sábado, novembro 29, 2008

II - Etapa 287

HEI!... LEMOS, OUVIMOS
E LEMOS... NÃO PODEMOS IGNORAR!

João Lagos Sports tem dívidas para com os Corredores da equipa do Benfica. Aqui (X)

quinta-feira, novembro 27, 2008

II - Etapa 286

VOCÊS SABIAM QUE...

... hoje, pelas 17.30 horas, será inaugurada a exposição “Memórias do Tempo” – dos finais da Monarquia à Primeira República - no Museu do Ciclismo, nas Caldas da Rainha?

É mais uma iniciativa de Mário Lino e esta mostra resume um conjunto de três núcleos. A saber:
o da Monarquia,
o do Ciclismo,
e o da República,
os quais pretendem dar público conhecimento da existência de algumas colecções menos conhecidas, mas que valorizam o património histórico das Caldas da Rainha.

Nesta multifacetada exposição, pode-se encontrar a relação da cidade de D. Leonor com o legado de D. Carlos, através do Palácio Real. Também se podem encontrar documentos e fotos do Cyclo Club Caldense, fundado em 1901 e a passagem pelas Caldas da Rainha da primeira edição do Porto-Lisboa em bicicleta (1911), que traduzem, segundo Mário Lino, “a ligação dos primórdios do ciclismo à cidade termal”.

Uma das particularidades desta mostra é a apresentação de documentos sobre a atribuição do Grau de Cavaleiro da Ordem de Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, às Caldas da Rainha, em 1919.

A exposição apresenta várias fotografias antigas de grande interesse histórico, de que é exemplo a da Comissão Municipal Republicana (1907), ou a de um grupo de voluntários caldenses para a defesa da República (1915) ou imagens da cidade nos inícios do século XX.

Para Mário Lino, a mostra demonstra a relação entre a trajectória do regime republicano e o percurso dos acontecimentos nas Caldas da Rainha. Ainda neste reencontro com a história através dos marcos iconográficos estará patente um amplo conjunto de raros documentos bibliográficos, e outros que caracterizam os anos de 1914 a 1918, com “os horrores da guerra das trincheiras”.

Com esta exposição, pretende-se também lembrar, “em jeito de homenagem, os nove caldenses mortos em França durante a Grande Guerra”.

Além dos documentos e fotos expostos nesta mostra serem maioritariamente de Mário Lino, também entra nesta exposição algum material histórico de José Buiça.

Na inauguração da exposição será entregue ao púbico uma brochura de apoio à mostra, com pequenos resumos dos acontecimentos históricos.

Com a devida vénia,
este artigo é de Marlene Sousa
(Jornal das Caldas)


P.S.: Já agora, acrescento eu, a Família do Ciclismo ou nem conhece bem, ou nem se interessa por ele, mas o Senhor Mário Lino é uma figura que merece o respeito de todos nós. Por exemplo, se temos um Museu do Ciclismo devê-mo-lo a ele, não à FPC!

É um Homem que dedicou toda a sua vida ao Ciclismo.
Reconhecimento público?
Nenhum.

Como é usual neste País onde metade da população só tem como objectivo "enterrar" a outra metade... há figuras que correm o risco de só serem lembradas na hora do seu passamento.

Que venha longe esse dia, caro Mário Lino.
Você passa bem sem homenagens simbólicas, despidas de verdade e que (ainda) vão acontecendo, não para que os homenageados apareçam na fotografia, mas sim os homenageadores...

Forte abraço, Mário Lino.

terça-feira, novembro 25, 2008

II - Etapa 285

OESTE PRO CYCLING
PROMETE DINAMIZAR REGIÃO
E O PELOTÃO NACIONAL

A nossa querida Maria João já ontem tinha este documento no sítio "SuperCiclismo" - que tem muitas mais visitas que este cantinho, mas, porque pode ainda haver alguém que vem aqui e não vai ao "SuperCiclismo", aqui deixo o conteúdo do press-release que nos dá conta das últimas novidades sobre a - todos o desejamos - nova equipa que vai nascer a Oeste.
Onde a Terra acaba e o Mar começa.

Já tem nome a iniciativa dos ciclistas da região Oeste que estão a fomentar o aparecimento de uma nova equipa profissional no pelotão português. Oeste Pro Cycling é a designação do novo projecto onde estão alguns corredores em vias de ficar sem equipa na próxima temporada.
No grupo de trabalho estão os ciclistas Bruno Castanheira, Hélder Miranda, Nuno Marta, Hugo Victor e Micael Isidoro e os impulsionadores da ideia, Feliciano Ferreira e Nuno Calado. Em conjunto querem alargar a iniciativa a um movimento amplo na região.

"Pretendemos que este projecto seja do Oeste para o Oeste. Já reunimos com algumas empresas e desenvolvemos esforços com outras entidades para divulgarmos o projecto”, afirma Feliciano Ferreira para quem o envolvimento dos autarcas é fundamental e, por essa razão, lança um apelo.

“Ficámos com a noção de que nesta altura de crise, as empresas com as quais falámos, pretendem divulgar os seus produtos e podiam contribuir modestamente, mas consideram que as autarquias do Oeste, juntas, também podiam auxiliar promovendo a marca Oeste com esta iniciativa."

Feliciano Ferreira acredita nos autarcas e na necessidade de se criar um movimento regional. Para já o grupo de trabalho que tenta, em jeito de contra-relógio, formar a nova equipa de ciclismo criou um endereço electrónico (
oeste.pro.cycling@gmail.com) para que os interessados possam questionar todas as vertentes do projecto.

Os impulsionadores da iniciativa e sobretudo os ciclistas envolvidos no projecto têm recebido inúmeras mensagens de apoio surgindo a ideia de promoverem um encontro com todos os entusiastas de ciclismo da região.

Hélder Miranda (ex Benfica) e Hugo Victor (ex CC Loulé) acham que a nova formação do Oeste vai dar um contributo significativo ao ciclismo nacional.

"Sentimos que não estamos sós nesta iniciativa porque ouvimos isso de muitas pessoas”.

