavra – que nos explique o que se passa com a equipa da Póvoa?

Eu sei.

Porque as respostas seriam contrárias àquilo que nos querem impingir.
Porquê? Onde entram os interesses da CS neste caso?
Tem a CS algum interesse directo neste caso?

Entretanto, a equipa volta a ficar impedida de correr, não porque só tem sete corredores - não, continua a ter 12, só que cinco estão suspensos mas não é preciso substituí-los -, se bem que, mantendo-se a suspensão, para tentar ganhar a Volta seria mesmo preciso buscar dois reforços, não porque o médico está suspenso – a equipa poderia escolher qualquer outro licenciado para colmatar esta falha – mas porque a equipa não tem (tem, mas está suspenso) Director-desportivo.

Outra meia-verdade – para não dizer, claramente, MENTIRA – porque o Cycling Clube da Póvoa, clube, tem nos seus quadros, um outro DD (por acaso UMA DD), que a FPC rejeita porque só tem o nível II.

Haja quem pergunte, procure e publique qual o nível de todos os técnicos das equipas Continentais. Que há, pelo menos, dois que também só têm o Nível II, disso eu sei, não sei é se não serão mais.

Portanto – e admito que não posso ir até onde quero por motivos meramente pessoais, mas suficientemente fortes para me calarem – o que se diz hoje, ou disse hoje, bem espremidinho dá… NADA.

A equipa da LA-MSS-Póvoa de Varzim poderia participar no Troféu Joaquim Agostinho só com sete corredores; poderia ser dirigida por um técnico (que por acaso é uma senhora) que tem as mesmas habilitações que alguns dos DD a quem ninguém pensa afastar por não terem o Nível III e poderia contratar um novo médico.

Não vai participar, infelizmente, porque…


(Peço desculpa mas acabo de ficar sem tinta e tenho de acabar aqui…)

domingo, julho 06, 2008

II - Etapa 125

FLASHES

1. Um dos dias das minhas folgas semanais é inteiramente dedicado – e sou obrigado a rever muita coisa en passent – a por em ordem o monte de jornais que acumulo ao longo dos seis dias entre-folgas. Guardo as folhas, em papel (melhor seria dizer, amontou), salvo algumas coisas no PC, scannando-as, naquilo que mais me interessa, que é o que vai sendo publicado sobre o Ciclismo.

2. Aplaudo daqui a opção editorial de O JOGO que, pela pena do meu caro João Araújo, lançou esta edição do Tour recordando Marco Pantani. Em nome – e muito legitimamente – daquilo que todos querem, que muitos exigem, que é o espectáculo. Sem hipocrisias, nem rancores, omitindo – mas com todo o a propósito – as zonas de sombra, na vida do italiano.

3. É verdade que até eu sou adepto dos números redondos e faz agora dez anos que eclodiu o caso-Festina. É história e ninguém pode fugir à história. Ainda bem que o jornal que o recordou o fez em espaço separado, aliviando, assim, qualquer carga menos positiva em relação à corrida deste ano.

4. Façamos o pleno dos jornais desportivos. “Tour à margem da Lei” até pode ser um título apelativo, é-o, certamente, mas dado assim à estampa, sem o necessário enquadramento – pelo menos junto dos que mais próximos estão da modalidade – soa a sensacionalismo.

Não gostei!

5. Estando de folga, tive a oportunidade de ficar quietinho, a olhar para o receptor de televisão vendo as duas primeiras etapas do Tour. E fazendo zapping, entre os canais 8 e 24 da TV Cabo. Sem querer aqui ferir susceptibilidades, continua a haver diferenças abissais entre um e outro.

6. No 24, o estilo – que pode até ser mais acessível, principalmente aos mais jovens e menos informados – tende a centrar-se no óbvio. Apesar do valor acrescentado dos comentários (que têm vindo a melhorar, reconheça-mo-lo), estes caiem demasiadas vezes numa certa desresponsabilização em relação a um papel do qual não deveriam os seus responsáveis abster-se: o da formação dos espectadores que, gostando de Ciclismo, no fundo, não sabem bem o que é o Ciclismo.

