domingo, março 27, 2011

ANO VI - Etapa 35

PARABÉNS A TODOS!... PORQUE TODOS OS MERECEM . . Filipe Cardoso, da gaiense Barbot-Efapel, esmagou os cépticos que, nos dois primeiros dias de corrida, nas micro-crónicas que os jornais me ofereceram (uma maneira de dizer, porque os paguei), pareciam torcer para que um corredor de uma equipa estrangeira vencesse... Deficiente leitura da corrida?, pouco tempo junto dela?, incapacidade de, só naquelas linhas o explicarem?... Em mim subsiste a dúvida. Mas venceu um português, de uma equipa portuguesa, provavelmente aquela que, no contexto em que fecharam as inscrições por cá, este ano, mais merecia. Isto porque conseguiu 'resgatar' alguns Corredores, entre eles o Filipe, ao flop que foi a Nova Liberty. Antes de prosseguir, glória aos vencedores e honra aos vencidos. . Depois dos 'entretantos', vamos então aos... 'finalmentes'. O Ciclismo português, aquele que está, por má sina, confinado ao rectângulo das nossas fronteiras, ainda existe graças à impagável vontade de meia-dúzia de boas vontades, amantes indefectíveis da Modalidade, que sabem que estão a investir para perder mas que, ainda assim, estou certo, esperariam um pouco mais de ajuda. Refiro-me aos patrocinadores. E depois há as organizações. Passam pelos mesmos problemas, têm despesas consideráveis, assumem-as na esperança de algum retorno e, no fim... calculo a frustração... No primeiro caso, curvemo-nos, os adeptos, claro, ante Carlos Barbot. Com o município de Gondomar a roer a corda - há quanto tempo?, dez anos?, sei que eu estava em Espanha, na Vuelta, quando me telefonaram a dizer que a Gondomar-Barbot acabara. Semana e meia depois, quando regressei a Portugal, soube que Gaia substituiria Gondomar. Até hoje, e sempre com Carlos Barbot - curiosamente, um homem do automobilismo, para quem não sabia - a assumir as despesas. Voltando às Organizações, para tentarem conseguir ter uma cobertura, no mínimo... que possam mostrar aos seus patrocinadores, acarretam com a despesa de 'levar' os jornalistas, proporcionando-lhes, pelo menos, o alojamento. Já acontecia no meu tempo, e, nomeadamente, o Troféu Joaquim Agostinho e este mesmo GP Costa Azul, pagaram-me hotéis... (**) mas posso mostrar, porque as tenho aqui comigo, sempre foram publicadas páginas completas sobre as respectivas corridas. Não era, nunca poderia ser - e o primeiro obstáculo a que isso acontecesse seria eu próprio - um 'pagar' de favor. E naqueles dois asteriscos, ali atrás, que serão explicados mais à frente, vão ficar a saber que nunca o foi. Era uma questão de opção editorial... o Ciclismo era prioritário. Mas se a prova não tivesse interesse não a íamos cobrir só pra dormir à borla... e houve muitas que não cobrimos. Eu era responsável editorial. Era uma altura em que se sonhava alto no Ciclismo português? É verdade. Mas é agora, mais do que nunca, que a Modalidade precisa que lhe dêem uma mão. . (a) - Esta edição do GP Caixa Agrícola-Costa Azul, oferecendo as mesmíssimas condições que oferece desde há anos, só teve a presença de dois... colaboradores de dois OCS. . Nem um, mesmo com esta ajuda, mandou um Jornalista cobrir a prova!!! . Que Ciclismo querem ter se o não apoiarem? Vamos então aos asteriscos, e começo pelos dois, vão já perceber porquê... . (**) - Foi ideia apresentada, e acerrimamente defendida, por alguém que, durante décadas, 'negociou' o Ciclismo, do qual viveu. Contactava patrocinadores, assinava contratos de publicidade, recebia o dinheiro, elaborava orçamentos, 'pegava' naquilo que era necessário para convencer o OCS do qual era... colaborador (tem a carteira profissional n.º 2137, enquanto a minha, que apareci duas décadas depois, é a 1587), e saía para a estrada como gestor supremo de um orçamento do qual já guardara o suficiente para servir de 'almofada', o que não acontecia porque mantinha a 'sua' equipa sob um regime de mão-de-ferro. . Quando o tacho acabou e se viu perdido, levou todos os outros (onde eu me incluo, na minha boa fé) a aceitarem usar isso [os convites institucionais] como argumento junto das respectivas chefias para continuarmos na estrada. Daí o não poder negar que fiz corridas do Troféu Joaquim Agostinho e do GP Costa Azul, como o último GP Jornal de Notícias, um ou dois dos CTT/Correios de Portugal com a dormida paga. . Aqui faz falta uma... duas, se quiserem, ainda que de sinal diferente, excepções: Sempre paguei, e mais do que uma vez paguei do meu bolso, as dormidas da Volta ao Alentejo; Devo - jamais o esconderia - à mesma pessoa, o facto de, se não todas, quase todas as vezes que cobri a Volta ao Algarve o ter feito graciosamente, em termos de alojamento. . Não, ao contrário do que alguns possam estar a pensar não se tratou nunca, em caso algum, de promiscuidade. Muito menos no Algarve em que até ficávamos em unidades hoteleiras muitas vezes alheias à Organização. Eram conhecimentos pessoais, e por aqui me fico... . Aliás, estendamos a questão para além fronteiras. A FPC pagava (e ainda paga) aos representantes dos principais OCS nacionais as dormidas aquando dos Campeonatos do Mundo realizados na Europa. Eu estive em Itália e na Bélgica. Como os outros. Pessoalmente sempre senti alguma relutância em embarcar neste 'sistema'. Mas assumo que o fiz. Ressalvando, uma vez mais, que sempre dei a esses trabalhos a dignidade que eles mereciam, não por causa que me pagavam a cama (que se calhar, o meu patrão não pagaria) mas porque a opção editorial era minha e, sem nunca, mas mesmo nunca - tenho os recortes todos - prejudicando outra modalidade, havia espaço para contemplar tudo o que era importante.