Os dois corredores desempregados revelam também que não têm ainda a situação com as anteriores equipas resolvida e por isso a situação de cada um começa a ser muito precária.

quinta-feira, novembro 20, 2008

II - Etapa 284

AJUDEM O CC LOULÉ
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Vejam mais na Etapa 279, aqui um pouco mais abaixo

II - Etapa 283

TUDO PARA QUE NÃO TENHAMOS
CORREDORES DESEMPREGADOS

Já ontem aqui deixara um apelo, relacionado com o Centro de Ciclismo de Loulé, apelo esse que um amigo me fez chegar à caixa de correio electrónico e hoje recebi uma nova mensagem, de um outro amigo, apelando, desta feita, em favor da formação que Bruno Castanheira e Hélder Miranda - obrigado pelo email, Hélder, quando acharem que posso ajudar não hesitem - lutam para conseguir montar na Região Oeste.

Porque o VeloLuso também serve para isso, para ajudar o Ciclismo e os Corredores, não hesito, também eu, em transpor para aqui o referido documento. Com uma média diária de 400 visitas e mais de 500 páginas vistas, pode ser que por aí, pelo Oeste, alguém com boa vontade leia isto.

Só não cito o nome do amigo que mo fez chegar porque não sei se ele o permitiria.

Nós acreditamos nos Autarcas do Oeste

A equipa de trabalho para a constituição de uma equipa profissional de ciclismo do Oeste já apresentou na federação de ciclismo a intenção para a formação de uma equipa para 2009.
Estão no terreno pessoas que de modo solidário se voluntariaram para ajudar.
Os ciclistas têm recebido muitas mensagens de apoio, pela coragem, pela iniciativa e vontade demonstradas.

"Nós acreditamos na capacidade de união dos Autarcas do Oeste. O valor do projecto repartido por cada autarquia é um esforço perfeitamente suportável. A média de valores deste projecto por cada autarquia situa-se entre 25 a 35 mil euros com enormes retornos mediáticos. Seria inteligente todos apoiaram este projecto. Com este projecto, estamos a falar de um ano inteiro em Portugal com a marca do Oeste nos jornais e televisão, com repercussões em Espanha."

O projecto possui valências sociais dirigidas à sociedade numa sinergia inovadora. Prometem que também acompanharão acções regionais dirigidas à população.

Gostaríamos que estas ideias fossem para a estrada. Beneficiariam o ciclismo, o Oeste e a sociedade.

Hoje as causas sociais são aproveitadas para as empresas se associarem em termos de responsabilidade social.

Dada a escassez de tempo, pois as inscrições da equipa devem dar entrada na Federação Portuguesa de Ciclismo até dia 7 de Dezembro os envolvidos no projecto acham que as câmaras municipais estão bem posicionadas para se unirem nesta iniciativa.

"O nome e impacto da AMO-Associação de Municípios de Oeste fica no ouvido e se adicionarmos AMO-Produtos do Oeste por exemplo, será algo que tem um valor extraordinário para desenvolver."