7. É evidente que a postura muito mais formal – sem que eu, sinceramente, a ache… chata – do canal 8 pode afastar espectadores. Não aqueles que de facto sabem alguma coisa de Ciclismo e que querem saber mais ainda. E lá temos o Marco Chagas ao seu nível de sempre, desta feita coadjuvado pelo Alexandre Santos que, é a minha opinião, mesmo que aparecendo aqui apenas porque o João Pedro Mendonça estará de férias porque daqui a um mês estará em Pequim, nos Jogos Olímpicos, enriquece a narração com novos termos e a mesma seriedade.

8. Ontem, durante a primeira etapa, o Marco alargou-se nos considerandos sobre o facto de a ASO se ter livrado das grilhetas da UCI. Senti – posso estar enganado, mas foi o que senti – que isso não será totalmente do seu agrado. Respeito a sua opinião. Mas foi a UCI que desencadeou esta “guerra” que, inevitavelmente, vai perder.

A não ser que arrepie, o mais depressa possível, o seu caminho.

9. Todos sabemos que a UCI, conjuntamente com mais meia dúzia de figuras, a título individual ou pretensamente representativa de interesses colectivos, avançou antes do tempo para a figura do ProTour, e avançou de forma completamente cega, pretendendo assenhorear-se do bolo, em termos financeiros, que é proporcionado pelo Ciclismo.

10. Far-me-ão o favor de reconhecer de já aqui, no VeloLuso, o ter escrito, e por mais de uma vez. O futuro do Ciclismo espectáculo – que é, afinal de contas, o que o público exige – passa inevitavelmente por uma cisão entre os grandes organizadores, que neste momento já só são dois, a RCS e a ASO que, ao adquirir 49% da espanhola Unipublic tem já um poder real que reduz a UCI a mera parceira… se for para isso convidada.

11. Também não compete à UCI, como não compete às federações nacionais, a tarefa de organizar corridas. Serão é sempre o chapéu sob o qual os diversos organizadores privados terão que se abrigar. E pagar por isso. A tentativa, por parte da UCI de se apropriar dos lucros do trabalho levado a cabo por terceiros não poderia ter grande futuro.

12. A eventual tentativa de retaliação da UCI – que o não vai fazer – responderia a ASO mais a RCS, e depois outras organizações pela Europa fora, com uma sesseção que mataria pura e simplesmente aquela, que ficaria apenas responsável pelos Campeonatos do Mundo.

13. Os exemplos das ligas norte-americanas de basquetebol, basebol, hóquei no gelo e no “seu” futebol – que existem há cerca de 50 anos -, independentes das federações em que reúnem as mesmas disciplinas ao nível não profissional, mais dia, menos dias serão copiadas na Europa.

14. Só a titulo de exemplo… sendo que já é significativo o número de clubes-empresa (falo do futebol), cotados em bolsa, com administrações profissionais e que, como empresas que são, visam o lucro, quem - ou como - os poderá impedir de avançar para a realização de uma Liga Europeia que dará (nem que fosse só isso) os mesmos lucros, sendo que não terão que os repartir com os senhores da UEFA que mais não fazem que ficar sentados e contabilizar dividendos, a partir do trabalho e da imagem de outros?

15. E porque é que o Ciclismo há-de ser diferente?

16. Disputaram-se há oito dias os Campeonatos Nacionais de estrada. Sérgio Paulinho (no crono) e João Cabreira (na prova de fundo) são os novos campeões nacionais. Foi fraquinha a disponibilidade da CS, principalmente da escrita, para com este evento que leva a etiqueta de… Campeonato Nacional.

Que decide os Campeões nacionais.

17. O que mais se notou, sendo que houve quem o tivesse feito, logo, está de fora desta… crítica, foi a indisponibilidade dos OSC para honrar os novos campeões com o mínimo espaço considerável honroso em relação a um Campeão Nacional.

18. Os novos campeões são – porque será que não vi, em jornal nenhum, a lista completa dos campeões por esse Mundo fora? Era normal isso acontecer (nem imaginam o espaço que estão a perder para os sítios on-line!...) -, dizia, os novos campeões são o Sérgio Paulinho, no crono, e o João Cabreira, na corrida de fundo.

