sexta-feira, março 20, 2009

II - Etapa 351

E O GOZO QUE LHE DEVE DAR...
[AO LANCE ARMSTRONG]
.

(Sem mais qualquer espécie de comentários!...)

Fonte: Jornal O Jogo

quinta-feira, março 19, 2009

II - Etapa 350

ATENTEM A ISTO...

(in O Jogo de 18 de Março de 2009)

II - Etapa 349

... PORQUE ISTO É UMA VERGONHA!

Mas afinal de contas, quem diz isto [ou quem o escreve] está a dizê-lo, ou a escrevê-lo, para quem?

Para um hipotético bando de idiotas que não sabe o que, nem é a nova Lei, são os actuais regulamentos ditam?

Os Corredores são obrigados a, em impresso próprio, indicar com três meses de antecedência onde vão estar 24 sobre 24 horas nos 90 dias seguintes.

Haja o mais pintado que me queira comer por parvo.

Eu tenho os Regulamentos, sei ler em português e fico atónito perante 'declarações' destas...
Quem é que ficou demente? Eu não fui!...


Mais... Os corredores são obrigados a comunicar, num prazo de 24 horas, qualquer alteração ao dito formulário....

Mais ainda... O objectivo não é saber onde treinam - muito menos quanto tempo o fazem - mas onde têm de ser encontrados quando eventuais brigadas os procurarem.

(E há brigadas que, mandadas de Lisboa, conseguem chegar ao País Basco, em Espanha, antes do próprio alvo do controlo.)

Mas... quem é que quer fazer de todos os outros parvos?

Apontem-me um controlo inopinado feito
à beira da estrada durante um treino!...
(Eu sei que nunca aconteceu!...)

Que já houve antes de um jogo de futebol quando duas dúzias de Corredores se juntaram para confraternizar, isso sei que já houve...

Os Senhores Inspectores dirigem-se a casa dos Corredores, a qualquer hora do dia, e não nas 'duas ou três horas em que estão a treinar'.

Isto é um insulto à minha inteligência.
À nossa inteligência.

Uma manifestação de pura sobranceria, tomada, é evidente, perante quem não sabe o que está a ouvir. E depois transcreve.

Se já não sobra espaço para mais nada... que se encontre um cantinho para a VERGONHA.
Porque nem todos são completamente parvos.


(Cliquem nas imagens para lerem... se ainda não leram!)

terça-feira, março 17, 2009

II - Etapa 348

ATENÇÃO! O FUTEBOL MEXEU-SE...

Edição de hoje, terça-feira dia 17 de Março de 2009, do jornal O Jogo. Página 40. A última.

Exactamente!
Nada que eu não esteja farto de aqui escrever.

Eu sei, eu sei. Eu sei da minha insignificância e da insignificância deste espaço, apesar de já ter causado brotoeja a muito boa gente! Por isso não sustive um sorriso meio... malandro, ao ver a notícia.

Não sou eu - mas insisto que já aqui o denunciei -, é o doutor Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) quem o afirma. Afirma a mesmíssima coisa que eu estou careca de escrever: 'Novo regime antidopagem [é] contrário à Constituição'.

Claro que é. Ao limitar Liberdades e Direitos dos Cidadãos atropela de forma indigna a Lei Geral do País. E não me venham dizer que o importante é a 'verdade desportiva' pois já sabem a resposta: Qual verdade desportiva?

Mas como homem de Leis, que é, Joaquim Evangelista, que ontem mesmo terá sido recebido na Assembleia da República pela Comissão Parlamentar para a Educação, Ciência e Desporto, teve a preocupação de, antes, pedir - desconheço a que entidade - um parecer sobre a constitucionalidade do regime antidopagem e apresentou-se escudado com um documento onde, segundo a Agência Lusa, citada no artigo de O Jogo, é demonstrado que existe nele, no regime antidopagem, 'Violação de Direitos Fundamentais'.

Que novidade!

Mas leiam, os que ainda não leram, o artigo de O Jogo. Vou tentar fazer com que seja possível aqui mesmo (clicando na imagem) para os que perderam o jornal de ontem.

Antes ainda de falar no facto de o futebol já se ter mexido, peço a vossa atenção para a parte que destaquei no texto.

Nela se diz que, a nível internacional, este novo regime, e cito : '[mereceu] forte contestação, que individual (caso de Rafael Nadal) e colectiva...'

Hellás!
O nome de Rafael Nadal, esse fenómeno do ténis espanhol e mundial, tal como referências às equipas de futebol do Real Madrid, Valência e Barcelona não foram citados logo, logo na aurora da Operatión Puerto?
Foram!
Foram que eu bem me lembro.
Mais, tenho guardados os recortes.

Mas rapidamente foram 'apagados' ficando apenas a arder na fogueira os pretensos pseudónimos de quem?
Dos Corredores de Ciclismo, pois então!

'O valor da verdade desportiva não poderá estar num plano superior ao dos Direitos, Liberdades e garantias dos praticantes desportivos', lê-se no mesmo artigo.

A verdade é que este primeiro 'alerta' parte do Sindicato, mas esperem, se nada, entretanto, for mudado pela reacção dos grandes patrões.

É que, não sei se se deram conta disso, e atropelando de forma vil os mesmíssimos Direitos, Liberdades e Garantias que a Constituição reserva a todos os Cidadãos, independentemente da profissão que escolheram, os patrões, os grandes patrões do futebol, português, mas não só, mas não só... há décadas que controlam e punem os seus empregados por coisa tão simples como ir beber um copo à noite. E para isso contam, se não com departamentos especializados, pelo menos com a guarda pretoriana personificadas pelas raivosas claques.

Sabem, não sabem?
Não é preciso, pois, avançar com exemplos...

Portanto, os grandes patrões, das grandes equipas, portuguesas e não só, na prática, sabem onde estão 24 em cada 24 horas os seus craques. E há tanta 'lesão' oportuna a encobrir castigos internos por 'deslizes' dos atletas...

Mas no futebol ninguém se atreve a ir além do politicamente correcto.

Aliás, alguém tem dúvidas de que a 'carga cega' sobre os Corredores de Ciclismo - mesmo que 'patrocinada' pelas próprias federações - não serviu para desviar atenções sobre outras modalidades?
Eu não tenho dúvidas!

Ora, se os patrões do futebol - e aqui não posso deixar de sublinhar a 'cegueira' do SJPF - controlam os seus atletas 24 sobre 24 horas... porque é que descobriram agora (já o escrevi, agora foi o SJPF, mas esperem pela reacção dos patrões se as coisas não arrepiarem caminho, esperem...) que o regime antidopagem viola a Constituição?
O que eles já fazem não viola também?

