[Acordo Ortográfico] # SOU FRONTALMENTE CONTRA! (como dizia uma das mais emblemáticas actrizes portuguesas, já com 73 anos, "quem não sabe escrever Português... aprenda!»)
PORTUGUÊS DE PORTUGAL! NÃO ESCREVEREI, NUNCA, NUNCA, DE OUTRA FORMA!
domingo, maio 04, 2008
II - Etapa 52
AGORA A SÉRIO!...
1.Cadê o direito ao contraditório?
2. Espectáculo brutal, aquele que ontem - os que já sabem onde podem ver (e lendo a Marca percebi que até há espanhóis que o não sabem) - pudemos seguir!... E não são para aqui chamadas questões de amizade!...
2 comentários:
Anónimo
disse...
Não me recordo de nada parecido. Caro MZMadeira, você que segue o ciclismo há muito e que tem um arquivo histórico sem fim recorda-se ou consegue encontrar algo parecido ?
Espero que toda a equipa da LA esteja bem na 3ª feira, pois estou com um feeling que vai ser mais uma etapa inesquecivel !
Igual, igual... francamente foi inédito, pelo menos que eu tivesse visto. No Sábado, o pivot da transmissão da RTPA falou, a dada altura, numa situação semelhante, protagonizada há uns anos pela ONCE, essa não vi.
Mas vi, por exemplo, na Volta a Portugal de 2002, na etapa da Senhora da Graça, quando a concorrência vigiava o Möller e o Jeker, a Maia ter lançado o Rui Sousa, o Gonçalo Amorim, o Horrach, provavelmente ia um quarto maiato, mas iam mais alguns corredores, para aí uma dúzia, dúzia e meia, que arrasaram. O Gonçalo só não venceu no alto do Monte Farinha - foi rei da Montanha, nessa Volta - e o Horrach vestiu de amarelo. E só perdeu a Volta em Sintra, por cinco segundos. Para o Claus. A Maia acabou com três homens nos três primeiros lugares da geral final.
Outra etapa épica a que tive oportunidade de assistir, aconteceu na Vuelta de 2005, na subida ao Alto de Pajares. Numa primeira fuga a Liberty Seguros (a espanhola) meteu três homens e, no momento certo, lá atrás atacou com Heras acompanhado por mais dois companheiros. Os três da frente que entretanto tinham esfrangalhado o grupo em fuga, esperaram pelo seu chefe-de-fila e a Liberty fez uma corrida indescritível. Estava um dia terrível, chuva, nevoeiro, temperatura de pouco mais de cinco graus, lá no alto, e o Heras, já sozinho, ganhou isolado.
Mas ver assim uma equipa na sua totalidade a colocar-se na frente da corrida e abanar o pelotão até o destroçar, isso nunca vira.
E os relatos escritos que pudemos ler não puderam dar a real imagem do que aconteceu. É que não foram o Tondo, o Bruno, o Zaballa e o Vicioso que fizeram uma etapa memorável. Tudo começou com o papel desempenhado pelo Afonso Azevedo na fuga. O Afonso não consistia, por si só, grande perigo para os principais candidatos e aposto o meu pescoço em como toda a gente pensou que ele só ia na fuga para que o Manel Zeferino tivesse uma "desculpa" para não perseguir. E viu-se quem perseguiu... E levou o esquadrão povoense até à frente da corrida. O que não foi possível contar, porque eu sei bem o que é a falta de espaço, foi que TODOS os outros sete elementos da equipa passaram depois pela frente da corrida. O Romero e o Garrido primeiro, até "estourarem", o Cabreira, outra vez numa demonstração de força impressionante e, finalmente os outros quatro, com as despesas principais da subida a serem assimudas pelo Bruno. Só o Garzelli os acompanhou.
Porque é que o Vicioso foi escolhido para o fim? Porque é bom finalizador e bom contra-relogista. O Zabala também podia, se o grupo final fosse maior, tentar finalizar, ou os planos do Manel contemplavam ainda uma segunda investida, se o grupo da frente fosse maior e jogaria aí o Zabala.
O Tondo, é óbvio que era para ser levado. Ele é um dos principais favoritos na duríssima subida até ao Santuário del Acebo, e quanto mais à frente ficasse melhor.