João Cabreira que mostrou, para além da raça, da capacidade de sofrimento (afinal de contas, aquilo que é a massa de que é feito um Campeão), ainda a coragem de se chegar à frente e dar à sua equipa um protagonismo que estão a tentar roubar-lhe nos esconsos corredores do poder.

19. É completamente inaceitável que, sem culpa formada, haja neste momento um técnico, um massagista e cinco corredores impedidos de exercer a sua profissão. Se a federação acha que tem elementos suficientes para os castigar, que faça disso prova, que deixe que a Comissão Disciplinar dite a sua justiça e, então sim, que os apartam dos outros.

20. É evidente que se a federação tivesse provas que sustentassem esta posição já as teria tornado públicas.

21. Com a amputação da equipa – que é passível de recurso, mas que a FPC sabe não pode transitar em julgado em tempo útil – fica a descoberto o verdadeiro objectivo que vingou neste caso: o impedimento de a LA-MSS fazer a Volta a Portugal.

E aqui vai ser preciso ter muito tacto para avançar com acusações.
Não esperem que eu cometa suicídio. Mas não contem com o ovo no cú da galinha.
O que chegar ao meu conhecimento será aqui exposto.
E quem me lê que tire as suas conclusões.

22. Tal como ficou documentado, dois artigos atrás deste, a equipa da Póvoa de Varzim continua, como sempre o fez, a treinar duramente. Mantém a esperança de que caia, sobre a cabeça de quem tem responsabilidades, um sinal, diria… divino, de que estão a proceder mal. E que a sua presença na Volta ainda venha a ser possível.

23. Aliás, e sem querer abrir polémicas, sendo que a Volta é organizada pelo principal patrocinador de uma das principais equipas, rival da da Póvoa, eu no seu lugar faria questão que esta estivesse presente.
Honny soit qui mal y pense!...

24. Esteja ou não, directamente envolvida nesta atitude estalinista por parte da FPC – e peço aqui, ao patrocinador que teve a elevação de me contactar e de discutir comigo incidentes anteriores, que o faça de novo se tiver alguma dúvida, porque se lhe escapam alguns pormenores desta guerra – há outra equipa que beneficiará do afastamento da formação da Póvoa.

25. Que equipa?

Dêem-me só esta chance:
Saragoça… Ano 2000!

26. Quanto àquela que é patrocinada pelo organizador da Volta… :-X

27. Acho engraçado que, num conhecido sítio da internet, alguém tenha vindo a defender que, se está inocente, a equipa da Póvoa o prove (não sei como será que essa pessoa antevê a produção de prova) mas que não entre, cito, “por vias jurídicas, blá, blá, blá, blá…”
Eu sei exactamente ao que se refere.

É àquilo que eu aqui ressalvei.
A tal legislação que (está quase, quase, quase a sair!... porque entraste neste jogo, companheiro?) não existe ainda e jamais será aplicável rectroactivamente.
Um tribunal comum não pode penalizar ninguém por posse ou uso de produtos considerados dopantes; e o organismo disciplinar da federação não pode aproveitar-se das provas conseguidas pelas polícias.
Chorem a baba e o ranho que quiserem!

As Leis estão feitas e cada um é livre para as usar em sua defesa!

28. Neste momento estamos na mesma. Não há bases sobre as quais sustentar o impedimento que querem impôr à LA-MSS.

Vem aí o Troféu Joaquim Agostinho, o maior vulto do Ciclismo nacional.
Que, por acaso, ganhou cinco voltas mas de cujo palmarés só constam três.
Ainda hoje todos os apaniguados do Ciclismo clamam pela ilibação do Grande Campeão nas duas Voltas que lhe foram “roubadas”.
Seria uma prova indelével, de que acreditam mais no boato do que na verdade – o que iria contra a imagem do próprio Joaquim Agostinho, que todos queremos preservar -, se, por birra, seja lá de quem for, a LA-MSS não for convidada.
Ainda que só possa apresentar sete corredores.
E o Francisco Manuel Fernandes, sucessor lógico do doutor Artur Moreira Lopes como presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, homem de Bem, como o tenho em conta, não permitirá que se cometa tal injustiça.