É que passam a ser os Milhões de €uros dos patrocinadores a ficarem no fio da navalha.
Ah, pois é!
E eles não vão permitir isso.
Vai uma aposta?

Resta-me - por agora - sublinhar o meu lamento (que o veemente protesto não o calo há quase três anos) por ter sido obrigado a testemunhar os sucessivos tiros no próprio pé por parte do Ciclismo.

Principalmente em Portugal.
Porquê?
Que ganhámos com tudo o que se passou, por exemplo, no último ano?

Destruíram uma equipa quando, quem quiser ser sério, terá de admitir o quanto desonesto foi todo o processo.

Eu gostaria de ter visto, naquela manhã de 19 de Maio de 2008, TODAS as equipas a serem alvo da mesma operação policial, com a ilegal intromissão do CNAD.

Até hoje, a não falta muito para se cumprir um ano sobre o acontecido, ninguém arriscou escrever o que poderia ter acontecido.
Mas é óbvio.
Não teríamos equipas profissionais este ano...
Aliás, não teríamos tido equipas portuguesas na Volta do ano passado.

(E vou cometer uma inconfidência. Uma hora após o final da Volta de 2008 recebi uma mensagem - que guardo, naturalmente - com um desabafo: 'Amigo Manel, agora já não sei se fiz bem em ter deixado o Póvoa de fora...)

Porque, acima de tudo, do que eu gosto é do Ciclismo, não consigo perdoar a quem, cirúrgicamente [e não é qualquer tipo de 'indirecta'] destruiu uma equipa.
Apenas aquela que mais longe levou o nome de Portugal.
A que, erradamente - tal foi sempre a sua superioridade em relação às demais -, ganhou para Portugal o respeito do grande pelotão mundial.

Será que conseguem adormecer tranquilos?
Todos os que contribuíram para aquele linchamento público?

Que, contudo, e atenção a isto, ainda não conseguiram provar nos locais próprios, coisíssima nenhuma!
Não podemos, nem devemos aceitar o caso como encerrado porque ainda o não está.

Vamos lá ver o que é que vai acontecer, a partir do momento em que o 'Rei' Futebol entra na contestação...

segunda-feira, março 16, 2009

II - Etapa 347

MAGAZINE TV-CICLISMO



Quarta-feira, 18 Março, às 23h10 - Sport TV1
Quinta-feira, 19 Março, às 19h00, Sport TV 2


- 24 Horas BTT de Coruche
650 atletas pedalaram durante 24 horas na primeira edição deste grande evento desportivo.

- Época de Ciclismo começou em força no AlgarvePrimeiras três provas da temporada decorreram na região algarvia.

- Pelotão português em 2009 com menos equipas
Orçamentos mais curtos, mas a opinião generalizada afirma que o pelotão português está mais competitivo.

- Passatempo Magazine TV Ciclismo
Ganhe prémios no primeiro passatempo do ano

II - Etapa 346

BTT / INTERFREGUESIAS/MAIA

Como não podia deixar de ser e sendo o BTT uma das modalidades inseridas na 9.ª edição dos jogos Inter-Freguesias a Associação de Ciclismo do Porto associou-se a este evento, evento esse marcadamente virado para a população em geral embora os atletas federados possam também participar.

O Inter-Freguesias será composto por quatro provas, a saber:
· 15 de Março de 2009 – Freguesia de Folgosa – (Aeródromo de Vilar de Luz) / já disputado
· 19 de Abril de 2009 – Freguesia de S. Maria de Avioso - (Lugar de Ferreiró – Café Senhor da Agonia)
· 10 de Maio de 2009 – Freguesia de Milheirós – (Monte Penedo, junto ao Campo de Futebol do Inter de Milheirós)
· 7 de Junho de 2009 – Freguesia de Barca – (Largo de Mandim)
O Regulamento Particular poderá ser consultado no nosso sítio na Internet ou em http://desporto.maiadigital.pt/eventos-e-torneios/inter-freguesias/edicao-2008/btt/.

Neste acto de tão grande simbolismo para o Ciclismo serão alguns os nomes presentes a apoiar a iniciativa, tais como:
· Delmino Pereira (Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo)
· Paulo Couto (Presidente da Associação Portuguesa Corredores Profissionais e cumulativamente Vice-Presidente da CPA)
· Miguel Ribeiro (Presidente da Associação de Ciclismo do Porto)

(Texto e cartaz: A. C. Porto)

II - Etapa 345

BTT / DE LA PEÑA VENCE NO TURCIFAL

O espanhol Alejandro de la Peña (Extremadura-Specialized) venceu a prova mais importante do programa de corridas do primeiro evento pontuável para o Mountain X-Bike, um novo troféu da responsabilidade da geapro que procura criar um espaço próprio no sector do cross country, tal como este organizador já conseguiu em termos de downhill.

E bem se pode dizer que esta estreia da geapro como organizador de provas de cross country foi altamente positiva, não só pela adesão de participantes, que ultrapassou uma centena, como pelo excelente pista traçada, considerada pelos atletas mais referenciados da modalidade como a mais selectiva do País, com algumas subidas demolidoras, a exigir bastante da parte física, mas igualmente com muitas descidas selectivas, de grande recorte técnico.

A corrida destinada às Elites masculinos foi bastante interessante de seguir, sobretudo pelo duelo que se travou na frente, ao longo das cinco voltas a um percurso com quase sete quilómetros. Na verdade, desde os primeiros metros que o campeão nacional, Luís Pinto (Lacoviana), e o espanhol Alejandro de la Peña se distanciaram no comando da prova, com superioridade repartida. No entanto, o atleta espanhol foi mais forte na parte final, sobretudo ao longo da última volta e cortaria a meta com uma vantagem de 1.21 m sobre Luís Pinto, enquanto David Rosa (Desarfate) preencheu o último lugar do pódio, mas já a quase três minutos.

Na categoria de sub-23, o campeão nacional, Tiago Ferreira (Quintajense) fez uma corrida solitária, terminando com mais de três minutos de vantagem sobre Ricardo Vicente (Bicisintra), com Diogo Afonso (SLB/VRSA) a ser terceiro. Nos juniores, a cena foi muito semelhante, com a equipa da BTTrilhos a impor a sua lei, com Ricardo Marinheiro a fazer uma prova espectacular e a terminar com sete minutos de avanço sobre o seu colega de equipa, Pedro Lopes, com Rodrigo Gomes a entrar na terceira posição.