sexta-feira, março 25, 2011

ANO VI - Etapa 34

"... DEVIA SER INTERNADO
A BEM DA NAÇÃO"


"Acho que ele está louco. Paranóico. É um caso de loucura aguda. Repete sempre o mesmo discurso, faz sempre as mesmas afirmações, tem sempre os mesmos comportamentos, mente permanentemente e acha que as suas mentiras são verdade. Vive uma realidade que não existe. E, na cabeça dele, é coerente, tal como todos os loucos. Os loucos são mais coerentes do que nós. Nós somos incoerentes. A incoerência faz parte da sanidade mental. Já as pessoas que estão sempre certas precisam de um tratamento psiquiátrico e ele é um caso agudo. Devia ser internado a bem da nação.

(.../...) Não sou médico, mas o sujeito está com pancada. E é grave."



(in semanário SOL, páginas 2 e 3 da edição de hoje,
como mostro)





(clicar na imagem para ler melhor)





quinta-feira, março 24, 2011


(X)

ANO VI - Etapa 33

GRANDE PRÉMIO CA/COSTA AZUL

Parte amanhã para a estrada mais uma edição, a 4.ª do Grande Prémio Caixa Agrícola, este ano com o apodo de Costa Azul, uma outra 'marca' que, passe a redundância, deixou... marca (positiva) no Ciclismo Nacional.

Como diz o Joaquim Gomes [abraço Jaquim], não terá as 'trutas' da Volta ao Algarve mas é por demais importante no preenchimento do calendário e foi antecipada de Setembro para agora porque havia um enorme fosso e a 'indústria' Ciclismo não se pode dar ao luxo de ficar mais de um mês parada.

Claro que aquilo do 'indústria' ainda não é rigoroso, mas todos os que amamos a modalidades desejamos que, ainda que em 'carreto grande' lá cheguemos.

Aqui - e ainda há meia dúzia de horas, arrumando os meus recortes de jornais deparei com uma entrevista com quase três meses do Senhor João Lagos, límpida, honesta, pura... - quero deixar a minha solidariedade para com aqueles que, apesar do mundo parecer ter começado a girar ao contrário, ainda assim não desistem.

Cá estarei para, dentro das condicionantes que gerem o actual momento da minha vida, ajudar a organização naquilo que posso, e que não é mais do que fazer eco do que se for passando dia-a-dia.

E, porque o VeloLuso é um espaçozinho pessoal na blogosfera que, desde há seis anos, não serve mais do que para deixar alguns desabafos, ou estados de alma, OBRIGADO, por não se terem esquecido de mim.