Ou vai permitir?

[Editado na 2.ª feira, após oportuna chamada de atenção (está nos Comentários ) por parte do André Silva, em relação à minha confusão entre Alexandres... na RTP. Está rectificado]

Testemunho

[*]

sábado, julho 05, 2008

II - Etapa 124

OUTRA "GAFFE" DO CNAD
(ou... como a FPC pode ser amiga)

Ainda se lembram – com certeza que se lembram – da anedota que foi uma equipa composta por um médico e um inspector anti-doping se terem apresentado para controlar… um Corredor que já não está no activo.

Mas soube de uma outra estória que é, pelo menos… interessante.

Se a FPC está a esforçar-se para acabar de vez com o Cycling Clube da Póvoa porque, alegadamente, esta equipa infringiu a Lei anti-doping apesar de isto carecer de uma decisão judicial (e, insisto, as provas recolhidas pela PJ não poderem ser legalmente usadas pelo CD da federação), digam-me os que estiveram, de verdade, preocupados com os Regulamentos, o que fazer com uma equipa de topo que os não está a cumprir?

Quero ver quantas vozes se vão levantar a propósito deste caso, limpidamente ilegal e que só passou devido à… benevolência da FPC.
E não procurem desculpas porque iria ser extremamente difícil compreendê-las.

Mas deixem-me contar a história de outra maneira…
Nesta semana que acabou foi notícia a tremenda gaffe do CNAD ao apresentar-se em casa de um Corredor, que já tinha abandonado a competição, para lhe fazerem testes fora de competição.

O que eu vim a saber é que tal gaffe não é original.
Já aconteceu, também, tendo como vítima… um jovem que nada tem a ver com estas guerras.

Um jovem que, curiosamente, foi aceite pela FPC como elemento efectivo de uma determinada equipa mas que não correu prova alguma. Será que tem mesmo contrato com essa equipa? Será que recebe o ordenado que lhe seria devido enquanto trabalhador por conta de outrem?

O curioso é que basta ver o registo das equipas, no site da FPC, onde nesta, aqui em causa, estão inscritos 16 corredores; e o sítio oficial da própria equipa no qual o plantel aparece com… 14 corredores.

Como o documento junto esclarece, nenhuma equipa Continental pode ter um número de corredores com idade superior aos 28 anos, igual ou maior do que aqueles que são mais novos.
Está escrito nos Regulamentos da FPC. E estes são Lei, em termos desportivos.


Pois é!... Não basta ser sério, também é preciso parecê-lo!...

sexta-feira, julho 04, 2008

II - Etapa 123

TOUR ARRANCA AMANHÃ SEM PORTUGUESES

Começa amanhã a 95.ª edição do Tour.
Nos últimos treze anos este vai ser apenas o terceiro sem portugueses.
Recuemos até 1996 e encontramos o Orlando Rodrigues, então na espanhola Banesto, que fez ainda os de 1997, 1998 e 2000.
Em 1999 aconteceu a primeira falha.

Em 2001 também não tivemos ninguém e França, mas de 2002 a 2006 fomos superiormente representados pelo José Azevedo, primeiro na espanhola ONCE, depois na equipa de Armstrong, que começou por ser US Postal, e depois mudou o nome para Discovery Channel.

Nestas cinco presenças consecutivas, José Azevedo, agora no Benfica – curiosamente, treinado pelo Orlando Rodrigues -, conseguiu um 6.º lugar, logo no ano de estreia, e um 5.º, em 2004.

O ano passado estivemos representados pelo Sérgio Paulinho (Discovery Channel).

Este ano até o meio-português (uma força de expressão) Carlos da Cruz já não alinha por ter posto fim à carreira. Mas há um luso-falante: o brasileiro Murilo Fischer (pelo apelido quem havia de dizer!...) que, cumprindo-se a lista dos pré-inscritos, estará à saída de Brest com a camisola esverdeada da italiana Liquigas.

Só outra achega.