A corrida de Veteranos A acabou por ser a mais equilibrada, quase com chegada ao sprint, com Davide Inácio (Nucleobike) a impor-se a Hugo Moreira (Team Baeta Bianchi) por escassos quatro segundos, enquanto o individual João Silva Paulo se impôs nos Veteranos B/C.

Para terminar o sector de federados masculinos, uma referência para Fábio Tomás (Clube BTT Seia) que levou a melhor de forma clara nas duas voltas que os cadetes deram ao traçado.

A categoria de Promoção foi a mais concorrida e o individual João Massena não teve grandes problemas em impor o seu maior andamento, terminando com quase dois minutos sobre Luís Beltrão (QVG Bike Team), enquanto Marco Domingos (Super Radical) fechou os lugares do pódio.

No sector feminino, a superioridade das vencedoras nunca esteve em dúvida e os seus nomes aqui ficam para a posteridade: Sandra Araújo (BTTrilhos) em Élites, Rita Barriga (SLB/VRSA) em Juniores e Ana Silva (Quintajense) em Cadetes.

Mais informações em
www.mountainxbike.com

(Texto e foto do pódio dos seniores: Vivex)

II - Etapa 344

ACM HOMENAGEOU
ANTIGO CICLISTA
FRANCISCO MARINHO

A Associação de Ciclismo do Minho (ACM) homenageou ontem Francisco Marinho, velha glória do ciclismo português e impulsionador da ACM e do ciclismo em Fafe.
A homenagem decorreu aquando da cerimónia protocolar do Prémio Cidade de Fafe (Prova de Abertura de Cadetes).

Natural de Fafe, onde nasceu a 20 de Agosto de 1940, Francisco Costa Pereira Marinho participou em seis edições da Volta a Portugal em Bicicleta e numa Volta a Espanha em representação da equipa do Académico Futebol Clube.

Francisco Marinho esteve na fundação da Associação de Ciclismo do Minho e, em 1976, impulsionou a criação de secção de ciclismo da Associação Desportiva de Fafe, tendo desempenhado a função de Director Técnico da equipa que participou na Volta a Portugal desse ano.

À homenagem da ACM associaram-se Miguel Ribeira, dirigente da Federação Portuguesa de Ciclismo e Adérito Silva, representante da Câmara Municipal de Fafe, entre outras individualidades ligadas ao ciclismo, familiares e conterrâneos de Francisco Marinho.

"Ao promover esta pequena e singela homenagem, a Associação de Ciclismo do Minho pretender evocar a pessoa de Francisco Marinho, natural de Fafe contanto hoje com 68 anos, vividos no entusiasmo do equilíbrio das duas rodas", referiram os responsáveis da ACM na emocionada e muito aplaudida cerimónia.

"Queremos destacar o contributo de Francisco Marinho ao ciclismo nacional durante a década de cinquenta, período em que participou em várias edições da Volta a Portugal, entre um sem número de outras provas de nomeada, assim como o contributo para o desenvolvimento da modalidade no Minho e em Fafe", prosseguiram.

"A ACM entende que vincar na memória de todos a excelência de Francisco Marinho enquanto atleta deve ser entendido como uma mensagem ao desportista saudável, um competidor de elevada seriedade, um atleta de qualidades humanas inigualáveis sempre dedicado à causa do ciclismo."

"Honra-nos o seu entusiasmo pelo pedal, a sua atitude na vida e o seu exemplo", concluiu a Associação de Ciclismo do Minho.

(Texto ACM)

domingo, março 15, 2009

II - Etapa 343

MAS QUE É VERDADE... É!...

Há já um par de semanas que aqui deixei um alerta.

É evidente que casos de deturpação da verdade desportiva, assim que provados, merecem ser denunciados. Não fujo, nunca fugi, jamais fugirei com... o dito cujo à seringa, não abdico, jamais abdicarei desse pequeno... 'pormenor': Assim que provados...

Isto porque há, e não vale a pena negá-lo, 'notícias' cirúrgicas que aparecem para desviar a atenção de outras tão ou mais justificadas em termos de espaço na CS.

Escrevi aqui que há Organizações que estão em dívida - contrariando, logo com o indevido beneplácito da FPC, os regulamentos vigentes - para com equipas e Corredores.

Se a luta é por um Ciclismo... 'puro', não descuremos este aspecto.
É que sem... 'palhaços' não há CIRCO.

Pese embora quem VIVA DO CIRCO não hesite em fechar os olhos a umas ilegalidades, ao mesmo tempo que, caninamente, não largue a baínha das calças a outras pretensas ilegalidades.

E daqui prometo, solenemente, que não saio... ou as provam, ou são pretensas.

Apesar do alerta que aqui deixei, passaram-se os dias, passaram-se as semanas e... NADA!
Ninguém viu, ninguém ouviu... ninguém falou.

Até que, todos os que se advogam jornalistas independentes foram 'atirados para canto' pelo Senhor João Lagos.
Se eu sei, como é que quem ainda tem espaço para se mover no meio não podia saber?
E se sabia, que interesses defende?
Não os dos Corredores, com certeza.
Nem os das equipas...

O que é que sobra então?

Mas esse Senhor, que é o João Lagos pulverizou-os.
E foi extremamente 'ruidoso' o seu silêncio.
Comprometido.
Mas se não o pode ser com o João Lagos... será com quem?
Eu 'nem sequer desconfio'...

João Lagos é uma pessoa acima de qualquer suspeita. E mostrou que o é.

Ninguém lho perguntou, foi ele quem o confessou.
Está com problemas financeiros...

Tem dinheiro a receber, claro que tem... onde e quando aparecerá alguém com coragem para DENUNCIAR os presidentes de municípios que assinam contratos, que vêem as suas autarquias promovidas à custa do Ciclismo e depois... se 'esquecem' de pagar o que fora combinado?

Custa muito fazer esse levantamento?
Não creio.

Mas NINGUÉM escreveu, antes de o próprio o ter admitido, que a JLSports deve prémios a Corredores e equipas... (o que deixa a descoberto a 'boa-vontade' da FPC que é OBRIGADA a obter garantias prévias de que cada um dos organizadores de corridas vai pagar... e que para isso tem de apresentar junto da mesma FPC uma garantia bancária).
Porquê?

Já li que ainda não temos garantida a Volta a Portugal deste ano.
Regulamentarmente, e porque ainda não pagou os prémios devidos em relação à edição de 2008, não poderia mesmo organizar a edição de 2009.

Quem nos explica isso?
Porque não nos explicam isto?

