Segunda-feira, Julho 13, 2009

Nota.3

MAIS ALGUÉM LEU?

Há dois dias - ou três ? -, bem, foi quando o João Cabreira venceu a etapa na Carvoeira...

Li no Record que era a sua primeira vitória desde o Nacional de 2008 que não chegou a ser homologado por uma questão de... doping.

Mais alguém leu?
Sendo que toda a gente sabe que isso não é motivo para a não homologação de uma prova. Pune-se, como mandam os regulamentos, o ou os prevaricadores. Se tivesse sido um dos três primeiros, retirava-se-lhe o lugar que seria ocupado pelo quarto classificado que teria, assim direito à medalha de bronze...

E a cobertura (???) que o mesmo jornal deu ao Troféu Joaquim Agostinho?
Não foi estranha?

Sábado, Julho 11, 2009

Nota.2

MAS É COM TODO O GOSTO. MESMO...

Esta mensagem apareceu-me no mail, como 'comentário'. Acredito que o tenham feito por não saberem o meu endereço electrónico - não está no Blog?, tenho de ver isso - mas merece mais do que ficar 'escondida' nos comentários.

Merece ser divulgada, como já fiz e faço, em relação a outros eventos. Aqui fica. Em destaque e tudo.

Já agora, se é que no Blog não aparece mesmo o meu email - já vou ver isso - ele é público. Ao contrário da minha morada física, a localidade, a rua e o n.º da porta e, ainda assim, um senhor que não conheço de lado nenhum conseguiu enviar-me uma carta registada com aviso de recepção para me levantar um processo judicial... pois, viu na lista telefónica ;-) e é este. mzmadeira@hotmail.com

Espero que tenham sucesso na vossa iniciativa.

1.º Cicloturismo Vila Flor
19 Julho
inscrição: 13 euros
(com banhos, reforço, seguro, brindes e almoço)
Apareçam!
Mais informação em
.

www.cciclismo-vilaflor.blogspot.com

Sexta-feira, Julho 10, 2009

II - Etapa 478

QUE A MEMÓRIA SE NÃO PERCA NO PÓ DO TEMPO

[Mesmo na noite mais triste / em tempo de servidão / há sempre alguém que resiste / há sempre alguém que diz não!] *

Estou a seguir, como é óbvio, embora à distância, a MINHA corrida preferida.
O Troféu Joaquim Agostinho.

Por questões das quais já aqui falei mais do que uma vez, tenho que aguardar que termine para depois me referir, criticamente - no sentido de observador -, a ela.
Contudo, hoje não quero deixar passar em claro duas situações (que são três).

1.ª, o regresso do João Cabreira às vitórias (ok, é o João meu particular amigo), mas eu CHAMO aqui a vitória numa etapa de referência, de um corredor de uma das mais modestas equipas do nosso pelotão; como foi bom para o CC Loulé-Louletano-AquaShow ganhar esta etapa!...

2.ª, o facto de o Tiago Machado ter atingido a liderança.
Soube hoje que o Tiago cumpre - para já - a sua última temporada numa equipa portuguesa e que para o ano o teremos no grande pelotão Mundial. Merece, sem dúvida a oportunidade...

a 3.ª situação não sou eu que a escreve; chamo a V. atenção para a edição de amanhã de A BOLA com a ressalva, para que não subsistam dúvidas, que não hesitaria em subscrever o que vão ler.

Mas, como devem ter desconfiado logo pelo título (ainda mais pela citação que vai como sub-título), pelo menos os mais habituados ao meu género de escrita e à forma - da qual me orgulho, digo-o sem falsas modéstias - que há muito cultivo de abordar assuntos que parecem ser tabu para os demais, assumo a ousadia não de me alongar - lá iremos mais tarde, como disse -, nem sobre a vitória do João [grande e apertado abraço, amigo], nem sobre o facto de o Tiago ter assumido a liderança desta Corrida tão especial...

Contra a corrente, deixo aqui esta foto...



... e este link, para avivar a (tal) memória de quem tão facilmente parece esquecer quem, quando e porquê tão mal tenha feito ao Ciclismo luso. Hoje, olimpicamente, assobiamos para o lado e, como dizem os nossos vizinhos espanhóis... no pasa nada.

