quarta-feira, abril 09, 2008

II - Etapa 22

CICLISMO NA TV

Vi há pouco, e pela primeira vez, confesso, o Magazine TV-Ciclismo. Também, passar Ciclismo num canal só acessível por cabo e, ainda por cima, codificado deixa muitos adeptos da modalidade sem hipóteses de o poder ver.

Não é uma crítica. Permitam-me que partilhe com todos alguns desabafos.

Crítica seria se a PGM tivesse tido a oportunidade de escolher entre vários canais interessados e tivesse optado pela Sport-TV. O que todos calculamos não aconteceu. Passa na Sport-TV porque só este canal se mostrou receptivo à oferta da PGM.

A maioria dos aficionados não o saberá e creio não estar a cometer nenhuma inconfidência ao revelar isto, mas a PGM tem de fazer tudo, colher imagens, editar, colar os comentários e garantir a entrega da casettezinha pronta a ir para o ar.

Até por isso custa a aceitar que o Canal Público, pago com os nossos impostos e que na Lei está obrigado a prestar um Serviço Público, nem assim, com a papinha toda feita e precisando apenas de encontrar um espaço de 20 minutos/meia hora onde entalar os resumos - que todos gostaríamos fossem de todas as corridas do nosso calendário, sub-23 incluídas - se mostra interessado. Devia ser obrigado. Digo eu.

Em relação ao programa em si... vi qualidades e defeitos. Mas isso acontece com tudo na vida, não é exclusivo dos resumos de Ciclismo.

Como escrevi a abrir, foi a primeira vez que o vi - não tenho assim acesso à Sport-TV tão facilmente - e gostei do esforço da produção em o fazer diversificado. Gostei de rever, ainda que apenas na televisão, o velho e caro amigo António Marta. Curiosamente, só hoje fiquei a saber que o Jorge Torre, afinal, ainda não arrumou a bicicleta e vai fazer a temporada na equipa da Ventosa. Os resumos das corridas - Troféu Sérgio Paulinho e a manga portuguesa da Taça das Nações - estavam satisfatórios e apenas no noticiário posso assinalar algumas falhas.

Não sei até que ponto, tecnicamente é viável pôr um pivot a ler as notícias, mas sempre seria melhor do que estar a ouvir que o Hector Guerra venceu o Grande Prémio de Llodio e a vê-lo a cortar uma meta com um insuflável dos CTT por trás e, mais grave ainda, a passagem de imagens - propositadamente escolhidas entre as tomadas de longa distância - mas com paisagens que, quem anda por este país, facilmente identifica. Não havia necessidade.

Ninguém exigiria à PGM que tivesse imagens da corrida. Desta, como de todas as outras que ainda estão para vir, e esperemos que seja muitas vezes notícia a vitória de corredores de equipas lusas além fronteiras. Claro que o Mundo não vem abaixo por vermos imagens de arquivo a ilustrar o noticiário, mas se fosse possível evitá-lo... melhor.

Digo eu, que não renego a minha opção puritana no que respeita à informação. Quem vê, quem ouve, quem lê, parte do princípio que está a ver, a ouvir ou a ler algo de puramente genuíno. Quando se apercebe que isto não acontece... sente-se defraudado e começa a desconfiar de tudo o que vê, que ouve ou lê.

Gostei de ver o trabalho com o Teixeira Correia. Como - repito-me - foi o primeiro magazine que vi, não sei quem é que já foi "O Homem do Dia". Por isso não posso deixar sugestões. Ainda em relação a este trabalho... houve cenas que poderiam ter sido omitidas e aproveitado o tempo para dar mais... tempo de antena ao Teixeira Correia que, certamente, teria coisas muito interessantes para dizer. Bastava tê-lo ouvido a cantar uma vez. Repetir a cena foi despropositado.

Mas é somente a minha opinião e não deixo de expressar aqui as minhas felicitações à equipa que trabalha com o Carlos Raleiras. Ah!, fiquei a saber que o André Silva - mais um alentejano na família dos jornalistas de Ciclismo - trabalha com a PGM. Boa! Força aí companheiro.

(Confirmando a opinião que muitos têm de mim... consegui ser tão estúpido que, apesar de aqui ter deixado os horários das transmissões, terminado o Magazine desliguei a televisão e perdi o resumo da 1.ª etapa da Volta ao Alentejo!!! rês dias a pão e água parece-me um castigo justo!)

1 comentário:

ACS disse...

Obrigado Manel! Aqui entrei há apenas 3 anos, mas, meu amigo, o bicho já é muito...
Abraço
André Silva