quarta-feira, junho 17, 2009

II - Etapa 448

EU NÃO DIGO TUDO O QUE SEI...
MAS SEI TUDO O QUE DIGO! (*)

Leram a Etapa anterior? Ok!...


Nota de Imprensa n.º: 027
Data: 15.Junho.2009

Reflexo de uma crise que também afecta o ciclismo
Fercase retira-se do projecto
Paredes-Rota dos Móveis

As negociações para a renovação do contrato de patrocínio nem sempre foram fáceis mas na altura prevaleceu a vontade de manter a ligação por mais um ano, pelo que a equipa profissional do Clube de Ciclismo de Paredes voltou à estrada ostentando a imagem da Fercase em associação com a marca Paredes-Rota dos Móveis.
No entanto a ligação acaba agora de forma abrupta também por força da conjuntura internacional pouco favorável.

Já no início da temporada os novos desafios empresariais assumidos pela Fercase, associados a uma conjuntura muito pouco favorável, chegaram a fazer perigar a ligação ao ciclismo.
Na altura tudo foi superado mas a verdade é que agora o desenlace revela-se inevitável.
A empresa de produtos para a indústria de mobiliário, ainda que a meio da época, anunciou a sua indisponibilidade para continuar a apoiar o projecto do Clube de Ciclismo de Paredes.

Na origem desta decisão está apenas e tão somente o facto da principal representada da Fercase, com sede na Alemanha - Grupo Carbo - ter visto ser decretada a sua insolvência.
Num quadro tão pouco favorável, as atenções da Fercase voltam-se para a prospecção do mercado em busca de nova(s) representada(s) daí que a empresa se tenha visto forçada a suspender a sua presença nas estradas portuguesas.

Reconhecendo a mais-valia que representou a associação ao ciclismo, Fernando Seabra, administrador da Fercase, não esconde o seu desalento por se ter visto forçado a tomar decisão tão drástica.
"É claro que quando os tempos são de crise somos obrigados a ponderar mais e melhor os nossos investimentos. No momento presente era impossível manter a nossa presença. Temos consciência do transtorno que isso representa para o Clube de Ciclismo de Paredes mas não tínhamos alternativa. Quem sabe, no futuro, se não poderemos voltar, ainda com mais determinação..."

Por parte do Clube de Ciclismo de Paredes a postura não é de resignação.
"Estamos reconhecidos pelo empenho e colaboração da Fercase ao longo dos últimos dois anos e meio. Compreendemos as suas razões mas não podemos ficar agarrados ao passado pelo que há que seguir em frente. O processo de acordo em patrocínios não é fácil, muito menos rápido. Temos de encarar o futuro com o optimismo possível e tentar, com o máximo de celeridade, arranjar alternativas. É para isso que estamos a trabalhar", garante Vasco Pinto, presidente do clube.

(*) - Frase do grande jornalista que foi Alfredo Farinha. Que jamais estará morto na memória daqueles que com ele tanto aprenderam.

terça-feira, junho 16, 2009

II - Etapa 447

O NOSSO CICLISMO CAIU...
(e estamos todos a olhar para ver se se levanta;
ninguém dá uma ajuda!)

Com os feriados no final da passada semana, só hoje [que já é ontem], segunda-feira, pude recolher os meus exemplares do Meta 2000.

É sempre com inegável prazer que folheio e leio o único jornal de ciclismo Ibérico - que, de quando em vez lá dedica umas linhas ao que se passa para cá de Valença, Quintanilha, Vilar Formoso, Caia ou Vila Real de Santo António, mas que também o faz - e me delicio com a independência que (orgulhosamente, acredito) ostenta.

O Meta 2000 é, sobretudo, sustentado pela RFEC e pelas federações autonómicas. Com uma contrapartida, claro: noticiar o que acontece por toda a Espanha.
Mas sem reverências.
De uma forma invejavelmente independente.

É dura, por exemplo, a crítica dirigida à RFEC quanto ao local escolhido para os nacionais espanhóis de estrada, deste ano, e não é só nas entrelinhas que se percebe que, por trás dessa escolha estarão interesses que ultrapassam, em muito, os desportivos.

Claro que ao ler isto logo fui "sugado" pela realidade portuguesa.

Porque é que quase todas as modalidades têm, nos diversos jornais, rubricas fixas de opinião assinadas por especialistas que, não raro - antes pelo contrário - assumindo-se como críticos independentes que o são, apontam aquilo que, na sua opinião (por isso são opinadores), não está a seu gosto?
E porque é que das poucas que não têm direito a esse espaço consta o Ciclismo?

Por falta de especialistas?
Por falta de especialistas independentes?

Convidem e paguem - como pagam aos outros - o Alves Barbosa para assinar semanalmente uma coluna de Opinião sobre a realidade do nosso Ciclismo.
Não é por acaso que chamo aqui o nome do Alves Barbosa, do grande Alves Barbosa, mas porque tenho a certeza que é dos poucos conhecedores que é capaz de ser totalmente independente.
E ninguém duvida que ele sabe de Ciclismo.

Aliás, a volta que o ciclismo português deu nos últimos anos - incluindo a "explosão" das demais vertentes que não a de estrada - foram por ele previstas há 18 anos, numa entrevista que me deu, a mim, ainda a sede da FPC era na acanhada Barros Queirós.

Está no cabeçalho do VeloLuso.
O Ciclismo português precisa ser discutido.

Basta de salamaleques.

O Ciclismo português - e aqui deixo a minha vénia aos praticantes que são o seu último sopro de vida - caiu.
.

E estamos todos a olhar para ver como se levanta. Se se levanta.
Sem ninguém disposto a dar uma ajuda...

Nem pela forma em que nós, portugueses, somos "especialistas universais"... dizendo mal do statuos quo!

É isso que me incomoda.

Porquê?

Que força é essa que "cala" quem devia estar na primeira linha da defesa da modalidade?

domingo, junho 14, 2009

II - Etapa 446

X GRANDE PRÉMIO CTT-CORREIOS DE PORTUGAL

O valenciano Adrian Palomares que, entre outras formações, em Portugal representou o Boavista, ao serviço da qual, em 2001, venceu o Troféu Joaquim Agostinho, ganhou hoje a 10.ª edição do Grande Prémio CTT-Correios de Portugal sendo que para isso foi primordial o triunfo no Alto da Senhora da Graça.