* - da 'Trova do Vento Que Passa',do grande Manuel Alegre,

provavelmente o único resistente ainda Vivo que mexe com a nossa consciência.


Post Scriptum: A alguns amigos, em especial ao Paulo Sousa e à Cristina Neves, devo uma explicação por não lhes ter, nestes últimos dias, prestado a atenção que reclamaram. Foi apenas um pequeno problema de saúde que me obrigou a um maior descanso e a roubar-me a vontade de falar fosse com quem fosse. Fica a explicação pública. Desculpem lá amigos...

Segunda-feira, Julho 06, 2009

Nota

COM TODO O GOSTO!...

Responsável pelo Gabinete de Comunicação da Organização, agradece-me a Maria João o facto de ter aqui feito eco desta Volta a Portugal para jovens entre os 15 e 16 anos...

[Já referi, na Etapa que antecede esta nota que só não dei conta da segunda etapa porque não me chegou nenhuma informação... Até cheguei a pensar que... naaaaaahhhhhh... Deixem pra lá. Se há coisas em que eu não acredito mesmo é em fantasmas...]

Passemos à frente.

Não é preciso agradecer. O VeloLuso CONTINUA a ser um espaço de opinião e, em determinadas áreas, é mesmo obrigado a fugir ao noticiário... mas, e como diz a Maria João "foi difícil encontrar em espacinho de divulgação da prova", que eu adivinhava e, por isso aqui fiz noticiário.

Uma corrida para miúdos de 15 e 16 anos?
Mesmo tratando-se de uma Volta a Portugal - à sua dimensão, é evidente - interesa a quem?
A pergunta é retórica...

A minha opinião é que tem um interesse incomensurável.
Porque os miúdos, até porque era a SUA Volta a Portugal, gostariam de ver os seus nomes nas classificações; e depois havia os pais, os amigos, os familiares...
Estão a seguir o meu raciocínio?...

Mas o que, de verdade, me levou a decidir, desde o primeiro dia, a colocar aqui a prova foi somente isto:
quem pode, sem corar - que mais não seja porque sabe que está a mentir e sabe que todos o sabem - dizer que é pelo Ciclismo e... IGNORA A FORMAÇÃO?

Só têm 15 anos... Não interessa.
Vamos esperar que tenham 25 e sejam apanhados num controlo anti-doping positivo.
Aí teremos notícia...

Falo muitas vezes da Família do Ciclismo.
Nem de propósito, assim, ao correr do teclado e quando escrevia as últimas frases lembrei-me de uma anedota lida há anos, mas da qual nunca me esqueci...

Reza assim:
Uma anciã festejava o seu centenário, no qual reuniu algumas dezenas de pessoas. Lúcida - pese embora isto seja uma anedota e o que interessa é o que não se diz -, olhou à sua volta e disse: É tudo família. Nem um único amigo... ;-)

Ah!... pede-me, particularmente, a Maria João que ajude na divulgação do sítio onde todos poderão, graciosamente, ter acesso à foto-reportagem da Volta.

Miudagem - desculpem a forma de tratamento, tenho o maior respeito por todos vós, mas eu já sou... cota! - vamos lá à procura da VOSSA foto... AQUI. [Não liguém à mensagem que aparece e cliquem em GALERIA... eu também ia sendo enganado...]

E para terminar, uma vez mais, obrigado Maria João.

II - Etapa 477

II VOLTA A PORTUGAL, EM CADETES

João Pinto (Silva&Vinha-ADRAP) conquistou a segunda edição da Volta a Portugal de Cadetes, após vitória na última etapa com termo em Alcobaça. A corrida acabou dominada pela sua equipa que, além de vencer colectivamente, conquistou as restantes classificações secundárias.


Com um final imprevisível e selectivo, a II Volta a Portugal de Cadetes acabou decidida na última subida da prova consagrando o mais forte ciclista do pelotão, o vice-campeão nacional João Pinto (Silva&Vinha-ADRAP) na conquista da "maior vitória da carreira".

A competição de três dias - destinada a corredores com idade de 15 e 16 anos - foi fortemente condicionada na última jornada pela ofensiva da formação de Penafiel, depois de ultrapassado o terreno plano da Marinha Grande até São Martinho do Porto, a caminho de Alcobaça.