Pergunto...
Para manter vivo o nosso Ciclismo é mais importante garantir que haja corridas, logo que haja equipas, ou 'queimar' numa... como hei-de escrever... indecorosa manobra de pura diversão a 'culpa' - ainda não provada - de um Corredor?

Para os mais distraídos eu aqui sublinho que, descurando outras preocupações, que eu, pessoalmente, considero bem mais prementes, a FPC castigou UM CORREDOR porque este NÃO ACUSOU NADA!!!

Eu repito...
A FPC CASTIGOU UM CORREDOR PORQUE NÃO ACUSOU NADA!!!!!

Ficamos à espera de que...
não podendo o Senhor (sim, é de propósito o Senhor, com S grande!) João Lagos organizar a próxima Volta a Portugal, a FPC a não deixe cair...

II - Etapa 342

PERMITAM-ME A IMODÉSTIA...

No passado dia 27 de Fevereiro, dois dos 'desportivos' davam à estampa a notícia que aqui junto.

Felizmente, ainda há quem não ligue à máxima... 'good news, no news... bad news, good news'.

Mas... justifiquemos o título desta Etapa.

Já há três anos que eu avancei com esta saída como única solução para os países, como Portugal, onde não há outra hipótese de termos uma equipa ao nível das melhores do Mundo...


Mais do que há três anos. Muito, muito antes de ter escrito esta Etapa, assinei, como Coluna de Opinião em A BOLA, um artigo defendendo solução parecida.

Lembro-me perfeitamente que, na altura - muito poucos dias depois do artigo ter sido publicado -, em conversa com o presidente da FPC, doutor Artur Moreira Lopes, este me disse que achara bastante pertinente, e passível de ser estudada pela estrutura federativa, aquela minha ideia.

Até hoje.

quinta-feira, março 12, 2009

Neutralização

“LER PARA TER PEDALADA”
Parceria AC Minho/Plano Nacional de Leitura

Numa parceria inédita que alia o desporto e a cultura, a Associação de Ciclismo do Minho (ACM) e o Plano Nacional de Leitura (PNL) estabeleceram uma colaboração que visa divulgar os objectivos e chamar a atenção dos vários sectores da sociedade civil para a missão do PNL.

O PNL promove o desenvolvimento de competências nos domínios da leitura e da escrita, bem como o alargamento e aprofundamento dos hábitos de leitura.

No âmbito da colaboração entre as duas entidades, o PNL associa-se às actividades da ACM ao longo de toda a época desportiva, nomeadamente nas cerca de cem provas de ciclismo (Estrada e BTT) e na página da associação na internet.

Serão difundidas imagens que celebram o prazer de ler e convidam os cidadãos a associarem as práticas de leitura às práticas desportivas.

“Ler para ter pedalada ! Se é verdade que o desporto tem associada a imagem da destreza física, dos corpos definidos e saudáveis, não é menos verdade que a cultura, com a promoção do pensamento, agiliza a musculatura cerebral promovendo clareza e limpidez do conhecimento, afinal, o maior bem que uma sociedade saudável pode ter. Esta é uma busca simples, um objectivo realizável individualmente e ao alcance de todos”, explicam os responsáveis da associação.



"Congratulamo-nos com esta iniciativa e desejamos também o maior sucesso para as provas desportivas", contrapõe Isabel Alçada, Comissária do PNL.

Procurando elevar os níveis de literacia dos portugueses, o PNL tem vindo a envolver progressivamente autarquias e a suscitar apoios de fundações, de associações e empresas.
“Enquanto Instituição de Utilidade Pública, a ACM também tem responsabilidades e, nesse contexto, achamos importante colaborar com o PNL numa simbiose perfeita que alia o desporto e a cultura para se promover uma sociedade, simultaneamente, mais saudável, mais conhecedora e mais esclarecida”, dizem os responsáveis p'la ACM.
No âmbito da parceria agora estabelecida será colocado um painel promocional do PNL junto à meta ou no percurso de todas provas de ciclismo a organizar pela ACM e está a ser equacionada a realização de outras acções promocionais, nomeadamente, exposições, distribuição de materiais e encontros com escritores nos locais das provas.

Por outro lado, no site da ACM (www.acm.pt) será exibido um banner do PNL com ligação directa ao sítio www.planonacionaldeleitura.gov.pt.


A ACM está, entretanto, a procurar reunir apoios que possibilitem a oferta de livros aos atletas melhor classificados, de todos os escalões etários, nas cerimónias protocolares das competições desportivas.

Texto (editado) da responsabilidade da ACM
...

Ora aqui está algo que, confesso, me surpreendeu. Pela positiva, claro.

Os mais velhos e, infelizmente, eu ainda não caibo nesse grupo [apenas por não o ter vivido porque, em termos de História do Ciclismo em Portugal sobrevoam-me ideias mil, estou a tentar agarrar uma, pelo menos...] poderão ainda contar como era quando se sprintava por um... presunto.

Agora, e entendo a notícia supra como extraordinária pensando, para já, nos escalões etários mais baixos, incentivar no jovem atleta, primeiro o gosto, na esperança de o levar à apetência pela leitura é assim... uma espécie de 'Ovo de Colombo'.

Não bato palmas - entendam a metáfora - porque não tenho mãos que cheguem.

Como escrevi aqui, no VeloLuso, há alguns meses, concretamente aquando das eleições das novas direcções, quer da ACM, quer da Associação de Ciclismo do Porto, QUERO acreditar numa nova geração de dirigentes no Ciclismo português.

Neste caso concreto, a direcção da ACM poderia ter feito uma parceria com uma qualquer entidade bancária ficando beneficiária de cartões de crédito sem limite de plafond.
Não! Fê-lo com uma instituição cujo objectivo, para além de lúdico é educacional.

Que hei-de eu dizer mais?
Tiro-vos o meu chapéu...

E continuem a procurar associar a nossa modalidade preferida a algo que não tenha a ver com... fármacos.
Não vão conseguir espaço na CS, mas devem sentir-se bem convosco próprios.
E há alguma coisa que pague isso?

Parabéns à ACM.

terça-feira, março 10, 2009

II - Etapa 341

TAÇA DE PORTUGAL DE ELITES
E CIRCUITO 'MASTERS' NO MINHO

Durante dois dias (21 e 22 de Março) Vieira do Minho vai ser a "capital" do ciclismo português com a realização da Clássica de Vieira do Minho, primeira prova da Taça de Portugal de Elites, e do Circuito local, competição reservada ao escalão de "masters" e pontuável para o Circuito dos Campeões, iniciativa da responsabilidade da School Eventos.