Outros houve, que devendo-me muito mais, me apagaram das suas memórias.
Ainda assim desejo-lhes toda a sorte do Mundo.

ANO VI - Etapa 32

PARABÉNS MANEL,
ESTAMOS ORGULHOSOS DE TI
.

Manuel Cardoso, no momento em que cortava, em primeiro lugar, a meta em El Vendrell, final da 4.ª tirada da Volta (é assim mesmo que se escreve em catalão) à Catalunha.

Fora dos gabinetes, na estrada, onde 'explodem' e se confirmam os Campeões, Portugal não está assim tão atrás, em relação ao Grande Pelotão internacional...

(Foto: RadioShack)

quarta-feira, março 23, 2011

ANO VI - Etapa 31

ESPEREMOS QUE TENHA
'REGRESSADO' À TERRA

Ponto prévio: é evidente que a ADoP é importante no quadro da chamada 'verdade desportiva' no, passe a redundância, Desporto nacional. No Desporto Nacional. Em todo ele, não enquadrado naquela 'estranha' imagem de apenas funcionar, mais ou menos 'emboscada' em cima do Ciclismo. Não há nem mais nem menos recurso ao doping no Ciclismo do que em qualquer outra Modalidade. E, como se viu, não passou ainda uma semana, basta aumentar o número de controlos sobre praticantes de outras disciplinas para que esta constatação seja sublinhada como verdade.

Escrevi, aqui, uma vez, que o director (então ainda era CNAD) da ADoP tinha enorme dificuldade em conviver com derrotas em sede de Justiça Desportiva. Ganhei o direito de, pela primeira vez na minha vida de 50 anos e de 23 de Jornalista, pisar o espaço de um Tribunal.
Mas eu sou insignificante. Formiguinha que se esmaga com um dedo. Valeu-me uma defensora experiente mas, ao mesmo tempo, com enorme capacidade de negociação. Sou-lhe eternamente grato.

Por essa altura já 'este' caso decorria. De um lado, a mesma figura; do outro... Carlos Queiroz. Muita capacidade financeira capaz de reunir uma equipa de advogados quase imbatível, até porque a argumentação era tão frágil que desde sempre soubemos quem iria sair vencedor.

Quatro dias depois de nos dizer que o maior número de casos positivos de doping, o ano passado, ter acontecido no 'intocável' Futebol... a ADoP é vencida, em sede de Tribunal Arbitral Desportivo, por um homem do futebol. Sem apelo nem agravo.

Salvaguardando as devidas proporções e sem, nem de perto nem de longe, me querer comparar a quem quer que seja, quem conhece ambos os processos pode pesar a 'gravíssima ofensa' que me valeu uma queixa judicial àquela que o ex-seleccionador nacional proferiu, em público, durante a concentração da Selecção Nacional de futebol e ouvida por tudo o que era CS.

A minha foi escrita aqui. Teve como testemunhas os 50 amigos que, nem todos os dias, vêm ver o que escrevo.

Repito que o meu caso já corria em Tribunal quando o outro aconteceu e não posso compará-los.

Mas nunca duvidei da minha razão. Também não vou cair no ridículo de pretender que a outra queixa se enquadrou naquela que me levou a Tribunal. Só no essencial, e isso foi hoje demonstrado: não gosta de perder. Desta feita teve de se reduzir à sua real dimensão e só lhe restou 'demonstrar que aceita mas não concorda'.

E, inevitavelmente, isto leva-me a retroceder no calendário e a relembrar tudo o que já disse e escrevi, mas que pouco, ou nenhum eco teve nos grandes meios de CS. E porque não deveria ter? Hoje estarei esquecido mas, à altura não abdico de reinvidicar que a minha opinião teria que ter um peso global.

A operação que levou à extinção do PCC foi, desde o princípio, de génese ilegal. O CNAD não podia, ainda por cima 'em cima da hora' ter acesso a 'provas' descobertas por uma instituição policial como a Polícia Judiciária e não falta na PJ quem, sem conhecimento de ao que ia tenha mais tarde confessado que aquilo não poderia ter acontecido.

Os elementos do CNAD iriam fazer controlos surpresa. Batiam à porta. Esta eras-lhes franqueada. O Corredor, mais o médico, dirigir-se-iam à casa-de-banho, aquele disponibilizaria o líquido orgânico, este etiquetálo-ia e só tinha que abandonar o local.