No início das dificuldades da subida a Carrascas (2.ª categoria), a 10 quilómetros do risco final, a fuga dianteira que havia dominado a primeira metade da jornada cedeu ao agrupamento dos favoritos que seccionaram o grupo a 14 corredores.

Antonio Barbio (ACD Milharado) passou na dianteira liderando o grupo, mas já com uma primeira selecção de valores efectuada, o camisola amarela José Gonçalves, líder dos primeiros dias de prova, foi alvo de novos ataques, desta feita fatais às suas aspirações, já nos últimos três mil metros.

Luís Gomes (Silva&Vinha-ADRAP) lançou a arrancada determinante, a que João Leal (CC JM Nicolau) deu resposta, permitindo o rápido contra-ataque de João Pinto e o consequente avanço dos três corredores aos demais concorrentes.

Com a meta à vista e concluído um trabalho colectivo assinalável, João Pinto sprintou para a vitória de etapa, diante do seu colega de equipa Luis Gomes e de João Leal. O camisola amarela cortou o risco na 13.ª posição cedendo 15 preciosos segundos na despedida, no cair do pano, da liderança, uma semana após a vitória no campeonato nacional.

Nas restantes classificações, João Pinto conquistou ainda a geral do prémio da montanha, cabendo a Luís Gomes, a vitória na classificação por pontos.


Gonçalo Amado, igualmente da Silva&Vinha-ADRAP foi o vencedor da juventude, tendo a sua equipa vencido a classificação colectiva.

"Estamos de parabéns. A vitória na Volta a Portugal de Cadetes foi a mais importante da época e, além da vitória individual também ganhamos as restantes classificações. Há quem diga até que este triunfo foi uma vingança pelo sucedido no campeonato nacional [foi segundo classificado]. É o triunfo mais importante da minha carreira", disse, no final, João Pinto, vencedor da II Volta a Portugal de Cadetes

CLASSIFICAÇÃO FINAL
1.º, João Pinto (Silva&Vinha-ADRAP), 4:36.31 horas
2.º, Luís Gomes (Silva&Vinha-ADRAP), a 1 s
3.º, João Leal (CC JM Nicolau), m.t.
4.º, Fábio Ventura (CC Loulé), a 7 s
5.º, Gonçalo Amado (Silva&Vinha-ADRAP), a 12 s
6.º, Vítor Teixeira (Neves-Vauner-Ramalde), a 14 s
7.º, José Gonçalves (CC Barcelos-AFF Electrodomésticos), a 15 s
8.º, Vítor Sousa (SM Feira-E. Leclerc-Moreira Congelados), a 16 s
9.º, Adelino Pires (Crédito Agrícola-Alcobaça CC), m.t.
10.º, Tiago Silva (PatoCycles-Jaba-Arca de Noé), a 29 s


(Texto e foto facilitados pela Organização)
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NOTA: Ontem [Sábado] não deixei aqui nenhuma informação sobre a Corrida apenas orque... ela não me chegou!!!

Domingo, Julho 05, 2009

II - Etapa 476

SEM COMENTÁRIOS...



Porque o link, um dia destes pode ficar desactivo, desculpem lá o Copy&Past...


2009-06-27 15:38h
Fernando Mendes e o doping em Portugal: «Era sempre certo»

Veja as passagens mais polémicas do livro «Jogo Sujo»

Sinopse: Conheça o verdadeiro mundo do futebol português.
Pela primeira vez na história do futebol português, um futebolista profissional admite ter pactuado com situações ilegais em alguns dos clubes por onde passou. Neste testemunho polémico, Fernando Mendes mantém a honestidade e frontalidade que sempre o caracterizaram ao longo da sua carreira, levantando o véu sobre muitos dos podres que habitam os bastidores do futebol. Todas as situações aqui relatadas foram vividas na primeira pessoa durante os anos em que o antigo lateral esquerdo representou os principais clubes portugueses e a Selecção Nacional.

Fernando Mendes é o único jogador português que até hoje jogou nos cinco clubes campeões nacionais - Sporting, Benfica, Boavista, Belenenses e FC Porto.