quarta-feira, novembro 19, 2008

II - Etapa 282

ENVERGONHEMO-NOS
Passaram seis meses desde a investida conjunta de brigadas - e não permitirei que o esqueçam - da Direcção Central de Investigação da Corrupção e da Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF) da Polícia Judiciária (vejam no organograma desta instituição quais as áreas de intervenção desta directoria e tentem explicar-me o que terá a ver com desporto!), e do CNAD.
"Toda a gente sabe" mas, curiosamente, não me lembro de ter lido os nomes dos dois únicos, entre os nove elementos que foram alvo suspensão para efeito de consequente processo disciplinar, Corredores em casa dos quais foram, de facto, apreendidas substâncias proibidas.
E falta saber como é que foram descobertas. Quem as descobriu.
Insisto que a justiça desportiva não se pode aproveitar de provas conseguidas pela polícia de investigação.
Mas isto é tema para ser esgrimido pelos advogados, para já, dos suspensos.
E porque para já?
Porque a verdade é que, SEIS MESES depois, nem o Magistério Público, ao qual a DCICCEF entregou o apurado com a apreensão de material diverso - todos sabem a história - constituiu mais nenhum arguido, nem a FPC conseguiu implicar (dentro desta estória) mais nenhum dos outros sete suspensos.
Recordemo-los: Luís Almeida (presidente do Cycling Clube da Póvoa, nesta qualidade, e não na de patrocinador, é evidente); Manuel Zeferino, director-desportivo; Marcos Maynar, médico da equipa; Paulo Silva, massagista e os Corredores (por ordem alfabética) Afonso Azevedo, Cláudio Faria, Pedro Cardoso, Rogério Batista e Tiago Silva.
Neste meio tempo, e num outro quadro que nada tem a ver com a operação de 19 de Maio, a FPC "conseguiu" castigar o Pedro e o João Cabreira que, com Bruno Pires, tinha sido um dos dois únicos Corredores portugueses da equipa a não serem suspensos. Agora, os dois primeiros estão-no mas, repito, num outro quadro que nada tem a ver com a tal operação.
Os cinco Corredores espanhóis do Póvoa Cycling Clube nunca foram tidos nem achados neste caso.
Recuemos dois parágrafos.
A verdade é que a FPC não conseguiu - e alguém ainda acredita que vai conseguir? - implicar mais nenhum dos outros elementos e o Magistério Público mantêm-se quedo e mudo, o que indicia que também ele não tem elementos suficientes para implicar nenhum daqueles homens.
Na edição de hoje [perdão, já é de ontem...] o jornal O Jogo cita declarações de Pedro Cardoso à Agência Lusa. Diz o Pedro, e agora cito eu O Jogo, "Continuamos à espera que nos digam alguma coisa porque não estão a lidar com nove pessoas, estão a lidar com nove famílias.»
Na mouche, Pedro, mas eu digo mais, não são nove, são - e já deixando o médico e o presidente de fora -, são 14 famílias.
Catorze famílias. Catorze lares. Catorze trabalhadores que não recebem os seus honorários há meses. Catorze famílias com os mesmos encargos de todas as famílias portuguesas que não têm a sorte de ser ricas. Pagamento das casas onde moram, dos carros que conduzem, do infantário, para os que têm filhos pequenos...
Até agora, e pelo que pude ler na Imprensa e, no caso do suporte digital, nos sites e blogs que normalmente consulto, apenas três dos 12 Corredores da equipa - todos eles espanhóis - já encontraram equipa para a próxima temporada. Dos portugueses, apenas o Bruno Pires o poderá fazer porque todos os outros ou já estão a cumprir castigo, ou estão suspensos de uma... suspensão inqualificável.
Vivemos num Estado de Direito e não se pode impedir um trabalhador de exercer a sua profissão só porque alguém acha que são suspeitos. Até que o seu processo seja transitado em julgado qualquer criminoso, mesmo confesso, tem direitos. Nomeadamente a não ser apontado pela CS como culpado. Daí a popularidade que nos últimos anos ganhou a palavra presumível.
Eu acho que quem me lê habitualmente já está acostumado à minha forma de escrita, contudo, para os recém chegados recuemos àquela parte em que escrevi: "Mas isto é tema para ser esgrimido pelos advogados, para já, dos suspensos."
Eu explico.
Não ponho de parte que esteja por aí alguma coisa a rebentar, só insistio que eu, Manuel José Madeira, não acredito que, seja a PJ, seja a FPC tenham seja o que fôr que possa incriminar aqueles sete homens (já descontando os dois que deverão estar já a cumprir castigo, coisa que ainda não li também), e as sucessivas cortinas de fumo que nos têm soprado para os olhos é mais uma ajuda para a minha teoria.
Se houvesse alguma coisa, já se sabia e não perdíamos tempo com minudências.
Caramba, já estou outra vez a fugir ao que quero aqui focalizar...
Porque é que eu escrevi: "Mas isso é tema para ser esgrimido pelos advogados, para já, dos suspensos."
É que tenho a certeza que breve, breve também os advogados da FPC vão ter que arregaçar as mangas.
Porquê?
O Jogo, o único jornal que lembrou a data, lança novos dados e não são tão irrelevantes assim.
Tentem seguir o meu raciocínio...
A FPC suspende sete pessoas sem que de facto tenha, concretamente, o mínimo motivo para o fazer. Quem manda fez de adivinho e pensou ganhar créditos com uma operação de caca? - mantenho a minha opinião, ferida de ilegalidade uma vez que os elementos do CNAD jamais poderiam ter acesso ao que os polícias da DCICCEF, porque munidos de mandados de busca, conseguiram ter - e se nada for provado nos tribunais, que são a instância com competência para isso, vai ter sete casos de pedido de indemnizações, não só por ilegal impedimento de exercerem a sua actividade, mas também por danos morais, uma vez que os seus nomes foram associados a actos que não serão provados.
Pior...
Sem ter autoridade para tal - se tinha suspendido meia equipa, nada impedia que a outra metade continuasse a correr - a FPC, embora travestindo-a de aconselhamento, na prática, obrigou os organizadores a não convidarem a equipa da Póvoa para as suas provas.
E a equipa, que até inscreveu um novo director-desportivo não podia ser impedida de correr. Não podia... A FPC não tem esse poder. Não quando no máximo o que tem é suspeitas. Terá, como qualquer outra instância neste País, que esperar até ter provas incriminatórias. O tempo do José Estaline já é história. Felizmente!
E no dia em que todo este imbróglio for desmontado, só por manifesto corporativismo a FPC não perderá o estatuto de Utilidade Pública. Com tudo o que de negativo isso trará para o Ciclismo.
Mas O Jogo de ontem confronta-nos com cenários ainda mais negros.
Já o escrevi aqui, na altura que julguei a mais certa, que, apesar de tudo, eu jamais conseguiria escrever algo de negativo em relação ao Luís Almeida. Conhecemo-nos de raspão. Falámos o quê? Uma... duas vezes. Mas a paixão que este homem tem pelo Ciclismo desarma-me. E a verdade é que ele tem feito pela modalidade muito mais do que eu.
Ora, o Luís Almeida, que começou por se demitir da presidência do Póvoa Cycling Clube, por carta dirigida ao próprio clube, aparentemente não sabe que as coisas não funcionam assim. Eu para mudar de servidos de Internet, para mudar o nome do titular de um número de telefone da PT e para anular uma assinatura de telemóvel, para além do tempo e dinheiro - em chamadas - gastos ainda fui obrigado a ultrapassar burocracias que não lembram ao diabo.
Desde comprovativo do meu vencimento mensal, enquanto trabalhador por conta de outrem, até à necessidade de enviar cópias de, pelo menos três entidades, das quais eu sou cliente, demonstrando que sim, que pago as minhas facturas dentro do prazo, tudo isso me foi exigido.
O Luís Almeida - e eu contei aqui o caso e nem uma vírgula era mentira - achou, na simplicidade que é como homem, que bastava uma carta para o clube para se desvincular.
Pois não é assim.
O clube está inscrito na federação com determinados dados e só a alteração dos dados na FPC, confirma eventuais alterações em cada uma das equipas, seja a troca de um Corredor, seja a troca do... presidente.
Não aconteceu, para todos os efeitos, o Luís Almeida é o presidente do Póvoa Cycling Clube.
Mas o Luís Almeida, para além do cargo institucional, era (é) também o principal sponsor da equipa. Mesmo com cinco corredores suspensos, a LA-MSS ainda tinha o mínimo de corredores exigidos para correr qualquer prova. E os sponsors teriam tido a oportunidade de aparecer.
Só que - numa decisão estalinista - foi "aconselhado" a todos os organizadores que não convidassem mais a equipa. É evidente que neste País de borregos, mais ninguém - nem a PAD, que no ano anterior tinha acolhido duas equipas espanholas impedidas de correr no seu país teve a coragem para ignorar a ordem... perdão, enganei-me, o "conselho" da FPC no sentido de não convidarem a equipa da Póvoa que, estando o Manel Zeferino suspenso, tratou de arranjar outro técnico para orientar a equipa na estrada.
E o Luís Almeida - e os demais patrocinadores, incluindo a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim - podem pedir contas à FPC.
Que explique porque, e repito, ultrapassando a sua competência, decide afastar uma equipa da estrada quando ela - apesar dos castigos ainda por explicar - tinha corredores suficientes para poder correr. E se tivesse continuado a correr, poderia contratar outros.
Aqui já não estão só os advogados dos Corredores. O espaço abre-se ao advogado da equipa e, sobretudo, aos advogados dos patrocinadores. E, porque não resta outra hipótese, aos advogados da FPC.
Os Corredores do Póvoa Cycling Clube têm toda a razão em reclamar os seus vencimentos, uma vez que só não competiram porque a FPC "aconselhou" a que a equipa não fosse convidada pelos organizadores. Sendo que é verdade que a escolha das equipas é responsabilidade dos organizadores, têm os advogados da equipa que, vindo de onde veio, o "conselho para que ela não fosse convidada" viola para aí duas dúzias de artigos, desde a Constituição aos próprios regulamentos da própria FPC que obrigam os organizadores a convidarem todas as equipas.
Encolheram-se todos, como ratos, subservientes à vontade do "dono".
Então, e se o processo seguir dentro dos trâmites julgados normais, que dividam entre si o que devem à equipa. Isto já sem falar em processos paralelos, colectivo, ou individuais, porque cada um tem o direito de recorrerá Justiça de forma a ver reposta a legalidade.
E quem fugiu à legalidade foi a FPC.
Se todos... Corredores, técnico, massagista, médico, fizerem accionar a defesa dos seus direitos desportivos, e depois porque a razão também está do seu lado, por danos morais e de imagem... derrubam esta direcção da FPC. Que vai ter que vender anéis e dedos e tudo para poder pagar as indemnizações.
Deixem-me deixar aqui um apelo.
Sincero.
Não desistam de defender os vossos direitos.
Jamais o façam.