Não podia ficar, como espectador - o que nem sequer foi o que aconteceu - a assistir à revista da casa legalizada por um mandado judicial. Muito menos tirar notas de maneira a formalizar um relatório oficial!

O que a polícia viesse a descobrir abriria um processo judicial, a ser levantado pelo Magistério Público mas de cujos resultados nem o CNAD nem a FPC se poderiam aproveitar. 'Vide' a Operatión Puerto.

A operação conjunta foi programada, logo, legal? Sancionada por quem?
Seriam precisas três assinaturas: a do ministro da Administração Interna, que tutela as polícias convencionais que têm como obrigação controlar a entrada, circulação e consumo de drogas - chamemos-lhe assim, para facilitar -; a do ministro da Justiça, que tutela a Polícia Judiciária, a única com poderes para concretizar mandados de busca domiciliária (que também precisam da assinatura de um Juíz) e a do ministro-adjunto do Primeiro Ministro que tutela a secretaria de Estado da Juventude e dos Desportos cuja figura não tem autonomia para tal, apesar do impecável penteado.

Alguém se preocupou em procurar certificar-se se todos estes trâmites foram cumpridos?
Eu respondo: não!

E depois houve avençados da FPC que se deram ao luxo de por todo o processo em causa.
Nem perceberam o porquê da decisão dos Juízes.

Depois surge o 'caso Queiroz'.
(Não posso arriscar a ser processado outra vez... passemos à frente!)

O CQ não é o MzM. Mesmo tendo sido inconveniente, até mal educado, quando chegou a hora avançou com tudo o que tinha, e pode ter muito, e hoje saiu a resolução do TAS: ILIBADO.

Berrou, gritou chamou nomes... mas não interferiu com o controlo. Não escondeu jogadores, não trancou portas... não atirou os frasquinhos com o mijo ao chão...

... do que é que os médicos tiveram medo? Porque se esqueceram de preencher aqueles autocolantes que identificam de quem é a amostra? E, quando isto foi detectado, já em Lisboa, porque alteraram relatórios. ainda por cima da forma mais patética que foi rasurando-os?

Porque na altura e, naturalmente, já conhecedores do acontecido, os figurões do desporto nacional, governantes incluídos, 'avisaram' que era a Selecção Nacional de futebol que estava em causa... eram 45 dias de boa vida na África do Sul que não poderiam, de forma alguma, ser postos em causa.

E ninguém tugiu nem mugiu.
Recordo que isto aconteceu ANTES, ainda na Covilhã.

As coisas correram mal no Mundial e 'conveniente' fuga de informação pôs toda a história cá fora. 'Fuga de informação'?, mas alguém acredita que naqueles dias todos nem um, um só jornalista soube do que acontecera? Souberam todos e todos concertados abafaram o escândalo. Com um bocadinho de sorte jamais se saberia...

Mas a sorte é madrasta. E bateram a má porta. O Homem não se ficou.
E ganhou, pelo menos, este processo.
Agora pede uma indemnização milionária à ADoP.
E a demissão do homem que não gosta de perder processos em tribunal.
O seu 'patrono' foi hoje, há aqui algumas horas, 'despedido'.
Provavelmente vai safar-se.

sábado, março 19, 2011

ANO VI - Etapa 30

FUTEBOL
É A MODALIDADE
COM MAIS CASOS
DE DOPING

No desporto em Portugal foi o futebol que registou o maior número de casos de doping durante o ano de 2010, mais de metade dos quais relacionados com o consumo de drogas sociais.

De acordo com a Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), registaram-se, em 2010, sessenta violações, no total de 26 modalidades. O número de casos agora [ontem] apresentado representa um aumento em relação a 2009, quando foram detectadas 47 infracções, em 23 desportos.

No futebol, que em 2009 tinha registado quatro casos positivos, regista-se um aumento no ano em análise para 15, seguindo-se o ciclismo, com um total de 11 casos, três dos quais por outras violações não relacionadas com o consumo de substâncias dopantes. [1]

Luís Horta, presidente da ADoP, destacou o aumento de casos no futebol, mas considerou que o facto de oito deles estarem relacionados com consumo de drogas sociais é apenas um reflexo da sociedade. [2]

O total das amostras analisadas ultrapassou, em 2010, pela primeira vez a barreira das 4 000, verificando-se um aumento das análises ao sangue e uma diminuição das de urina.