Doping, prostituição, favorecimentos financeiros, mas não só. Um livro que revela o lado negro do futebol português. Jogo Sujo é um tremendo contributo para a verdade desportiva e uma obra que irá certamente marcar o futebol nacional.
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[É barato... comprado on-line em www.mediabooks.pt custa, com desconto, apenas 11,97 €]

Citações retiradas do livro «Jogo Sujo», de Fernando Mendes e Luís Aguilar (ed. Livros De Hoje, Grupo Leya)

«Em determinado período da minha carreira cheguei a um clube que tinha uma grande equipa, um belíssimo treinador e um presidente carismático. Para além destas qualidades, existiram outros ingredientes que facilitaram o nosso percurso vitorioso. Devo dizer que antes de ir para este clube nunca tinha tido qualquer experiência com doping (pelo menos conscientemente)»

«Os incentivos para correr eram sempre apresentados pelo massagista. Passado pouco tempo de estar no clube, ele aproximou-se de mim, e de outros novos jogadores (...) Disse-me claramente que aquilo que ia dar-me era doping, embora nunca tivesse falado de eventuais efeitos secundários. (...) Com o passar do tempo assumi os riscos e tomei doping de todas as vezes que me foi dado. (...) Nunca vi um único colega insurgir-se perante essa situação»

«No meu tempo, o doping era tomado de duas formas: através de injecção ou por recurso a comprimido. Podia ser antes do jogo, no intervalo, ou com a partida a decorrer, no caso daqueles que saíam do banco (...) A injecção tinha efeito imediato, enquanto os comprimidos precisavam de ser tomados cerca de uma hora antes do jogo»

«Em alguns clubes onde joguei tomei Pervitin, Centramina, Ozotine, cafeína, entre muitas outras coisas das quais nunca soube o nome»

«Cada jogador tomava uma dose personalizada, mediante o seu peso, condição física ou última vez que tinha ingerido a substância (...) Porém, nos jogos importantes era sempre certo (...) Quando se sabia que não iria haver controlo antidoping, nunca falhava»

«Lembro-me de um jogo das competições europeias contra uma equipa que tinha três campeões do mundo no seu plantel. Um deles era um poderoso avançado no jogo aéreo. (...) Apanhei-o várias vezes no meu terreno de acção. Ele era um armário, com um tremendo poder de impulsão. Mas nesse dia eu saltei que nem um louco e ganhei-lhe quase todas as bolas de cabeça (...) O meu segredo: uma pequena vacina, do tamanho de meia unha, chamada Pervitin»

«Em certos treinos víamos um ou dois juniores que apareciam para treinar connosco. Esses juniores não estavam ali porque eram muito bons ou porque tinham de ganhar experiência. Estavam ali para servirem de cobaias a novas dosagens. Um elemento do corpo clínico dava cápsulas ou injecções com composições ilegais a miúdos dos juniores (...) Diziam-lhes que eram vitaminas e que a urina era para controlo interno»

«Se um jogo fosse ao domingo, o nosso médico sabia na sexta ou no sábado quais as partidas que iriam estar sob a tutela do controlo antidoping. Mal tinha acesso à informação, avisava todo o plantel e o dia de jogo acabava por ser directamente influenciado por essa dica»

«Em determinada temporada (...) sou convocado para um encontro particular da Selecção Nacional. (...) Faço uma primeira parte fantástica, mas ao intervalo começo a sentir-me cansado e tenho medo de não aguentar o ritmo (...) O jogo realiza-se num estádio português (...) Estão lá um médico e um massagista de um clube onde jogo (...) No intervalo, peço a esse médico para me dar uma das suas injecções de doping. Saio do balneário da Selecção, sem que ninguém se aperceba, e entro numa salinha ao lado. É aí que me dão a injecção pedida por mim. Volto a frisar que ninguém da Selecção se apercebeu».

Sábado, Julho 04, 2009

II - Etapa 475

"DÓI-ME CÁ DENTRO / AO CERTO NÃO SEI..." (*)

Sei que muitos de vocês acharão estranho o facto de, nem quando do Giro, nem agora, na aproximação ao Tour, eu tenha feito qualquer alusão, em forma de Crónica, a estas Corridas. Como não fiz em relação a nenhuma grande corrida este ano. Nem à Volta ao Algarve. A excepção foram três ou quatro entradas sobre a Volta às Astúrias.