Em termos colectivos, a vitória nesta corrida, uma das basilares do calendário nacional, pertenceu à Resort palmeiras-Prio-Tavira.

Parabéns aos vencedores.



PS: Faltam 12 dias dias para se completarem 12 meses sobre a suspensão de Corredores, técnicos, auxiliares e até dirigentes do Cycling Clube da Póvoa... Quem tem notícias sobre o assunto?

sábado, junho 13, 2009

II - Etapa 445

QUAL O SIGNIFICADO DA PALAVRA
C O E R Ê N C I A ?

Sem mais comentários, vou directo ao assunto:

1. Em Agosto de 2007, concretamente no dia 1, e conforme poderão verificar na 734.ª etapa, aqui no Veloluso, que então escrevi, poderão ler isto:

(…/…) o Joaquim Gomes (…) já o disse. Há regulamentos; há quem tenha por obrigação fazer aplicar esses regulamentos e, se não há consequências… sobra o quê?

A Organização da Volta a Portugal, seja por iniciativa do Joaquim Gomes, seja porque a directiva vem de bem mais acima… descarta-se, e muito bem, do papel de juíz.

Mas voltando ao Joaquim Gomes…
Conheço o Joaquim há 17 anos! É uma pessoa acima de qualquer suspeita e a sua posição quanto a estes casos, só podia ser esta:
“Quem, regulamentarmente, podia castigar estes corredores, não o fez. Porque haveria a PAD/Lagos Sports fazê-lo?”

E correram a Volta as equipas da Saunier Duval, da Fuerteventura-Canárias e da Barloword que tinham corredores na famigerada lista da Operatión Puerto.

2. O ano passado, tivemos no pelotão, por exemplo, a mesma Saunier Duval, rebaptizada de Scott-American Beef depois de, no decurso do Tour, nomeadamente aquele que vinha a ser a sua grande figura, Ricardo Riccò, ter sido apanhado num controlo anti-doping com um positivo confirmado pela contra-análise.

Ao mesmo tempo, sem que NENHUM POSITIVO se lhe pudesse apontar, a Organização da Volta decidiu – ou foi instada a isso? – não aceitar a equipa da LA-MSS-PCC, esgrimindo argumentos que, até hoje, e começo a perder a noção dos meses que já passaram, ainda não foram provados.

3. Hoje sou surpreendido com duas novidades na mesma notícia. A Organização da Vuelta (que já é da ASO) não aceitou o pedido de participação, nem da russa Katiusha – que praticamente está de fora, também, do Tour por problemas relacionados com alegadas practicas proibidas e a ASO, neste aspecto, é mais virginal que um Convento de Irmãs Carmelitas Descalças – nem da Fuji-Servetto que não é mais do que a terceira designação em menos de 12 meses da… Saunier Duval.

A outra novidade é que a formação de Santander parece já estar segura va Volta a Portugal e que a sua exclusão do Tour abre as portas à Katiusha para correr também a nossa Volta.

Ainda em relação à Volta a Portugal do ano passado… ainda guardo na caixa de mensagens do meu telemóvel aquilo que o Joaquim Gomes, a 29 de Julho (duas semanas antes do início da corrida) pelas 22:30.18 me enviou…
Compreendi-o.

Mas agora vejo-me obrigado a voltar a terreiro.

Eu demito-me, já!, desse papel.
Mas haja alguém que tente definir a palavra… coerência.

quinta-feira, junho 11, 2009

II - Etapa 444

MAIS UM CASO DE UM... "PRESUMÍVEL" CULPADO.
É A COMPLETA INVERSÃO DO QUE DITA A LEI!...

(x)
Os Corredores continuam a ser tratados como se de malfeitores se tratassem.
Passe o exagero da comparação, em Portugal, por exemplo,
um confesso pedófilo é libertado por qualquer juíz...
(x)

A própria UCI põe reservas quanto à análise, só definitiva após a contra-análise.
O que não impede que o nome do Corredor já tenha sido sujeito ao ferrete...

(x)
E o que é que os gurus do Desporto Limpo me respondem a isto? ESTE é louco e está a dizer baboseiras, ou... a mesma UCI [sabe mais sobre o assunto do que qualquer de nós, acreditem], perante declarações deste género opta por desacreditá-las, porque o contrário seria a morte da "galinha dos Ovos de Ouro" da qual um exército de "figurões" vive e que, por mais que tentem não me convencem que, por de trás das 'Públicas Virtudes' vinga um rol imenso de 'Vícios Privados'. Sabem de tudo, mas para defender o seu 'tacho', de quando em vez aparecem a 'queimar' alguém na Praça Pública.
Não é preciso ir além de Caia ou Vilar Formoso para encontrarmos exemplos.

segunda-feira, junho 08, 2009

II - Etapa 443

UMA PERGUNTA...
VÁRIAS CONSTATAÇÕES

Pergunta:
O que é que o Ciclismo português, na presente conjuntura, mais precisa? (*)

Chamem-me idealista, sonhador...
Chamem-me desavergonhado (no sentido que entenderem)...
Chamem-me lunático ou mesmo doido...
... o que vos aprouver.

Estou-me perfeitamente nas tintas para as vossas opiniões. As negativas, claro, que provavelmente nem por aqui surgirão por falta de coragem.

Não é fácil dar o peito às balas. Sinto-o na pele.
Mas não é por isso que deixarei de o fazer...
... se calhar sou mesmo louco!

Dividamos esta Etapa em duas meias-etapas...

1.ª meia-etapa:
Comunicado da Federação
Portuguesa de Ciclismo

Citação:
"GPAbimota terminou com um vencedor repetido, Joaquim Sampaio (Madeinox-Boavista) anteriormente consagrado na edição de 2001.

Numa jornada de ciclismo de ataque, José Mendes (Liberty-Seguros) não segurou a camisola amarela e foi batido em Águeda.

Sérgio Ribeiro (Barbot-Siper) venceu a segunda etapa.
Joaquim Sampaio, vencedor do Grande Prémio Abimota em 2001, regressou a Águeda para confirmar o sucesso na edição 2009 da prova promovida pela Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas que tem na região o seu principal pólo industrial e económico.


O veterano ciclista da Madeinox-Boavista - 39 anos - impôs-se na geral da corrida após a disputa da segunda etapa, uma ligação com elevado grau de dificuldade entre a Praia da Torreira e Águeda que caiu de feição ao axadrezado principal responsável pelo desempate da corrida a seu favor."