Não tenho nada contra a globalização - ou tenho? às vezes confundo-me -, de qualquer modo, não tenho mesmo nada contra a livre circulação e direito ao desempenho da sua profissão por parte de qualquer cidadão, de qualquer país, de qualquer parte do Mundo, mas não deixo de aqui saudar a política da Euskaltel-Euskadi que não alinha com nove espanhóis, mas com NOVE bascos.

A base da equipa, dizendo-o de forma correcta, a entidade pagadora - aqui no sentido de instituição com responsabilidade juridico-empresarial - que começou por ser um clube (foi, durante muitos anos, o único clube de Ciclismo no Mundo, com associados que pagavam as suas quotas), entretanto evoluiu para uma Fundação.

Não sei se em Espanha as fundações também merecem um tratamento fiscal diferenciado, como acontece em Portugal onde, qualquer cão ou gato cria uma fundação que não é mais do que uma empresa vulgar... só que com apelativos benefícios fiscais.

Curiosamente, há cerca de três ou quatro anos - quando apareceu o ProTour e eu ainda acreditava que podia estar ali a solução para o Ciclismo profissional - tive a oportunidade de falar pessoalmente com o doutor Artur Moreira Lopes sobre esta situação e perguntar-lhe até que ponto a FPC não poderia "patrocionar" uma fundação - e tinha mesmo o nome, seria a Fundação Joaquim Agostinho - que, com as devidas compensações às diversas equipas, formasse uma espécie de Selecção Nacional com os melhores Corredores lusos (dois ou três líderes, um ou dois sprinters e um forte bloco de "operários"), equipa essa que inscreveríamos então no Protour.

Sendo uma Fundação, os patrocinadores passavam a mecenas e também eles retirariam dividendos fiscais dessa situação.

E lembro-me perfeitamente de o doutor Artur Moreira Lopes me ter dito que era uma ideia excelente e que merecia a pena ponderá-la.
Modéstia à parte, eu acho que continua a ser uma ideia... engraçada.

Seria uma equipa para participar só no calendário ProTour - ressalvo que nessa altura eu ainda acreditava no ProTour - e para a formar juntando os melhores, teria que se arranjar uma forma de compensar, financeiramente, claro, as equipas às quais se iam buscar esses corredores.

As vantagens para o Ciclismo português, para mim, não deixavam lugar a discussão.
Quanto mais visível fosse o nosso Ciclismo além fronteiras, mais fácil seria consolidá-lo intramuros porque a CS lhe daria uma muito maior cobertura.
E haveria uma espécie de renovação anual.
Da Equipa Nacional sairiam os mais velhos e os que menos bem tivessem estado durante a temporada, abrindo vagas para os que, internamente se tivesem destacado mais, sendo que, tendo um objectivo concreto - que seria o de chegar à Equipa Nacional - isso motivaria os que Corredores que corriam apenas nas provas nacionais.

E o nome também tinha uma explicação óbvia: Joaquim Agostinho, apesar de o homem ter falecido há já 24 anos, é um nome que ainda é lembrado e respeitado no Mundo do Ciclismo.

Joaquim Agostinho-Turismo de Portugal; Joaquim Agostinho-edp; Joaquim Agostinho-Sonae; Joaquim Agostinho-Sagres ou Joaquim Agostinho-Super Bock (eu sei que não se pode fazer publicidade a bebidas alcoolicas, mas entretanto foi inventada a miraculosa designação... zero, e ela já andou no pelotão)... nem precisava do nome Portugal para todos saberem que era uma equipa portuguesa...

Falei nisso ao doutor Artur Moreira Lopes.
Na altura disse-me que era uma ideia interessantíssima.
Depois esqueceu-a.

Hoje as suas preocupações assentam noutros objectivos.
Haja quem lhe atire a primeira pedra, que eu não serei.
A carreira de cirurgião está no fim, por motivos de idade... gosta de Ciclismo, não poderá recandidatar-se ao cadeirão da Rua de Campolide... resta-lhe mostrar algum serviço para - e não lhe será nada difícil cumprir esse designio - ganhar um lugar num gabinete em Aigle. Repito: haja quem lhe atire a primeira pedra.
Eu não serei, de certeza.