Durante o fim-de-semana de 21 e 22 de Março todas as atenções estarão concentradas neste concelho do Minho que recebe a visita dos melhores ciclistas nacionais da actualidade, em representação das seis equipas profissionais, integrando ainda o pelotão duas formações espanholas.

Para Albino Carneiro, presidente da Câmara Municipal, será a oportunidade para Vieira do Minho receber a visita de uma prova e de uma modalidade que na memória de todos está presente pelos "relatos emocionantes de outros tempos".

"Quando nos foi lançado o desafio para acolher estas iniciativas sentimos que era uma oportunidade que não podia ser desperdiçada até porque sabemos o carinho que a modalidade tem junto de população. Por outro lado permite-nos chamar a atenção para um concelho e uma região que, apesar de tudo, continua muito distante dos centros de decisão. Estou certo que vai ser uma jornada desportiva de alto gabarito e 'apenas' o primeiro passo de uma cooperação futura que antevejo mutuamente proveitosa".

Pelo mesmo diapasão afinou Pedro Soares, em representação da School Eventos, para quem "a Clássica de Vieira do Minho reúne todas as condições para se afirmar como uma das melhores provas a ter lugar este ano em Portugal".

Entre os ciclistas presentes (Cândido Barbosa, Nuno Ribeiro e César Quitério) coube ao paredense ser o porta-voz da satisfação pela oportunidade de "competir a sério" que a Clássica de Vieira do Minho proporciona ao pelotão português.

"Março é um mês onde o vazio competitivo é enorme e esta prova, que encerra um grau de dificuldade apreciável, surge como uma boa oportunidade para se avaliar o momento de forma das equipas. Depois combina na perfeição a comunhão com a natureza num ambiente excepcional. Penso que vai ser um programa bastante interessante e que tem todas as condições para trazer de volta o ciclismo de alta competição a uma região da qual tem andado um pouco arredia" - vincou.

Com a coordenação técnica confiada a José Azevedo e Orlando Rodrigues, coube ao ex-ciclista revelar os aspectos mais importantes das duas jornadas.

Assim, no dia 22 (domingo) as Elites terão pela frente um traçado com 130 quilómetros, repartidos pelos concelhos de Vieira do Minho e Póvoa de Lanhoso.

Disputada num trajecto em circuito (duas voltas) terminará com uma volta final mais curta mas para a qual estão reservadas as maiores adversidades.

As condições naturais da região propiciam um percurso de altos e baixos com as maiores dificuldades localizadas em Cerdeirinhas (PM3) e uma inédita mas dura escalada da Serra da Cabreira, a apenas nove quilómetros da chegada e que se encarregará de fazer a selecção final. Pelo meio haverá ainda lugar para duas Metas Volantes, ambas em Póvoa de Lanhoso.

Ao jeito de aperitivo, na véspera (dia 21), terá lugar a primeira prova do Circuito Masters instituído pela School Eventos. Com uma extensão mais reduzida (74,5 km) será disputada sobre um circuito de 10 quilómetros cumprido integralmente em Vieira do Minho.

Em qualquer dos dias a partida está marcada para as 11 horas.
.

Texto (editado) da responsabilidade da School Eventos;
foto do convite descaradamente piratado do site SuperCiclismo - se me quiseres processar, Maria João, tens que ir para a fila :-) -
porque eu não fui convidado para nada! ;-)

segunda-feira, março 09, 2009

II - Etapa 340

PROVA DE ABERTURA CADETES (NACIONAL)
PRÉMIO DE CICLISMO CIDADE DE FAFE


A época desportiva para a categoria de cadetes arranca sábado (14 de Março) com a realização do Prémio Cidade de Fafe.

A prova, de âmbito nacional, será disputada ao longo de 60 quilómetros, com passagens pelos concelhos de Fafe, Póvoa de Lanhoso e Guimarães.

Integrada no calendário nacional de ciclismo, a Prova de Abertura de Cadetes começará às 15 horas (recinto da Feira, em Fafe) e terminará pelas 16.30 (na Praça 25 de Abril, ainda na Cidade de Fafe).

A partida simbólica será dada pelas 14.55 seguindo a caravana por um percurso que terá passagens pelas seguintes localidades:

Vila Cova (15.10)
Arosa
Porto d’Ave (15.25)
Fontarcada
Póvoa de Lanhoso (15.40)
São Martinho do Campo
Donim (15.50)
Briteiros
Caldas das Taipas (16.00)
Vila de Ponte
Fermentões
Guimarães (16.10)
Mesão Frio (16.20)
Arões (16.30)
Fafe (16.40 - Meta na Praça 25 de Abril)

No ano passado, a Prova de Abertura de Cadetes foi disputada na região da Beira Interior tendo sido ganha por Leonel Sousa Coutinho (Sprint Bike-Ciclomotores Campeã-CCVR).

O minhoto Albino Oliveira (Tensai-Santa Marta) foi o segundo classificado e por equipas venceu a também minhota Tensai-Santa Marta.
[Que será feito do Eduardo Barros?]

O Prémio de Ciclismo Cidade de Fafe é organizado pela Associação de Ciclismo do Minho e pela Federação Portuguesa de Ciclismo, contando com o apoio da Câmara Municipal de Fafe, Polícia Municipal de Fafe, Guarda Nacional Republicana de Fafe, Bombeiros Voluntários de Fafe e jornal Correio do Minho.

(Texto: Assciação de Ciclismo do Minho)

P. S.: Ligam-me gratas recordações à Cidade de Fafe. Desde a amizade do José Martins, figura (injustamente) deixada ao esquecimento que, lá por ter sido contemporâneo do inultrapassável Joaquim Agostinho, não deixou de ser um dos melhores Corredores portugueses de sempre, até à amizade e forma como nos [à equipa de A BOLA] recebeu em sua casa o Manel Guimarães. Amigo que não esqueci.

Aliás, sempre me senti acarinhado por todos. Até na ingrata - e sublinho ingrata - situação de ter sido chamado pelo presidente da Câmara Municipal que decidiu premiar a melhor reportagem saída na CS sobre uma chegada a Fafe - de memória não me recordo agora o ano - sendo que o motivo da viagem a Fafe me foi escondido até meio do caminho, porque a referida reportagem não tinha sido da minha autoria, mas dos meus companheiros Miguel Cardoso Pereira e Paulo Jorge Santos.

Ok, eu era o chefe-de-equipa, a 'cara' de A BOLA, mas fiquei de alguma forma constrangido porque o que estava em causa nem era trabalho meu. Mas agradeci em nome deles.

domingo, março 08, 2009

II - Etapa 339

NEM DE PROPÓSITO...