Mas a verdade é que tenho escrito as minhas antevisões, as minhas observações, os meus comentários, os meus balanços e os meus destaques.
Só que não os publico.

O Ciclismo e eu não nos divorciámos. Não estamos de mal. Apenas a roda da vida, há algum tempo atrás separou. Claro - mas isto já o escrevi aqui - que tenho saudades.

Por outro lado - provavelmente porque num momento crítico para a Modalidade decidi, em consciência, aqui, onde ninguém me prende o direito à Opinião (embora tenha a consciência de que fui muito, sempre, repito, conscientemente, para além da mera opinião), assumir a defesa, dando sempre a cara, de um grupo de amigos que, continuo a sustentar, foram, ainda estão a ser, vítimas de uma orquestração mal montada - talvez por isso (quero crer que sim) senti crua e duramente, o afastamento por parte da esmagadora maioria dos agentes da Modalidade.

Uns, se calhar têm motivos. Pois se eu os critiquei... Embora ache que ninguém está acima da crítica, e, modéstia à parte, eu não caí ontem, de pára-quedas, no Ciclismo; outros... bem, porque não sei. Talvez porque ficou perigoso manter o estreito relacionamento que sempre tiveram comigo. Eu não faço ideia porquê. Talvez eles saibam.

Considero-me um bom analisador de caracteres. Não há muitos que se possam vir a gabar que me enganaram, pese embora o tenham pensado.

Os que ligavam duas, três vezes por semana para que eu não esquecesse de pôr uma noticiazinha no Jornal. Tudo contava para mostrar aos patrocinadores.

Agora eu não ponho notícias de Ciclismo no Jornal e, provavelmente, apagaram o meu número de telemóvel, que é o mesmo de sempre. Não falam comigo porque não querem.
......

Mas desviei-me do assunto desta etapa.

Hoje começa mais uma edição do Tour.

A Corrida que sonhei um dia fazer e que jamais farei. E que outros fizeram sem o merecer, digo-o frontalmente. Com 15 Voltas a Portugal, seis a Espanha, entre mais de uma centena de outras, a longo de 15 anos... não foi, com certeza, por dúvidas quando à minha capacidade que não fiz um Tour...

Tal como aconteceu com o Giro, vou perder a maior parte das etapas porque tenho outros afazeres que jamais descuidaria só por satisfação pessoal. Ficarei colado ao televisor nos dias de folga... E vou continuar a escrever antevisões, comentários, críticas e balanços - até porque era um segredo que revelo agora aqui, um dia, um destes dias, o VeloLuso pode acabar por aparecer em formato de livro, com as entradas mais pertinentes, as mais incitosas, as mais polémicas e as mais incómodas... para um número já razoável de 'queridos inimigos' - aqui apenas em figura de estilo que eu não quero crer que tenha inimigos dentro da família do Ciclismo... A sério!

Que não publicarei para que não seja olhado como concorrente do meu próprio Jornal. Isso não posso fazer. Mas que escrevo.

E lá volto outra vez atrás...
Hoje começa mais uma edição do Tour. Com dois portugueses...

Aqui tenho que dizer que achei engraçado como até há cinco anos atrás ninguém tinha publicado a lista dos portugueses participantes em todos os Tours e hoje todos apresentam a listinha como se tivessem sido eles a pesquisá-la e a apresentá-la em primeira mão...

Como disse, vou perder a maior parte das etapas. Na secção onde estou há canais que são prioritários à RTP1 e à EuroSport e não serei eu a mudar de canal... talvez veja os resumos á noite, mas vou estar sempre por dentro. Mesmo que pareça alheado...


(*) - Dois versos de uma velha canção do António Manuel Ribeiro, dos UHF, nos cada vez mais distantes anos 80 do século passado.

II - Etapa 474

II VOLTA A PORTUGAL PARA CADETES

José Gonçalves, do Centro de Ciclismo de Barcelos-AFF Electrodomésticos, que ainda não há uma semana se sagrou Campeão Nacional de fundo, na categoria, venceu ontem a 1.ª etapa da II Volta a Portugal para Cadetes que teve início em Vila do Conde para terminar, 59 km depois, em... Barcelos. Nas posições seguintes classificaram-se Vítor Sousa, do Santa Maria da Feira-E. Leclerc-Moreira Congelados, e Gonçalo Amado, da Silva&Vinha-ADRAP.