Mas já agora aqui fica este artigo para que TODOS SAIBAM, vindo um dia - que me dera, quem nos dera - em que a ideia seja aproveitada, todos saibam que essa ideia fui eu quem a teve.

Porque sempre, até hoje, e não pretendo mudar de atitude, quando se trata de Ciclismo acho que, quem realmente gosta dele, tem que o pensar pela positiva.
É obrigado a ter ideias e a tentar ajudar.

É que não faltará nunca quem esteja desejoso de lhe por o pé no pescoço e pisar até o sufocar. Não precisam ser os de "dentro de casa" a fazê-lo.

quinta-feira, julho 03, 2008

II - Etapa 122

HÁ CAMPEÃO
(@)

II - Etapa 121

CAMPEONATO DA EUROPA
SUB-23 E JUNIORES EM ITÁLIA


Provas decorrem no fim-de-semana em Arona, Piemonte.
Selecções Nacionais apresentam-se com expectativas elevadas

As selecções nacionais da categoria sub-23 e juniores encontram-se desde a passada segunda-feira em Arona (Piemonte, Itália), a fim de preparar a participação no Campeonato da Europa de Ciclismo. Num programa competitivo que inclui a participação destas equipas somente nas provas em linha, descartado o contra-relógio, os seleccionados dos técnicos José Poeira (sub-23) e Nuno Alves (juniores) correrão com as cores de Portugal em busca de lugar no pódio, dando sequência ao trabalho efectuado ao longo da época e assinalado, com sucesso, na Taça das Nações, entre outros resultados obtidos.

"O nosso objectivo, sempre que competimos, passa por fazer uma boa prestação. É na Europa que se encontra o melhor ciclismo do Mundo, pelo que a luta pelos primeiros lugares não será facilitada. O circuito da prova em linha dos sub-23 é bastante selectivo, com duas subidas importantes e de pendente considerável, uma das quais situada na parte final da corrida e que, julgo, será o ponto de decisão. Dependendo das acções de corrida, o Vítor Rodrigues poderá revelar-se uma boa opção para os lugares cimeiros, tal como o Marco Cunha, caso se proporcione uma chegada ao sprint. Os restantes corredores procurarão entrar e anular fugas no apoio aos colegas", referiu José Poeira.

Sobre o escalão júnior, que tal como a equipa sub-23 só competirá na prova de fundo, José Poeira mantêm a expectativa de um resultado positivo, apesar da menor experiência do grupo, habitualmente treinado pelo seleccionador Nuno Alves, ausente desta competição.

As provas com participação portuguesa decorrerão no sábado (sub-23, 151,2 km) e no domingo (juniores, 129,6 km).

É a seguinte a constituição das duas equipas de Portugal:
SUB-23
Henrique Casimiro (Tavira-Palmeiras Resort)
Nelson Oliveira (LA Sistemas-SSS-Trevomar)
João Benta (Feira-E.Leclerc-Moreira Congelados)
César Fonte (Sport Lisboa e Benfica)
Vítor Rodrigues (Liberty Seguros)
Marco Cunha (Casactiva-Qt.ª das Arcas-Aluvia)

JUNIORES
Rui Carvalho (Crédito Agrícola-Alcobaça CC)
Fábio Silvestre (Crédito Agrícola-Alcobaça CC)
Daniel Freitas (Silva & Vinha-ADRAP)
Luís Afonso (Silva & Vinha-ADRAP)
Renato Avelar (ACD Milharado-Intermarché-Mafra)
Hélder Ferreira (CC Barcelos-AFF Electrodomésticos)
Rafael Silva (Feira-E.Leclerc-Moreira Congelados)
(Texto: FPC)

quarta-feira, julho 02, 2008

II - Etapa 120

GESTOS E ATITUDES...

Pudemos ler em mais do que um jornal, na segunda feira, que, ao cortar a meta, depois de João Cabreira e de Tiago Machado, o Cândido Barbosa - que até nem é mau rapaz, mas tem cá um feitiozinho... - mostrou dois dedos de uma das mãos enquanto com a outra apontava para si próprio. Inquirido sobre o que significaria o seu gesto, preferiu não o esclarecer.