II - Etapa 281

CICLISMO NA TELEVISÃO

Os canais Sport TV emitem, esta semana, o último Magazine TV Ciclismo de 2008. O único programa televisivo dedicado a 100% às várias vertentes do ciclismo nacional é emitido em três ocasiões distintas para permitir maior visualização dos vários públicos alvo.
Esta semana o TV Ciclismo tem a duração de uma hora e com esta emissão a produtora PGM conclui a segunda temporada do programa. Para a próxima temporada, o jornalista Carlos Raleiras, responsável pela equipa que produz o magazine está já a preparar uma nova série de emissões para alargar a exposição mediática do ciclismo português.

Em 2008, a PGM foi responsável pela produção de quase 27 horas de emissão televisiva repartidas entre os magazines e as várias produções sobre ciclismo.

Horários de emissão esta semana
Quarta-feira, 19 Novembro
às 23h10, Sport TV 2
Quinta-feira, 20 Novembro
às 21h00, Sport TV 1
Sexta-Feira,
21 Novembro
às 15h00, Sport TV 1
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No Magazine TV Ciclismo desta semana serão abordados entre outros assuntos:
* Maratona BTT Festival Bike/Órbita 2008
Última grande maratona do ano terminou com vitória absoluta de José Silva…
* Festival Bike – CNEMA Santarém
Certame foi um sucesso com quase 25 mil visitantes…
* Rubrica “O Homem do Dia”

Guita Júnior
É o decano dos jornalistas de ciclismo.
No curriculum tem 47 Voltas a Portugal e pensa chegar às 50.
Neste programa vamos relembrar com ele a modalidade ao longo dos tempos…

terça-feira, novembro 18, 2008

II - Epapa 280

UM ABRAÇO DE SIMPATIA
PARA O BRUNO E O HÉLDER

A notícia do dia, veiculada pelos três jornais desportivos, é que, recusando-se a ficar de braços cruzados, o Bruno Castanheira e o Hélder Miranda arregaçaram as mangas e em meia dúzia de dias elaboraram um projecto para uma nova equipa, a ficar sedeada no Oeste (*), e que, pelo que li, poderá englobar outros Corredores naturais ou residentes naquela zona. O Nuno Marta, o Hugo Vítor, o Micael Isidoro.

Amigos, se eu puder ajudar nalguma coisa... contem comigo.

(*) - Por acaso, ou não - não, não foi por acaso - eu venho há meses a defender que a sustentabilidade do Ciclismo tem de passar pelo apoio local. Da região onde já existem equipas, ou de projectos que visem formar novos conjuntos.
Falei do Algarve, do Minho, do Alentejo, da zona Feira/Bairrada e... da zona Oeste.
Na passada 5.ª feira reencontrei o amigo Luís Fernandes, presidente da UDO - estivemos os dois num acto onde "apadrinhado" pelo secretário de Estado da Juventude e Desporto - e foi o Luís quem chamou o assunto à conversa. Tenho suficiente confiança com ele, alicerçada nos 18 anos que já levamos como amigos, para lhe fazer uma maldadezinha. Disse-me ele: "Li no teu Blog aquela ideia de fazer uma equipa no Oeste. Estás maluco. As coisas estão muito difíceis."
Pois estão. Mas havendo conjugação de vontades...
Não sei mais nada do projecto do Bruno e do Hélder - mandem-me novidades para o meu mail (mzmadeira@hotmail.com) - mas que a União Desportiva do Oeste seria a agremiação com maior potencial para servir de base a uma equipa regional, disso, Luís, não me convences do contrário.
Um abraço a todos.

II - Etapa 279

VAMOS AJUDAR O CC LOULÉ

Do amigo (perdoe-me o abuso, nós nem nos conhecemos, mas considero-o amigo) João Dias recebi hoje um e-mail que para aqui transponho, à consideração de todos os que Gostam Mesmo de Ciclismo.
Porque todos podemos fazer a diferença, anexo campanha para tentar manter CC Loulé na estrada em 2009:

Todos os adeptos de ciclismo, sejam pessoas individuais, pequenas ou médias empresas podem fazer a diferença. Basta uma pequena contribuição, que pode ser feita por transferência bancária, cheque à ordem do Centro de Ciclismo de Loulé enviado para: Rua Vice-Almirante Cândido dos Reis, 36 – Apartado 47, 8100-641-Loulé ou entrega na tesouraria do clube, cujo montante poderá ser o que desejar.

No caso das empresas, e para contribuições iguais ou superiores a 2500 euros, o logótipo será inserido nas camisolas da equipa profissional. Para valores inferiores a 2500, o logótipo será inserido nos carros de apoio e na newsletter do CC Loulé.