Pela primeira vez foram realizadas em Portugal análises de detecção de eritropoetina (EPO), facto que o responsável da ADoP considerou "bastante positivo e importante".

No mesmo sentido, Horta destaca que mais de um terço das amostras recolhidas foram obtidas fora do periodo de competição, o que vai ao encontro de um dos objectivos da ADoP.

"É cada vez mais necessário realizar controlos inteligentes, realizados na altura certa, no dia certo e adaptados a cada caso", afirmou Luís Horta. [3]

O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, considerou que se o ligeiro aumento nos casos de doping não estivesse relacionado com as chamadas drogas sociais "teria mais razões para ficar preocupado". [4]

No entanto, o governante e o director da ADoP consideraram ser essencial manter e, se possível aumentar, os controlos fora de competição. Laurentino Dias garantiu ainda que a área da luta contra o doping "não vai ser afectada por eventuais cortes orçamentais".

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Acima, ficou o despacho... oficial, da LUSA, posto esta tarde a circular.

Agora concedo espaço de comentário a um tipo que já anda há tanto tempo afastado do Ciclismo que nem se lembra mais quantos carretos tem um 'cassete' de 11/25.
Eu.

[1] -- O futebol teve 15 casos, seguido do Ciclismo que teve 11... TRÊS DOS QUAIS não relacionados com o consumo de substâncias dopantes. Então... não serão APENAS OITO?
(ressalvo que nunca fui bom a matemática)

[2] -- Recordo, faço questão de o fazer, que um dos principais argumentos, não só do Senhor Professor Doutor Luís Horta, como do Senhor Doutor Artur Moreira Lopes, presidente da FPC [ambos médicos], como do figurante nestas coisas - só aparece quando há uma câmara de televisão por perto - o Senhor Laurentino Dias, sempre foi,cito de memória o que me fartei de ouvir, "em primeiro lugar a saúde do atleta"...

Não preciso que me expliquem que eu percebi sem quaisquer dúvidas. Cocaína, heroína, crack, e todos aqueles comprimidozinhos de todas as cores... são coisas de somenos.

Um Corredor de Ciclismo... vá lá, um praticante de atletismo também, exigem apertada vigilância, não vão perder-se com tonterias...

Os jogadores de futebol, é claro para nós todos, têm um outro estatuto.
Caramba... ganham dinheiro que se fartam, são figuras públicas, pelo menos na 'imprensa cor-de-rosa', os seus casa-descasa dão capas de revista, as suas fêmeas, saltam do nada para o mesmo patamar de figuras públicas, nivelam-se pelo mesmo diapasão dos 'actores de aviário' que preenchem as novelas televisivas, que se casam e descasam semana sim, semana não, que t~em de ser internados para desentoxicação de alcool e drogas, que - veio ontem no CM - chefiam gangs de tráfico de drogas que reinam em bairros como Chelas e a Curraleira... antes que se percam... a esses concede-se que sejam consumidores de cocaína, de heroina, de crack e daqueles tais comprimidinhos de todas as cores que os fazem felizes.

Aos Corredores de Ciclismo é preciso estar atentos não vão tomar um suplemento vitamínico que os faça voar na estrada. É perigoso. Podem magoar-se se a aterragem correr mal.
Mas fiquemos descansados... há quem, de facto, se preocupe com eles.

Coitados dos futebolistas adictos às drogas duras...

[3] -- (Peço desculpa, já não se lembram, mas eu recordo aqui: "É cada vez mais necessário realizar controlos inteligentes, realizados na altura certa, no dia certo e adaptados a cada caso", afirmou Luís Horta).

Eu sou amigo de Corredores já retirados, conhecido de outros que chegaram depois, mas com os quais já não tive tanto contacto e, tenho que confessar, não conheço, nem eles me conhecem, o grosso do pelotão actual.

Mas estou preocupado com eles.
'Controlos inteligentes' (seja lá isso o que for), 'realizados na altura certa, no dia certo' (o que quer dizer que estão permanentemente monotorizados) e... 'adaptado a cada caso' só significa uma coisa: estão nas mãos do sistema. Perderam a sua privacidade, um direito do qual não podem abdicar. E se há uma Lei que permite isto, esbarra na Lei Geral do Estado, que é a Constituição, hoje por hoje a única coisa que nos sobrou de Abril de 1974.