Duas notas:
-- Parabéns ao Quim Sampaio que em meia dúzia de dias venceu duas corridas;
-- Parabéns ao Sérgio Ribeiro que, depois de tudo aquilo pelo que passou - e um dia haveremos de vir a saber o que na realidade se passou - regressou às vitórias.
Abraço Sérgio...

2.ª meia-etapa
Uma espécie de enigma para ser desvendado...

Acredito que a maioria o não entenda;
estou certo que, os mais ligados ao Ciclismo vão percebe-lo perfeitamente...

"Chamo" aqui a Etapa 1022, que escrevi no dia 31 de Dezembro de 2007.
Os segundos vão logo perceber.
Espero que os primeiros, ou a maior parte deles, saibam descodificá-lo.
Não posso ser mais concreto.


(*) - De apoio. Do apoio de todos. Quando há Corridas que deixam de se fazer, quando há corridas emblemáticas e com o historial como o Grande Prémio Abimota que, num estalar de dedos, passa de prova de cinco dias para duas etapas realizadas no mesmo dia, e isto porque o promotor se recusa a ver morrer o seu sonho de décadas, quando isso acontece por dificuldades financeiras - estamos em crise, não é? - e a única coisa que o organizador pode tentar vender é a divulgação da Corrida, que depois não acontece...
Para o ano já não vai haver e isso a mim custa-me.

E agora já percebem melhor a chamada à Etapa 1022?
Pois é!...

sexta-feira, junho 05, 2009

II - Etapa 442

GINCANA POLÍTICA
'SACODE' RESPONSABILIDADES

Voltemos à questão do policiamento das provas desportivas, concretamente das provas de Ciclismo que, pela sua especificidade - impossível de não ser reconhecida -, é evidente que não se enquadra no Decreto-Lei n.º 238/92. Nem era isso que estava... está em causa. O que realmente está em causa é o reajustamento da legislação de forma a abarcar, também, o Ciclismo.

Por isso, a primeira reacção da Secretaria de Estado da Juventude e dos Desportos (SEJD), ao apelo da Associação de Ciclismo do Minho (ACM) nem tenta esconder o que todos podemos ver que é... um sacudir a água do capote.

Ao apelo da ACM - para que se avance no sentido da alteração da legislação em vigor - a SEJD pediu um parecer ao Instituto do Desporto de Portugal que, através do seu Gabinete Jurídico e de Auditoria, produziu a brilhante conclusão de que "existe um vazio legal" em relação à matéria em causa.

Qualquer pessoa que saiba ler, e entender o que lê, sabe há séculos que o Ciclismo está fora do espírito legislativo do referido Decreto-Lei.

Nem a ACM, nem os agentes ligados à organização de Corridas de Ciclismo, o ignoravam.
Nem ninguém que se interessa pela modalidade.

O que se pretende é que seja reconhecido ao Ciclismo o mesmo direito de ser praticado que é pacífico em relação às demais modalidades desportivas.

Em mais nenhum aspecto, desde o simples pagamento de taxas de inscrição de praticantes até ao normal - e fora desta discussão - pagamento de impostos ao Estado, o Ciclismo é diferente das outras modalidades. Só o facto de ter que ser praticado na via pública.

O curioso, e provavelmente só quem tem uma ligação mais profunda com o Ciclismo o saberá, é que, dada a mesma especificidade de que já falei, o percurso de uma Corrida de Ciclismo é neutralizado em termos de, por exemplo, Código da Estrada sendo que, no espaço que vai ocupando ao longo da estrada - pese embora o bom senso recomende que se respeite o que diz o Código - ninguém é penalizado por circular em contra-mão, ninguém é penalizado por passar um traço contínuo ou não respeitar as indicações de velocidade... e adiantaria aqui mais uma dúzia de exemplos...

O Código da Estrada obriga os utilizadores de bicicleta a circular numa única fila, por exemplo.
Olhem a massa formada pelo grande pelotão!...

O Código da Estrada pode proibir descer a Serra da Estrela, das Penhas Douradas para Manteigas a mais de 30 km/h...
Os Corredores fazem-no a 110 km/hora.

O Código da Estrada pode proibir que se circule a mais de 50, nalguns casos, 40 ou mesmo 30 km/h dentro das localidades. Um bom sprint atinge os 70... 75 km/hora!...

Vale esta divagação para tentar fazer ver, a quem, aparentemente, nada percebe de Ciclismo - nem se preocupa em falar com quem os poderia elucidar - que já há um reconhecimento de excepção, em relação à modalidade. Então... o que é que é preciso para reconhecer que o Ciclismo precisa, tem esse direito, de ser equiparado às demais modalidades em termos de policiamento?

As provas realizam-se na Via Pública.
Falsa verdade, como atrás, creio, ter deixado provado.
Usa a Via Pública, mas em forma muito particular, é evidente.

A velha Estrada Nacional n.º 2 - a mais extensa da nossa rede viária - que liga Chaves a Faro, nunca estará totalmente ocupada por uma Corrida de Ciclismo. Será ocupada, num espaço que dificilmente ultrapassará os três ou quatro mil metros e que, ainda por cima, é neutralizado em termos de legislação de trânsito; depois, atravessa - e estou a usar este exemplo aleatoriamente - vários concelhos, mais freguesias ainda, a maioria dele(a)s servidas com postos da GNR ou esquadras da PSP.

Levam, os Corredores - e isto só nos Concelhos de maior área geográfica, que ficam todos, ou a grande maioria, a Sul - na pior das hipóteses... UMA hora a passar.

Num jogo de futebol, que dura 90 e qualquer coisa minutos, mas que tem que ter segurança policial, seja da GNR ou da PSP, desde três horas antes até, pelo menos, uma hora depois, o policiamento é comparticipado pelo Estado.
Por todos nós, incluindo os Corredores e Equipas, enquanto pagadores de impostos.

