quarta-feira, junho 17, 2009

II - Etapa 449

OBRIGADO PELO CONVITE.
NÃO SERÁ FÁCIL, MAS TUDO FAREI
PARA PODER ESTAR PRESENTE...


É uma estória longa, com 18 anos de existência.

Recém chegado à [dolorosamente, para mim] extinta A CAPITAL, e porque fui preencher a vaga deixada por um companheiro que mudara para outro jornal e que habitualmente cobria o Ciclismo, acabei por ficar com o "menino nos braços". Eu, que na altura não conhecia um único Corredor, um único técnico... Nunca tinha escrito sobre Ciclismo.

N'A CAPITAL, por tradição - ainda não tinha entrado na derrapagem que culminaria com o seu fecho, mas era, sempre fora, um Jornal para a região da Grande Lisboa - de Ciclismo fazia-se, o Grande Prémio A CAPITAL, a Volta, claro, que toda a gente fazia (e continua a fazer) e o Troféu Joaquim Agostinho, porque se desenrolava, como ainda hoje acontece, exactamente na Região da Grande Lisboa, se a alargámos à Região Oeste.

Entre 1991 e 2005 cobri 15 Voltas a Portugal e... 14 Troféus Joaquim Agostinho. Já não me recordo o ano que falhei mas, porque entretanto havia assumido um cargo de editoria n'A BOLA, para onde havia transitado, e porque o outro editor estaria de férias, não recordo, foi impossível eu ir para a estrada porque tinha que estar na redacção a coordenar a Secção de Modalidades.

Tenho, por esta corrida, um carinho muito especial. Nela fiz inúmeros amigos, desde o seu promotor, o Francisco Manuel Fernandes, passando pela Maria João Patrício que hoje [ontem] me enviou este convite, passando pela Cristina Matias, pela Fátima Mota, pela Elsa Neto... tenho receio de me esquecer de algum nome por isso não vou tentar citá-los a todos... Mas sublinho o do Luís Fernandes.

E há um outro que não esqueci, o do Carlos, da Fonotel... rapaz pelo qual o meu computador tinha um respeito incrível pois, recusando-se a obedecer-me, mal ele lhe punha as mãos em cima voltava, diria miraculosamente, se acreditasse e milagres, a funcionar.

O Carlos, o homem das comunicações na Sala de Imprensa, por quem, no início de mais uma edição e notando a sua falta perguntei para ficar a saber que tinha falecido, antes dos 30 anos, com o abominável cancro.

[Não te esqueci, não te esquecerei, companheiro!]

Somo mil e uma histórias à volta do Troféu Joaquim Agostinho. Todas elas boas. De camaradagem, de entreajuda... de baptismo de recém chegados às lides...

Tenho saudades!

Perdoem-me a fraqueza.

Hoje estou noutro departamento, onde também faço falta por isso não poder garantir a minha presença, mas volto a dizê-lo... vou tentar lá estar.

Um grande e forte abraço a todos.

2 comentários:

faty disse...

È sempre reconfortante saber que as amizades se mantenham apesar das distâncias.
Essa é uma das razões pelas quais ainda hoje me mantenho como colaboradora da organização do troféu.
Obrigado Manuel Madeira
Fátima Mota

mzmadeira disse...

Amiga Fátima...

tantos anos em que convivemos aqueles cinco/seis dias... é evidente que jamais os esquecerei.
E volto a confessar... tenho saudades. De vocês todos. No artigo esqueci-me da Maria José... outra boa amiga.

Tenhamos saúde. Todos nós. E talvez um dia se proporcione um reencontro...

Beijinho.