Há três etapas atrás aproveitei para recordar alguns momentos marcantes conseguidos por Corredores de equipas portuguesas, em provas em Espanha.

Pois soube hoje que ontem mesmo o Rubén Plaza (Liberty Seguros) venceu a etapa-raínha da Vuelta a Murcia, que hoje terminou com a vitória do russo Denis Menchov mas com o valenciano da equipa de Vítor Paulo Branco e Américo Silva a terminar na 2.ª posição da geral, a escassos 20 segundos do primeiro lugar.

A foto é muito pequena, mas as novas tecnologias permitem-nos... ISTO!

Parabéns a todos eles.

II - Etapa 338

«NEM QUE EU TIVESSE QUE DORMIR
NO SOFÁ DA RECEPÇÃO...»


A primeira vez que estive em Andorra foi em 2000. Precisamente no dia 4 de Setembro.
Foi, também, a primeira Vuelta que cobri para a A BOLA (já tinha feito uma para A Capital) e, claro, tive por companheiro o saudoso Bruno Santos.

A etapa anterior terminara na estância de Inverno catalã de Alp. Não levávamos alojamentos marcados. A experiência e os conhecimentos do Bruno sempre nos desenrascou, mas nesse fim de tarde de 4 de Setembro de 2000 as coisas complicaram-se. Apesar de a oferta ser grande, a verdade é que não conseguimos hotel. Ainda procurámos pelos arredores mas, com o aproximar da noite tomámos a decisão de avançar para Andorra, onde a jornada do dia seguinte terminaria.
Em Arcalis-Ordino, a 2230 metros de altitude.

Jantámos, lembro-me, ainda em território espanhol, por isso chegámos tarde a Andorra-la Vella e as primeiras tentativas para encontrar quartos não foram animadoras.

Foi quando aconteceu esta estória, uma das muitas que guardo na memória.
O Bruno parou em local proibido, frente à porta de um hotel - cujo nome agora não recordo, mas sei onde é, pois voltei a Andorra por mais quatro ou cinco vezes... -, de dentro surgiu uma figura imponente, homem na casa dos 60 anos, bigodaço tão imponente quanto a figura em si.

Que não... No nos quedan mas habitaciones!

Contudo, e antes que tivéssemos tempo de reagir, eu e o Bruno, e já em português o homem acrescentou: «Para A BOLA, nem que eu tivesse que dormir no sofá da recepção mas arranjava-se sempre um quarto que não fosse.»

No carro do Bruno Santos destacavam-se os autocolantes que nos identificavam como Prensa e, naturalmente, como o carro de A BOLA.
Claro que havia quartos, e lá ficámos duas noites, pois que a etapa a seguir a Arcalis era uma crono-escalada, ainda em Andorra.

E foi quando fui, pela primeira vez ao La Estació, restaurante propriedade de beirões, situado junto à Central de Camionagem da cidade, onde se fala português e se come a nossa comida. Até Sport-Tv havia. Voltei lá em quase todas as visitas, depois já com o Fernando Emílio.

Mas estive também, com o Bruno, na Casa de Portugal, em Andorra, onde os matraquilhos têm, como não podia deixar de ser, Benfica e Sporting como antagonistas. E, mesmo com dois dias de atraso, em Andorra sempre encontrámos A BOLA, onde podia ver impresso o trabalho que estava a fazer.

Outra estória que não mais esqueci.
Na manhã seguinte fomos dar uma volta por Andorra-la-Vella. O Bruno levava uma lista de compras, eu nem por isso, então separámo-nos. Eu estava mais interessado em conhecer a cidade. Num cruzamento, porque não vinha carro nenhum, embora o sinal estivesse vermelho para os peões, à portuguesa eu preparáva-me para passar para o outro lado, até porque estava em frente da loja que o Bruno me indicara como a que vendia A BOLA. Mal pus o pé na passadeira ouvi um estridente apito e o abanar de cabeça, reprovativo, de uma jovem polícia, naqueles uniformes encarnados, que me apontou ostensivamente para o sinal vermelho.

Dei um passo atrás. E como ela não mais deixou de me marcar, depois de o sinal abrir, só depois de contar até dez é que me atrevi a por o pé na passadeira. Foi há quase nove anos. E, entretanto, o Bruno deixou-nos. Servem estas recordações também para, onde quer que ele esteja, lhe enviar um grande abraço.

II - Etapa 337

ANDORRENHOS, SIM...
MAS REPAREM LÁ NOS NOMES DESTACADOS!

Não é notícia. Ou já não é notícia. Atempadamente se soube e escreveu que o projecto que Melchior Mauri vinha a manter desde há dois anos, para passar a profissional optou por alojar-se em Andorra. Contou, para isso, com o apoio do governo e de outras entidades do Principado e, afinal de contas, entre a Catalunha e Andorra não há tantas diferenças assim.

Foi logo em Janeiro que o META 2000 deu à estampa esta reportagem.
(Já repararam que andei a arrumar jornais velhos outra vez!)

Pois é, a Andorra-Grandvalira foi, neste ano de 2009 o único novo projecto que foi em frente, em toda a Península Ibérica.

Por cá ainda ameaçámos com duas novas equipas, mas ficámo-nos pelas intenções...
Melhores dias virão. Temos de acreditar!

Na altura, quando o jornal me chegou às mãos folhei-o, li as gordas mas, francamente, não reparei no quadro do plantel da equipa andorrenha. Uma das condições para o governo local apoiar o projecto era, obviamente, a inclusão de corredores locais no plantel. Mas reparem nos três que destaquei... Não enganam.

Mas não é admiração nenhuma, tendo em conta a grande comunidade lusa que procurou trabalho em Andorra e por lá se fixou. Estes já são emigrantes da segunda geração. Têm, calculo, dupla nacionalidade. Já li que a equipa virá à Volta ao Alentejo. Que Melchior Mauri já venceu. Pode ser que traga estes três luso-descendentes a conhecer o País onde os pais nasceram.

sábado, março 07, 2009

II - Etapa 336

COM A DEVIDA VÉNIA...
(... ou rir é o melhor remédio)

Sei que são poucos os que, em Portugal, têm acesso ao único Jornal de Ciclismo que se publica na Ibéria. Mesmo por isso não resisto a deixar aqui uma pequena amostra de uma das mais fortes rubricas do semanário valenciano...

E é propositado o primeiro cartoon...
Que a época de 2009 saia assim, cheia de vontade e aligeirada de preocupações... como nos sujere o cartoon.