[4] -- Pois! Que se snif cocaína, que se injecte heroína, que se empaturrem daqueles comprimidinhos de todas as cores...
.
MAS LIVREM-SE DE SER
CORREDORES DE CICLISMO!...
.
ISSO SÓ É TOLERADO ÀS ESTRELAS DO FUTEBOL

Exagero meu?... Voltem a ler o despacho da LUSA acima reproduzido.
Já agora, gostava muito que o IDP abrosse uma 'janela' na internet para que a ADoP pudesse publicar os seus próprios comunicados...

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Vamos ver com que espécie de pinças os jornais mais logo aparecem a tratar o caso! Todos sabemos que o futebol é intocável...

sexta-feira, março 11, 2011

ANO VI - Etapa 28


CADÊ A IMPLACÁVEL MÁQUINA
QUE DESTRUIU O CCP, A CARREIRA
DE UMA DÚZIA DE CORREDORES
(e outros elementos que compunham
a equipa), APESAR DE A JUSTIÇA
TER ILIBADO A TODOS OS QUE
FORAM PRESENTES A JULGAMENTO?

Saiu hoje no Correio da Manhã (prova aqui ao lado). isto quando os 'desportivos' continuam a tratar o assunto com pinças, o que se nota, principalmente, se não há um nome de um Corredor de Ciclismo directamente envolvido.

Parece que não há! Pese embora um enigmático caso de uso de hormonas de crescimento detectado (sei que corro o risco de vir a ser desmentido pelo anunciado, e, já agora, ansiosamente aguardado, desde hoje, 'balanço de 2010' que será (cito aquilo que podem ler aqui ao lado) revelado na próxima semana.

A pronta tomada de posição do presidente do COP (junta) leva a que todos os olhos se virem para outra modalidade.

O nosso Ciclismo, com o respeito que devo a todos os seus actores, morreu. Ninguém lhes disse ainda e eles lá vão fingindo que estão vivos. Deixemo-los acreditar que sim.

O insensato 'saltar a terreiro' do comandante Vicente Moura penaliza o atletismo. Todos ainda estamos lembrados das... chamemos-lhe (para que não sejamos acusados de difamação) 'insinuações' a propósito de três ou quatro nomes do atletismo nacional.

Areia para os nossos olhos.

A EPO - e a maioria dos 'experts' nem disso fala porque para isso não está preparada (e quem mais fala é quem se limita a transcrever o que lhe sopram ao ouvido) - não é doping para uma prova de 100 metros. Porquê? Desafio as editorias de desporto dos vários OCS a avançarem com a orgamização (pelo menos patrocínio) de um debate sobre o assunto.

Ora, se de Corredores de Ciclismo não se trata, senão os seus nomes seriam escarrapachados em corpo 48, se na velocidade, no atletismo - e quem tem o mínimo de conhecimentos sobre isto, sabe-o - a EPO é inutilizável... o que é que sobra?

O que é que sobra para que o Professor Doutor Luís Horta, assim por assim, a figura mais alta no combate ao doping, se fique, nas suas declarações, pelas meias palavras?

Pois é!
O Futebol.
Que é intocável.

Mas eu não li só este artigo no Correio da Manhã.
Ouvi, ontem, na RTP, as suas declarações à Antena 1.

"É claro que estamos preocupados com o crescimento do doping em algumas modalidades..."
... e mais à frente...
"A longo prazo há desportistas que podem perder a vida..."

Cenário absolutamente tétrico mas... não impossível.

Jamais poderia desejar que um ser humano viesse a morrer por causa do consumo de 'doping', contudo, e dentro deste cenário que o Professor Doutor Luís Horta nos 'atirou à cara', e sem falsos moralismos, não posso deixar de aqui... deixar (passe a redundância) de esperar, sinceramente, que, a seguir à primeira morte anunciada, o Professor Doutor Luís Horta se demita emediatamente do cargo que ocupa.

E socorro-me do 'lead' da notícia que aqui vai junta, e que diz...
'Luis Horta, presidente da ADoP, garante que há atletas nacionais a utilizarem Eritropoietina'

Quando se sabe de um ilícito e este não é denunciado...