quarta-feira, janeiro 17, 2007

402.ª etapa


ALVES BARBOSA

Esta minha ausência forçada impediu-me de, atempadamente, aqui falar de Alves Barbosa. Foi condecorado pelo governo francês, através do embaixador daquele país em Lisboa. Um bonito gesto de reconhecimento em relação a um homem a quem o ciclismo português muito deve, logo, ne sua pessoa, uma homenagem também ao ciclismo luso.

Consequência desta iniciativa dos franceses: a Imprensa portuguesa (pelo menos a desportiva - pelo manos parte dela) redescobriu-o, oferecendo aos mais jovens bonitos "retratos" do grande ciclista que foi. Para que eles ambém aprendam a admirá-lo.

Fiz-lhe, já lá vão uns bons 15 anos (pelo menos) uma longa entrevista, ainda nas exíguas instalações da FPC, na Rua Barros Queirós. A sua invulgar capacidade de comunicação, a simplicidade que incute no seu discurso - e que toda a gente percebe - o ser, como a Ana Paula Marques (Record) vinca hoje, na sua pequena crónica, "terrivelmente" directo e incisivo, não usando meias palavras para dizer o que pensa, tudo isso cativou-me desde logo.

Houve duas coisas que - recordo, a entrevista será de 1991, ou 1992 - nunca mais esqueci.
«Sou o único profissional do Ciclismo Português» - uma amostra da frontalidade que sempre põe no que diz - e «O futuro do ciclismo está no BTT». Uma variante da modalidade que dava, então, as primeiras pedaladas.

Depois disso já conversámos muitas vezes, e de cada vez que o oiço aprendo mais qualquer coisa.

É, de facto, uma das maiores figuras de sempre do Ciclismo Português, e só podemos ficar felizes por ainda podermos contar com ele, com as suas histórias e as suas estórias.

Aliás, foi reconhecendo que Alves Barbosa é mesmo uma das grandes figuras da história do nosso ciclismo que, há algum tempo atrás, sugeri que o novo complexo a construir na Anadia e que incluirá o primeiro velódromo a sério, no nosso país, pudesse vir a levar o seu nome...

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