(Chovia em Barcelos???)


Graças à Maria João Gouveia posso mostrar a foto da chegada e, para realçar ainda mais a facilidade com que o jovem do CC Barcelos venceu, a imagem do photo-finish.

.......................................................................
Não resisto.
Barcelos. A terra do meu caro Pedro Cardoso. Abraço Pedro.

Sexta-feira, Julho 03, 2009

II - Etapa 473

ACTIVIDADES DESPORTIVAS NA VIA PÚBLICA
Policiamento: ACM apela ao Presidente da Assembleia da República


[Documentos disponíveis em http://www.acm.pt/noticias.php?id=1084]

A Associação de Ciclismo do Minho apelou ao Presidente da Assembleia da República para que sensibilize o Governo e os Grupos Parlamentares no sentido da obtenção de uma solução urgente para o problema do policiamento. A carta foi enviada a Jaime Gama após a aprovação pela Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias do relatório referente à petição apresentada pela Associação de Ciclismo do Minho (ACM) na Assembleia da República, no dia 29 de Abril.

“Urge, sem mais delongas, pôr cobro à lacuna legal, à injustiça e à discriminação do ciclismo em termos da comparticipação do Estado com os custos do policiamento”, afirma a ACM na carta enviada a Jaime Gama na qual considera que “não resolver este grave problema é ultrajar todos aqueles que, diariamente e em regime de voluntariado, se sacrificam para promover a prática desportiva e a ocupação dos tempos livres dos jovens".


“Já são oito anos de insistentes diligências junto das entidades com competência para eliminar a tremenda injustiça que prejudica flagrantemente o ciclismo”, refere a ACM alertando que "não resolver é contribuir para a iminente interrupção da prática da modalidade, pois as entidades promotoras do ciclismo encontram-se nessa contingência”.

A Associação de Ciclismo do Minho reivindica a alteração do Decreto-Lei n.º 238/92 que não integra as modalidades praticadas na via pública no regime de comparticipação do Estado com os encargos do policiamento. A legislação em causa apenas traça o regime de policiamento aplicável ao interior dos recintos desportivos.

“O que se reivindica para as modalidades praticadas na via pública é, no essencial, o que o Estado atribui às modalidades praticadas em recintos desportivos, ou seja, pretendemos o alargamento às modalidades praticadas na via pública do regime vigente de policiamento dos espectáculos desportivos e da comparticipação do Estado com os encargos, nomeadamente através dos resultados de exploração dos jogos sociais”, explicam os dirigentes da ACM.

O Relatório referente à petição apresentada pela ACM na Assembleia da República propõe a remessa da mesma “aos Grupos Parlamentares e ao Governo para que, querendo, possam exercer a iniciativa legislativa sobre a matéria em causa”, salientando que “apesar de os grupos Parlamentares do CDS-PP e do PCP terem, a esta data, apresentado já as iniciativas e diligências que consideraram adequadas, deverão ter, igualmente, os restantes grupos parlamentares a oportunidade de actuar nesse mesmo sentido”.

Recorde-se que o CDS-Partido Popular apresentou na Assembleia da República, no dia 30 de Abril, um Projecto de Resolução e os deputados do PCP Miguel Tiago e Agostinho Lopes formularam, no dia 21 de Maio, uma Pergunta ao Governo sobre o assunto.

“Não basta reconhecerem todos que temos razão", diz a ACM "suplicando" a Jaime Gama para que "sensibilize o Governo e os Grupos Parlamentares, todos conhecedores do assunto, para a obtenção de uma solução urgente do problema, se possível ainda no decurso da presente sessão legislativa".

Na carta dirigida ao Presidente da Assembleia da República, a ACM esclarece que “o Governo e todos os Grupos Parlamentares, na presente e em anteriores legislaturas, foram alertados para o grave problema do policiamento das provas de ciclismo (que ameaça seriamente a continuidade da modalidade) e sensibilizados a adoptarem as medidas consideradas necessárias”.