Os 30 minutos que um pelotão leva a percorrer, por exemplo, o meu Concelho de residência, que atravessará sete freguesias com, pelo menos (não estou certo) quatro postos territoriais, entre PSP e GNR, não ocupando nenhum grupo de agentes ou soldados mais do que, e fixemo-nos nos 30 minutos, tendo em conta fugas e atrasados, tem que ser pago directamente, e exclusivamente, pelo organizador, se - e isso pode acontecer - ao mesmo tempo, em cada uma dessas sete freguesias estão a decorrer sete jogos de futebol e, elevando o exemplo ao exagero, sete jogos de hóquei em patins, outros sete em andebol e ainda mais sete em basquetebol... que o Estado custeia?

É este o cerne da questão.
Não a má redacção - ou má interpretação do que é uma manifestação desportiva - de um Decreto-Lei.

E, quando se pede à SEJD que faça alguma coisa para eliminar esta descriminação, esta passa a bola a um organismo que está sob a sua tutela, e este, naturalmente, emite um mui La Paliciano parecer a falar de um "vazio legal"...
A isto chama-se atirar areia para os olhos dos não informados.

Os informados chamarmo-lhe-íamos outra coisa...

.
(E que me dizem, em relação a esta problemática, do ensurdecedor silêncio que emana da Rua de Campolide?!...)

quinta-feira, junho 04, 2009

II - Etapa 441

ETERNAMENTE 'O' ÍCONE DO NOSSO CICLISMO
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segunda-feira, junho 01, 2009

II - Etapa 440

RUSSO DENIS MENCHOV VENCE
A PRIMEIRA 'GRANDE' DA TEMPORADA

Aos 31 anos, e profissional há nove, o russo Denis Menchov, da holandesa Rabobank, somou ontem a sua terceira vitória nas assumidas como 'Três Grandes'.
Em 2005 foi declarado, na secretaria, vencedor da Vuelta, após desqualificação de Roberto Heras; em 2007 venceu a mesma corrida por mérito próprio e ontem inscreveu o seu nome no palmarés do Giro, assegurando a 'imortalidade' já que foi a 100.ª edição da corrida italiana.
No Tour, foi 3.º, o ano passado...

Apenas como apontamento, Menchov partiu para o 'crono' final de ontem, em Roma, com 20 segundos de vantagem sobre Danilo Di Luca, caiu durante o percurso, foi apenas 10.º na etapa mas, ainda assim, acrescentou mais 21 segundos à vantagem que tinha sobre o mesmo Di Luca.

domingo, maio 31, 2009

II - Etapa 439

CICLISMO DE LOULÉ ULTRAPASSA SUSPENSÃO

A UCI suspendeu a equipa profissional de ciclismo do CCL porque faltava um elemento com menos de 28 anos. Clube algarvio já resolveu a questão, mas não sem antes criticar a Federação Portuguesa de Ciclismo.

Na quarta-feira, 20 de Maio, deu entrada um email da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) na sede do Centro de Ciclismo de Loulé (CCL) a informar que a equipa algarvia estava impedida de participar em qualquer prova enquanto não tivesse regularizado o número de ciclistas com mais de 28 anos.

Isto porque o ciclista Márcio Neves havia abandonado o clube há cerca de um mês e a equipa profissional do Centro Ciclismo de Loulé-Louletano-Aquashow ainda não tinha cumprido a quota obrigatória.

Manuel Baptista, presidente do clube, assume 'mea culpa' por não ter inscrito mais nenhum atleta, mas critica a FPC pela forma de como tratou da comunicação.

“Receberam a carta na segunda-feira da UCI - União Ciclista Internacional - e só na quarta é que nos avisaram, sabendo que nós iríamos participar nas Clássicas do Sotavento [decorreram no passado fim-de-semana]”, explica.

“Somos uma equipa profissional, mas também somos um clube amador. Temos 110 atletas em várias modalidades e houve dias em que participámos em provas em oito locais em simultâneo, algo que não acontece em Portugal. Não nos podem tratar desta maneira”.


O dirigente confirma que entretanto já resolveu a questão ao contratar Miguel Almeida, de 26 anos, que alinhava na modalidade de BTT do clube.

“Enviámos o contrato de trabalho na sexta-feira e agora só estamos à espera que o nome da equipa apareça no site oficial da UCI novamente”, avança, garantido que a participação no GP Abimota, dia 6 de Junho, não está posta em causa.

(Porque há aqui coisas por explicar, voltarei ao assunto mais tarde.
Quando a poeira assentar...
Queremos, todos os adeptos do Ciclismo, sempre, sempre, toda a verdade.)

Nota

(Há ano e meio!...)

quinta-feira, maio 28, 2009

II - Etapa 438

ASOCIAÇÃO DE CICLISMO DO PORTO
(Plano de actividades para Junho) *



(clicando na imagem, fica legível)

* - Obrigado Paulão, abraço!

II - Etapa 437

CRÉDITO AGRÍCOLA-POMBAL EM ESPANHA


Mais uma noticia atrasada, mas expliquei o porquê ao Fernando Mota (vê a caixa de correio), mas que não deixa de ser dada...

II - Etapa 436

VIVA OS 'VELHOS'...
(... velhos são os trapos!)

Viva os grandes profissionais!
Recomecemos assim...

Continuo a arrumar recortes, já o perceberam e, apesar de ter passado quase uma semana, a prova foi no passado Domingo, não o quero deixar passar aqui em claro.


Joaquim Sampaio (Madeinox-Boavista), 39 anos feitos no passado dia 17 de Fevereiro, venceu a 4.ª Clássica do Guadiana, que ligou Vila Real de Santo António a Castro Marim, numa tirada de 161,2 km que cumpriu à média de 39,146 km/h, tendo cortado a meta dois segundos antes do jovem companheiro de equipa, Nélson Rocha (15 anos mais novo) e do regressado Sérgio Ribeiro, da Barbot-Siper [abraço Sérgio].

Mais... na 4.ª posição, a oito segundos de Sampaio, classificou-se Joaquim Andrade (Fercase-Rota dos Móveis) que no dia em que terminar - todos estamos a fazer força para que assim seja - a sua 20.ª Volta a Portugal consecutiva, tendo sempre chegado ao fim, isto é, no próximo dia 16 de Agosto, completará 40 anos.

[Espero que o Jaquim alinhe, e termine a Volta. Merece-o. E que, Organização, Federação e Clubes aos quais deu o seu contributo, não se esqueçam dele.]

Em relação ao Sampaio, 'estreámo-nos' no pelotão profissional na mesma altura. Em 1991. Eu como jornalista de A CAPITAL, ele, com os seus, então 'tenros' 21 anos de idade numa formação nova, mas que deu logo que falar, a Tensai-Mundial Confiança, treinada por um, então também ele muito jovem, técnico de nome Marco Chagas.