No caso de particulares, e com contribuições superiores a 25 euros, passam automaticamente a sócios do clube.

O CC Loulé, sendo uma Colectividade de Utilidade Pública, passará um recibo no valor do donativo para que as empresas e particulares usufruam de benefícios fiscais

Mãos à obra, não espere até amanhã, pois o tempo começa a escassear, vamos tornar o sonho do CC Loulé em realidade.

Nib: 0035 2049 00036387630 80

IBAN: PT50 0035 2049 0003 6387 6308 0
BIC/SWIFT: CGDIPTLP


Morada para envio de cheque:
Rua Vice-Almirante Cândido dos Reis, 36
Apartado 47
8100-641 Loulé

quinta-feira, novembro 13, 2008

II - Etapa 278

APLAUDAMOS A "BOA SAÚDE"... FINANCEIRA
DE UMA DAS VERTENTES DO CICLISMO

Troféu DHX Vodafone 2008
com retorno superior a 1 milhão de euros


Quando falta ainda uma prova para se concluir o calendário desportivo da presente temporada, o Troféu DHX Vodafone 2008 conquistou já um importante marco para o seu palmarés – o do retorno publicitário.

Na verdade e com base num estudo elaborado pela Cision, nas primeiras seis provas do Troféu DHX Vodafone 2008 – Guarda, Turcifal, Gaia, Óbidos, Arcos de Valdevez e Viseu – o retorno conseguido por aquela iniciativa em termos de Imprensa e Televisão atingiu um valor global superior a um milhão de euros – 1.102.521 € - o que não deixa de constituir um valor importante para o BTT.

Recorde-se que foi preocupação essencial da geapro, organizadora do Troféu DHX Vodafone 2008, dotar as suas provas de um máximo de visibilidade, garantindo, deste modo, não só o imprescindível retorno para os seus patrocinadores, como ainda dar uma maior projecção a todas as marcas e empresas que apoiam o BTT em Portugal.

Para Ramiro Gomes, responsável da geapro, «o objectivo foi o de corresponder da melhor forma à confiança das empresas que acreditaram no nosso projecto. Temos patrocinadores de grande prestígio e por isso procurámos desde o primeiro momento corresponder a essa responsabilidade, investindo bastante forte neste aspecto. Creio que o valor atingido é notável e passa a constituir uma referência em termos de BTT.»

De referir que a geapro está já a preparar de forma intensa a edição do Troféu DHX Vodafone 2009, que promete vir a ter importantes novidades para todos os praticantes.

(Texto e foto Vivex)

quarta-feira, novembro 05, 2008

II - Etapa 277

UM, DOIS, TRÊS ASSUNTOS E...
DEPOIS DEIXA ANDAR!

Quantos portugueses já se terão perguntado quanto é que custa ao erário público - porque ainda são as autarquias que tornam possível a existência de corridas de Ciclismo - uma partida ou uma chegada de uma prova de Ciclismo?
Eu sei.
Muitos sabem, mas era preciso "apanhar" uma declaração pública de um autarca...
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(O Mirante - 25 Out 2008, 10:06h)
Equipa profissional de ciclismo do Cartaxo custará 200 mil euros
O presidente da Câmara do Cartaxo garante que uma equipa profissional de ciclismo a correr com o nome Cartaxo-Capital do Vinho custará 200 mil euros por época. Segundo Paulo Caldas (PS) será esse o encargo de uma equipa profissional composta por 15 atletas portugueses, espanhóis e franceses.
“Para recebermos a chegada de uma etapa da Volta a Portugal, uma situação efémera, despendemos 100 mil euros..."

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As eleições no Centro de Ciclismo de Loulé (CCL) estavam marcadas para a passada quarta-feira, 29, mas não apareceram candidatos, cenário que obrigou a actual direcção a prorrogar o mandato até Maio, conforme ditam os estatutos. Mas, aparte o vazio eleitoral, uma coisa é certa: “Se não houver um forte patrocinador, não será possível continuar com o ciclismo profissional em Loulé”, garante Manuel Baptista.
“Não vejo saída, honestamente”, acrescenta o responsável, embora admita ser “prematuro” estar já a tirar conclusões. O Centro de Ciclismo de Loulé partiu para a época de 2008 sem um patrocinador empresarial de peso – tendo acrescentado a designação Loulé Concelho ao nome do conjunto, pelo apoio da autarquia – mas no próximo ano a situação não se repetirá.
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Ciclismo: Doping - Amostras de sangue da Volta a Portugal reanalisadas na Suíça para detectar CERA
DOPING
2008-11-03

Lisboa, 03 Nov (Lusa) - As 18 amostras de sangue de corredores recolhidas na última Volta a Portugal em bicicleta vão ser reanalisadas na Suíça para detectar CERA, nova forma de eritropoietina (EPO), tal como aconteceu no Tour e nos Jogos Olímpicos.
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"Propusemos e sensibilizámos os responsáveis da União Ciclista Internacional (UCI) para a importância da reanálise. As amostras já tinham sido testadas em relação a transfusões homólogas, hormona de crescimento e hemoglobinas sintéticas", disse à Agência Lusa o director do Laboratório de Análises e Dopagem (LAD), confirmado a informação avançada pelo Diário de Notícias.
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Luís Horta sublinhou a importância deste processo na prevenção do doping, pois "mesmo que os resultados sejam negativos, os atletas vão perceber que há sempre a possibilidade de virem a ser efectuados novos testes", acrescentando que as recomendações internacionais estipulam 10 dias úteis para os laboratórios obterem os primeiros resultados destas reanálises.
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"Como o nosso laboratório não dispunha de todos esses métodos de detecção, nomeadamente das transfusões homólogas, pois só há dois laboratórios do Mundo que o fazem, as amostras foram enviadas após a colheita para Lausana (Suíça) e o resultado foi negativo naqueles testes. Agora, vão ser testadas só para detectar a CERA", esclareceu Horta.
A autorização da UCI para serem efectuados novos testes àquelas amostras foi conhecida na sexta-feira.
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O presidente da Associação Portuguesa de Corredores Profissionais mostrou-se "favorável a tudo aquilo que contribua para a transparência do desporto".
"Vamos aguardar. Até agora nada de irregular foi detectado na Volta a Portugal. Faço votos para que assim continue",
disse à Lusa Paulo Couto.
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Segundo o relatório do Conselho Nacional Antidopagem (CNAD) sobre a maior corrida velocipédica portuguesa, foram efectuadas 34 recolhas de urina e 18 de sangue, em operações de surpresa durante a corrida, nos hotéis que albergaram as várias equipas.
No total, foram realizadas 21 missões de inspecção pelas brigadas antidoping do CNAD, além das habituais 44 amostras de urina recolhidas no final de cada um dos 11 dias de competição, aos três primeiros ciclistas das etapas e ao líder da geral no final de cada tirada, totalizando 86 controlos.
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Além destes testes, foram também levados a cabo outros 42 controlos fora de competição no período imediatamente anterior à 70.ª Volta a Portugal, incluindo cinco recolhas de amostras em Espanha, previsivelmente junto de atletas daquele país, mas inscritos na corrida lusa.
Ainda segundo o documento, as referidas 21 missões de inspecção custaram mais de 50.000 euros ao Estado português, que financia as actividades do CNAD, através do Instituto do Desporto de Portugal.
HPG.
Lusa/Fim