Disponibilizando-se para facultar “a cronologia das diligências desenvolvidas desde 2001”, a carta recorda que “no dia 14 de Maio 2003 a Direcção da Associação de Ciclismo do Minho foi recebida em audiência por todos os Grupos Parlamentares e pelo então Secretário de Estado da Juventude e dos Desportos”, tendo nas referidas reuniões sido considerado, “unanimemente, justa e legítima a reivindicação da Associação de Ciclismo do Minho”, concordando todos na necessidade de resolver o problema”.

“O Senhor Provedor de Justiça recomendou ao Governo, em 2004, a alteração da legislação do policiamento de actividades desportivas, por forma a incluir o ciclismo no regime vigente do policiamento e da comparticipação do Estado nos encargos, através da R-2119/02”, refere a ACM ao recordar que o próprio “Instituto do Desporto de Portugal (IDP) reconheceu a existência de um vazio legal que impede o ciclismo de aceder à compartição do Estado com os custos do policiamento de actividades desportivas realizadas na via pública (parecer n.º 196/GJA/2009)”.

No entanto, conclui a ACM, “não basta reconhecerem todos que temos razão", sendo imperioso alcançar uma solução definitiva para o problema.

Mais informações em
www.acm.pt

(Texto ACM)


Esta parte é da minha inteira responsabilidade:

Decorreu nos últimos dias, tendo culminado ontem, 5.ª feira, no Seixal, uma manifestação desportiva denominada "Futebol de Rua". Francamente, não tenho muitos - nenhuns, para ser honesto - dados sobre o evento mas, pelo menos em A BOLA, na sua edição de hoje, sai uma reportagem.

Não sei, estarei a especular...
O evento terá decorrido com os jogadores a fintarem, para além dos adversários, também o trênsito corrente? Ok, dou de barato que a acção não se desenvolveu EXACTAMENTE no meio da estrada...
Mas terá tido policiamento? É o mais lógico, não?
E a perguntinha da ordem... QUEM É QUE PAGOU?

Eu podia - não posso porque amanhã tenho médico e como tenho que estar em Lisboa às nove horas, o que equivale a dizer que tenho que me levantar às 6.30, fechando esta etapa é ir para a cama - esperar pela edição on-line do Jornal, ou por amanhã, e ser mais preciso. Provavelmente não ter escrito asneiras que eventualmente escrevi... Mas não resisti.

Indaguem. Perguntem. Tentem saber. E não estou, de forma alguma, a pôr em causa aquele evento. Não acredito é que não tenha tido policiamento...
Provavelmente foi a organização que pagou!
Mas nestas coisas é bom saber-se tudo a fundo.
Foi só uma achega...

II - Etapa 472

VOLTA A PORTUGAL DO FUTURO

Realiza-se de 21 a 26 de Julho a 17.ª Volta a Portugal do Futuro que terá início em Reguengos de Monsaraz e final em Oliveira do Bairro.

A competição organizada pela PAD/Lagos Sports tem vindo a revelar ao longo dos anos grandes nomes do ciclismo nacional e terá, desta vez, quase 700 quilómetros repartidos por seis dias de competição, assim definidos:

Dia 21 - Prólogo
Reguengos de Monsaraz, 4 km
Dia 22 - 1.ª etapa
Reguengos-Vendas Novas, 158 km
Dia 23 - 2.ª etapa
Cartaxo- Condeixa a Nova, 143,9 km
Dia 24 - 3.ª etapa
Condeixa-Águeda, 127,6 km
Dia 25 - 4.ª etapa
Águeda-Arouca, 128,8 km
Dia 26 - 5.ª etapa
Arouca-Oliveira do Bairro, 129 km

Por força dos regulamentos a prova é reservada exclusivamente a corredores com menos de 23 anos.

II - Etapa 471

DE PEQUENINO...

Arranca hoje, e desorrerá até Domingo a 2.ª edição da Volta a Portugal em bicicleta para a categoria de Cadetes.


São estas as etapas:
Dia 3 de Julho – 1.ª etapa: Vila do Conde - Barcelos
Dia 4 de Julho – 2.ª etapa: Arazede - Montemor–o-Velho
Dia 5 de Julho – 3.ª ttapa: Marinha Grande – Alcobaça