O Quim Andrade já ia na sua segunda temporada de profissional, ao serviço da Sicasal-Campocarne e nesse ano de 1991 venceu a Volta ao Algarve, isto depois de no ano de estreia ter sido o primeiro no mítico Porto-Lisboa quando ainda não tinha completado os 21 anos de idade.

Aos dois, aqui deixo um forte abraço. Ambos excelentes profissionais, com muitas vitórias nos respectivos currículos e grandes exemplos para os mais jovens.
E o meu obrigado por tudo o que deram, e ainda dão, ao Ciclismo português.

Parabéns QUIM SAMPAIO!...
Parabéns QUIM ANDRADE!...

quarta-feira, maio 27, 2009

II - Etapa 435

VIVA A FESTA DO CICLISMO
(Que nos poupem a mais desgraças...)

II - Etapa 434

VÍTOR GAMITO ESTÁ DE VOLTA

Há 15 dias recebi uma mensagem do Vítor a anunciar que estava de regresso às lides, pese embora noutra vertente do Ciclismo.

Na altura faltou-me o tempo para aqui disso fazer eco... fá-lo-ia (pensei eu) nas folga logo a seguir. Passou-se-me.

Curiosamente, e sem qualquer interferência da minha parte (manda a verdade que o diga), foi mesmo A BOLA o único jornal - desportivo, e de nível nacional, pelo menos - a registar o seu regresso, na sua edição de 21 de Maio.

Fiquei satisfeito, mas sentia-me em falta em relação ao Vítor. Mas passou mais uma semana.

Hoje estou de folga. Primeiro dia de folga, como habitualmente, dedicado a pôr em ordem o monte de jornais e outras publicações que acumulo semana a semana. E vou dar com a notícia de A BOLA.
Contudo, e se o Vítor teve a gentileza de mo comunicar, faltava a minha resposta.

Cá está ela. 15 dias atrasada, Vítor, desculpa lá...

E sorte nesta nova fase da tua carreira.

II - Etapa 433

OUTRA VEZ O... POLICIAMENTO
(Nova iniciativa parlamentar
para acabar com a discriminação do ciclismo)

O PCP apresentou na Assembleia da República uma pergunta ao Governo sobre o policiamento de actividades desportivas na via pública. A iniciativa surgiu após as diversas diligências desenvolvidas pela Associação de Ciclismo do Minho para resolução do grave problema que afecta a modalidade, juntando-se ao Projecto de Resolução apresentado pelo CDS-PP no dia 30 de Abril.

Subscrita pelos deputados do PCP, Miguel Tiago e Agostinho Lopes, o documento interpela o Governo sobre a "discriminação negativa" do ciclismo "no que toca ao acesso a apoio do Estado para o pagamento do policiamento dos eventos desportivos".

"Escusado será dizer que a presença das forças policiais [nos eventos desportivos de ciclismo] é, mais do que uma imposição legal, uma absoluta necessidade, particularmente tendo em conta a preservação da integridade física e a tranquilidade de todos os envolvidos em eventos desportivos, praticantes, espectadores e outros agentes. As provas de ciclismo envolvem ainda, por se realizarem muitas vezes nas próprias estradas, tomadas de medidas de segurança rodoviária e policiamento do percurso", refere o documento [anexo] apresentado na Assembleia da República no dia 21 de Maio.

Na interpelação, os deputados comunistas lembram que a modalidade "continua a não ser devidamente considerada no que toca ao apoio do Estado para o pagamento desse policiamento obrigatório".


"É exigido aos organizadores de provas ou eventos de ciclismo que acarretem a totalidade dos valores de pagamento às forças policiais (sejam GNR ou PSP), sem que possam ter apoio por parte da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto para esse efeito, à semelhança do que sucede para com a generalidade das outras práticas e modalidades", recordam os deputados.

Nesse sentido, os deputados do PCP perguntam ao Governo "que medidas tomará a Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto para assegurar o fim da referida discriminação" e se o Governo considera "tomar medidas de alteração legislativa" para "corrigir a discriminação de uma modalidade no acesso a apoio para pagamento do policiamento de eventos desportivos, como sucede com o ciclismo".


Ao abrigo das disposições aplicáveis, o Governo deverá responder no prazo de trinta dias.

Recorde-se que no passado dia 30 de Abril o CDS-Partido Popular apresentou na Assembleia da


República um Projecto de Resolução que visa incluir as modalidades praticadas na via publica no regime da comparticipação do Estado com os encargos do policiamento.

O Projecto de Resolução do CDS-PP sugere a alteração do Decreto-Lei nº 238/92 (29 de Outubro) por forma a incluir as modalidades que se praticam em via pública no regime vigente de policiamento dos espectáculos desportivos e da comparticipação do Estado com os encargos, assim como a implementação de um regime específico. Nos termos do documento, deverá ser contemplado, nomeadamente, "o financiamento integral do policiamento de actividades desportivas federadas que envolvam as selecções nacionais ou realizadas no quadro dos campeonatos nacionais de escalões etários inferiores ao do escalão sénior e dos campeonatos distritais, atento o facto de, para além de outras especificidades, nas suas provas o policiamento não ser facultativo mas sim obrigatório".

A iniciativa de apresentação do Projecto de Resolução foi do deputado Abel Baptista, eleito pelo círculo de Viana do Castelo, tendo o documento também sido subscrito pelos deputados do CDS-PP Diogo Feio, Paulo Portas, Nuno Teixeira de Melo, Nuno Magalhães, Pedro Mota Soares, João Rebelo, António Carlos Monteiro, Teresa Vasconcelos Caeiro, Hélder Amaral e Telmo Correia.

Refira-se que a legislação relativa ao policiamento de actividades desportivas, nomeadamente o Decreto-Lei n.° 238/92, exclui e discrimina o ciclismo, por apenas traçar o regime de policiamento aplicável ao interior dos recintos desportivos e por não contemplar aquela modalidade com a participação do Estado nos encargos desse policiamento, nomeadamente, através dos resultados de exploração dos jogos sociais.