x-o-x
Enquanto Cidadão, a pergunta que faço, e à qual gostaria que alguém respondesse é esta: o que é que justifica o gasto de 478 contos por cada uma daquelas 21 missões de inspecção!;
Os 478 contos por... "missão", são justificados como?
Como é que nós, contribuintes, podemos saber em que são gastos?
478 contos "dão" quantas seringas?
Na última semana o Correio da Manhã explicou-nos como é que três tristes administradores de uma empresa subordinada à Câmara Municipal de Lisboa conseguiam apresentar duas dezenas de facturas de almoços, todas elas superiores aos 400,00 €, em restaurantes que iam de Lisboa a Roma!
Estamos a pagar 478 contos a "missões" do CNAD... mas que missões?
Podemos ter acesso ao pedido - presumo que por parte da UCI, pelo menos aquela que conseguiu colocar uma equipa do CNAD no País Basco, ainda antes de o João Cabreira lá ter conseguido chegar... - de equipas portuguesas anti-dopagem em... Espanha?
Os espanhóis não têm?
É?
Então a quem poderei pedir para ver esses pedidos... e tentar rastrear os resultados?
Coisa simples... saber dos 478 contos quanto foi gasto em refeições...
Não estou a brincar... o CNAD é uma instituição pública e eu, enquanto cidadão, posso pedir que me expliquem, linha a linha, onde é que dois elementos do CNAD conseguem gastar... 478 contos por "missão".
Àparte isto e noutro contexto...
o LAD, supra-sumo do nosso CNAD, alter-ego do doutor Luís Horta, afinal de contas será que consegue medir-me colesterol?
Mesmo?
É que tomei como verdadeira a exposição do LAD como um dos... raríssimos laboratórios com direito a reconhecimento superior. E agora - e não é a primeira vez nos últimos quatro meses (vocês sabem do que estou a falar) - que leio que, afinal, está a enviar a outros laboratórios o trabalho que nos quiseram fazer acreditar que seriam eles a fazer sempre que os outros não fossem capazes disso.
Então porque é que é preciso mandar re-analisar as amostras colhidas na última Volta a Portugal?
Os resultados não fora, já homologados?
Caramba! digam-nos...
O David Blanco ganhou a Volta ou não?
E vai ser quatro meses depois que nos vão dizer que não?
Quem é que se acha com o privilégio de brincar com tudo isto?
Será que declarações tipo... "Há graves indícios de que existe doping em Portugal", exigem agora, de forma desesperada, confirmação?
Mas não há! Não há...
Vamos "inventar" casos?
O CNAD e a FPC parecem-me desesperados em encontrar resultados positivos onde os não há.

terça-feira, novembro 04, 2008

II - Etapa 276

BEM HAJAM POR COLABORAR

Os dois comentários deixados, pelo Miguel e pelo José Luís Ribeiro, na “Etapa” anterior motivam-me para voltar ao(s) assunto(s).

Em primeiro lugar, e em relação ao José Luís Ribeiro, homem, também ele, apaixonado pelo Ciclismo, registo, não sem algum pesar – até porque sou obrigado a concordar com ele – a visão que nos dá do que é, actualmente, o Ciclismo no Minho.

Recorda ele as equipas Garcia Joalheiro – responsabilidade de Joaquim Garcia, um outro indefectível da Modalidade – e da Coelima. A Coelima, para os mais novos, foi uma das potências do Ciclismo português nas décadas de 60 e 70 do Século passado, uma referência incontornável na História do Ciclismo em Portugal. Há quê? Dois anos? Mais coisa, menos coisa… a morte levou-nos o Senhor Coelho de Lima e tenho aqui, porque tenho todos os recortes, o impacto (ou melhor, a falta dele) que a generalidade da CS deu ao nefasto acontecimento.

O Senhor Coelho de Lima – se é que do “lado de lá” se mantém alguma ligação com esta Vida – não se há-de ter importado por ter, quase liminarmente, sido ignorado, na hora do derradeiro adeus. Partiu de consciência tranquila. Deu o que pode, quando pode, ao Ciclismo e alimentou uma equipa que, época após época, pedia meças aos monstros Benfica, Sporting e FC Porto.

Amar o Ciclismo também é – e não era isso o principal?, pergunto eu – ter memória.
E recordo que faz daqui a pouco 15 dias que passaram seis anos sobre a morte de Fernando Mendes e ninguém se lembrou disso.


Somos muito selectivos.

As secções de Cultura dos jornais generalistas não se esquecem da data da morte de Amália Rodrigues, mas já ninguém se lembra de quando faleceu Hermínia Rodrigues, ou Tony de Matos, ou Fernando Farinha.

Estamos formatados APENAS para cumprir os “serviços mínimos”.
A memória de Pepe (antigo jogador do Belenenses) renasce todos os anos só e apenas porque – e não há quem nos explique porquê – quando o FC Porto vem jogar ao Restelo e depõe uma coroa de flores junto ao monumento que o perpetua no Estádio do Belenenses.