Só peço uma coisa...
Reparem como um publicação sobre Ciclismo opta, corajosamente, pelo posicionamento em favor do elo mais fraco da modalidade... o Corredor.
Uma publicação que conta com o institucional apoio das diversas federações regionais de Ciclismo.











II - Etapa 335

BOAS RECORDAÇÕES DE 2008

Corredores de equipas portuguesas em destaque em corridas espanholas. Foi o ano passado.
Este ano não me parece que possamos repetir.

À margem disto, a pergunta que NINGUÉM teve coragem de fazer...

... porque é que os Corredores espanhóis, e nada me move contra eles - honny soit qui mal y pense - da equipa da Póvoa NUNCA foram questionados no affaire-Póvoa?

Claro que não espero respostas... institucionais, até porque ninguém lhas poria.
Falta de COJONES!...
Nem mais.

Mas deixo uma pergunta no ar àqueles que (ainda) olham o Ciclismo com alguma Boa Vontade.

Porque é que o pedido do João Cabreira, para que a AMA se pronunciasse sobre o produto pretensamente detectato no seu caso - produto que não consta na lista proíbida da mesmíssima AMA - não foi aceite pela FPC/CNAD?

Orgulhosamente sós, numa perpesctiva salazarista; ou teimosamente sós, na perspectiva de legal, quanto ao enquadramento, que aquelas instituições insistem em posicionar-se, escudadas por toda a Imprensa que, ou não conhece os regulamentos, ou "vende" a sua independência em troco do que nem quero saber...

Mas este 'post', e aproveitando o que o META 2000 publicou, visa, antes de mais, sublinhar alguns momentos de glória do Ciclismo português em corridas no país vizinho.


Que não caiam no esquecimento...






segunda-feira, março 02, 2009

II - Etapa 334

É UMA 'FÁBULA',
MAS SEI QUE VOCÊS ME ENTENDEM

Amanhã de manhã, logo que ela chegar, vou despedir a minha empregada!
Porquê?

Sinceramente, não sei se ela, quando cá está sozinha em casa, aproveita para fazer uns petiscos. Tem liberdade para isso. Tem que comer e autorização para o fazer.
Ora, acontece que uma das toalhas de mesa me cheira a lixívia!
Utilização de lixívia significa necessidade de retirar uma nódoa mais teimosa.
Não sei se ela fez um petisco. Não sei se ela sujou a toalha e, por isso, teve que usar a lixívia. Mas que cheira a lixívia, isso cheira, logo... está despedida!

UMA RESPOSTA E UMA NOTA...

A resposta é para o Luís Silva [ver comentário que ele deixou na Etapa 333].

Caro amigo, era só o que faltava eu pôr-me para aqui a 'censurar' quem tem opinião diferente da minha. Se só quisesse fazer passar as minhas ideias, não abria os comentários.

Contudo, não posso deixar de aqui esclarecer um ponto.
Eu não sou pró-Póvoa. Sou, sempre fui e serei sempre contra arbitrariedades.
Contra posições fascisóides (que sempre tiveram paralelo no antigo comunismo).
Contra prepotências.
Contra 'quero, posso, logo... mando'.

Como escreveu o José Nunes, em comentário à mesma Etapa, estamos perante uma situação de suspensão de um TRABALHADOR do Ciclismo, não porque tenha acusado nada, mas porque 'pode ter querido mascarar' (seja lá o que isso significa) qualquer coisa.

Provem que o João Cabreira se dopou!
Tudo teria que começar por aí...
Provem-no.
Apesar da amizade que nos une, não farei como outros. Não branquearei o facto.

Agora... castigar o João sob os argumentos apresentados, não merece mais palavreado!
A abertura desta Etapa é suficientemente clara.

Não sou pró-Póvoa.
Não renego, contudo, a amizade profunda que me liga a todos os seus elementos.
E esgatanhar-me-ei em sua defesa enquanto não vir provado, por quem de direito, uma sua eventual culpa. Mas, se em vez do Póvoa fosse qualquer outra equipa, acredite, acreditem, que a minha posição seria exactamente a mesma.

A presunção de inocência é algo que jamais deixarei passar.
Provem, quem quiser provar, que aqueles homens são culpados.
Não sei do quê, mas provem que são culpados.

Não perderão a minha amizade, mas não deixarei de aqui escrever o que penso sobre batotices.

Até lá... até que formalmente sejam condenados, para mim são inocentes.
E alvos de uma maquiavélica maquinação.
E esta parte não alterarei, mesmo que se prove que não tenho razão.

E avanço já com o mais cristalino dos exemplos: a partir do momento em que, para 'apanharem' o João Cabreira, deram de barato que, afinal, o LAD português não está à altura do que foi propagandeado; que o espanhol, afinal de contas, também não é tão fiável assim e, porque, desta vez, o alemão já deu uma resposta 'a contento' não foi sequer preciso recorrer ao australiano ou ao estadunidense... a partir de agora, toda e qualquer análise que o nosso LAD chancele como negativa vai provocar-me brotoeja [é uma expressão alentejana] e não sei se vou acreditar nela...
Não. Acho que não vou mesmo.

Tudo o que não chegar a passar por Madrid e Colónia vai soar-me a... facilitismo.
Que não quiseram ir até às últimas consequências.
É claro que, dependendo de quem estiver em causa, poderei sempre extrapolar motivações.

Neste momento, não tenho a mínima dúvida.
Querem 'acabar' com o João.
E é uma pena!...

Em relação ao Luís Silva, obrigado pela colaboração e tenha a certeza que o que mandar [atentar na nota que vem a seguir] será publicado.
Tenho isto em regime de pré-aprovação porque alguns 'engraçados' começaram a abusar... mas até hoje só rejeitei um comentário e fiz questão de explicar ao seu autor o porquê e ele concordou que passara os limites...

A nota...

Cara Cristina,
sei que é a última coisa que pretendes, mas incluir, mesmo sem nomes, figuras terceiras nos teus comentários... pode prejudicar-me.
Não sou de me encolher e concordo contigo, mas vamos deixar a tal figura que escreve em paz.
Pelo menos aqui no VeloLuso.

domingo, março 01, 2009

Neutralização

VÁ LÁ... VAMO-NOS RIR UM POUCO

Não acrescento nada à noticia (!!!)...

O Melchor Mauri?...

E porque não o Eddy Merckx?

Não brinquemos...

II - Etapa 333

SE É QUE ESTOU A PERCEBER
ESTAMOS PERANTE ALGO... ABOMINÁVEL!