Eu diria que o Manel Zeferino, jogando com "multíplas", procurou fazer um seis no "totoloto" mas viu a estrelinha contemplá-lo também com o suplementar. Foi "linha" e "bingo" na mesma jogada...
Apesar de tudo, quem conhece a subida para o Santuário do Acebo sabe que é preciso acontecer um dia muito mau a um candidato para perder mais de 1.30 na subida. Um dia mesmo muito mau. Por iaso...
2 comentários:
Não me recordo de nada parecido.
Caro MZMadeira, você que segue o ciclismo há muito e que tem um arquivo histórico sem fim recorda-se ou consegue encontrar algo parecido ?
Espero que toda a equipa da LA esteja bem na 3ª feira, pois estou com um feeling que vai ser mais uma etapa inesquecivel !
Igual, igual... francamente foi inédito, pelo menos que eu tivesse visto. No Sábado, o pivot da transmissão da RTPA falou, a dada altura, numa situação semelhante, protagonizada há uns anos pela ONCE, essa não vi.
Mas vi, por exemplo, na Volta a Portugal de 2002, na etapa da Senhora da Graça, quando a concorrência vigiava o Möller e o Jeker, a Maia ter lançado o Rui Sousa, o Gonçalo Amorim, o Horrach, provavelmente ia um quarto maiato, mas iam mais alguns corredores, para aí uma dúzia, dúzia e meia, que arrasaram. O Gonçalo só não venceu no alto do Monte Farinha - foi rei da Montanha, nessa Volta - e o Horrach vestiu de amarelo. E só perdeu a Volta em Sintra, por cinco segundos. Para o Claus. A Maia acabou com três homens nos três primeiros lugares da geral final.
Outra etapa épica a que tive oportunidade de assistir, aconteceu na Vuelta de 2005, na subida ao Alto de Pajares. Numa primeira fuga a Liberty Seguros (a espanhola) meteu três homens e, no momento certo, lá atrás atacou com Heras acompanhado por mais dois companheiros. Os três da frente que entretanto tinham esfrangalhado o grupo em fuga, esperaram pelo seu chefe-de-fila e a Liberty fez uma corrida indescritível. Estava um dia terrível, chuva, nevoeiro, temperatura de pouco mais de cinco graus, lá no alto, e o Heras, já sozinho, ganhou isolado.
Mas ver assim uma equipa na sua totalidade a colocar-se na frente da corrida e abanar o pelotão até o destroçar, isso nunca vira.
E os relatos escritos que pudemos ler não puderam dar a real imagem do que aconteceu. É que não foram o Tondo, o Bruno, o Zaballa e o Vicioso que fizeram uma etapa memorável.
Tudo começou com o papel desempenhado pelo Afonso Azevedo na fuga. O Afonso não consistia, por si só, grande perigo para os principais candidatos e aposto o meu pescoço em como toda a gente pensou que ele só ia na fuga para que o Manel Zeferino tivesse uma "desculpa" para não perseguir. E viu-se quem perseguiu... E levou o esquadrão povoense até à frente da corrida.
O que não foi possível contar, porque eu sei bem o que é a falta de espaço, foi que TODOS os outros sete elementos da equipa passaram depois pela frente da corrida. O Romero e o Garrido primeiro, até "estourarem", o Cabreira, outra vez numa demonstração de força impressionante e, finalmente os outros quatro, com as despesas principais da subida a serem assimudas pelo Bruno.
Só o Garzelli os acompanhou.
Porque é que o Vicioso foi escolhido para o fim? Porque é bom finalizador e bom contra-relogista. O Zabala também podia, se o grupo final fosse maior, tentar finalizar, ou os planos do Manel contemplavam ainda uma segunda investida, se o grupo da frente fosse maior e jogaria aí o Zabala.
O Tondo, é óbvio que era para ser levado. Ele é um dos principais favoritos na duríssima subida até ao Santuário del Acebo, e quanto mais à frente ficasse melhor.
Eu diria que o Manel Zeferino, jogando com "multíplas", procurou fazer um seis no "totoloto" mas viu a estrelinha contemplá-lo também com o suplementar.
Foi "linha" e "bingo" na mesma jogada...
Apesar de tudo, quem conhece a subida para o Santuário do Acebo sabe que é preciso acontecer um dia muito mau a um candidato para perder mais de 1.30 na subida. Um dia mesmo muito mau. Por iaso...
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