A inclusão do ciclismo no regime de policiamento dos espectáculos desportivos e da comparticipação do Estado é uma reivindicação antiga da modalidade que, em 2004 e na sequência de uma exposição da Associação de Ciclismo do Minho, suscitou uma recomendação por parte do Provedor de Justiça que não conduziu à resolução do problema.

"Apenas estão contemplados na legislação em vigor os espectáculos desportivos realizados em recintos desportivos - entendidos como 'espaço criado exclusivamente para a prática do desporto, com carácter fixo e com estruturas de construção que lhe garantam essa afectação e funcionalidade, dotado de lugares permanentes e reservados a assistentes, sob controlo de entrada' - excluindo desportos como o ciclismo, atletismo, triatlo e desportos motorizados", refere o Projecto de Resolução do CDS-PP salientando que nos casos referidos "a requisição policial por parte dos organizadores, não é voluntária, ao contrário dos desportos praticados em 'recintos desportivos' em que 'a requisição da força policial é efectuada, sempre que considerada necessária, pelos organizadores dos espectáculos desportivos', nos termos da citada legislação. Os referidos desportos decorrem na quase totalidade dos casos em recintos de frequência pública, utilizando as vias de circulação rodoviária, necessitando pois do devido acompanhamento policial.

"O problema do policiamento de eventos desportivos realizados na via pública continua a carecer de uma resolução definitiva e todas as entidades que promovem actividades de estrada não podem continuar a ser obrigadas a despender avultadas quantias com o policiamento obrigatório, circunstância que ameaça seriamente a continuidade dessas realizações, nomeadamente, para os escalões de formação", sustenta o Projecto de Resolução do CDS-PP.

Tendo como primeiro subscritor Diogo Feio, presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP, o Projecto de Resolução salienta ainda a existência de uma Resolução do Parlamento Europeu, de 8 de Maio de 2008, relativa ao Livro Branco sobre o desporto, que no seu artigo 86º refere: “Sublinha, ainda, a necessidade de garantir que o Estado assuma os encargos com a segurança das competições não profissionais organizadas por entidades sem fins lucrativos”.

"A resolução desta questão é de elementar justiça para com todos os praticantes das modalidades em recintos não desportivos. Com a continuação desta discriminação, agravada pelo período de dificuldades económicas que afectam também os organizadores de provas, poderão estar em causa realizações futuras", refere o documento do CDS-PP.

O Projecto de Resolução do CDS-PP já foi endereçado à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias para apreciação e emissão de parecer, sendo posteriormente votado em plenário da Assembleia da República.

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(Por completa distracção, ontem, quando transpuz para aqui este texto
não referi que ele é da Associação de Ciclismo do Minho www.acm.pt.
As minhas desculpas. 4.ª feira, 27 de Maio)
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Pergunta minha, que às vezes sou lerdo mesmo: porque é que todo este processo esta a ser conduzido por uma ASSOCIAÇÃO, perante o ensurdecedor SILÊNCIO da própria Federação Portuguesa de Ciclismo?
É só uma pergunta!...
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(Este comentário é da minha responsabilidade)

terça-feira, maio 26, 2009

II - Etapa 432

TAÇA DO MUNDO DE 'CROSS COUNTRY'
David Rodrigues vence em Madrid

O português David Rodrigues ganhou a prova de juniores da Taça do Mundo de Cross Country, disputada no fim-de-semana, nos arredores de Madrid, Espanha.
A participação lusa fez-se notar pela presença de mais dois corredores entre os dez melhores.
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sábado, maio 23, 2009

II - Etapa 431

DE EQUÍVOCO EM EQUÍVOCO,
ATÉ AO DESCRÉDITO TOTAL

O Ciclismo português está, definitivamente, à deriva. Não arrisco lançar culpas. Não. Ou se perderam as cartas de marear, ou a bússola avariou, ou o timoneiro deixou de saber ler o firmamento.

Que o 'barco' vai à deriva, disso restam cada vez menos dúvidas.
E a todos nós, que vivemos apaixonadamente esta modalidade mas que estamos por fora, sem nada poder fazer, atormenta-nos a ideia de um pré-anunciado naufrágio do qual poucos, muito poucos, escaparão.

Que está... preto, está!


Desde controlos surpresa a mecânicos e massagistas, mui espertamente inscritos como corredores para baixarem a médias de idade da equipa - o que só pode acontecer com o beneplácito de quem superintende as inscrições -, a "castigos" sucessivamente anulados pelo órgão competente, passando por suspensões sem culpa formada, assentes em documento em forma jurídica do qual, tirando o supérfluo, só sobram "ses" - muitos, "ses" -, o nosso Ciclismo tem vindo a ser abanado de forma, diria eu, masoquista.

Como se nenhum dos agentes envolvidos não tivesse a perfeita noção de que as bases sobre as quais se sustenta não aguentam nem um sopro mais forte.

Agora, no mesmo dia, soubemos que, usando o mesmo estratagema que outros usaram - esta temporada, mas também nas anteriores, e podemos recuar para aí cinco anos (dentro daquilo que eu sei) - uma equipa foi suspensa pela UCI porque não conseguimos libertar-nos da nossa triste pequenez.

Achamos, sempre, que 'ninguém vai dar por isso'.

Tanto quanto sei - e continuo a ter as minhas fontes porque jornalista que é jornalista não tem uma única fonte, mesmo dentro da mesma casa - essa equipa inscreveu como corredor alguém que não iria correr e depois resolve denunciar o contrato. 'Ninguém ia dar por isso!'
Pois claro.
Agora está suspensa.

Tanto quanto sei - e continuo a ter as minhas fontes porque jornalista que é jornalista não tem uma única fonte, mesmo dentro da mesma casa - a Federação Portuguesa de Ciclismo fez o tinha a fazer (respeitem a minha inteligência, não 'digo mal' da FPC por despeito, critico quando acho que tenho motivos para tal), e avisou a equipa que estava a incorrer num erro tremendo, passível de vir a ser punido.

Tanto quanto sei - e continuo a ter as minhas fontes porque jornalista que é jornalista não tem uma única fonte, mesmo dentro da mesma casa - a equipa foi avisada e... nada fez.

Lamento. Pela equipa mas, principalmente, pela dúzia de Corredores que, de repente, ficou... sem equipa.
Ficou sem emprego.

Tanto quanto sei - (.../...) - a FPC ainda está a tentar 'desenrascar' (aqui no bom sentido) o caso e, tanto quanto sei (.../...) muito provavelmente vai consegui-lo.
Mas caramba!, parem de dar tiros nos pés.