O que ninguém parece ter visto (que houve quem visse, houve, porque mo contaram) foi que quase todos os corredores que terminaram a prova cumprimentaram o João e o Bruno Pires e deram os parabéns ao João, pelo título acabado de conquistar.

Quase todos, não quer dizer todos, mas o estranho é que houve uma equipa da qual ninguém o fez. Nem mesmo o que esteve a seu lado no pódio.

Engraçada foi a mensagem que depois o João Cabreira lhe enviou:
«Pensavas que eras o segundo porque passei por ti tão depressa que nem deste conta!...»

Teve graça e não ofende.
Ok, ok... já sei que me vão etiquetar como defensor de batoteiros, só que não vale a pena. Enquanto não provarem o contrário - embora haja dois casos reais, como é do conhecimento público - todos os outros, suspensos ou não, são inocentes. Fiquem descansados que não vou outra vez citar a Constituição!

Nada disto estaria a acontecer se o Zeferino tivesse feito como outros já fizeram. Punha o menino nos braços dos dois corredores, punha-os fora de casa - como há 50 anos faziam às raparigas que eram mães solteiras - e ninguém mais olhava para a equipa. Já aconteceu!
Mas recordam-se de eu aqui o ter escrito. Conhecendo como conheço o Manel, sempre tive a certeza que não abandonaria assim os seus corredores. E está a aguentar o que pode. Até pode o barco ir ao fundo e ele vai também. Mas o capitão nunca abandona o seu barco.

II - Etapa 119

JURO QUE NÃO É ANEDOTA!

A notícia veio n'A BOLA de ontem, mas eu já sabia da estória e ontem também, voltei a ouvi-la da boca do próprio, que me telefonou (ainda tenho alguns amigos no Ciclismo!)

Eu soube-a ao final da tarde de segunda-feira, quando a meio de uma conversa, com outro amigo que me ligou, este, de repente, diz-me: «Sabes o que aconteceu com o Renato Silva?»
«Não!...», respondi a medo, temendo alguma má notícia (longe vá o agoiro, muita saúde para ti, Renato!), mas a estória era mesmo para rir.

Conta-se em duas penadas.

Na segunda-feira, ao princípio da tarde uma equipa do CNAD, com médico e inspector, apresentou-se no Cartaxo, à porta da residência do Renato Silva.
Não estando ele casa, trataram de o contactar e telefonaram ao Renato a dizer-lhe que estavam à porta de sua casa, à espera que ele voltasse para lhe fazer um controlo inopinado.

Ora, acontece que, sim, o Renato foi inscrito no início da temporada pelo Centro de Ciclismo de Loulé, ainda terá – francamente não o sei – participado em algumas provas mas, em meados de Abril resolveu pôr fim à carreira.

Anunciou-o aos seus patrões – o CC Loulé – e pediu-lhes que dessem baixa da sua inscrição.
Quando o Renato recebeu o telefonema do inspector do CNAD, foi assaltado por uma dúvida… será que o CC Loulé dera, de facto, baixa do seu contrato?

E telefonou ao Jorge Piedade.
Que confirmou que sim.

Aliás, foi na sequência do seu – do Renato – abandono que partiram para a contratação do asturiano Santi Perez.

Desfeita a incerteza, foi o próprio Renato quem ligou de volta ao inspector anti-doping enviado pelo CNAD. E disse-lhe que, a partir do momento em que o seu clube deu baixa do seu nome na FPC, o que aconteceu em meados do passado mês de Abril, ele deixara de ser Corredor.

Mas o funcionário insistiu. Tinha que recolher uma amostra de urina.
Não sei, francamente não sei, se a gargalhada do Renato se ouviu em Lisboa, antes de repetir: «Mas eu já não sou Corredor…»
O outro não é de desistir assim à primeira e atirou: “Mas tenho aqui um papel a dizer que o devo controlar…”

O Renato que, com outro sócio, abriu recentemente uma loja de equipamentos desportivos, acabou mesmo por se deslocar a casa, mas recusou fornecer o liquidozinho orgânico e lá abalaram os outros dois de frasquinhos vazios!