Todos os “Maios” lá há alguém que relembra a data da morte de Joaquim Agostinho. Fernando Mendes – que, numa imagem futeboleira, foi o Vítor Damas de Eusébio, a fama de um está indelevelmente marcada pela “luta” que o outro lhe deu – passa despercebido.


Exactamente como o próprio Vítor Damas…

Mas voltemos ao comentário do José Luís Ribeiro…
Ele recorda duas equipas e fala do jovem José Mendes (Benfica). Eu acrescento-lhe o do maior corredor minhoto de todos os tempos, José Martins – curiosamente, rival de Mendes e de Agostinho -, de Manuel Abreu e dos seus irmãos João e Joaquim Sampaio, dos Martins juniores, e dos Sampaios juniores…

Nas trocas de opiniões, com quem ainda troca opiniões comigo, perdemos – perdemos não! ganhamos – minutos de recordações, ainda que nostálgicas, recordando o José Martins, falando dos seus filhos, Gilberto e Lizuarte (que é feito deles?) e, invariavelmente, vem sempre outro nome à conversa, o de Luís Teixeira, provavelmente, e a seguir a José Martins, o segundo grande Corredor minhoto de sempre.

Eu aceito, porque acredito, que a massa de adeptos do Ciclismo evoluiu, rejuvenesceu… mau grado a falta de memórias.


Mas a culpa não é deles. É nossa, a dos jornalistas de Ciclismo – ainda há disso? – que está reduzida a, também, jovens recém chegados à modalidade, quando quem devia partilhar as memórias se perde em estranhos e complicados jogos de interesses.

Em relação ao comentário do Miguel…
Genericamente é assunto batido e rebatido, mas tem também algo muito menos discutido, mas que mereceria a nossa atenção.
O Ciclismo, as equipas de Ciclismo, não devem, de facto, abstrair-se de uma qualquer forma de intervenção social. E a responsabilidade cabe aos seus responsáveis.

Lembro aqui uma conversa franca que, há quatro ou cinco anos, tive com o amigo Casas de Melo, da Câmara Municipal de Cantanhede.

O município de Cantanhede apostou forte numa equipa que era liderada por um dos nomes mais fortes do pelotão português de então. No ano seguinte a equipa acabou e o amigo Casas de Melo desabafou comigo…

A Câmara Municipal de Cantanhede investiu – numa aposta de risco – no Ciclismo até porque pagava, e bem, a uma das estrelas do nosso pelotão de então. Planeou, até para justificar, em termos autárquicos, alguns eventos que se enquadrariam na figura da divulgação do desporto, mas que precisava do empenho dos profissionais da equipa e raramente estes corresponderam.

Estou ainda de acordo – e sei que estou a ser outra vez polémico – com o Miguel.
Disse o Miguel – e eu subscrevo mandado a-da-merda quem discordar (porque não percebe nada de Ciclismo) – que, cito: “não aceito que o doping seja um foco de afastamento dos patrocinadores; é, para mim, uma desculpa para esse afastamento”.

Nem mais Miguel.
Alguém deixou de ser adepto do Benfica, do Sporting ou do FC Porto porque um dos seus jogadores influenciou, de forma negativa – fosse simulando uma falta que desse penalty que o não era, ou que obrigasse o juiz da partida a expulsar um adversário por falta que o não fora?
Não!

Mas isso não é desonesto?
É.
Então porque é que a grande preocupação do quadro geral do desporto profissional… o recurso ao doping de um Corredor é pecado mortal, quando outros, noutras modalidades e também com resultado directo no desfecho do encontro, se pode, à vontade, ser desonesto, fingir, com isso castigar de forma injusta o adversário e toda a gente achar que é… normal?

Antes de vir para casa e começar a escrever esta crónica, estava fora, a jantar com uns amigos. Todos – eram todos do Sporting – enxovalharam a mãe do árbitro porque logo nos minutos iniciais queriam um penalty a favor do Sporting quando, e não tenho nenhuma dúvida – e vi as mesmas imagens que eles viram – apesar de ter levantado o braço, o jogador ucraniano não tocou na bola.

Caramba! Tenho a certeza que futuras repetições mostrarão que tenho razão, o que me deixou fora de mim foi a “certeza” que todos os outros tiveram num lance que eu vi de outra maneira.

Fizeram-me lembrar os puritanos que, não sabendo exactamente o que sabem, se apressam a berrar que o Ciclismo está podre. Não sabem… Pior, não querem saber. Pior ainda… não estão minimamente preparados para o poderem saber.

Mas não se calam. A vergonha não chega para isso!...

segunda-feira, novembro 03, 2008

II - Etapa 275

ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA...

Os meus mais fiéis leitores, aqueles que me acompanham aqui desde há três anos, quando o VeloLuso "nasceu", começarão a achar-me chato. Corro, conscientemente, o risco.

Há três anos que ando a dizer que o nosso Ciclismo precisa de um sopro de ar fresco. É indiscutível, e custa-me dizer que a única coisa que nestes três últimos anos "pareceu" ter nascido foi a - há mais de uma década anunciada - Associação de Equipas. Que NÃO existe!!!!

Giro, giro foi ler em tudo o que é jornal que ela existia!!!...
Talvez mais giro ainda terá sido o ter lido que ela... mexia!
Não mexe e não mexe porque não existe.

O ano passado, por esta altura, e com a presença do Benfica no pelotão, o caudal de noticiário sobre Ciclismo era bem mais... nutrido. E percebe-se porquê.

Os Corredores contratados pelo Benfica seriam sempre notícia - e até houve a contratação do Cândido Barbosa -, mas os que eram contratados pelas outras equipas também eram notícia, por mais que não fosse porque, tendo estatuto para isso, tinham "escapado" à rede do Benfica.
Este ano está tudo calado.

Já li que o número de equipas ia aumentar, com nomes e tudo; eu próprio já aqui escrevi que é impossível que aumentem. E arrisquei mesmo, numa primeira abordagem, que para o ano não teríamos mais do que QUATRO EQUIPAS PROFISSIONAIS. Continentais, claro!...

Entretanto surge o projecto do Cartaxo e eu quero acreditar que é coisa com pedais para andar... Portanto emendo o número para cinco.