É que só temos dois pés e depois de 'desfeitos' se continuamos a dar tiros em nós próprios corremos o sério risco de atingir algum órgão vital e... é o suicídio!

Mas escrevi lá atrás que, no mesmo dia em que fiquei a saber que uma equipa (das tão poucas que temos) fora suspensa pela UCI, soube também que uma outra enfrenta uma penhora, por parte do fisco, que ascende a mais de 95 mil euros.

Porquê? Por um erro primário.
O município local ajuda a equipa com determinada verba que foi inscrita na contabilidade do clube como subsídio. Ora este - as pessoas desconhecem a legislação, mas a primeira Lei é aquela que diz que o desconhecimento da Lei não iliba ninguém -, só é aceite, em termos de fisco, se como contributo à formação.

Não é o caso.
Logo, as Finanças 'leram' o que, na realidade, estava a acontecer (está a acontecer): estamos perante um patrocínio publicitário, sujeito ao pagamento do devido Imposto.

A equipa em causa - reconhecendo o erro - já está a negociar o pagamento da dívida, mas pronto... o dinheiro que vai ser necessário canalizar para o pagamento dessa dívida não irá fazer falta noutros sectores?
Digo eu... não se reflectirá, por exemplo, no cumprimento contratual para com os seus Corredores?
Espero que não.

Terceira situação que me foi dada a conhecer no mesmo dia: uma equipa que, até pelo peso do nome que carregava, e da qual toda a gente - dizem que seis milhões - esperava o máximo, comunica, dois meses antes do início da Volta a Portugal, ao Director-desportivo e ao primeiro chefe-de-fila que não continuará no pelotão.

Que em 2009 (este ano) já não estaria no pelotão, isto depois de ter anunciado com pompa e em circunstância, que o projecto (ambicioso, reconheça-mo-lo) era para durar por cinco anos. Durou ano e meio.

Termino como comecei.
O Ciclismo nacional está sem motor nem velas.
Anda à deriva e nem o homem do leme lhe pode valer.

DECLARAÇÃO DE INTERESSE: O VeloLuso é um espaço explorado pelo cidadão Manuel José Madeira, indefectível amante do Ciclismo. Já esgrimi, em situações pontuais que, independentemente do facto de o Manuel José Madeira ser Jornalista de profissão, o que aqui escreve fá-lo na qualidade de simples adepto. Ora, nesta Etapa, e por mais de uma vez, fiz referência ao facto de ser Jornalista. Impunha-se, porque fazia referência a fontes. Ora, estas são, por Lei, reconhecidas e protegidas. E é o Jornalista que tem as fontes, não o cidadão. E só assumindo-me Jornalista as posso proteger.

sexta-feira, maio 22, 2009

II - Etapa 430

MANUEL CARDOSO DESTACA-SE EM FRANÇA

Depois de, na quarta-feira, ter ganho a etapa de abertura do tradicional Circuito de Lorraine (França), conquistando o direito a vestir a camisola amarela, o jovem Manuel Cardoso, da Liberty Seguros aguentou-se bem, ontem, na segunda tirada, tendo chegado integrado no pelotão, com o mesmo tempo do vencedor o que equivale a dizer que conservou o símbolo de líder.

Manuel Cardoso, uma das mais firmes esperanças do Ciclismo nacional, sai hoje para a estrada com quatro segundos de vantagem sobre o segundo classificado e seis sobre o terceiro. Esperemos que consiga defender-se e se mantenha como líder.

Parabéns Manel.

quinta-feira, maio 21, 2009

II - Etapa 429

CHOCANTE, VIOLENTA, BRUTAL...

... a notícia da morte, por atropelamento de um jovem Corredor, no caso a do Tiago Pereira, de apenas 17 anos. Foi atropelado quando treinava, juntamente com outros colegas.

Dizem as notícias que por um Audi 3, de cor preta e matrícula espanhola que... fugiu do local. Duplo crime. Atropelamento e fuga.

Embora isso já de nada valha ao Tiago, que a consciência daquele condutor lhe pese eternamente. Até pode ter sido um vulgar acidente de viação, mas ao não parar passou a crime.

Ao Clube de Ciclismo da Aldeia de Paio Pires, mas sobretudo à família enlutada, mais uma família enlutada no Ciclismo, aqui deixo os meus sentidos pêsames.

quarta-feira, maio 20, 2009

II - Etapa 428

NACIONAIS VOLTAM À FEIRA

Li ontem que os Campeonatos Nacionais de Estrada voltarão este ano a ter como palco os arrabaldes da cidade de Santa Maria da Feira, com os cronos a acontecerem junto às variantes, como aconteceu por três anos consecutivos, não há ainda muito tempo, e sem ninguém a ver, e depois as corridas de fundo a subirem a rampa do castelo e a terminarem frente à Biblioteca Municipal.

E fico fulo porque, se é verdade que lá estive - numa das vezes só lá estivemos dois homens do Ciclismo, eu e o Márcio Santos, do Rádio Clube de Matosinhos - não tenho agora pachorra para, nos meus arquivos ir procurar os anos em que isso aconteceu e porque a FPC deve ser a única instituição do género em cujo site não podemos saber, nem quem ganhou desde 1927 a Volta a Portugal, nem qual a lista dos Corredores que foram campeões nacionais.
Não me admira!

Há cerca de quatro/cinco anos, a mesma FPC, em conjunto com A BOLA mantiveram durante alguns meses um 'jornal' chamado 'A Roda'. E lembro que uma noite, porque nenhum dos dois se dignou em virar à direita e abrir a porta da sala onde eu estava a trabalhar para me dizerem boa noite, por uma questão de, chamemos-lhe, hospitalidade, porque estavam na 'minha casa', fui eu quem se deslocou à sala onde 'A Roda' estava a ser ultimada com a senhora Helena Antunes e o Delmino Pereira.

Curiosamente - a minha memória é 'filha da mãe' - estava-se em vésperas de Campeonatos Nacionais, acho que aqueles em que o vencedor viria depois a ser desqualificado por controlo positivo. Um corredor da Liberty que perderia o título pra um outro da Maia, e quando eu apareci na sala onde se maquetava a versão final de 'A Roda', a dr.ª Helena Antunes e o Delmino Pereira estavam com um problema de um 'buraco' na página. Naturalmente, eu disse, 'porque não põem aí o quadro de todos os campeões nacionais até agora?'.