Parto do princípio que a maioria dos meus leitores - se calhar estou redondamente enganado - está familiarizada com a obra do austríaco Franz Kafka, obviamente com um livro a que deu o nome de O Processo.

Conta a história de um homem que um dia, cedo pela manhã, é preso acusado de um crime que ninguém chega a saber qual é...

Kafkiano passou a ser sinónimo de inexplicadas manigâncias que sempre tramam alguém, sem que nunca se saiba exactamente porquê.

Já leram aqui atrás que ontem, quando soube do castigo aplicado ao João Cabreira, tinha, de facto, pouca informação. Que hoje recuperei porque toda a gente falou disso,.

Mas estou longe de ter ficado esclarecido...

Vamos lá por partes, a ver se não me embrulho nos raciocínios.

UM DOS MELHORES LAD

Um dos melhores... ok, cinjamos-nos ao que é do conhecimento público: um dos muito poucos Laboratórios anti-Doping da Europa, reconhecido com a chancela da Agência Mundial anti-Dopagem (AMA), analisa uma amostra recolhida e não encontra nada!

A amostra está, aparentemente, limpa...

1.ª pergunta: porquê enviar essa amostra para um outro LAD, no caso o de Madrid?
Mas foi o que aconteceu.

Facto: em Madrid também não conseguem encontrar nada por onde pegar.

2.ª pergunta: porquê a insistência que culminou com o envio da mesma amostra para Colónia, na Alemanha?

Facto: Em Colónia também, na análise normal e, julgo eu, habitual, também não foi detectado nada.

Contudo, e isto foi escrito, logo, é do domínio público, em Colónia o LAD local resolveu ADICIONAR à amostra em causa, uns 'pinguitos' de EPO!!!

3.ª pergunta: porquê?

Grande dúvida: os Laboratórios PODEM ADICIONAR o que lhes aprouver às amostras?

Se sim, quem garante a quem que os resultados dos controlos não são manipulados nos LAD? Peço desculpa... a minha dúvida é sustentável.

Uma amostra que NÃO DAVA NADA acaba por sustentar a suspensão de um atleta depois de lhe ter sido... adicionada EPO.

Mal comparado é assim como se a GNR me convidasse - o que não foi o caso, uma vez que o atleta em causa não foi tido nem achado em todo este kafkiano processo - a beber uns copos e logo a seguir me fizesse o teste do balão!

Até onde é que isto é legal?
Porque estamos a falar de um Homem. De uma pessoa. De um ser humano.

Não se pode brincar assim com a carreira de um atleta.

Nunca os meios justificaram os fins.

A não ser em sociedades em que os Direitos de cada um não passam de letra morta...
Já chegámos aí?

DITEM-ME OS REGULAMENTOS

Mas neste caso que envolve o João Cabreira há outros aspectos... tenebrosos.

Que artigo, nos regulamentos, legitimou o facto de, não estando impedido de participar numa corrida não pudesse ter envergado a Camisola de Campeão Nacional?

Dizem-me e eu aceito...

Calo-me.

Mas eu digo que não existe.
Mais... não passou ainda meia dúzia de anos desde que um outro Corredor pode luzir a Camisola de Campeão Nacional, mesmo depois de a primeira análise a que fora sujeito ter dado positivo.

Continuou Campeão Nacional, e a correr com o respectivo símbolo, até a contra-análise ter confirmado a primeira.
Foi em vésperas de uma Volta a Portugal que começou em Idanha-a-Nova... e mais não digo.

Porque é que, podendo correr a Volta ao Algarve, o João não pode vestir a Camisola de Campeão?


Já sabiam que oito dias depois iria acontecer o que aconteceu?
Pia decisão...

Eu até aceitaria, se o argumento fosse o de não manchar a reputação da Corrida algarvia.
Mas se já sabiam... teriam que ter impedido o Corredor de correr.
Não de não usar a Camisola que conquistou de forma limpa.
Foi sujeito a controlo e este nada revelou.

PERSEGUIÇÃO...

Não é preciso, e já ontem o tinha deixado mais ou menos claro, insistir que o João Cabreira está a ser vítima do ressabiamento de quem não gosta de perder.

Cometeram um erro primário, aqui há uns meses atrás, e isso custou-lhes a digerir.

A partir desse momento, o João passou a ser um alvo a abater.

É que não vale a pena tentarem negar isto, de tão evidente que é.

Mas, e como diz o poema de Manuel Alegre, "mesmo na noite mais triste, em tempo de servidão, há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não..."

Assumo-me como esse 'alguém'.

Porque é que o João Cabreira TINHA que ser apanhado?
Porque ganhou um processo ao Conselho de Justiça da FPC?

Porque, ao contrário da maioria, tem tomates para enfrentar as diatribes da FPC?
Ou há alguém a quem interessa mostrar resultados?

Mesmo que forçados?
(Há subsídios governamentais que dependem disto...)

E, na família do Ciclismo, nomeadamente na FPC, há quem se apreste a estes... favores?

É claro que favores com favores se pagam.
Que favores há em dívida?

Desculpem-me, numa situação como esta permito-me todas as interrogações.

POR FIM...

Ainda há uma hipótese que justifique toda esta fantochada.
A verdade é que, desde 19 de Maio do ano passado até hoje, ainda ninguém sabe o que é que a PJ apreendeu na rusga que fez, em concreto, à equipa da Póvoa.

Porquê?
Tão lestos que foram em mostrar os ben-u-ron e as seringas para administração dos complementos vitamínicos...

Elementar...

Porque não tinham nada mais.
E o 'povão' engole o que lhe é dado!

Mas...
... admitamos que sim, que conseguiram mais algumas coisas.

Em termos estritamente judiciais, não podiam ter apanhado nada porque não havia legislação na qual sustentar fosse o que fosse.

Agora... e é só um imaginemos, que na panóplia de produtos que nunca estiveram fora da Lei - ou esta teria sido accionada - encontraram o tal pó que mascara...

Como podem, num regime de Direito, fugir à ilegalidade de a agência nacional anti-doping ter tido acesso a dados que, por si só, jamais conseguiria ter se não tivesse iso à boleia da PJ?

É, é evidente, um caso para ser esgrimido pelos advogados.

E o do João não terá grandes dificuldades em fazer valer a nulidade daquela 'rusga'...

Não interessa aqui mais nada para além do que o que a Lei dita.
Quem quiser, ou pensar que pode ir além da Lei... nem me arranca uma gargalhada.

Agora que estão a atentar contra o Ciclismo, disso não me sobram dúvidas.

Em nome do quê é que eu já não sei...