A Norte, Boavista e Gaia continuarão no pelotão - registei a crítica de um estimado amigo que se insurgiu contra a minha leitura pessoal do porquê da manutenção destas equipas (das duas) -; na Charneca do Milharado, a Liberty Seguros reforça a sua confiança na estrutura chefiada pelo Vítor Paulo Branco e dirigida pelo Américo Silva; aparece o projecto do Cartaxo e depois temos o Tavira, nos últimos anos sustentado por empresas espanholas e no próximo reforçado com o apoio de uma das sub-marcas da empresa do António Silva Campos, agora com interesses empresariais no Algarve, e que, não podendo, a solo, financiar o projecto que o Zé Azevedo e o Orlando Rodrigues lhe apresentaram - num "aconchegado" jantar no Restaurante A Canastra , em Guilhabréu - lhes deu luz verde para, com o que podia despender, escolherem uma equipa onde não se importa de ser segundo patrocinador.

Escolheram o Tavira!

Mas o mapa que aqui apresento vem no seguimento daquilo que há muito defendo.
Se é bom... copiemos.

E a verdade é que, daqui do lado, de Espanha, e após a trágica OP - que como li num comentário apenas serviu para, uma vez que não foi possível provar fosse o que fosse, "sujar" o nome de alguns corredores - a salvação aconteceu com a intervenção directa de vários dos Governos Regionais. Que investiram o suficiente para que equipas como a Andalucia, a Extremadura, a Galiza - em relação a Múrcia não funcionou... - pudessem seguir em frente.

As Ilhas Baleares deram, na altura, a ajuda necessária para que a actual Caisse d´Épargne exista, e mesmo a canária Fuerteventura fez o que pode.

Por cá, não vou cansar-me de o dizer, vamos ter de copiar o modelo espanhol.
Não com o suporte de Governos Regionais, que não temos, mas, por exemplo, de Regiões de Turismo ou tecido empresarial local ancorado pela principal marca da região.
Reparem no mapa...

- O Minho TEM que ter uma equipa. Nem que seja apoiada pelas autarquias...
- A zona do Grande Porto tem duas equipas... mais não lhe podemos pedir...
- A zona Feira/Bairrada TEM que ter uma equipa.
E que me perdoem o Luís Almeida mais o Fernando Carvalho, não será uma indecifrável LA-ECFC....
Os nomes Feira e Bairrada têm que ser identificáveis, ou substituídos por um outro com pergaminhos. E porque não recuperarmos o velho Sangalhos?
Isso sim, seria algo de sonante.
- O Município do Cartaxo quer avançar...
Boa!...
E se se juntasse com Alpiarça, por exemplo?
Com o apoio magnânimo que o Governo Civil de Santarém tem despendido para ter... uma corrida!
Não seria mais interessante ter uma equipa? Dava trabalho a mais gente, e tinha hipóteses de ser falada, não em cinco dias, mas ao longo de toda a temporada.

Na zona de Lisboa esqueçamos...

Mas temos aqui ao lado o Oeste.
Outra vez a mesma situação, a UDO ganha mais em realizar uma prova de Ciclismo por ano do que patrocinar uma equipa?
UDO seria o nome da equipa... De falta de patrocinadores não se podem queixar!
E o Algarve?
Ter o Tavira, o Loulé, Estói e mais as outras equipas todas no calendário sub-23 garantiria a identidade de cada um dos clubes.
Mas... e ter uma equipa profissional chamada... Algarve (só com um "l", por favor!)?
Como há a Andalucia, a Extremadura, a Galiza...

Protocolos devidamente assinados, ajudas equitativamente distribuídas para que a equipa Algarve pudesse aproveitar os melhores de cada fornada dos jovens das diversas equipas algarvias de sub-23, numa espécie de Selecção... exactamente como se faria no Oeste ou na zona Bairrada/Feira...
Projectos de raiz. A começar nas escolas....

E porque não uma equipa profissional no Alentejo, onde mora uma das empresas nacionais de maior sucesso, pelo menos a nível Ibérico. A Delta.


Com o apoio das autarquias avançava-se para, digamos, equipas sub-23... patrocinadas em 10% pela empresa dos cafés de Campo Maior.
Dez equipas.

Parece muito?
Crie-se a Associação de Ciclismo do Alentejo - que não faz sentido que não exista - e com 700 mil euros mais a ajuda das autarquias, a Delta patrocinava uma equipa profissional com 350 mil euros mais dez* equipas sub-23 com 35 mil euros cada.
A ver se não havia de descobrir valores...
* - o número dez é exagerado de propósito; se eu escrevesse duas ou três passava despercebido; assim... "dez? o gajo tá maluco", pensarão... mas dão pela mensagem.
Parece que estou a apresentar um programa para as eleições da FPC não parece?
Pois, não sabem...

Como eu não sei porque nada sabemos do programa da lista que ganhou as últimas eleições porque foi a única a candidatar-se.

Nada a não ser que quer apresentar uma selecção de pista em Londres, daqui a 38 meses, quando o nosso único velódromo ainda está a ser construído...

O que me custa é que, havendo quem saiba e possa discutir o Ciclismo nacional... se cale, se encolha... deixe andar.

Deixemos andar...
Afinal... quem sou eu?!...
Só alguém que gosta muitooooooo de Ciclismo!

II - Etapa 274

MAGAZINE TV CICLISMO

Quarta-feira, 05 Novembro, às 19h00, Sport TV 2
Quinta-feira, 06 Novembro, às 22h20, Sport TV 2


No Magazine TV Ciclismo desta semana entre outros assuntos vamos ver:

- 14.º Circuito BTT do Norte Alentejano
Estão encontrados os campeões de 2008 do Norte Alentejano.
Nisa recebeu a última prova de Cross Country do circuito.

- Portugal 50 Anos Ciclismo
Foram homenageados os vencedores da Clássica Porto-Lisboa durante a iniciativa Portugal 50 anos de Ciclismo que terminou no dia 1 de Novembro com uma Gala no Mosteiro de Alcobaça.

- Corrida dos CampeõesLuís Machado (Boavista) venceu a 3.ª edição da prova que juntou na Póvoa de Varzim muitos campeões do ciclismo português.