Percebi o seu constrangimento mas eu era (sou, sempre fui) amante incondicional da modalidade e percebi de imediato o 'problema'.

Não tinham (a FPC não tinha) a listagem dos Campeões Nacionais.

Eu tinha e tenho, só que está no computador de serviço e hoje estou de folga em casa, daí aquela minha dúvida. E como a tinha facultei-a. E lá saiu.

Mas agora não a tenho aqui e, como tinha a dúvida fui ao site da federação. Nada!

Mas recordo-me perfeitamente que houve três nacionais consecutivos na Feira. E eu estive em todos. E que num deles - aí reside a minha dúvida - o campeão viria a ser desqualificado por positivo; noutro, e isto avivará a memória de alguns, o vencedor foi o Pedro Soeiro, então ao serviço do Boavista e, nos instantes que antecederam a cerimónia do pódio, assisti, perplexo, à preocupação do prof. José Santos em 'dobrar' as mangas da camisola de Campeão Nacional envergada pelo Pedro Soeiro - tanto que choveu nesse dia!... - para 'esconder' a publicidade da Sicasal.
Há fotos que o demonstrarão, mas seria uma afronta contrariarem-me.
Se eu vi!...

Mas voltemos ao principio... com duas passagens pelo meio.
No caso do 'campeão' destronado por positivo... a notícia durou dois dias
Neste caso da preocupação de que só o patrocinador da equipa aparecesse nas fotos - e imagens televisivas - nem acredito que alguém mais tenha dado conta...

O que eu não vou deixar passar em claro, aqui, neste espaço, é que o ACTUAL CAMPEÃO NACIONAL AINDA NÃO PODE UTILIZAR A CAMISOLA QUE O IDENTIFICA COMO TAL.

Nem o vai fazer. Por perfeita maningancia...
Abraço, João.

terça-feira, maio 19, 2009

II - Etapa 427

VOLTA A PORTUGAL'2009

Vá lá... cada um dos meus leitores há-de ler, também, os jornais das vossas terras, aqueles que mais depressa anunciarão que vão ter a Volta, com o o fez o Reconquista, de Castelo Branco, aqui há umas semanas atrás...

É isto o que já se sabe da VOLTA'99...

... quem pode acrescentar alguma coisa?

(Há sempre um primo de vizinho que é assessor de um qualquer vereador e... sabe coisas!...)

II - Etapa 426

RECONHECIDO O INTERESSE
DESPORTIVO DAS ACTIVIDADES

(Associação de Ciclismo do Minho
abrangida pelo Mecenato Desportivo)

A Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto reconheceu o interesse desportivo das actividades da Associação de Ciclismo do Minho, passando a associação a estar abrangida pelo Estatuto do Mecenato.

O Mecenato Desportivo é um conjunto de incentivos fiscais que visa estimular o financiamento privado do desporto e ajudar o associativismo desportivo.

O interesse desportivo das actividades da Associação de Ciclismo do Minho foi reconhecido através da publicação no Diário da República da Declaração n.º 154/2009 do Gabinete do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto (DR, 2.ª série, n.º 91, 12 de Maio de 2009, Página 18606).

As empresas e os particulares que concedem donativos à ACM (www.acm.pt) beneficiam de uma majoração que é adicionada ao valor desse donativo, o qual é abatido à sua matéria colectável, conduzindo à redução do imposto a pagar ao Estado. O imposto em causa é, no que concerne às empresas, o IRC (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas) e, no que concerne aos indivíduos particulares, o IRS (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares).

Os donativos constituem entregas em dinheiro ou em espécie concedidos sem contrapartidas que configurem obrigações de carácter pecuniário ou comercial às entidades beneficiárias.



Com sede em Guimarães e fundada em 12 de Outubro de 1977, a ACM - Associação de Ciclismo do Minho tem como objecto a promoção e regulamentação do ciclismo, nas suas diversas vertentes, em toda a região do Minho (distritos de Braga e Viana do Castelo).

Integrada na UVP/Federação Portuguesa de Ciclismo, sendo sua representante no Minho, a ACM tem pautado a sua actividade pela promoção e organização de eventos desportivos, com notória predominância para as provas organizadas para os designados escalões de formação.

Medalha de Ouro da Federação Portuguesa de Ciclismo e Medalha de Mérito Desportivo em Prata da Câmara Municipal de Guimarães, a ACM promove anualmente actividades para as várias vertentes do ciclismo, nomeadamente, ciclismo de estrada, BTT, Trial Bike e cicloturismo.

Para a presente época desportiva a ACM tem agendadas 57 provas de ciclismo de estrada (para as categorias de iniciados, infantis, juvenis, cadetes, juniores e veteranos);
17 de BTT (Campeonatos de Cross Country, Down Hill e Troféu de Iniciação);
14 actividades de Cicloturismo
e seis de Trial Bike (Taça de Portugal)

A par da organização de provas e do apoio prestado a clubes e atletas, a Associação de Ciclismo do Minho desenvolve também actividades de formação, promovendo com regularidade acções destinadas aos agentes da modalidade.

Através da promoção do desporto, a ACM orgulha-se de mobilizar a população tanto em actividades de ciclismo de competição como de lazer. Deste modo se tem contribuído para motivar, especialmente as camadas mais jovens da população, para uma manifestação desportiva tão saudável e tão confraternizante como é o ciclismo.

(Texto ACM)

II - Etapa 425

MINHO EM ACTIVIDADE

2.º Prémio Cidade de Famalicão - Troféu Carlos Carvalho

O 2.º Prémio Cidade de Famalicão - Troféu Carlos Carvalho realiza-se no dia 23 de Maio, numa iniciativa da Associação de Ciclismo do Minho destinada aos escalões de iniciados, infantis, juvenis, cadetes e juniores.


10.º BTT Down Hill - Cidade de Fafe
O Campeonato Regional do Minho de BTT - Down Hill arranca no 24 de Maio com a realização do 10.º BTT Cidade de Fafe, uma iniciativa conjunta da Associação de Ciclismo do Minho e do Grupo Cultural e Desportivo Restauradores da Granja. A primeira prova do regional do Minho de Down Hill terá lugar em Vila Cova (Fafe).