sábado, maio 08, 2010

ANO V - Etapa 49

... E SEMPRE QUE UM HOMEM QUER...


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Logo que ontem, ao princípio da tarde, soube da novidade, para além de um misterioso sentimento que, no mesmo cadinho fundia a réstia de esperança que sempre mantive acesa, com a convicção firme de que no Alentejo HÁ MESMO gente tão apaixonada pelo Ciclismo, nomeadamente pela nossa mui querida Alentejana, que seria capaz de, custasse o que custasse não deixaria morrer a prova, me lembrei dos versos do poeta António Gedeão, curiosamente, um cientista, professor de Física - Rómulo de Carvalho de seu nome verdadeiro - que tão bem soube lidar com as palavras e os sentimentos...

... Sempre que um Homem quer, o Mundo pula e avança, como bola colorida, entre as mãos de uma Criança...

E perdoem-me a divagação; perdoem-me as analogias (provavelmente descabidas).

Os Homens que, à inércia - é tão fácil desistir, mas desistir é também símbolo de fraqueza ou, mais odioso ainda, e mesquinho, tentação de destruir o que outros, tantos outros, levaram mais de duas décadas e meia a construir - de outros tantos, e não me convencerão disso, apenas motivados por questões políticas (o que é que o Desporto tem a ver com política?), deixaram cair a Volta ao Alentejo, souberam responder com ma autêntica bofetada de luva branca, a esses curvo-me agradecido e aqui deixo, enquanto mero cidadão, enquanto Alentejano, enquanto apaixonado pelo Ciclismo, o meu Muito Obrigado!

Não fiquei, mesmo nada, surpreendido com os seus nomes. Sempre os reconheci como Gente de Bem.

O que interessa, e só isso interessa, é que a 28.ª Edição da Alentejana vai mesmo para a estrada este ano, impedindo, assim, uma interrupção que poderia ser definitivamente fatal.

Fiquei a par das dificuldades com as quais tiveram que se debater. Os muros contra os quais esbarraram, as cercas que tiveram que saltar e a necessidade de, como em 1983, aquando da realização da primeira edição, andar a bater de porta em porta para conseguirem o orçamento mínimo que pudesse manter a corrida no calendário. Extraordinariamente, fora das habituais datas, mas o que interessa é que a Alentejana, apesar do fingido pranto das carpideiras que para isso mesmo são chamadas, o FUNERAL da Alentejana foi anulado. Por falta do defunto.

Amigos, todos vocês que se empenharam de alma e coração nesta tarefa de não deixar morrer o maior acontecimento desportivo do nosso Alentejo, ainda que com alguns (naturais) condicionalismos), o meu mais sincero e profundo obrigado.

Convosco, orgulho-me de ser Alentejano.

1 comentário:

arara qas1qwe disse...

Só é pena que os Alentejanos não se revejam nesta volta ao alenetejo, porque de alentejana só tem o nome e as localidades por onde passa.Esta prova poderia ser o CTT o Costa Azul ou o Pad, porque a Pad só queria o nome. Todos aqueles alentejanos e foram muitos que mantiveram a volta na estrada e com a categoria e reconhecimento dos ultimos anos já não estão lá, os Bombeiros de Arraiolos, o ti Adegas, o Manel Couto, o Dr. jaleco, o Armando Oliveira, a Rita Felicio a equipa de sinalização o enf. Trindade, a todos esses Alentejanos não foi perguntado se por esse ou menos dinheiro conseguiam pôr essa volta ao alentejo de pé, é claro que sim se eles realizaram várias edições e sem qualquer erro grave apontado pela UCI, também a realizavam com a categoria 2.2 e se calhar ainda mais barata, mas havia infelizmente muitos ciumes por parte de algumas pessoas...só desejo as maiores êxitos á PAD agora e que não ajude no Funeral da Alentejana como tem ajudado no resto das provas em Portugal, viva o CICLISMO